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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1615  
  30/08 a 02/09/2019  
     
     
 
Astronomia no Verão
CCVAlg | CCVTavira

Atividades planeadas para o mês de setembro:

02/09 - Praia de Faro, a partir das 20:30, no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

03/09 - Tavira, observação da Lua, a partir das 21:00, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTavira)

06/09 - Olhão, a partir das 21:00, na Marina de Olhão - Jardim dos Pescadores (atividade realizada pelo CCVAlg)

11/09 - Tavira, a partir das 21:30, junto Forte do Rato em Tavira (atividade realizada pelo CCVTavira)

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)

 
     
 
Efemérides

Dia 30/08: 242.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1983, missão STS-8 do vaivém Challenger. Foi o primeiro lançamento noturno do programa do vaivém espacial.
Em 1984, o vaivém Discovery fazia a sua viagem inaugural, a missão STS-41-D.

Em 1991, lançamento do observatório espacial solar Yohkoh do Japão.
Em 2012, lançamento das sondas gémeas Van Allen da NASA, a bordo de um foguetão Atlas V. O seu propósito era recolher dados sobre as duas cinturas de radiação que rodeiam a Terra e revelar detalhes da influência do Sol sobre o nosso planeta.
Observações: Lua Nova, pelas 11:37.
Trânsito da sombra de Io, entre as 18:52 e as 21:09.
Perto da meia-noite, dois dos mais famosos objetos de céu profundo, o Enxame Duplo de Perseu e a Grande Galáxia de Andrómeda (M31), estão altos a este. Sabia que estão separados por apenas 22º? Estão ambos catalogados como tendo magnitude 4, mas têm um aspeto muito diferente, ainda para mais com um céu escuro. Veja por si próprio(a). Pegue num mapa do céu. Estão para baixo de Cassiopeia e para a direita de Cassiopeia, respetivamente.

Dia 31/08: 243.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913 nascia Bernard Lovell, físico e radioastrónomo inglês. Foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, desde 1945 até 1980.
Em 1998, a Coreia do Norte lança, alegadamente, o seu 1.º satélite, chamado Kwangmyŏngsŏng-1.

Observações: Altair é a estrela mais brilhante a sul depois do anoitecer (não estamos a contar os planetas Júpiter e Saturno, para baixo e para a direita). Aviste a pequena companheira alaranjada de Altair, Tarazed, para cima e para a direita, um dedo à distância do braço esticado. Para cima e para a esquerda de Altair, a pouco mais de um punho à distância do braço esticado, está a pequena constelação de Golfinho. Mais perto de Altair, mas para cima, está a ainda mais pequena e ténue constelação de Seta.

Dia 01/09: 244.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1804, Juno, um dos maiores asteroides da cintura principal, é descoberto pelo astrónomo alemão Karl Ludwig Harding.
Em 1859, o físico solar Richard Carrington observa a primeira proeminência solar.

Uma intensa aurora ocorreu no dia seguinte.
Em 1979, voo rasante da Pioneer 11 por Saturno (maior aproximação, 20.900 km). A Pioneer 11 mapeou a magnetosfera e o campo magnético de Saturno e descobriu que a sua maior lua, Titã, era fria demais para suportar vida.
Em 2000, um objeto com meio quilómetro, conhecido como 2000 QW7 - apenas descoberto a 26 de agosto de 2000, com o sistema NEAT da NASA/JPL - passou pela Terra a uma distância ligeiramente maior que 12 vezes a distância à Lua.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 04:26 e as 07:06.
A Lua começa mais uma viagem pelo céu noturno. Aviste o seu finíssimo Crescente ao lusco-fusco, baixo a oeste.

Dia 02/09: 245.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1859, uma super tempestade solar afeta serviços telegráficos por toda a Europa, América, Japão e Austrália.
Em 1970, a NASA anuncia o cancelamento de duas missões Apollo à Lua, a Apollo 15 (a mesma designação é re-usada numa missão posterior) e a Apollo 19.

Em 1971, lançamento da soviética Luna 18, missão de recolha de amostras lunares. Colidiu com a Lua no dia 11 de setembro e as comunicações foram imediatamente perdidas.
Observações: Marte em conjunção com o Sol, pelas 11:15.
Ao anoitecer, aviste a Lua baixa a oeste-sudoeste. A estrela para baixo da Lua é Espiga, da constelação de Virgem.

 
     
 
Curiosidades


Contagem mais recente de exoplanetas: 4109 planetas, em 3059 sistemas planetários, 667 dos quais são múltiplos.

 
 
   
Gaia "desembaraça" as "cordas" estelares da Via Láctea

Um novo estudo de dados da nave Gaia da ESA descobriu que, em vez de sair de casa jovens, como esperado, as "irmãs" estelares preferem ficar juntas em grupos duradouros, semelhantes a cordas.

A exploração da distribuição e da história passada dos residentes estelares da nossa Galáxia é especialmente complexa, pois exige que os astrónomos determinem a idade das estrelas. Isto não é nada trivial, já que estrelas "médias" de massa semelhante, mas idades diferentes, são muito parecidas.

Para descobrir quando uma estrela se formou, os astrónomos devem ao invés olhar para populações de estrelas que se pensa terem-se formado ao mesmo tempo - mas saber quais as estrelas que são irmãs representa um desafio adicional, já que as estrelas não ficam muito tempo nos berços estelares onde se formaram.

 
Este diagrama mostra uma visão frontal das "famílias" estelares - enxames (pontos) e grupos co-móveis (linhas grossas) de estrelas - até 3000 anos-luz do Sol, localizado no centro da imagem. O diagrama baseia-se na segunda divulgação de dados da missão Gaia da ESA.
Cada família é identificada com uma cor diferente e compreende uma população de estrelas que se formaram ao mesmo tempo. Tons roxos representam as populações estelares mais antigas, formadas há cerca de mil milhões de anos; os tons azul e verde representam idades intermédias, com estrelas que se formaram há centenas de milhões de anos; os tons laranja e vermelho mostram as populações estelares mais jovens, formadas há menos de cem milhões de anos.
As linhas finas mostram as velocidades previstas de cada grupo estelar nos próximos 5 milhões de anos, com base nas medições do Gaia. A falta de estruturas no centro é um artefacto do método usado para rastrear populações individuais, não devido a uma bolha física.
Um estudo recente usando dados do segundo lançamento do Gaia descobriu quase 2000 enxames não identificados e grupos de estrelas co-móveis e determinou as idades de centenas de milhares de estrelas, tornando possível o rastreamento de "irmãs" estelares e a descoberta dos seus surpreendentes arranjos. O estudo revelou que os mais massivos destes grupos familiares de estrelas podem continuar a mover-se juntas pela Galáxia em configurações longas e semelhantes a cordas milhares de milhões de anos após o nascimento.
Crédito: M. Kounkel & K. Covey (2019)
 

"Para identificar quais as estrelas que se formam juntas, procuramos estrelas que se movem da mesma forma, como todas as estrelas que se formaram na mesma nuvem ou enxame se moveriam de maneira semelhante," diz Marina Kounkel da Western Washington University, principal autora do novo estudo.

"Nós sabíamos de alguns destes grupos estelares em 'co-movimento' perto do Sistema Solar, mas o Gaia permitiu-nos explorar a Via Láctea em grande detalhe, a distâncias muito maiores, revelando muitos mais destes grupos."

Marina usou dados do segundo lançamento do Gaia para rastrear a estrutura e a atividade de formação estelar de uma grande região do espaço em redor do Sistema Solar, e para explorar como isto mudou com o tempo. Este lançamento de dados, divulgado em abril de 2018, lista os movimentos e posições de mais de mil milhões de estrelas com uma precisão sem precedentes.

A análise dos dados do Gaia, com base num algoritmo de aprendizagem de máquina, descobriu quase 2000 enxames não identificados anteriormente e grupos co-móveis de estrelas que se movem até 3000 anos-luz de distância - aproximadamente 750 vezes a distância até Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. O estudo também determinou as idades de centenas de milhares de estrelas, tornando possível o rastreamento de "famílias" estelares e a descoberta dos seus surpreendentes arranjos.

 
Esta imagem mostra uma visão de "famílias" estelares - enxames e grupos co-móveis de estrelas na Via Láctea - identificadas usando dados do segundo lançamento da missão Gaia da ESA. As famílias com menos de 30 milhões de anos são destacadas a cor-de-laranja, sobrepostas a uma visão panorâmica com base em observações do Gaia.
Um estudo recente usando dados do segundo lançamento do Gaia descobriu quase 2000 enxames não identificados e grupos de estrelas co-móveis e determinou as idades de centenas de milhares de estrelas, tornando possível o rastreamento de "irmãs" estelares e a descoberta dos seus surpreendentes arranjos. O estudo revelou que os mais massivos destes grupos familiares de estrelas podem continuar a mover-se juntas pela Galáxia em configurações longas e semelhantes a cordas milhares de milhões de anos após o nascimento.
Crédito: ESA/Gaia/DPAC; Dados: M. Kounkel & K. Covey (2019)
 

"Cerca de metade destas estrelas encontram-se em configurações longas, semelhantes a cordas, que refletem características presentes nas suas gigantescas nuvens natais," acrescenta Marina.

"Geralmente, pensávamos que as estrelas jovens deixavam os seus locais de nascimento apenas alguns milhões de anos depois de se formarem, perdendo completamente os laços com a sua família original - mas parece que as estrelas podem ficar próximas das suas irmãs até alguns milhares de milhões de anos."

As estruturas em forma de corda também parecem estar orientadas de maneiras particulares em relação aos braços espirais da nossa Galáxia - algo que depende da idade das estrelas dentro de uma corda. Isto é parcialmente evidente para as cordas mais jovens, compreendendo estrelas com menos de 100 milhões de anos, que tendem a estar orientadas num ângulo reto em relação ao braço espiral mais próximo do nosso Sistema Solar.

Os astrónomos suspeitam que as cordas estelares mais antigas devam ter estado perpendiculares aos braços espirais que existiam quando essas estrelas se formaram, que agora foram reorganizadas ao longo dos últimos mil milhões de anos.

"A proximidade e a orientação das cordas mais jovens dos braços espirais atuais da Via Láctea mostram que as cordas mais antigas são um importante "registo fóssil" da estrutura espiral da nossa Galáxia," diz o coautor Kevin Covey, também da Western Washington University, no EUA.

 
Este diagrama mostra uma visão frontal das "famílias" estelares - enxames (pontos) e grupos co-móveis (linhas grossas) de estrelas - até 3000 anos-luz do Sol, localizado no centro da imagem. O diagrama baseia-se na segunda divulgação de dados da missão Gaia da ESA.
Cada família é identificada com uma cor diferente e compreende uma população de estrelas que se formaram ao mesmo tempo. Tons roxos representam as populações estelares mais antigas, formadas há cerca de mil milhões de anos; os tons azul e verde representam idades intermédias, com estrelas que se formaram há centenas de milhões de anos; os tons laranja e vermelho mostram as populações estelares mais jovens, formadas há menos de cem milhões de anos.
As linhas finas mostram as velocidades previstas de cada grupo estelar nos próximos 5 milhões de anos, com base nas medições do Gaia. A falta de estruturas no centro é um artefacto do método usado para rastrear populações individuais, não devido a uma bolha física.
Um estudo recente usando dados do segundo lançamento do Gaia descobriu quase 2000 enxames não identificados e grupos de estrelas co-móveis e determinou as idades de centenas de milhares de estrelas, tornando possível o rastreamento de "irmãs" estelares e a descoberta dos seus surpreendentes arranjos. O estudo revelou que os mais massivos destes grupos familiares de estrelas podem continuar a mover-se juntas pela Galáxia em configurações longas e semelhantes a cordas milhares de milhões de anos após o nascimento.
Crédito: cortesia de M. Kounkel & K. Covey (2019)
 

"A natureza dos braços espirais ainda é debatida, com o seu veredicto sendo estáveis ou estruturas dinâmicas ainda não definidas. O estudo destas cordas mais antigas ajudar-nos-á a entender se os braços são na maioria estáticos, ou se se movem ou se dissipam e se reformam [no sentido de formar novamente] ao longo de algumas centenas de milhões de anos - aproximadamente o tempo que o Sol leva para completar mais ou menos duas órbitas em torno do Centro Galáctico."

O Gaia foi lançado em 2013 e tem como missão construir um mapa tridimensional da nossa Galáxia, identificando os locais, movimentos e dinâmicas de aproximadamente 1% das estrelas da Via Láctea, juntamente com informações adicionais sobre muitas destas estrelas. Versões posteriores dos dados do Gaia, incluindo mais dados, e cada vez mais precisos, estão planeadas para a próxima década, fornecendo aos astrónomos as informações necessárias para revelar a história da formação estelar da nossa Galáxia.

"O Gaia é uma missão verdadeiramente inovadora que está a revelar a história da Via Láctea - e das suas estrelas constituintes - como nunca antes," acrescenta Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.

"Dado que vamos determinar as idades para um número maior de estrelas distribuídas por toda a nossa Galáxia, não apenas daquelas que residem em enxames compactos, vamos estar numa posição ainda melhor para analisar como estas estrelas evoluíram ao longo do tempo."

// ESA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Gaia rastreia "cordas" estelares na Via Láctea (ESA via YouTube)

 


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Como usar os dados do Gaia
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Descoberto exoplaneta gigante com órbita altamente excêntrica
 
Esta ilustração compara a órbita excêntrica de HR 5183 b com as órbitas mais circulares dos planetas do nosso próprio Sistema Solar.
Crédito. Observatório W. M. Keck/Adam Makarenko
 

Os astrónomos descobriram um planeta com três vezes a massa de Júpiter e com uma longa órbita em forma de ovo ao redor da sua estrela. Se este planeta fosse, de algum modo, colocado no nosso próprio Sistema Solar, ele oscilaria de dentro da nossa cintura de asteroides até para lá de Neptuno. Outros planetas gigantes com órbitas altamente elípticas já foram encontrados em torno de outras estrelas, mas nenhum desses mundos estava localizado nos confins dos seus sistemas estelares como este.

"Este planeta é diferente dos planetas do nosso Sistema Solar, mas mais do que isso, é diferente de qualquer outro exoplaneta que descobrimos até agora," diz Sarah Blunt, estudante do Caltech e autora principal do novo estudo publicado na revista The Astronomical Journal. "Outros planetas detetados longe das suas estrelas tendem a ter excentricidades muito baixas, o que significa que as suas órbitas são mais circulares. O facto de que este planeta tem uma excentricidade tão alta indica alguma diferença na maneira como se formou ou evoluiu em relação aos outros planetas."

O planeta foi descoberto usando o método de velocidade radial, um "cavalo de batalha" da descoberta de exoplanetas que deteta novos mundos rastreando como as suas estrelas-mãe "oscilam" em resposta aos puxões gravitacionais desses planetas. No entanto, as análises destes dados geralmente requerem observações feitas durante todo o período orbital de um planeta. Para planetas que orbitam longe das suas estrelas, isso pode ser difícil: uma órbita completa pode levar dezenas ou até centenas de anos.

O CPS (California Planet Search), liderado pelo professor de Astronomia do Caltech Andrew R. Howard, é um dos poucos grupos que observa estrelas nas escalas de tempo de décadas necessárias para detetar exoplanetas de longo período usando velocidade radial. Os dados necessários para a descoberta do novo planeta foram fornecidos pelos dois observatórios usados pelo CPS - o Observatório Lick no norte da Califórnia e o Observatório W. M. Keck no Hawaii - e pelo Observatório McDonald no estado norte-americano do Texas.

Os astrónomos observam a estrela do planeta, chamada HR 5183, desde a década de 1990, mas não possuem dados correspondentes a uma órbita completa do planeta, chamado HR 5183 b, porque completa uma translação em torno da sua estrela aproximadamente a cada 45 a 100 anos. A equipa encontrou a planeta por causa da sua estranha órbita.

"Este planeta passa a maior parte do seu tempo vagueando na orla externa do sistema planetário da sua estrela nesta órbita altamente excêntrica, depois começa a acelerar e é projetado em torno da sua estrela," explica Howard. "Detetámos este movimento rápido. Vimos o planeta a passar o mais perto da sua estrela e agora está a afastar-se. Isto cria uma assinatura tão distinta que podemos ter a certeza de que este é um planeta real, mesmo que não o tenhamos visto a completar uma órbita."

Os novos achados mostram que é possível usar o método da velocidade radial para fazer deteções de outros planetas distantes sem esperar décadas. E, sugerem os investigadores, a procura de mais planetas poderá iluminar o papel de planetas gigantes na formação dos seus sistemas solares.

Os planetas tomam forma a partir dos discos de material que sobram após a formação das estrelas. Isto significa que os planetas devem começar em órbitas planas e circulares. Para que o planeta recém-detetado esteja numa órbita tão excêntrica, deve ter recebido um "pontapé" gravitacional de algum outro objeto. O cenário mais plausível, sugerem os investigadores, é que o planeta já teve um vizinho de tamanho semelhante. Quando os dois planetas se aproximaram o suficiente, um empurrou o outro para fora do sistema, forçando HR 5183 b para uma órbita altamente excêntrica.

"Este recém-descoberto planeta basicamente teria chegado como uma bola de demolição," diz Howard, "derrubando qualquer coisa para fora do sistema."

Esta descoberta demonstra que a nossa compreensão dos planetas para lá do nosso Sistema Solar ainda está a evoluir. Os cientistas continuam a encontrar mundos diferentes dos do nosso Sistema Solar ou de outros situados em sistemas exoplanetários já descobertos.

"Copérnico ensinou-nos que a Terra não é o centro do Sistema Solar e, à medida que passámos a descobrir outros sistemas com exoplanetas, esperávamos que fossem cópias do nosso próprio Sistema Solar," explica Howard, "mas é surpresa atrás de surpresa neste campo. Este novo planeta é outro exemplo de um sistema diferente do nosso Sistema Solar, mas possui características notáveis que tornam o nosso Universo incrivelmente rico no que toca à sua diversidade."

// Caltech (comunicado de imprensa)
// Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)
// A estranha órbita de HR 5183 b (Caltech via YouTube)

 


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HR 5183 b:
Exoplanet.eu

Exoplanetas:
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Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Método de velocidade radial (Wikipedia)

Observatório Lick:
Página oficial
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

Observatório McDonald:
Página oficial
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Astrónomos encontram brilho dourado de colisão estelar distante
 
Nesta série de imagens capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, uma recém-confirmada quilonova (seta vermelha) - uma explosão cósmica que cria enormes quantidades de ouro e platina - desvanece rapidamente de vista à medida que o brilho da explosão diminui ao longo de 10 dias. A quilonova foi originalmente identificada como uma explosão de raios-gama, mas uma equipa de astrónomos reexaminou recentemente os dados e descobriu evidências de uma quilonova.
Crédito: NASA/ESA/E. Troja
 

No dia 17 de agosto de 2017, os cientistas fizeram história com a primeira observação direta de uma fusão entre duas estrelas de neutrões. Foi o primeiro evento cósmico detetado com ondas gravitacionais e no espetro eletromagnético, desde raios-gama ao rádio.

O impacto também criou uma quilonova - uma explosão "turbinada" que forjou instantaneamente o equivalente a centenas de planetas em ouro e platina. As observações forneceram a primeira evidência convincente de que as quilonovas produzem grandes quantidades de metais pesados, uma descoberta há muito prevista pela teoria. Os astrónomos suspeitam que todo o ouro e toda a platina da Terra se formaram como resultado de antigas quilonovas criadas durante colisões entre estrelas de neutrões.

Com base nos dados do evento de 2017, descoberto pela primeira vez pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), os astrónomos começaram a ajustar as suas suposições de como uma quilonova deveria aparecer para os observadores terrestres. Uma equipa liderada por Eleonora Troja, investigadora associada do Departamento de Astronomia da Universidade de Maryland, EUA, reexaminou dados de uma explosão de raios-gama detetada em agosto de 2016 e encontrou novas evidências de uma quilonova que passou despercebida durante as observações iniciais.

O Observatório Neil Gehrels Swift da NASA começou a rastrear o evento de 2016, com o nome GRB160821B, minutos depois de ter sido detetado. A captura antecipada permitiu à equipa de investigação reunir novas informações que faltavam às observações da quilonova detetada pelo LIGO, que só começaram 12 horas após a colisão inicial. Troja e colegas relataram estas novas descobertas na edição de 27 de agosto da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

"O evento de 2016 foi, ao início, muito emocionante. Estava próximo e foi visível a todos os principais telescópios, incluindo o Telescópio Espacial Hubble da NASA. Mas não correspondia às nossas previsões - esperávamos ver a emissão infravermelha tornar-se cada vez mais brilhante ao longo de várias semanas," explicou Troja, também do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. "Dez dias após o evento, quase nenhum sinal permanecia. Ficámos todos muito desapontados. Então, um ano mais tarde, aconteceu o evento LIGO. Analisámos os nossos dados antigos com novos olhos e percebemos que, de facto, havíamos capturado uma quilonova em 2016. Os dados infravermelhos dos dois eventos têm luminosidades semelhantes e exatamente a mesma escala de tempo."

As semelhanças entre os dois eventos sugerem que a quilonova de 2016 também resultou da fusão de duas estrelas de neutrões. As quilonovas podem também resultar da fusão de um buraco negro e de uma estrela de neutrões, mas não se sabe se tal evento produziria uma assinatura diferente em observações de raios-X, infravermelho, rádio e no visível.

Segundo Troja, as informações recolhidas durante o evento de 2016 não contêm tantos detalhes quanto as observações do evento LIGO. Mas a cobertura dessas primeiras horas - ausentes do registo do evento LIGO - revelou novas informações importantes sobre os estágios iniciais de uma quilonova. Por exemplo, a equipa observou pela primeira vez o novo objeto que permaneceu após a colisão, que não foi visível nos dados do evento LIGO.

"O remanescente pode ser uma estrela de neutrões hipermassiva e altamente magnetizada, conhecida como magnetar, que sobreviveu à colisão e depois colapsou para um buraco negro," disse Geoffrey Ryan, do Departamento de Astronomia da Universidade de Maryland e coautor do artigo científico. "Isto é interessante, porque a teoria sugere que um magnetar devia retardar ou até interromper a produção de metais pesados, que é a principal fonte da assinatura de radiação infravermelha de uma quilonova. A nossa análise sugere que os metais pesados são, de alguma forma, capazes de escapar à influência da mitigação do objeto remanescente."

Troja e colegas planeiam aplicar as lições aprendidas para reavaliar eventos passados, além de melhorar a sua abordagem para observações futuras. Vários eventos candidatos foram identificados com observações no visível, mas Troja está mais interessada em eventos com uma forte assinatura infravermelha - o indicador revelador da produção de metais pesados.

"O sinal infravermelho, muito brilhante, deste evento, provavelmente torna-o na quilonova mais evidente já observada no Universo distante," acrescentou Troja. "Estou muito interessada em saber como as propriedades da quilonova mudam com progenitores e remanescentes finais diferentes. À medida que observamos mais destes eventos, podemos aprender que existem muitos tipos diferentes de quilonovas na mesma família, como é o caso dos muitos tipos diferentes de supernovas. É muito empolgante moldar o nosso conhecimento em tempo real."

// Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)
// Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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GW170817 (evento de 2017):
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Telescópio Swift:
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Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
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STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

LIGO:
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Caltech
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Álbum de fotografias - Messier 61
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAHubbleESO, Dados Amadores; Processamento e direitos de autor:  Robert Gendler & Roberto Colombari
 
Dados do Telescópio Espacial Hubble, do ESO e de pequenos telescópios no planeta Terra foram combinados neste retrato magnífico da galáxia espiral Messier 61 (M61). A uns meros 55 milhões de anos-luz de distância no Enxame Galáctico de Virgem, M61 é também conhecida como NGC 4303. É considerado um exemplo de galáxia espiral barrada semelhante à nossa Via Láctea. Tal como outras galáxias espirais, M61 também possui braços espirais, faixas de poeira cósmica, regiões rosadas de formação estelar e jovens aglomerados estelares azuis. O brilhante núcleo galáctico está deslocado para a esquerda nesta ampliação que abrange 50 mil anos-luz.
 
   
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