05/10/19 - Observação da Lua
20:00-21:00 - No âmbito da Semana Mundial do Espaço que decorre de 4 a 10 de outubro e da Noite Internacional de Observação da Lua promovida pela NASA - National Aeronautics and Space Administration, o Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar uma sessão de observação da Lua na Praça da República. Será também possível fazer um registo fotográfico da Lua e das suas crateras com auxílio de telescópio. Esta atividade é gratuita. Participe! Local: Praça da República, Tavira Informações: 281 326 231; 924 452 528; geral@cvtavira.pt
Efemérides
Dia 27/09: 270.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, a revista de Física, Annalen der Physik, recebe o artigo de Einstein, "A inércia de um corpo depende de seu conteúdo de energia?", introduzindo a equação E=mc^2.
Em 2003 era lançada a sonda da ESA, Smart-1, a primeira tentativa de lançar naves espaciais de baixo custo.
Em 2007, a NASA lança a sonda Dawn, com destino Vesta e Ceres, os dois maiores membros da cintura de asteroides.
Em 1997, último contato com a Mars Pathfinder. Embora os controladores tentassem restaurar as comunicações durante os cinco meses seguintes, a missão foi formalmente terminada no dia 10 de março de 1998.
Em 2008, o astronauta da agência espacial chinesa CNSA, Zhai Zhigang, torna-se no primeiro chinês a fazer um passeio espacial enquanto voava na Shenzhou 7. Observações: Arcturo brilha a oeste após o anoitecer. Capella, igualmente brilhante, sobe a norte-nordeste (dependendo da latitude do observador; quanto mais para norte estiver, mais alta estará). Têm ambas magnitude 0. Mais tarde, Arcturo e Capella brilham à mesma altura nas suas respetivas direções. A que horas é que isto acontece? Novamente, depende da latitude e longitude do observador.
Quando isto acontecer, vire-se para sudoeste. Aí estará Júpiter quase à mesma altura (dependendo da latitude).
Olhe para sul-sudeste e aí estará também Fomalhaut, mais ou menos à mesma altura.
Dia 28/09: 271.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1860, nascia Paul Ulrich Villard, físico e químico francês que descobriu os raios-gama em 1900 enquanto estudava a radiação emanada pelo elemento químico rádio.
Em 1999, o Observatório de Raios-X Chandra da NASA divulga uma espetacular imagem da Nebulosa do Caranguejo, os espetaculares remanescentes de uma explosão estelar, revelando algo ainda nunca visto.
O brilhante anel à volta do coração da nebulosa são ondas de partículas altamente energéticas que parecem ter sido expulsas a uma distância de 1 ano-luz da estrela central, e os jatos de partículas afastam-se da estrela de neutrões numa direção perpendicular à espiral.
Em 2008, a SpaceX lança sua a primeira nave espacial privada, a Falcon 1, para órbita. Observações: Lua Nova, pelas 19:26.
O "W" de Cassiopeia encontra-se alto a nordeste após o cair da noite. O seu lado direito, o mais brilhante, está inclinado para cima.
Observe o segundo segmento do "W" contando da parte de cima. Note as ténues estrelas a olho nu desse segmento (sem contar com as estrelas das pontas). A mais brilhante, à direita, é Eta Cassiopeiae, de magnitude 3,4. É uma estrela parecida com o Sol a apenas 19 anos-luz de distância e tem uma companheira laranja mais pequena, um bonito binário
telescópico.
A "estrela" à esquerda, mais ténue, é um par visível a olho nu sob um céu escuro: Upsilon1 e Upsilon2 Cassiopeiae, separadas por 0,3º. São gigantes laranjas sem relação uma com a outra, a 200 e 400 anos-luz de distância. Upsilon1, ligeiramente mais fraca, é a mais distante.
Dia 29/09: 272.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1954 é assinada a convenção que estabelece o CERN.
Em 1962 era lançado o Alouette 1, o primeiro satélite canadiano.
Em 1988 era lançada a missão STS-26 do vaivém Discovery.
Marca o recomeço das missões depois do acidente 1986 51-L do vaivém Challenger. Duração da missão: 97 horas e 11 minutos.
Em 2004, o asteroide 4179 Toutatis passa a quatro distâncias lunares da Terra. No mesmo ano, a nave SpaceShipOne de Burt Rutan faz o seu primeiro voo espacial, dos dois necessários para ganhar o Ansari X Prize. Observações: Trânsito de Io, entre as 19:47 e as 22:04.
Esta é a altura do ano em que a Ursa Menor estende-se para a esquerda da Estrela Polar após o anoitecer. As duas únicas estrelas brilhantes de Ursa Maior são a Polar, no fim da "pega da frigideira", e Kochab, na borda da "frigideira". Ambas têm magnitude 2. Estão exatamente à mesma altura cerca de meia-hora depois do anoitecer, dependendo da latitude do observador.
Dia 30/09: 273.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1550, nascia Michael Maestlin, astrónomo e matemático alemão, famoso por ter sido o mentor de Johannes Kepler.
Em 1880, Henry Draper tira a primeira fotografia da Nebulosa de Orionte.
A exploração de M42 é ainda feita a partir de fotos do Hubble.
Em 1977, devido a cortes e a reservas de energia cada vez menores, as experiências ALSEP das Apollo, deixadas na Lua, são desligadas.
Em 1994, lançamento da missão STS-68 do vaivém Endeavour.
Em 1995, última transmissão da Pioneer 11, 20 anos após o seu lançamento em 1972. Observações: Eclipse de Io, entre as 18:12 e as 20:31.
Será que já consegue observar a finíssima Lua Crescente, bem baixa a oeste-sudoeste ao lusco-fusco?
Curiosidades
Todos os planetas do nosso Sistema Solar cabem dentro do planeta Júpiter.
Encontrados três buracos negros em rota de colisão
Um trio de buracos negros localizados a mil milhões de anos-luz da Terra.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/Universidade George Mason/R. Pfeifle et al.; ótico - SDSS & NASA/STScI
Os astrónomos descobriram três buracos negros gigantes numa colisão titânica de três galáxias. O sistema invulgar foi capturado por vários observatórios, incluindo três telescópios espaciais da NASA.
"Estávamos na altura apenas à procura de pares de buracos negros e, ainda assim, através da nossa técnica de seleção, deparámo-nos com este sistema incrível," disse Ryan Pfeifle, da Universidade George Mason, em Fairfax, no estado norte-americano da Virgínia, primeiro autor de um novo artigo publicado na revista The Astrophysical Journal que descreve estes resultados. "Esta é a evidência mais forte já encontrada de um sistema triplo de buracos negros supermassivos ativos."
O sistema é conhecido como SDSS J084905.51+111447.2 (ou, abreviando, SDSS J0849+1114) e está localizado a mil milhões de anos-luz da Terra.
Para descobrir este grupo raro, os investigadores precisaram de combinar dados de telescópios no solo e no espaço. Primeiro, o telescópio SDSS (Sloan Digital Sky Survey), que varre grandes faixas do céu no visível, situado no estado norte-americano do Novo México, fotografou SDSS J0849+1114. Com a ajuda de cientistas cidadãos que participam num projeto chamado Galaxy Zoo, foi rotulado como um sistema de galáxias em colisão.
Então, dados da missão WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA revelaram que o sistema brilhava intensamente no infravermelho durante uma fase na fusão galáctica em que se espera que mais do que um dos buracos negros estivesse a alimentar-se rapidamente. Para acompanhar estas pistas, os astrónomos voltaram-se para o Chandra e para o LBT (Large Binocular Telescope) no Arizona.
Os dados do Chandra revelaram fontes de raios-X - um sinal revelador de material a ser consumido pelos buracos negros - nos centros brilhantes de cada galáxia em fusão, exatamente onde os cientistas esperam que os buracos negros supermassivos residam. O Chandra e o NusTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA também encontraram evidências de grandes quantidades de gás e poeira em torno de um dos buracos negros, típico de um sistema de buracos negros em fusão.
Entretanto, dados no visível do SDSS e do LBT mostraram assinaturas espectrais características de material sendo consumido pelos três buracos negros supermassivos.
"Os espectros óticos contêm muitas informações sobre uma galáxia", disse a coautora Christina Manzano-King da Universidade da Califórnia, em Riverside. "São usados frequentemente para identificar buracos negros supermassivos em acreção ativa e podem refletir o impacto que têm nas galáxias que habitam."
Uma das razões pelas quais é difícil encontrar um trio de buracos negros supermassivos é que provavelmente estão envoltos em gás e poeira, bloqueando grande parte da sua luz. As imagens infravermelhas do WISE, os espectros infravermelhos do LBT e as imagens de raios-X do Chandra ignoram este problema, porque a luz infravermelha e os raios-X penetram nuvens de gás com muito mais facilidade do que a luz ótica.
"Com a utilização destes importantes observatórios, descobrimos uma nova maneira de identificar buracos negros supermassivos triplos. Cada telescópio dá-nos uma pista diferente do que está a acontecer nestes sistemas," disse Pfeifle. "Esperamos ampliar o nosso trabalho para encontrar mais triplos usando a mesma técnica."
"Os buracos negros duplos e triplos são extremamente raros," disse Shobita Satyapal, também da Universidade George Mason, "mas estes sistemas são na verdade uma consequência natural das fusões galácticas, que pensamos ser como as galáxias crescem e evoluem."
Três buracos negros supermassivos em fusão comportam-se de maneira diferente de apenas um par. Quando existem três buracos negros em interação, um par deve fundir-se num buraco negro maior muito mais depressa do que se os dois estivessem sozinhos. Esta pode ser uma solução para um enigma teórico chamado "problema do parsec final", no qual dois buracos negros supermassivos podem aproximar-se alguns anos-luz um do outro, mas precisariam de uma força extra para se fundirem devido ao excesso de energia que transportam nas suas órbitas. A influência de um terceiro buraco negro, como em SDSS J0849+1114, poderá finalmente reuni-los.
Simulações de computador mostraram que 16% dos pares de buracos negros supermassivos em galáxias em colisão terão interagido com um terceiro buraco negro supermassivo antes de se fundirem. Tais fusões terão produzido ondulações no espaço-tempo chamadas ondas gravitacionais. Estas ondas terão frequências mais baixas do que o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) da NSF e o detetor europeu de ondas gravitacionais Virgo podem detetar. No entanto, podem ser detetáveis com observações rádio de pulsares, bem como com observatórios espaciais futuros, como o LISA (Laser Interferometer Space Antenna) da ESA, que detetará buracos negros com até um milhão de massas solares.
Novo visitante interestelar já tem nome: 2I/Borisov
Composição colorida de 2I/Borisov, com quatro exposições de 60 segundos obtidas pelo Observatório Gemini. Os riscos azuis e vermelhos são estrelas de fundo que parecem "mover-se" devido ao movimento do cometa.
Crédito: composição por Travis Rector; Observatório Gemini/NSF/AURA
Foi encontrado no Sistema Solar um novo objeto, vindo do espaço interestelar, apenas a segunda descoberta deste tipo. Os astrónomos estão a voltar os seus telescópios para o visitante, o que fornece um vislumbre tentador do espaço exterior ao Sistema Solar e levanta algumas questões intrigantes. O objeto recebeu o nome 2I/Borisov pela UAI (União Astronómica Internacional).
No dia 30 de agosto de 2019 o astrónomo amador Gennady Borisov, do Observatório MARGO, na Crimeia, descobriu um objeto com uma aparência tipo cometa. O objeto tem uma cabeleira densa e, mais recentemente, foi observada uma cauda curta. Borisov fez esta descoberta com um telescópio de 0,65 metros que ele próprio construiu.
Após uma semana de observações por astrónomos amadores e profissionais de todo o mundo, o Centro de Planetas Menores da UAI conseguiu calcular uma órbita preliminar, que sugeria que este objeto era interestelar - apenas o segundo objeto conhecido a ter passado pelo Sistema Solar.
A órbita é agora suficientemente bem conhecida e o objeto é de origem inequivocamente interestelar; recebeu a sua designação final como o segundo objeto interestelar, 2I. Neste caso, a UAI decidiu seguir a tradição de nomear objetos cometários em honra aos seus descobridores, de modo que o objeto recebeu o nome 2I/Borisov.
Dos milhares de cometas descobertos até agora, nenhum deles tem uma órbita tão hiperbólica quando a de 2I/Borisov. Esta conclusão é suportada de forma independente pelo Grupo SSD (Solar System Dynamics) do JPL da NASA. Apenas dois anos após a descoberta do primeiro objeto interestelar, 1I/'Oumuamua, o novo achado sugere que estes objetos podem ser suficientemente numerosos para fornecer uma nova maneira de investigar processos em sistemas planetários para lá do nosso.
2I/Borisov fará a sua maior aproximação ao Sol (periélio) no dia 7 de dezembro de 2019, quando estiver a 2 UA (Unidades Astronómicas) do Sol e também a 2 UA da Terra. Em dezembro e janeiro, espera-se que esteja mais brilhante no céu do hemisfério sul. Começará então a sua viagem de saída, deixando o Sistema Solar para sempre.
Os astrónomos estão a observar ansiosamente este objeto e assim farão durante muitos meses, um período mais longo do que o seu antecessor, 1I/'Oumuamua. Os astrónomos estão otimistas sobre as suas chances de estudar em grande detalhe este raro hóspede.
As estimativas dos tamanhos dos cometas são difíceis de fazer porque o pequeno núcleo cometário está incorporado na cabeleira, mas, a partir do brilho observado, 2I/Borisov parece ter cerca de alguns quilómetros de diâmetro. Um dos maiores telescópios do mundo, o GTC (Gran Telescopio Canarias) de 10,4 metros nas Ilhas Canárias, já obteve um espectro de 2I/Borisov e descobriu que se assemelha aos típicos núcleos cometários.
Este novo visitante interestelar levanta questões interessantes: porque é que os objetos interestelares não foram descobertos antes? Qual é a percentagem esperada destes objetos no Sistema Solar interior? Como é que estes objetos se comparam a corpos parecidos no Sistema Solar? Os grandes levantamentos telescópicos capazes de varrer regularmente grandes frações do céu podem ajudar a responder a estas perguntas, e outras, no futuro próximo.
Representação de artista de Vénus com água.
Crédito: NASA
Vénus pode ter sido um planeta temperado que albergou água líquida por 2 a 3 mil milhões de anos, até que uma dramática transformação, que teve início há mais de 700 milhões de anos, "revolveu" cerca de 80% das rochas do planeta. Um estudo apresentado na conferência EPSC-DPS por Michael Way do Instituto Goddard para Ciências Espaciais fornece uma nova visão da história climática de Vénus e poderá ter implicações para a habitabilidade de exoplanetas em órbitas semelhantes.
Há 40 anos atrás, a missão Pioneer Venus da NASA encontrou pistas tentadoras de que a "irmã retorcida" da Terra poderá ter tido um oceano raso de água. Para tentar saber se Vénus já teve um clima estável capaz de suportar água líquida, o Dr. Way e o seu colega Anthony Del Genio criaram uma série de cinco simulações que assumiram diferentes níveis de cobertura de água.
Em todos os cinco cenários, descobriram que Vénus era capaz de manter temperaturas estáveis entre um máximo de aproximadamente 50º C e um mínimo de aproximadamente 20º C durante cerca de 3 mil milhões de anos. Um clima temperado poderia até estar presente hoje em Vénus, caso não tivesse existido uma série de eventos que provocaram uma libertação de dióxido de carbono armazenado nas rochas do planeta há aproximadamente 700-750 milhões de anos atrás.
"A nossa hipótese é que Vénus pode ter tido um clima estável durante milhares de milhões de anos. É possível que o evento quase global seja responsável pela transformação de um clima parecido com o da Terra para a 'estufa escaldante' que vemos hoje," disse Way.
Três dos cinco cenários estudados por Way e Del Genio assumiram a topografia de Vénus como a que vemos hoje e consideraram um oceano profundo com uma média de 310 metros, uma camada mais rasa de água com uma média de 10 metros e uma pequena quantidade de água presa no solo. Para comparação, também incluíram um cenário com a topografia da Terra e um oceano de 310 metros e, finalmente, um mundo completamente coberto por um oceano com 158 metros de profundidade.
Para simular as condições ambientais há 4,2 mil milhões de anos, há 715 milhões de anos, e hoje, os investigadores adaptaram um modelo de circulação geral 3D para explicar o aumento da radiação solar à medida que o Sol aquecia durante a sua vida útil, bem como para explicar as mudanças das composições atmosféricas.
Embora muitos cientistas achem que Vénus está para lá do limite interior da zona habitável do nosso Sistema Solar e demasiado perto do Sol para suportar água líquida, o novo estudo sugere que este poderá não ser o caso.
"Vénus atualmente recebe quase o dobro da radiação solar que recebemos cá na Terra. No entanto, em todos os cenários que modelámos, descobrimos que Vénus ainda poderia suportar temperaturas superficiais favoráveis à água líquida," disse Way.
Há 4,2 mil milhões de anos, pouco depois da sua formação, Vénus teria completado um período de arrefecimento rápido e a sua atmosfera seria dominada pelo dióxido de carbono. Se o planeta tivesse evoluído de modo idêntico à Terra durante os 3 mil milhões de anos seguintes, o dióxido de carbono teria sido atraído para o interior de rochas silicatadas e "trancado" à superfície. Na segunda época modelada, há 715 milhões de anos, a atmosfera provavelmente teria sido dominada pelo azoto com traços de dióxido de carbono e metano - parecida à da Terra de hoje - e estas condições poderiam ter permanecido estáveis até aos dias atuais.
A causa da libertação de gases que levou à transformação dramática de Vénus é um mistério, embora provavelmente esteja ligada à atividade vulcânica do planeta. Uma possibilidade é que grandes quantidades de magma subiram desde o interior, libertando dióxido de carbono de rochas derretidas para a atmosfera. O magma solidificou antes de chegar à superfície e isto criou uma barreira que impediu que o gás pudesse ser reabsorvido. A presença de grandes quantidades de dióxido de carbono desencadeou um efeito de estufa descontrolado, que resultou nas escaldantes temperaturas médias de 462º encontradas hoje em Vénus.
"Algo aconteceu em Vénus, onde foi libertada para a atmosfera uma enorme quantidade de gás e já não pôde ser reabsorvida pelas rochas. Na Terra, temos alguns exemplos de descargas em larga escala, por exemplo, a criação dos Trapps siberianos há 500 milhões de anos, os quais estão ligados a uma extinção em massa, mas nada nesta escala. Transformou completamente Vénus," explicou Way.
Ainda existem duas grandes incógnitas que precisam de ser abordadas antes que a questão da habitabilidade passada de Vénus possa ser totalmente respondida. A primeira diz respeito à rapidez com que Vénus arrefeceu inicialmente e se foi realmente capaz de condensar água líquida à sua superfície. A segunda incógnita é se o evento global de "revolvimento" rochoso foi um evento único ou simplesmente o mais recente de uma série de eventos que remontam a milhares de milhões de anos da história de Vénus.
"Precisamos de mais missões para estudar Vénus e para obter uma compreensão mais detalhada da sua história e da sua evolução," comentou Way. "No entanto, os nossos modelos mostram que existe uma possibilidade real de que Vénus possa ter sido habitável e radicalmente diferente do planeta que vemos hoje. Isto abre todos os tipos de implicações para os exoplanetas encontrados na chamada 'Zona de Vénus', que pode de facto hospedar água líquida e climas temperados."
Ilhas de gelo em Marte e Plutão podem revelar mudanças climáticas (via União Geofísica Americana)
Muitas das crateras em Marte e em Plutão têm ilhas relativamente pequenas de gelo sem ligação às suas calotes polares. Estas ilhas geladas podem ser registos de mudanças climáticas passadas em Marte e em Plutão, e também podem fornecer pistas sobre o passado da água e do gelo marciano. Ler fonte
Novo estudo complica teoria que diz que impacto antigo perfurou crosta da Lua (via União Geofísica Americana)
A maior e mais antiga cratera de impacto da Lua provavelmente não tem minerais do interior da crosta lunar à sua superfície, complicando uma teoria que diz um antigo e massivo evento de impacto perfurou a crosta da Lua durante a formação da cratera. Ler fonte
Álbum de fotografias - O Gás, a Poeira e as Estrelas da Nebulosa do Pelicano
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Yannick Akar
A Nebulosa do Pelicano está a ser transformada lentamente. IC 5070, a sua designação oficial, é dividida da maior Nebulosa da América do Norte por uma nuvem molecular repleta de poeira escura. O Pelicano, no entanto, é muito estudado porque é uma mistura particularmente ativa de formação estelar e de nuvens de gás em evolução. A imagem em destaque foi produzida em três cores específicas - luz emitida pelo enxofre, hidrogénio e oxigénio - que nos podem ajudar a entender melhor estas interações. A luz das jovens estrelas energéticas está a transformar lentamente o gás frio em gás quente, com a fronteira em avanço entre os dois, conhecida como frente de ionização, visível em laranja brilhante à direita. Permanecem tentáculos particularmente densos de gás frio. Daqui a milhões de anos, esta nebulosa poderá já não ser conhecida como Pelicano, pois o equilíbrio e a posição das estrelas e do gás certamente deixarão algo que tem um aspeto completamente diferente.
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