Das raríssimas vezes que vemos Mercúrio no céu confundímo-lo com uma estrela... Desta vez, tentaremos provar que não é uma estrela!
O AstroClube tem por objetivo desenvolver uma componente didática mais importante que durante as observações das apresentações às estrelas, que são mais lúdicas.
Pretende-se que o AstroClube funcione como um "laboratório experimental" temático de astronomia. Assim, enquadram-se nesta filosofia uma cerca replicação do processo científico de descobertas na Astronomia, ou de exploração prática e "Hands-On" dos conceitos de astronomia.
Público-alvo: Jovens e Adultos
Preço: 30€ (5 sessões)
Data: 18 de maio de 2021 Hora: 21:30 horas
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 18/05: 138.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1048, nascia Omar Khayyám, astrónomo, matemático, filósofo e poeta persa. Foi um dos grandes astrónomos da época medieval, que contribuiu muito para a reforma do calendário e que por vezes é tido como proponente da teoria heliocêntrica.
Em 1711, nascia Ruder Josip Boscovic, físico, astrónomo, matemático, filósofo, diplomata, poeta, teólogo e padre jesuita, da república de Ragusa (atualmente Croácia). Produziu um percursor da teoria atómica e fez muitas contribuições para a astronomia, incluindo o primeiro procedimento geométrico para a determinação do equador de um planeta em rotação e da computação da órbita de um planeta. Em 1753, descobriu a ausência de atmosfera na Lua.
Em 1910, a Terra passa pela cauda do cometa Halley.
Em 1969 era lançada a Apollo 10, a quarta missão tripulada do programa Apollo, que foi a segunda a orbitar a Lua.
A Apollo 10 detém o recorde da maior velocidade já atingida por um veículo tripulado: 39.896 km/h. Este foi atingido durante o regresso da Lua a 26 de maio de 1969.
Em 2005, uma segunda foto do Hubble confirmava que Plutão tinha mais duas luas: Nix e Hidra. Atualmente, conhecem-se cinco no total. Observações: Esta noite a Lua situa-se ao lado de Leão, por baixo e um pouco para o lado da "foice".
Assim que ficar completamente de noite, olhe quase dois punhos à distância do braço esticado por baixo da Lua para encontrar a ténue cabeça da constelação de Hidra.
Dia 19/05: 139.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1961, a Venera 1 torna-se o primeiro objeto feito por humanos a passar por outro planeta, Vénus.
A sonda tinha perdido o contacto com a Terra um mês antes e não enviou nenhuns dados de volta.
Em 1971, lançamento da sonda Mars 2 (União Soviética). A 27 de novembro do mesmo ano, alcança Marte e continua a enviar dados até 1972. Era suposto também aterrar um "lander", mas colidiu com a superfície devido a uma avaria nos foguetes de travagem. Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 20:13.
Dia 20/05: 140.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1498, Vasco da Gama chegava a Calicut (India) numa viagem de exploração equivalente na época às modernas odisseias espaciais.
Em 1964, descoberta da radiação cósmica de fundo em microondas, por Robert Woodrow Wilson e Arno Penzias.
Em 1990, o Telescópio Espacial Hubble envia as suas primeiras fotografias. No entanto, foi descoberta uma falha no espelho principal, o que reduziu a capacidade do telescópio em focar e durante três anos os astrónomos só obtiveram imagens desfocadas do universo, apesar destas serem muito melhores do que as imagens obtidas a partir do solo. Observações: A fase atual da Lua (depois do quarto Crescente) é uma das melhores para a observar telescopicamente. O terminador atravessa muito terreno lunar diversificado.
Curiosidades
A ESA está a pedir a ajuda do público para dar nome à sua próxima missão que visa estudar o clima espacial. Atualmente conhecida como "Lagrange", será a primeira do género. Ficará numa posição única no espaço, fixa em relação ao Sol e à Terra, e a partir daí vai observar fontes de atividade solar perigosa antes que girem para a direção da Terra, bem como seguir a propagação de eventos solares enquanto viajam para o nosso planeta.
Pode ler aqui as regras do concurso e submeter a sua entrada. Termina dia 17 de outubro.
Físicos preveem que estrelas de neutrões podem ser maiores do que se pensava
Quando uma estrela massiva morre, ao início ocorre uma explosão de supernova. Depois, o que resta torna-se ou um buraco negro ou uma estrela de neutrões.
Essa estrela de neutrões é o corpo celeste mais denso que os astrónomos podem observar, com uma massa cerca de 1,4 vezes a do Sol. No entanto, ainda pouco se sabe sobre estes objetos impressionantes. Agora, um investigador publicou um artigo que argumenta que novas medições relacionadas com a "pele" de neutrões de um núcleo de chumbo podem exigir que os cientistas repensem as teorias sobre o tamanho geral das estrelas de neutrões.
Em suma, as estrelas de neutrões podem ser maiores do que os cientistas previram anteriormente.
Composição da supernova 1E0102.2-7219 em raios-X pelo Chandra (azul e roxo), luz visível pelo instrumento MUSE do VLT (vermelho vivo) e dados adicionais pelo Hubble (vermelho escuro e verde). Uma estrela de neutrões, o núcleo ultradenso de uma estrela massiva que colapsa e sofre uma explosão de supernova, pode ser encontrada no seu centro.
Crédito: NASA
"A dimensão dessa 'pele', como se estende, é algo que se correlaciona com o tamanho da estrela de neutrões," disse Jorge Piekarewicz, professor de física na Universidade Estatal da Flórida, EUA.
Piekarewicz e colegas calcularam que uma nova medição da espessura da "pele" de neutrões do chumbo indica um raio entre 13,25 e 14,25 quilómetros para uma estrela de neutrões média. Com base em experiências anteriores, outras teorias colocam o tamanho médio das estrelas de neutrões em cerca de 10 a 12 quilómetros.
O trabalho de Piekarewicz complementa um estudo por físicos do PREX (Lead Radius Experiment) no Acelerador Nacional Thomas Jefferson, no estado norte-americano da Virgínia, EUA. A equipa do PREX realizou experiências que lhes permitiram medir a espessura da "pele" de neutrões de um núcleo de chumbo a 0,28 fentómetros - ou 2.8x10-13 milímetros.
Um núcleo atómico consiste de neutrões e protões. Se os neutrões superam [em número] os protões no núcleo, os neutrões extra formam uma camada em torno do centro do núcleo. Esta camada de neutrões puros é chamada de "pele".
É a espessura dessa 'pele' que cativou os físicos experimentais e teóricos, porque pode lançar luz sobre o tamanho geral e sobre a estrutura de uma estrela de neutrões. E embora a experiência tenha sido feita com chumbo, a física é aplicável às estrelas de neutrões - objetos que são um trilião de vezes maiores do que o núcleo atómico.
Piekarewicz usou os resultados relatados pela equipa PREX para calcular as novas medições gerais das estrelas de neutrões.
"Não há experiência que possamos realizar em laboratório que consiga sondar a estrutura de uma estrela de neutrões," disse Piekarewicz. "Uma estrela de neutrões é um objeto tão exótico que não fomos capazes de recriá-la em laboratório. Portanto, qualquer coisa que possa ser feita em laboratório para restringir ou nos informar sobre as propriedades de uma estrela de neutrões é muito útil."
Os novos resultados da equipa PREX eram maiores do que os das experiências anteriores, o que obviamente afeta a teoria geral e os cálculos relacionados com as estrelas de neutrões. Piekarewicz disse que ainda há mais trabalho a ser feito sobre o assunto e novos avanços na tecnologia estão constantemente a melhorar a compreensão dos cientistas sobre o espaço.
"Está a empurrar as fronteiras do conhecimento," disse. "Todos nós queremos saber de onde viemos, de que é feito o Universo e qual será o seu destino final."
Elementos radioativos extraterrestres levam a repensar detalhes da formação do Sistema Solar
A primeira descoberta de um isótopo radioativo extraterrestre na Terra fez com que os cientistas repensassem as origens dos elementos no nosso planeta.
Os minúsculos vestígios de plutónio-244 foram encontrados na crosta oceânica juntamente com o radioativo ferro-60. Os dois isótopos são evidências de eventos cósmicos violentos nas proximidades da Terra há milhões de anos.
Esta composição a cores falsas de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer e pelo Observatório de raios-X Chandra da NASA mostra o remanescente de supernova N132D.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Centro para Astrofísica | Harvard-Smithsonian
As explosões estelares, ou supernovas, fabricam muitos dos elementos pesados da tabela periódica, incluindo aqueles vitais para a vida humana, como ferro, potássio e iodo.
Para formar elementos ainda mais pesados, como o ouro, urânio e plutónio, pensava-se que poderia ser necessário um evento ainda mais violento, como a fusão de duas estrelas de neutrões.
No entanto, um estudo liderado pelo professor Anton Wallner da Universidade Nacional Australiana sugere uma imagem mais complexa.
"A história é complicada - possivelmente este plutónio-244 foi produzido em explosões de supernova ou pode ser remanescente de um evento muito mais antigo e ainda mais espetacular, como a detonação de uma estrela de neutrões," disse Wallner, autor principal do estudo.
O plutónio-244 e o ferro-60 que existiam quando a Terra se formou a partir do gás e poeira interestelares há mais de quatro mil milhões de anos decaíram há já muito tempo, de modo que os traços atuais destes elementos devem ter tido origem em eventos cósmicos mais recentes no espaço.
A datação da amostra confirma que duas ou mais explosões de supernova ocorreram perto da Terra.
"Os nossos dados podem ser a primeira evidência de que as supernovas realmente produzem plutónio-244," disse o professor Wallner.
"Ou talvez já estivesse no meio interestelar antes da detonação da supernova, e foi empurrado através do Sistema Solar juntamente com o material ejetado da supernova."
O acelerador VEGA na ANSTO (Australian Nuclear Science and Technology Organisation) em Sydney foi usado para identificar os minúsculos traços de plutónio-244.
A China pousou no Planeta Vermelho no passado sábado. Segundo a agência de notícias estatal, o seu rover Zhurong é um triunfo para as ambições espaciais cada vez mais ousadas de Pequim e um feito histórico para uma nação na sua primeira missão marciana.
O módulo que transportava o Zhurong completou a sua descida traiçoeira através da atmosfera marciana usando um paraquedas para navegar pelos "sete minutos de terror", como é conhecido, tendo como alvo uma vasta planície de lava conhecida como Utopia Planitia.
Impressão de artista do rover marciano da missão chinesa Tianwen-1.
Crédito: Administração Estatal Chinesa de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional
A China é, portanto, o primeiro país a realizar uma operação em órbita, um pouso e uma travessia à superfície durante a sua primeira missão a Marte - um feito não conseguido pelas outras duas únicas nações a alcançar solo marciano, os EUA e a Rússia (a Europa ainda não conseguiu aterrar com sucesso em Marte).
O rover Zhurong, em homenagem a um mítico deus do fogo chinês, chega a Marte alguns meses depois da missão mais recente da NASA - o rover Perseverance - enquanto a demonstração de poder tecnológico entre as duas superpotências se desenrola para lá da Terra.
Com seis rodas, movido a energia solar e pesando cerca de 240 kg, a missão do rover chinês é passar três meses a recolher e a analisar amostras de rochas à superfície, capturar fotos e obter dados geográficos.
Cumes brilhantes e ondulantes e nuvens empoeiradas cruzam esta ampliação da região de formação estelar M8, também conhecida como Nebulosa da Lagoa. Uma composição nítida a cores falsas de dados de banda estreita no visível e de banda larga no infravermelho pelo Telescópio Gemini Sul de 8 metros, a vista abrange cerca de 20 anos-luz através de uma região da nebulosa às vezes chamada de Penhasco do Sul. A imagem altamente detalhada explora a associação de muitas estrelas recém-nascidas embebidas nas pontas das nuvens com orlas brilhantes e objetos Herbig-Haro. Abundantes em regiões de formação estelar, os objetos Herbig-haro são produzidos à medida que jatos poderosos emitidos por estrelas jovens no processo de formação aquecem as nuvens circundantes de gás e poeira. A lagoa cósmica pode ser encontrada a cerca de 5000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Sagitário e do centro da nossa Galáxia, a Via Láctea (para efeitos de localização e escala, veja esta imagem que sobrepõe a do Penhasco do Sul com uma imagem completa da Nebulosa da Lagoa. A imagem para escala é cortesia de R. Barba').
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