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  Astroboletim #1845  
  12/11 a 15/11/2021  
     
 
Efemérides

Dia 12/11: 316.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus
Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia, marcando a primeira vez que um veículo tripulado é lançado para o espaço duas vezes.
Em 2014, o "lander" Philae, libertado pela sonda Rosetta da ESA, alcança a superfície do Cometa 67P/C-G.

Observações: Ao cair da noite Júpiter, Saturno, a Lua e Vénus formam uma longa linha diagonal mas irregular de sul para sudoeste, nessa ordem de cima e à esquerda para baixo e à direita.
O maior asteroide, Ceres, está atualmente a passar pelas Híades, perto de Aldebarã esta semana. Com magnitude 7,3, ainda é visível com binóculos. Recorra a uma aplicação móvel ou a um planetário online para determinar a posição do asteroide em relação às estrelas das Híades.

Dia 13/11: 317.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros das Leónidas.

Durante as quatro horas que antecederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle
 iluminaram o céu noturno, causando pânico a quem os observava.
Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de dezembro de 1999.
Em 2015, WT1190F, um satélite temporário da Terra, impacta a sudeste do Sri Lanka.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste nestas noites de novembro. A sua pequena constelação, Lira, estende-se para a sua esquerda, apontando, como sempre, para Altair, a estrela mais brilhante a sudoeste.
Três das estrelas de Lira, perto de Vega, são duplas interessantes. Logo acima de Vega, está Epsilon Lyrae, de quarta magnitude, o Duplo-Duplo. Epsilon forma um canto de um triângulo mais ou menos equilátero com Vega e Zeta Lyrae. O triângulo tem menos de 2º de lado.
Uns binóculos resolvem Epsilon facilmente. Já um telescópio de 4 polegadas, com uma ampliação de 100x ou mais, deverá resolver cada das componentes de Epsilon em dois pares íntimos.
Zeta é também uma estrela dupla binocular; muito mais difícil, mas observável através de um telescópio.
E Delta Lyrae, para cima e para a esquerda de Zeta, a uma distância parecida, é um par binocular mais largo e mais fácil.

Dia 14/11: 318.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1930, nascimento de Edward Higgins White, o primeiro americano a passear no espaço durante a missão Gemini 4.
Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy. A segunda aterragem lunar teve lugar no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1971, programa Mariner: a Mariner 9 chega a Marte, tornando-se na primeira sonda a orbitar outro planeta.  
Em 2003, os astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz descobrem 9033 Sedna, um objeto trans-Neptuniano.

Observações: Por volta das 21 horas desta semana, o Grande Quadrado de Pégaso encontra-se nivelado, bem alto a sul. O seu lado direito (oeste) aponta bem para baixo até Fomalhaut. O seu lado este aponta menos diretamente Beta Ceti, e também um pouco menos para baixo.
Agora desça ainda mais: se tiver um horizonte desimpedido - e se não estiver muito para norte da latitude 40º - imagine um triângulo equilátero com Fomalhaut e Beta Ceti como os dois vértices de cima. Perto de onde o terceiro vértice estaria (um pouco para a direita desse ponto) está Alpha Phoenicis, ou Ankaa, na constelação de Fénix. A sua magnitude é 2,4, não muito brilhante mas o astro mais brilhante dessa área. Tem um tom amarelo-alaranjado; binóculos ajudam. Já alguma vez tinha visto a constelação da Fénix?

Dia 15/11: 319.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1738, nascia William Herschel.

Foi o primeiro astrónomo a fazer observações sistemáticas do espaço para além do nosso Sistema Solar.
Descobriu Úrano (1781), o movimento do Sol na Via Láctea (1785), a companheira do binário de Castor (1804, e de acordo com as leis de Kepler) e a radiação infravermelha. Herschel também descobriu muitos enxamesnebulosas
 e galáxias enquanto observava o céu noturno e compilou catálogos cujos dados básicos são ainda hoje utilizados.
Em 1966, a Gemini 12 regressa à Terra caindo no Atlântico em segurança.
Em 1988, a União Soviética lança o seu primeiro e último vaivém espacial, o Buran.
Em 1990, o vaivém espacial Atlantis é lançado na missão STS-38.
Observações: Desenhe uma linha de Altair até Vega, continue a linha nessa mesma direção, mas metade da distância anterior, e chega a Lozenge: a cabeça pontiaguda de Dragão. A sua estrela mais brilhante é a alaranjada Eltanin, a ponta do seu nariz, sempre apontado para Vega.

 
     
 
Curiosidades


A Astronomia é uma das poucas ciências onde os amadores dão importantes contribuições para o seu avanço.

 
 
   
Validado novo método para detetar planetas semelhantes a Tatooine

Uma nova técnica desenvolvida em parte pelo astrónomo Nader Haghighipour da Universidade do Hawaii permitiu que os cientistas detetassem rapidamente um planeta em trânsito com dois sóis.

Denominados planetas circumbinários, estes objetos orbitam um par de estrelas. Durante anos, estes planetas foram meramente objeto de ficção científica, como Tatooine na saga "Guerra das Estrelas". No entanto, graças ao sucesso das missões Kepler e TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), uma equipa de astrónomos, incluindo Haghighipour, encontrou 14 destes corpos até agora.

As missões Kepler e TESS detetam planetas por meio do método de trânsito, onde os astrónomos medem a minúscula queda de brilho de uma estrela à medida que um planeta passa em frente, bloqueando parte da luz estelar. Normalmente, os astrónomos precisam de ver pelo menos três destes trânsitos para definir a órbita do planeta. Isto torna-se um desafio quando há duas estrelas hospedeiras.

 
Impressão de artista do exoplaneta TIC 172900988b, que orbita duas estrelas, semelhante ao planeta Tatooine da saga "Guerra das Estrelas".
Crédito: Dra. Pamela Gay/PSI
 

"A deteção de planetas circumbinários é muito mais complicada do que a de planetas em órbita de estrelas individuais. Quando um planeta orbita um sistema estelar duplo, os trânsitos da mesma estrela não ocorrem em intervalos consistentes," explicou Haghighipour. "O planeta pode transitar uma estrela, e depois transitar a outra, antes de transitar pela primeira estrela novamente, e assim por diante."

A acrescentar ao desafio, os períodos orbitais dos planetas circumbinários são sempre muito mais longos do que o período orbital da estrela binária. Isso significa que, para observar três trânsitos, os cientistas precisam de observar o binário por muito tempo. Embora isso não tenha sido um problema com o Telescópio Espacial Kepler (este telescópio observou apenas uma região do céu durante 3,5 anos), torna-se complexo usar o Telescópio TESS para detetar planetas circumbinários, porque o TESS observa uma porção (ou sector) do céu por apenas 27 dias antes de apontar para outro lugar, tornando impossível observar três trânsitos de um planeta com o TESS.

Em 2020, Haghighipour e a sua equipa encontraram uma maneira de contornar esta limitação. Num artigo publicado na revista The Astronomical Journal, descreveram uma nova técnica que lhes permitia detetar planetas circumbinários usando o TESS, desde que o planeta transitasse ambas as estrelas hospedeiras dentro da janela de observação de 27 dias.

Agora, essa mesma equipa de astrónomos encontrou efetivamente o primeiro planeta circumbinário nos dados do TESS, demonstrando que a sua técnica funciona. O binário alvo é conhecido pela sua designação de catálogo TIC 172900988, e foi observado num único sector pelo TESS, onde a sua curva de luz mostrava sinais de dois trânsitos, um em cada estrela, separados por apenas cinco dias - durante a mesma conjunção.

 
Esta ilustração do sistema planetário circumbinário TIC 172900988 mostra os dois sóis orbitados pelo planeta detetado. A órbita da Terra está a tracejado para efeitos de comparação.
Crédito: Universidade do Hawaii
 

"A órbita deste planeta leva quase 200 dias - com o método de trânsito tradicional, teríamos que esperar mais de um ano para detetar dois trânsitos adicionais. A nossa nova técnica reduziu esse tempo para apenas cinco dias, mostrando que, apesar da sua curta janela de observação, o TESS pode ser usado para detetar planetas circumbinários. O novo planeta é a prova da validade, aplicabilidade e sucesso da nossa técnica," disse Haghighipour, fundador do Grupo de Trabalho de Planetas Circumbinários do TESS. "Esta descoberta demonstra que a nossa nova técnica funciona e será capaz de encontrar muitos mais planetas."

O exoplaneta TIC 172900988b é também muito grande - é um gigante gasoso do tamanho de Júpiter (Júpiter é aproximadamente 10 vezes maior do que a Terra em termos de diâmetro) e o planeta circumbinário mais massivo já descoberto até à data.

A descoberta do primeiro planeta circumbinário do TESS, usando esta nova técnica, foi publicada na revista The Astronomical Journal.

// Universidade do Hawaii (comunicado de imprensa)
// Instituto SETI (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

TIC 172900988b:
Exoplanet.eu
NASA
Open Exoplanet Catalogue
Wikipedia

Exoplanetas:
Planetas circumbinários (Wikipedia)
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2
Wikipedia

 
   
Cientistas cidadãos encontram 10.000 novas estrelas variáveis

De acordo com um artigo científico recente, cientistas cidadãos voluntários, analisando dados de uma rede de telescópios espalhada pelo globo, identificaram este ano 10.000 novas estrelas variáveis na Via Láctea.

Os voluntários têm examinado desde janeiro dados do levantamento ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae), gerido por investigadores da Universidade Estatal do Ohio.

Num artigo publicado no servidor de pré-impressão arXiv, os investigadores detalharam o que o projeto de ciência cidadã, de nome Citizen ASAS-SN, realizou até agora: mais de 3100 voluntários fizeram cerca de 839.000 classificações de mais de 100.000 curvas de luz - dados que informam os astrónomos sobre objetos no céu. Uma estrela variável é uma estrela cujo brilho muda com o tempo - a luz proveniente de tal estrela não é constante.

 
Cientistas cidadãos analisaram dados da rede de telescópios ASAS-SN e identificaram 10.000 novas estrelas variáveis na Via Láctea.
Crédito: Getty Images
 

Os cientistas voluntários tentaram classificar amplamente as estrelas como binários eclipsantes, onde uma estrela passa em frente da outra, estrelas pulsantes e estrelas giratórias. Os cientistas voluntários também podem classificar os dados como "lixo", o que significa que não são estrelas. Por exemplo, satélites em órbita baixa da Terra podem interferir com a luz das estrelas vistas através dos telescópios; os dados de um satélite seriam classificados como lixo. E os cientistas voluntários podem marcar os dados como "desconhecido" se as curvas de luz não encaixassem nas classes de estrelas variáveis.

Algumas das estrelas que os cientistas voluntários classificaram já tinham sido previamente identificadas, o que deu aos investigadores do estado norte-americano do Ohio uma maneira de verificar a precisão dos voluntários.

"Ao que parece, foram bastante precisos," disse Collin Christy, autor principal do artigo e analista do ASAS-SN. "Os nossos utilizadores foram extremamente competentes em encontrar sistemas eclipsantes e pulsantes nos nossos dados."

Os utilizadores também foram capazes de identificar facilmente dados inúteis, salientaram os investigadores.

O projeto baseia-se em trabalhos anteriores e no trabalho em andamento do ASAS-SN de analisar o céu em busca de buracos negros e outros fenómenos cosmológicos. Os telescópios do ASAS-SN foram recentemente atualizados, permitindo aos astrónomos perscrutar mais profundamente o espaço em busca de novas estrelas variáveis, supernovas e outros objetos. A análise anterior dos dados do ASAS-SN foi realizada amplamente usando algoritmos de aprendizagem de máquina, onde um algoritmo de computador classifica os dados.

"O nosso objetivo principal é tornar os nossos dados públicos, partilhar a nossa ciência com uma comunidade mais ampla de pessoas e, claro, queríamos obter investigação científica a partir disto," disse Tharindu Jayasinghe, coautor do artigo, estudante de doutoramento em astronomia. "E é bom ver este projeto envolver o público. As pessoas estão a contribuir para a ciência e interagem com os cientistas: os utilizadores podem fazer-nos perguntas, nós respondemos e assim estabelece-se uma relação. E também estamos a ensinar as pessoas a fazer esta ciência. É uma situação em que todos ganham."

O trabalho dos cientistas cidadãos também está a ajudar a melhorar o algoritmo de aprendizagem de máquina: o seu contributo, disse Jayasinghe, está a ajudar a máquina a entender melhor quais os dados que são "lixo" e quais os dados que são úteis.

"O olho humano pode detetar coisas invulgares e destacá-las muito melhor do que uma máquina tem sido capaz de fazer. E quando o relatam à equipa de investigação, permite-nos fazer estas descobertas realmente excelentes," salientou Jayasinghe. "Os humanos conseguem fazer coisas incríveis se lhes derem oportunidade."

// Universidade Estatal do Ohio (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Estrela variável:
Wikipedia
AAVSO (The American Association of Variable Star Observers)

Citizen ASAS-SN:
Página principal
Twitter

Ciência cidadã:
Wikipedia

 
   
Novo estudo aponta provável lar dos meteoritos marcianos

Investigadores da Universidade Curtin localizaram a provável origem de um grupo de meteoritos expelidos de Marte, usando um algoritmo de aprendizagem de máquina que analisa imagens planetárias de alta resolução.

A nova investigação, publicada na revista Nature Communications, identificou que estes meteoritos que pousaram na Terra provavelmente são originários da cratera Tooting de Marte, localizada na região Tharsis, que é a maior província vulcânica do Sistema Solar.

 
O Dr. Anthony Lagain e a professora Gretchen Benedix, ambos da Universidade Curtin, Konstantinos Servis da CSIRO e o candidato a doutoramento John Fairweather da mesma universidade.
Crédito: Universidade Curtin
 

Ao longo dos últimos 20 milhões de anos, cerca de 166 rochas marcianas conhecidas pousaram na Terra. No entanto, as suas origens precisas eram desconhecidas.

O investigador principal, Dr. Anthony Lagain, do Centro de Ciência e Tecnologia Espacial da Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade Curtin, na Austrália, disse que os novos achados ajudam a fornecer o contexto para desvendar a história geológica do Planeta Vermelho.

"Neste estudo, compilámos uma nova base de dados de 90 milhões de crateras de impacto usando um algoritmo de aprendizagem de máquina que nos permitiu determinar as potenciais posições de lançamento de meteoritos marcianos," disse o Dr. Lagain.

"Ao observar os campos de crateras secundárias - ou as pequenas crateras formadas pelo material ejetado da maior cratera formada recentemente no planeta, descobrimos que a cratera Tooting é a fonte mais provável destes meteoritos ejetados de Marte há 1,1 milhões de anos.

"Pela primeira vez, por meio desta investigação, está acessível o contexto geológico de um grupo de meteoritos marcianos, 10 anos antes da missão MSR (Mars Sample Return) da NASA enviar as amostras recolhidas pelo rover Perseverance que atualmente explora a cratera Jezero."

A professora Gretchen Benedix, coautora do estudo, também do Centro de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade Curtin, disse que o algoritmo que tornou isto possível foi um grande avanço em como os cientistas podem usar os terabytes de dados planetários disponíveis.

"Não teríamos sido capazes de reconhecer as crateras mais jovens em Marte sem contar as dezenas de milhões de crateras mais pequenas que um quilómetro de diâmetro", disse a professora Benedix.

"Esta descoberta implica que ocorreram erupções vulcânicas nesta região há 300 milhões de anos, o que é muito recente em termos de tempo geológico. Também fornece novas informações sobre a estrutura do planeta, por baixo desta província vulcânica."

O Dr. Lagain disse que a investigação ajudaria a criar um melhor entendimento da formação e evolução de Marte, bem como da Terra, potencialmente fornecendo benefícios para outros setores da indústria no nosso planeta.

"Mapear as crateras em Marte é o primeiro passo. O algoritmo que desenvolvemos pode ser retreinado para realizar o mapeamento digital automatizado de qualquer corpo celeste. Pode ser aplicado à Terra para ajudar na gestão agrícola, do meio ambiente e até mesmo de potenciais desastres naturais, como incêndios ou inundações," disse o Dr. lagain.

O algoritmo foi desenvolvido internamente por um grupo interdisciplinar que incluiu membros da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), do Instituto Curtin para Computação e da Escola de Engenharia Civil e Mecânica, com financiamento do Conselho de Investigação Australiano.

Usando o supercomputador mais rápido do hemisfério sul, o Centro de Supercomputação Pawsey e o HIVE (Hub for Immersive Visualisation and eResearch) de Curtin, os investigadores analisaram um volume muito grande de imagens planetárias de alta resolução por meio de um algoritmo de aprendizagem de máquina e assim detetar crateras de impacto.

// Universidade Curtin (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Communications)

 


Saiba mais

Meteoritos marcianos:
Wikipedia

Cratera Tooting:
Wikipedia

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

 
   
Álbum de fotografias - NGC 1333: Berçário Estelar em Perseu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Michael Sherick
 
NGC 1333 é visível no ótico como uma nebulosa de reflexão, com as tonalidades azuladas que são características da radiação estelar dispersa pela poeira interestelar. A apenas 1000 anos-luz na direção da constelação de Perseu, encontra-se no limiar de uma gigantesca nuvem molecular onde está a ocorrer formação estelar. Esta imagem cobre cerca de 2 Luas Cheias no céu, ou pouco mais de 15 anos-luz à distância estimada de NGC 1313 . A imagem apresenta detalhes da região de poeira onde se vê a luz avermelhada dos objetos Herbig-Haro, jatos e gás brilhante emanados por estrelas jovens que acabaram de nascer. De facto, NGC 1333 contém centenas de estrelas jovens com menos de um milhão de anos, a maior parte ainda escondidas dos telescópios óticos pela poeira desta região. O ambiente caótico pode ser parecido ao que formou o nosso Sol há mais de 4,5 mil milhões de anos.
 
   
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