DIA 01/12: 335.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1960, os cães espaciais Pchyolka (Pequena Abelha) e Mushka (Pequena Mosca) são lançados a bordo do Korabl-Sputnik-3, também conhecido como Sputnik 6.
A nave passou um dia em órbita mas a re-entrada foi mal configurada e, ao descer num ângulo muito acentuado, foi destruída.
Em 1984, a NASA leva a cabo a Demonstração de Impacto Controlado. Um Boeing 720 controlado remotamente é intencionalmente despenhado a fim de melhorar a capacidade de sobrevivência dos ocupantes.
Em 2013, a China lança o Yutu, o seu primeiro rover lunar, como parte da missão de exploração Chang'e 3.
Em 2020, o radiotelescópio de Arecibo colapsa. HOJE, NO COSMOS:
A Galáxia de Andrómeda (M31) e o Enxame Duplo de Perseu são dois dos objetos mais famosos do céu noturno. Estão ambos catalogados como tendo quase magnitude 4, e num céu relativamente escuro podem ser vistos à vista desarmada. Os binóculos facilitam a observação. Estão separados por apenas 22º, muito alto a este por estas noites - para a direita de Cassiopeia e para baixo e mais perto de Cassiopeia, respetivamente.
DIA 02/12: 336.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1988, lançamento da STS-27, missão do vaivém espacial Atlantis, sob a alçada do Departamento de Defesa dos EUA.
Em 1990, lançamento do vaivém Columbia, na sua missão STS-35.
Em 1992, lançamento do vaivém Discovery, na sua missão STS-53, também para suporte do Departamento de Defesa dos EUA.
Em 1993, lançamento da missão STS-61 do vaivém Endeavour, a primeira missão de manutenção do Hubble. HOJE, NO COSMOS:
O Triângulo de Verão ainda está razoavelmente alto após o anoitecer. Vega, a sua estrela mais brilhante, brilha a oeste-sudoeste. Deneb está dois punhos à distância do braço esticado para cima. Altair está mais longe, mas para a esquerda de Vega.
Para cima de Altair, a pouco mais de um punho à distância do braço esticado, está Golfinho. Mais perto de Altair, mas para cima e para a sua direita, está a ténue constelação da Seta. Binóculos ajudam! Ambas as constelações têm 5º de comprimento, pelo que cabem no campo de visão da grande parte dos binóculos.
A Estrela Polar, como sempre, aponta para norte. Esta é a altura do ano em que a Ursa Menor estende-se para baixo e para a esquerda ao início da noite. As únicas estrelas moderadamente brilhantes da Ursa Menor são a Polar e Kochab, a estrela que assinala o "lábio" da sua "frigideira". Ambas têm magnitude 2. Estão separadas por 17º. Dada a qualidade do céu onde o observador se encontra, consegue discernir o resto da constelação?
Pelas 22:30 Kochab está diretamente para baixo da Estrela Polar.
DIA 03/12: 337.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1886 nascia Manne Siegbahn, físico sueco que recebeu o Prémio Nobel da Física em 1924 pelas "suas descobertas e pesquisas no campo da espectroscopia de raios-X".
Em 1904, Charles Dillon Perrine descobre a lua joviana Himalia.
Em 1958, o JPL era transferido do controlo do exército americano para o controlo da NASA.
Em 1971, a sonda soviética Mars 3 torna-se na primeira a aterrar com sucesso em Marte.
Em 1973, a Pioneer 10 enviava para a Terra as primeiras imagens de Júpiter.
Em 1974, voo rasante da sonda Pioneer 11 por Júpiter.
Em 1999, a NASA perdia o contato com a Mars Polar Lander, minutos antes da entrada na atmosfera de Marte.
Em 2014, a JAXA (agência espacial japonesa) lança a sonda Hayabusa2, numa missão com a duração de seis anos e com o objetivo de recolher amostras de um asteroide.
Em 2015, a ESA lança com sucesso a LISA Pathfinder, uma nave desenhada para demonstrar tecnologia para observar ondas gravitacionais no espaço. HOJE, NO COSMOS:
M31, a Galáxia de Andrómeda, passa perto do zénite pelas 20:00 (caso viva a latitudes médias norte). A hora exata depende de quão para este ou oeste vive no seu fuso horário. Os binóculos revelam o ténue brilho de M31 logo ao lado da cintura da figura de Andrómeda.
DIA 04/12: 338.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1639, Jeremiah Horrocks fazia a primeira observação, de que há registo, de um trânsito de Vénus.
Em 1965, lançamento da missão Gemini 7. Frank Borman e James A. Lovell Jr. completam um voo de 14 dias, ao todo 220 órbitas. A missão tinha dois objetivos: estudar os efeitos a longo-prazo do voo espacial e fazer o "rendezvous" com a Gemini 6.
Em 1978, a sonda americana Pioneer/Venus torna-se na primeira a orbitar Vénus.
Em 1996, é lançada a Mars Pathfinder.
Em 1998, é lançado o módulo Unity, o segundo módulo da Estação Espacial Internacional. HOJE, NO COSMOS:
Pelas 01:00 da manhã, observe a este a Lua perto da estrela Régulo. Régulo é a estrela mais brilhante da "foice" de Leão, que se estende para cima e para a esquerda de Régulo.
CURIOSIDADES
O satélite descoberto durante o primeiro encontro da missão Lucy da NASA já tem um nome oficial. No dia 27 de novembro de 2023, a União Astronómica Internacional aprovou o nome "Selam" ou ሰላም, que significa "paz" na língua amárica, para a lua de Dinkinesh.
Astrónomos descobrem pela primeira vez um disco em torno de uma estrela noutra galáxia
Esta imagem artística mostra o sistema HH 1177, situado na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da nossa. O objeto estelar jovem e de grande massa que brilha intensamente no centro da imagem, acreta matéria de um disco de poeira ao mesmo tempo que lança para o espaço matéria sob a forma de poderosos jatos. Com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do qual o ESO é um parceiro, uma equipa de astrónomos conseguiu descobrir evidências da presença deste disco ao observar a sua rotação. Trata-se da primeira vez que um disco em torno de uma estrela jovem — o tipo de disco idêntico aos que formam planetas na nossa própria Galáxia — foi descoberto noutra galáxia.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
Numa descoberta notável, os astrónomos encontraram um disco em torno de uma estrela jovem na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da nossa. Trata-se da primeira vez que um disco deste tipo, idêntico aos que formam planetas na nossa Via Láctea, é encontrado fora da nossa Galáxia. As novas observações revelam uma estrela jovem de grande massa a crescer e a acretar matéria do meio que a envolve, dando assim origem a um disco em rotação. Esta deteção foi feita com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) no Chile, do qual o ESO é um parceiro.
"Quando vi pela primeira vez evidências de uma estrutura giratória nos dados do ALMA, nem queria acreditar que tínhamos detetado o primeiro disco de acreção extragaláctico, foi mesmo um momento especial", disse Anna McLeod, professora associada da Universidade de Durham, no Reino Unido, e autora principal do estudo publicado na revista Nature. "Sabemos que os discos são vitais para a formação de estrelas e planetas na nossa Galáxia e, pela primeira vez, temos agora evidências diretas da ocorrência do mesmo fenómeno noutra galáxia.”
Este estudo surge no seguimento de observações com o instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) do VLT (Very Large Telescope) do ESO, que detetou um jato lançado por uma estrela em formação — o sistema foi designado HH 1177 — no interior de uma nuvem de gás na Grande Nuvem de Magalhães. "Descobrimos um jato a ser lançado por esta estrela jovem de grande massa, o que é um sinal da existência de um disco de acreção em formação", explicou McLeod. No entanto, para ter a prova irrefutável de que este disco estava de facto presente, a equipa teve que medir o movimento do gás denso em torno da estrela.
Quando a matéria é atraída por uma estrela em crescimento, não cai diretamente sobre ela; em vez disso, achata-se num disco que gira em torno da estrela. Mais perto do centro, o disco roda mais depressa, e esta diferença de velocidade é a pista que assinala aos astrónomos a existência de um disco de acreção.
Com as capacidades combinadas do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do qual o ESO é um parceiro, observou-se um disco em torno de uma estrela jovem de grande massa noutra galáxia. À esquerda temos observações levadas a cabo com o instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer), acoplado ao VLT, e que mostram a nuvem progenitora, LHA 120-N 180B, na qual o sistema, denominado HH 1177, foi inicialmente observado. A imagem do centro mostra os jatos que o acompanham. A parte superior do jato desloca-se ligeiramente na nossa direção e por isso apresenta-se com um desvio para o azul; a parte inferior do jato está a afastar-se de nós e por isso vemo-la com um desvio para o vermelho. À direita, as observações executadas com o ALMA revelam o disco em rotação em torno da estrela, do mesmo modo com partes a aproximarem-se e a afastarem-se de nós.
Crédito: ESO/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/A. McLeod et al.
"A frequência da radiação varia consoante a velocidade a que o gás que emite essa radiação se move em direção a nós ou na direção oposta", explica Jonathan Henshaw, investigador da Universidade John Moores de Liverpool, no Reino Unido, e coautor deste estudo. "Trata-se exatamente do mesmo fenómeno que ocorre quando o tom da sirene de uma ambulância muda ao passar por nós e a frequência do som muda de mais alta para mais baixa.”
As medições de frequência detalhadas de que o ALMA é capaz permitiram aos autores distinguir a rotação caraterística de um disco, confirmando a primeira deteção de um disco em torno de uma estrela extragaláctica jovem.
As estrelas de grande massa, como a que foi aqui observada, formam-se muito mais rapidamente e têm vidas muito mais curtas do que as estrelas de pequena massa, como é o caso do nosso Sol. Na nossa Galáxia, estas estrelas massivas são notoriamente difíceis de observar, estando frequentemente obscurecidas pelo material poeirento a partir do qual se formaram na altura em que um disco se está a formar à sua volta. No entanto, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia situada a 160.000 anos-luz de distância da Terra, o material a partir do qual se estão a formar novas estrelas é fundamentalmente diferente do da Via Láctea. Graças à menor quantidade de poeira aí presente, HH 1177 já não está envolvida no seu casulo natal, oferecendo, por isso, aos astrónomos uma visão desobstruída, ainda que distante, da formação de estrelas e planetas.
"Estamos numa era de rápidos avanços tecnológicos no que toca às instalações astronómicas", conclui McLeod. "Ser capaz de estudar como é que as estrelas se formam a distâncias tão incríveis e numa galáxia diferente é realmente muito entusiasmante.”
CHEOPS ajuda a desvendar um raro sistema com seis planetas
Rastreando uma ligação entre dois planetas vizinhos em intervalos de tempo regulares ao longo das suas órbitas cria um padrão único para cada par. Os seis planetas do sistema HD110067 criam em conjunto um padrão geométrico hipnotizante devido à sua cadeia de ressonância.
Crédito: Thibaut Roger/NCCR PlanetS
O satélite CHEOPS (CHaracterising ExOPlanet Satellite) da ESA forneceu os dados cruciais para compreender um misterioso sistema exoplanetário que há anos deixa os investigadores perplexos.
A estrela HD110067 encontra-se a cerca de 100 anos-luz de distância, na direção da constelação setentrional de Cabeleira de Berenice. Em 2020, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA detetou quedas no brilho da estrela que indicavam que os planetas estavam a passar em frente à sua superfície. Uma análise preliminar revelou dois possíveis planetas. Um com um período orbital - o tempo que demora a completar uma órbita à volta da estrela - de 5,642 dias, e o outro com um período que ainda não era possível determinar.
Dois anos mais tarde, o TESS voltou a observar a mesma estrela. A análise dos conjuntos de dados combinados excluiu a interpretação original, mas apresentou dois possíveis planetas diferentes. Embora estas deteções fossem muito mais certas do que as originais, havia muita coisa nos dados do TESS que ainda não fazia sentido. Foi nessa altura que Rafael Luque, da Universidade de Chicago, e os seus colegas ficaram interessados.
"Foi nessa altura que decidimos usar o CHEOPS. Fomos à procura de sinais entre todos os potenciais períodos que aqueles planetas poderiam ter", diz Rafael.
Os seus esforços deram frutos. Confirmaram a existência de um terceiro planeta no sistema e aperceberam-se de que tinham encontrado a chave para desvendar todo o sistema, porque era agora claro que os três planetas estavam em ressonância orbital. O planeta mais exterior demora 20,519 dias a completar uma órbita, o que é extremamente perto de 1,5 vezes o período orbital do planeta seguinte, com 13,673 dias. Este, por sua vez, é quase exatamente 1,5 vezes o período orbital do planeta interior, com 9,114 dias.
A previsão de outras ressonâncias orbitais e a sua correspondência com os restantes dados inexplicados permitiu à equipa descobrir os outros três planetas do sistema. "O CHEOPS deu-nos esta configuração ressonante que nos permitiu prever todos os outros períodos. Sem essa deteção do CHEOPS, teria sido impossível", explica Rafael.
Uma família rara de seis exoplanetas foi desvendada com a ajuda da missão CHEOPS da ESA. Os planetas desta família são todos mais pequenos do que Neptuno e giram em torno da sua estrela HD110067 numa valsa muito precisa. Quando o planeta mais próximo da estrela dá três voltas completas à sua volta, o segundo dá exatamente duas durante o mesmo tempo. A isto chama-se uma ressonância 3:2. Os seis planetas formam uma cadeia de ressonância em pares de 3:2, 3:2, 3:2, 4:3 e 4:3, resultando no facto de o planeta mais próximo completar seis órbitas enquanto o planeta mais afastado faz uma. O CHEOPS confirmou o período orbital do terceiro planeta do sistema, o que foi a chave para desvendar o ritmo de todo o sistema. Este é o segundo sistema planetário em ressonância orbital que o CHEOPS ajudou a revelar. O primeiro chama-se TOI-178.
Crédito: ESA
A descoberta de sistemas orbitais ressonantes é extremamente importante, porque dá aos astrónomos informações sobre a formação e a evolução subsequente do sistema planetário. Os planetas em torno de estrelas tendem a formar-se em ressonância, mas podem ser facilmente perturbados. Por exemplo, um planeta muito massivo, um encontro próximo com uma estrela passageira, ou um evento de impacto gigante podem perturbar o equilíbrio cuidadoso. Como resultado, muitos dos sistemas multiplanetários conhecidos pelos astrónomos não estão em ressonância, mas parecem suficientemente próximos para poderem ter sido ressonantes em tempos. No entanto, os sistemas multiplanetários que preservam a sua ressonância são raros.
"Pensamos que apenas cerca de um por cento de todos os sistemas permanecem em ressonância", diz Rafael. É por isso que HD110067 é especial e convida a um estudo mais aprofundado. "Mostra-nos a configuração prístina de um sistema planetário que sobreviveu intocado".
"Como a nossa equipa científica diz: O CHEOPS está a fazer com que descobertas extraordinárias pareçam comuns. Dos apenas três sistemas ressonantes com seis planetas conhecidos, este é agora o segundo encontrado pelo CHEOPS, e em apenas três anos de operações", diz Maximilian Günther, cientista do projeto CHEOPS da ESA.
HD110067 é o sistema mais brilhante conhecido com quatro ou mais planetas. Uma vez que esses planetas são todos do tamanho de um sub-Neptuno, com atmosferas que são provavelmente alargadas, são candidatos ideais para o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, e os futuros telescópios ARIEL (Atmospheric Remote-sensing Infrared Exoplanet Large-survey) e PLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars) da ESA, estudarem a composição das suas atmosferas.
PLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars): ESA Wikipedia
Neblina alienígena, "cozinhada" num laboratório, esclarece a visão de mundos aquáticos distantes
Dois exoplanetas ricos em água, com enormes camadas de neblina, orbitam a sua estrela hospedeira.
Crédito: Roberto Molar Candanosa/Universidade Johns Hopkins
Os cientistas simularam as condições que permitem a formação de céus nublados em exoplanetas ricos em água, um passo crucial para determinar de que forma a nebulosidade dificulta as observações dos telescópios terrestres e espaciais.
A investigação fornece novas ferramentas para estudar a química atmosférica dos exoplanetas e ajudará os cientistas a modelar a forma como os exoplanetas com água se formam e evoluem, descobertas que poderão ajudar na procura de vida para além do nosso Sistema Solar.
"O grande objetivo é saber se existe vida fora do Sistema Solar, mas tentar responder a esse tipo de pergunta requer uma modelação muito detalhada de todos os tipos diferentes, especificamente em planetas com muita água", disse a coautora Sarah Hörst, professora associada de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade Johns Hopkins. "Isto tem sido um enorme desafio porque não temos o trabalho de laboratório para o fazer, por isso estamos a tentar usar estas novas técnicas de laboratório para obter mais dos dados que estamos a receber com todos estes grandes e sofisticados telescópios".
A equipa publicou as suas conclusões na revista Nature Astronomy.
Segundo os investigadores, o facto de a atmosfera de um planeta conter neblinas ou outras partículas tem uma influência marcante nas temperaturas globais, nos níveis de entrada da luz estelar e noutros factores que podem dificultar ou promover a atividade biológica.
A equipa realizou as experiências numa câmara concebida à medida no laboratório de Hörst. São os primeiros a determinar a quantidade de neblina que se pode formar em planetas aquáticos fora do Sistema Solar, disse Hörst.
A neblina é constituída por partículas sólidas suspensas em gás e altera a forma como a luz interage com esse gás. Diferentes níveis e tipos de neblina podem afetar a forma como as partículas se espalham através de uma atmosfera, alterando o que os cientistas conseguem detetar sobre planetas distantes com telescópios.
"A água é a primeira coisa que procuramos quando estamos a tentar ver se um planeta é habitável, e já há observações interessantes de água nas atmosferas de exoplanetas. Mas as nossas experiências e modelos sugerem que estes planetas muito provavelmente também contêm neblina", disse Chao He, um cientista planetário que liderou a investigação na Johns Hopkins. "Esta névoa complica realmente as nossas observações, pois turva a nossa visão da química atmosférica e das características moleculares de um exoplaneta."
Os cientistas estudam os exoplanetas com telescópios que observam a forma como a luz atravessa a sua atmosfera, detetando a forma como os gases atmosféricos absorvem diferentes tonalidades ou comprimentos de onda dessa luz. Observações distorcidas podem levar a erros de cálculo das quantidades de substâncias importantes no ar, como a água e o metano, e do tipo e níveis de partículas na atmosfera. Tais interpretações erróneas podem prejudicar as conclusões dos cientistas sobre as temperaturas globais, a espessura de uma atmosfera e outras condições planetárias, disse Hörst.
A equipa criou duas misturas de gás contendo vapor de água e outros compostos que se supõe serem comuns em exoplanetas. A equipa emitiu um feixe de luz ultravioleta sobre essas misturas para simular a forma como a luz de uma estrela iniciaria as reações químicas que produzem as partículas de neblina. Depois mediram a quantidade de luz que as partículas absorviam e refletiam para compreender como interagiam com a luz na atmosfera.
Os novos dados coincidiram com as assinaturas químicas de um exoplaneta bem estudado chamado GJ 1214 b com mais exatidão do que a investigação anterior, demonstrando que neblinas com diferentes propriedades óticas podem levar a interpretações erradas da atmosfera de um planeta.
As atmosferas exoplanetárias podem ser muito diferentes das do nosso Sistema Solar, disse Hörst, acrescentando que há mais de 5000 exoplanetas confirmados com diferentes químicas atmosféricas.
A equipa está agora a trabalhar para criar mais "análogos" de neblina feitos em laboratório com misturas de gases que representem com maior precisão o que se vê com os telescópios.
"As pessoas poderão usar esses dados quando modelarem essas atmosferas para tentar compreender coisas como a temperatura da atmosfera e da superfície do planeta, se existem nuvens, qual a sua altura e de que são feitas, ou a velocidade dos ventos", disse Hörst. "Todo este tipo de coisas pode ajudar-nos a concentrar a nossa atenção em planetas específicos e a tornar as nossas experiências únicas, em vez de fazermos apenas testes generalizados quando tentamos compreender o panorama geral."
Chandra avista pulsares-aranha a destruir estrelas próximas (via NASA)
Um grupo de estrelas mortas conhecidas como "pulsares-aranha" está a obliterar as estrelas companheiras ao seu alcance. Dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA sobre o enxame globular Omega Centauri estão a ajudar os astrónomos a compreender como estes pulsares-aranha atacam as suas companheiras estelares. Um pulsar é o núcleo denso e giratório que permanece depois de uma estrela massiva colapsar sobre si própria para formar uma estrela de neutrões. As estrelas de neutrões em rápida rotação podem produzir feixes de radiação. Tal como um feixe de farol em rotação, a radiação pode ser observada como uma poderosa fonte de radiação pulsante, ou pulsar. Alguns pulsares giram dezenas a centenas de vezes por segundo e são conhecidos como pulsares de milissegundo. Ler fonte
Estrelas distantes detetadas pela primeira vez na vasta Corrente de Magalhães (via Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian)
Durante quase cinquenta anos, os astrónomos não conseguiram encontrar estrelas na vasta estrutura conhecida como Corrente de Magalhães. Uma colossal faixa de gás, a Corrente de Magalhães estende-se por quase 300 diâmetros lunares no céu do hemisfério sul, seguindo atrás das Nuvens de Magalhães, dois dos vizinhos cósmicos mais próximos da nossa Via Láctea. Agora, a procura de estrelas está finalmente terminada. Investigadores identificaram 13 estrelas cujas distâncias, movimentos e composição química as colocam diretamente dentro da enigmática corrente. Ler fonte
É provável que a atividade solar atinja o pico no próximo ano, sugere um novo estudo (via Real Sociedade Astronómica)
Investigadores do CESSI (Center of Excellence in Space Sciences India), no IISER (Indian Institutes of Science Education and Research) de Calcutá, descobriram uma nova relação entre o campo magnético do Sol e o seu ciclo de manchas solares, que pode ajudar a prever quando ocorrerá o pico da atividade solar. O seu trabalho indica que a intensidade máxima do ciclo solar 25, o ciclo de manchas solares em curso, está iminente e é provável que ocorra dentro de um ano. A nova investigação aparece na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters. Ler fonte
Qual o aspeto da maior lua do Sistema Solar? A lua de Júpiter, Ganimedes, maior do que Mercúrio e Plutão, tem uma superfície gelada salpicada de crateras jovens e brilhantes que se sobrepõem a uma mistura de terrenos mais antigos, mais escuros e com mais crateras, com sulcos e cristas. A causa do terreno estriado continua a ser um tópico de investigação, com uma das principais hipóteses a relacioná-lo com a deslocação das placas de gelo. Pensa-se que Ganimedes tem uma camada oceânica que contém mais água do que a Terra - e poderá conter vida. Tal como a Lua da Terra, Ganimedes mantém a mesma face virada para o seu planeta, neste caso Júpiter. A imagem em destaque foi captada em 2021 pela nave espacial robótica Juno, da NASA, quando passou pela imensa lua. A passagem próxima reduziu o período orbital da Juno em torno de Júpiter de 53 dias para 43 dias. A Juno continua a estudar a elevada gravidade do planeta gigante, o seu invulgar campo magnético e as complexas estruturas de nuvens.
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