DIA 05/12: 339.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1901, nascia Werner Heisenberg, físico teórico alemão e um dos pioneiros da mecânica quântica. Recebeu o prémio Nobel da Física em 1932.
Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.
Em 2014, o primeiro voo de testes da nave Orion da NASA. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 05:49.
Nesta altura do ano, a Ursa Maior está bastante baixa pouco depois do anoitecer. Está inteiramente escondida pelo horizonte se se encontrar a 25º N.
Já Cassiopeia, pela meia-noite, girou para ficar a noroeste e quase na vertical, apoiada no seu lado mais brilhante do "W".
DIA 06/12: 340.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1586 nascia Niccolò Zucchi, astrónomo, físico e jesuita italiano. Pode ter sido o primeiro a ver as bandas de Júpiter (no dia 17 de maio de 1630), e reportou manchas em Marte em 1640. No seu livro, "Optica philosophia experimentis et ratione a fundamentis constituta", publicado em 1652-56, descrevia experiências ocorridas em 1616 com um espelho curvo em vez de uma lente como objetiva telescópica, o que pode ser a descrição mais antiga de um telescópio refletor.
Em 1957, uma explosão na plataforma de lançamento da Vanguard TV3 impede a primeira tentativa dos EUA lançarem um satélite para órbita terrestre.
Em 2006, a NASA revela fotografias obtidas pela Mars Global Surveyor, sugerindo a presença de água líquida em Marte. HOJE, NO COSMOS:
O Triângulo de Verão fica cada vez mais baixo a oeste com o avançar da noite, e Altair é a primeira das suas estrelas a pôr-se (para observadores a latitudes médias norte). Comece por avistar a brilhante Vega, de magnitude zero, a estrela mais brilhante a noroeste depois do cair da noite. A estrela mais brilhante para cima de Vega é Deneb. Altair, a terceira estrela do Triângulo, está mais distante, para a esquerda de Vega. Quão tarde na noite, e nos dias que se seguem, consegue continuar a observar Altair?
DIA 07/12: 341.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1905, nascimento de Gerard Kuiper, cientista planetário americano nascido nos Países Baixos que descobriu luas de Úrano e Neptuno, a atmosfera de Titã e estudou as origens dos cometas no Sistema Solar.
Em 1972 era lançada a Apollo 17, a última das missões do programa Apollo. Foi também a última vez que um ser humano aterrou na Lua. A missão durou 301 horas, 51 minutos e 59 segundos, e recolheu a maior quantidade de amostras lunares. O comandante da Apollo 17 era Eugene A. Cernan, Ronald E. Evans era o piloto do módulo de controlo e Harrison H. Schmitt era o piloto do módulo lunar. Schmitt foi também o único geólogo profissional a ir à Lua.
Em 1995, a nave Galileu chega a Júpiter, pouco mais de seis anos depois de ter sido lançada pelo vaivém espacial Atlantis durante a missão STS-34.
Em 2015, a sonda japonesa Akatsuki entra com sucesso em órbita de Vénus, cinco anos após a primeira tentativa. HOJE, NO COSMOS:
Ocorre o pôr-do-Sol mais cedo do ano (se estiver perto da latitude 40º N). No dia do solstício e da noite mais longa, a 21 de dezembro, o Sol na verdade põe-se 3 minutos mais tarde. E o nascer-do-Sol mais tardio só ocorre no dia 5 de janeiro. Estas ligeiras discrepâncias surgem por causa da inclinação do eixo da Terra e da elipticidade da sua órbita.
O enxame das Plêiades, e Aldebarã para baixo, estão a este depois do cair da noite. Por isso, já sabe que Orionte não pode estar muito longe por baixo de ambos os astros. A figura principal da constelação de Orionte, formada pelas suas sete estrelas mais brilhantes, demora cerca de uma hora e 20 minutos a subir completamente acima
do horizonte. Pelas 21 horas, Orionte já está numa posição razoável para observação.
Antes e durante o amanhecer de dia 8, olhe para sudeste em busca da Lua. Aviste Espiga, de primeira magnitude, um par de graus para baixo, antes do céu se tornar mais iluminado. Vénus é o ponto mais brilhante também para baixo do nosso satélite natural.
Estudo do Webb revela que os planetas rochosos podem formar-se em ambientes extremos
Impressão de artista de uma estrela jovem rodeada por um disco protoplanetário no qual se estão a formar planetas.
Crédito: ESO/L. Calçada
Uma equipa internacional de astrónomos utilizou o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA para obter a primeira observação de água e outras moléculas nas regiões interiores de formação de planetas rochosos de um disco num dos ambientes mais extremos da nossa Galáxia.
Estes resultados sugerem que as condições para a formação de planetas rochosos, tipicamente encontradas em discos de regiões onde se formam estrelas de baixa massa, podem também ocorrer em regiões onde se formam estrelas massivas e possivelmente numa gama mais alargada de ambientes.
Estes são os primeiros resultados do programa XUE (eXtreme UV Environments) do Telescópio Espacial James Webb, que se centra na caracterização de discos de formação planetária em regiões onde se formam estrelas massivas. Estas regiões são provavelmente representativas do ambiente em que se formou a maioria dos sistemas planetários. Compreender o impacto do ambiente na formação dos planetas é importante para que os cientistas possam compreender a diversidade das populações observadas de exoplanetas.
O programa XUE tem como alvo um total de 15 discos em três áreas da Nebulosa da Lagosta (também conhecida como NGC 6357), uma grande nebulosa de emissão a cerca de 5500 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Escorpião. A Nebulosa da Lagosta é uma das regiões de formação estelar mais jovens e mais próximas, albergando algumas das estrelas mais massivas da nossa Galáxia. As estrelas massivas são mais quentes e, por isso, emitem mais radiação ultravioleta (UV). Este facto pode dispersar o gás no disco, fazendo com que o seu tempo de vida esperado seja de apenas um milhão de anos. Graças ao Webb, os astrónomos podem agora estudar o efeito da radiação UV nas regiões interiores de formação de planetas rochosos dos discos protoplanetários em torno de estrelas como o nosso Sol.
Este gráfico apresenta alguns dos primeiros resultados do programa XUE (eXtreme UV Environments) do Telescópio Espacial James Webb. Estes resultados sugerem que as condições para a formação de planetas rochosos, tipicamente encontradas em discos de regiões onde se formam estrelas de baixa massa, podem também ocorrer em regiões onde se formam estrelas massivas e possivelmente numa gama mais vasta de ambientes.
Este primeiro resultado centra-se no disco protoplanetário denominado XUE 1, que está localizado no enxame estelar Pismis 24.
O disco interior em torno de XUE 1 revelou assinaturas de água (aqui destacada a azul e centrada em cerca de 14,2 micrómetros), bem como acetileno (C2H2, destacado a verde; centrado em cerca de 13,7 micrómetros), cianeto de hidrogénio (HCN, destacado a castanho; centrado em cerca de 14,0 micrómetros) e dióxido de carbono (CO2, destacado a vermelho; centrado em cerca de 14,95 micrómetros). Como indicado, algumas das emissões detetadas eram mais fracas do que alguns dos modelos previstos, o que pode implicar um pequeno raio do disco exterior.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, J. Olmsted (STScI), M. C Ramírez-Tannus (Instituto Max Planck de Astronomia)
"O Webb é o único telescópio com a resolução espacial e a sensibilidade necessárias para estudar discos de formação planetária em regiões onde se formam estrelas massivas", disse a chefe da equipa, María Claudia Ramírez-Tannus, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.
Os astrónomos pretendem caracterizar as propriedades físicas e a composição química das regiões formadoras de planetas rochosos nos discos protoplanetários da Nebulosa da Lagosta, utilizando o MRS (Medium Resolution Spectrometer) do MIRI (Mid-InfraRed Instrument) do Webb. Este primeiro resultado centra-se no disco protoplanetário denominado XUE 1, que se situa no enxame estelar Pismis 24.
"Só a gama de comprimentos de onda e a resolução espetral do MIRI nos permitem sondar o inventário molecular e as condições físicas do gás quente e da poeira onde se formam os planetas rochosos", disse o membro da equipa Arjan Bik, da Universidade de Estocolmo, na Suécia.
Devido à sua localização perto de várias estrelas massivas em NGC 6357, os cientistas esperam que XUE 1 tenha estado constantemente exposta a um campo de radiação ultravioleta elevada durante toda a sua vida. No entanto, neste ambiente extremo, a equipa ainda detetou uma série de moléculas que são os blocos de construção de planetas rochosos.
"Descobrimos que o disco interior em torno de XUE 1 é notavelmente semelhante ao das regiões de formação estelar próximas", disse Rens Waters, membro da equipa, da Universidade de Radboud, nos Países Baixos. "Detetámos água e outras moléculas como monóxido de carbono, dióxido de carbono, cianeto de hidrogénio e acetileno. No entanto, a emissão encontrada foi mais fraca do que alguns modelos previam. Isto pode implicar um pequeno raio exterior do disco".
Este gráfico apresenta alguns dos primeiros resultados do programa XUE (eXtreme UV Environments) do Telescópio Espacial James Webb. Estes resultados sugerem que as condições para a formação de planetas rochosos, tipicamente encontradas em discos em regiões onde se formam estrelas de baixa massa, podem também ocorrer em regiões onde se formam estrelas massivas e possivelmente numa gama mais vasta de ambientes.
Os astrónomos concentraram-se em regiões de discos com formação de planetas rochosos na Nebulosa da Lagosta, utilizando o MRS (Medium Resolution Spectrometer) do MIRI (Mid-InfraRed Instrument) do Webb. Este primeiro resultado centra-se no disco protoplanetário denominado XUE 1, que está localizado no enxame estelar Pismis 24.
Este gráfico apresenta as assinaturas observadas de monóxido de carbono entre 4,95 e 5,15 micrómetros.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, J. Olmsted (STScI), M. C Ramírez-Tannus (Instituto Max Planck de Astronomia)
"Ficámos surpreendidos e entusiasmados porque esta é a primeira vez que estas moléculas foram detetadas em condições tão extremas", acrescentou Lars Cuijpers da Universidade de Radboud. A equipa também encontrou evidências de pequenos grãos de poeira de silicato, parcialmente cristalinos, na superfície do disco. Estes são considerados os blocos de construção dos planetas rochosos.
Estes resultados são uma boa notícia para a formação de planetas rochosos, uma vez que a equipa científica descobriu que as condições no disco interior se assemelham às encontradas nos discos bem estudados localizados em regiões de formação estelar próximas, onde apenas se formam estrelas de baixa massa. Isto sugere que os planetas rochosos podem formar-se numa gama muito mais ampla de ambientes do que se pensava anteriormente.
A equipa nota que as restantes observações do programa XUE são cruciais para estabelecer a semelhança destas condições.
"XUE1 mostra-nos que as condições para a formação de planetas rochosos existem, por isso o próximo passo é verificar até que ponto são comuns", diz Ramírez-Tannus. "Vamos observar outros discos na mesma região para determinar a frequência com que estas condições são observadas."
A descoberta de um exoplaneta demasiado grande para a sua estrela põe em causa os modelos de formação planetária
Representação artística da possível vista de LHS-3154 b em direção à sua estrela hospedeira de baixa massa. Dada a sua grande massa, LHS 3154b tem provavelmente uma composição semelhante à de Neptuno.
Crédito: Universidade Estatal da Pensilvânia
De acordo com investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, a descoberta de um planeta demasiado massivo para o seu sol está a pôr em causa o que se entendia anteriormente sobre a formação dos planetas e dos seus sistemas solares.
Num artigo publicado online na revista Science, os investigadores relatam a descoberta de um planeta mais de 13 vezes mais massivo do que a Terra em órbita da estrela "ultrafria" LHS-3154, que por sua vez é nove vezes menos massiva do que o Sol. O rácio de massa do planeta recém-descoberto com a sua estrela hospedeira é mais de 100 vezes superior ao da Terra e do Sol.
A descoberta revela o planeta mais massivo conhecido numa órbita próxima em torno de uma estrela anã ultrafria, as estrelas menos massivas e mais frias do Universo. A descoberta vai contra o que as teorias atuais preveem para a formação de planetas em torno de estrelas pequenas e marca a primeira vez que um planeta com uma massa tão elevada foi observado em órbita de uma estrela de massa tão baixa.
"Esta descoberta mostra bem o quão pouco sabemos sobre o Universo", disse Suvrath Mahadevan, professor de astronomia e astrofísica na Universidade Estatal da Pensilvânia e coautor do artigo científico. "Não esperávamos que existisse um planeta tão massivo à volta de uma estrela de massa tão baixa".
Ele explicou que as estrelas se formam a partir de grandes nuvens de gás e poeira. Depois da estrela se formar, o gás e a poeira permanecem como discos de material em órbita da estrela recém-nascida, que podem eventualmente transformar-se em planetas.
"O disco de formação planetária em torno da estrela de baixa massa LHS-3154 não deverá ter massa sólida suficiente para formar este planeta", disse Mahadevan. "Mas ele existe, por isso agora precisamos de reexaminar a nossa compreensão de como os planetas e as estrelas se formam."
Os investigadores detetaram o planeta de grandes dimensões, chamado LHS-3154 b, usando um espetrógrafo astronómico construído na Penn State por uma equipa de cientistas liderada por Mahadevan. O instrumento, chamado HPF (Habitable Zone Planet Finder), foi concebido para detetar planetas em órbita das estrelas mais frias para lá do nosso Sistema Solar com potencial para ter água líquida - um ingrediente chave para a vida - nas suas superfícies.
Embora esses planetas sejam muito difíceis de detetar em torno de estrelas como o nosso Sol, a baixa temperatura das estrelas ultrafrias significa que os planetas capazes de ter água líquida à superfície estão muito mais próximos da sua estrela do que a Terra e o Sol. Esta distância mais curta entre estes planetas e as suas estrelas, combinada com a baixa massa das estrelas ultrafrias, resulta num sinal detetável que anuncia a presença do planeta, explicou Mahadevan.
"Pensemos nisto como se a estrela fosse uma fogueira. Quanto mais a fogueira arrefece, mais perto temos de nos aproximar dela para nos mantermos quentes", disse Mahadevan. "O mesmo se passa com os planetas. Se a estrela for mais fria, então um planeta terá de estar mais perto dessa estrela se quiser estar suficientemente quente para conter água líquida. Se um planeta tiver uma órbita suficientemente próxima da sua estrela ultrafria, podemos detetá-lo ao ver uma mudança muito subtil na cor do espetro (luz) da estrela, quando esta é puxada por um planeta em órbita".
Uma comparação artística do tamanho do sistema LHS-3154 com a nossa Terra e o nosso Sol.
Crédito: Universidade Estatal da Pensilvânia
Acoplado ao Telescópio Hobby-Eberly do Observatório McDonald, no estado norte-americano do Texas, o HPF fornece algumas das medições de maior precisão até à data de tais sinais infravermelhos de estrelas próximas.
"Fazer a descoberta com o HPF foi muito especial, uma vez que se trata de um novo instrumento que concebemos, desenvolvemos e construímos de raiz com o objetivo de observar a população de planetas desconhecidos em torno das estrelas de massa mais baixa", disse Guðmundur Stefánsson, bolseiro em astrofísica na Universidade de Princeton e autor principal do artigo, que ajudou a desenvolver o HPF e trabalhou no estudo como estudante na Universidade Estatal da Pensilvânia. "Agora estamos a colher os frutos, aprendendo aspetos novos e inesperados desta excitante população de planetas que orbitam algumas das estrelas mais próximas."
O instrumento já forneceu informação crítica para a descoberta e confirmação de novos planetas, explicou Stefánsson, mas a descoberta do exoplaneta LHS-3154 b excedeu todas as expetativas.
"Com base no trabalho atual de levantamento com o HPF e outros instrumentos, um objeto como o que descobrimos é provavelmente extremamente raro, pelo que a sua deteção foi realmente emocionante", disse Megan Delamer, estudante de astronomia na Penn State e coautora do artigo. "As nossas teorias atuais de formação de planetas têm dificuldade em explicar o que estamos a ver".
No caso do planeta massivo descoberto em órbita da estrela LHS-3154, o núcleo planetário pesado inferido pelas medições da equipa exigiria uma maior quantidade de material sólido no disco de formação planetária do que os modelos atuais preveem, explicou Delamer. A descoberta também levanta questões sobre os conhecimentos anteriores da formação de estrelas, uma vez que a massa de poeira e a relação poeira-gás do disco que rodeia estrelas como LHS-3154 - quando eram jovens e recém-formadas - teriam de ser 10 vezes superiores ao que foi observado para formar um planeta tão massivo como o que a equipa descobriu.
"O que descobrimos constitui um teste extremo a todas as teorias de formação de planetas existentes", disse Mahadevan. "Foi exatamente para isto que construímos o HPF, para descobrir como as estrelas mais comuns da nossa Galáxia formam planetas - e para encontrar esses planetas."
Os astrónomos encontram planetas "inclinados" mesmo em sistemas solares pristinos
Neste diagrama, dois planetas em órbita exibem uma ligeira inclinação em comparação com o eixo de rotação da sua estrela hospedeira.
Crédito: Malena Rice
Há muito que os cientistas se interrogam sobre a razão pela qual todos os planetas do nosso Sistema Solar têm órbitas ligeiramente inclinadas em torno do Sol. Mas um novo estudo, liderado pela Universidade de Yale, sugere que este fenómeno pode não ser assim tão invulgar. Mesmo em sistemas solares "pristinos", os planetas exibem uma certa inclinação.
Os astrónomos há muito que supunham que os planetas com órbitas inclinadas - órbitas que não se alinham com o eixo de rotação da estrela que os acolhe - eram o resultado de alguma "confusão" cósmica de alto nível, como estrelas e planetas próximos que empurram os seus vizinhos.
Mas um novo estudo publicado na revista The Astronomical Journal indica o contrário.
Para o estudo, uma equipa internacional de investigadores liderada pela astrónoma de Yale, Malena Rice, efetuou uma análise exaustiva de sistemas multiplanetários, onde as órbitas dos planetas permaneceram relativamente inalteradas desde a sua formação.
"Este tipo de configuração, em que a órbita de um planeta está precisamente ordenada com a de outro numa relação exata de períodos orbitais, é provavelmente comum num sistema solar no início do seu desenvolvimento", disse Rice, professora assistente de astronomia na Faculdade de Artes e Ciências de Yale e autora principal do estudo.
"É uma configuração maravilhosa - mas apenas uma pequena percentagem de sistemas a mantém", disse ela.
E mesmo nestes sistemas solares, descobriram Rice e os seus coautores, os planetas podem ter uma inclinação orbital de até 20 graus.
Os investigadores começaram o seu trabalho medindo a órbita inclinada de TOI-2202 b, um "Júpiter ameno" num sistema solar pristino. Um Júpiter ameno é um planeta muito maior do que a Terra com um período orbital significativamente mais curto do que os 365 dias da Terra.
Os investigadores compararam a órbita de TOI-2202 b com os dados orbitais do censo completo de planetas semelhantes que se encontram no Arquivo de Exoplanetas da NASA. Neste contexto mais alargado, havia uma inclinação típica de até 20 graus para tais planetas, sendo o sistema TOI-2202 b um dos mais fortemente inclinados.
Rice disse que a descoberta fornece informações valiosas sobre o desenvolvimento do sistema exoplanetário primitivo - e diz algo importante sobre o nosso Sistema Solar: que um pouco de inclinação é cosmicamente natural.
"É tranquilizador", disse Rice. "Diz-nos que não somos um Sistema Solar superesquisito. É como olhar para nós próprios num espelho e ver como nos encaixamos no quadro geral do Universo".
O novo estudo também ajuda Rice na sua pesquisa para compreender os sistemas solares com "Júpiteres quentes", que são sistemas que contêm planetas gigantes gasosos que podem ser semelhantes a Júpiter, mas com períodos orbitais muito curtos.
"Estou a tentar perceber porque é que os sistemas com Júpiteres quentes têm órbitas extremamente inclinadas", disse Rice. "Quando é que se tornaram inclinados? Será que nasceram assim? Para descobrir isso, primeiro preciso de descobrir que tipos de sistemas não têm uma inclinação tão acentuada".
O novo estudo é o oitavo resultado do levantamento SOLES (Stellar Obliquities in Long-period Exoplanet Systems), que foi fundado por Rice e coliderado por Songhu Wang, antigo pós-doutorando de Yale, que está agora na Universidade de Indiana e é coautor do novo estudo. Outros coautores incluem investigadores da Bélgica, Espanha, Chile, Austrália e Estados Unidos.
Descoberta uma enorme corrente de estrelas no Enxame de Coma (via IAC)
Uma equipa internacional de cientistas, com a participação de investigadores do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias), descobriu um fluxo de estelar muito grande, mas fino, no enxames galáctico de Coma. Trata-se do maior fluxo de estrelas detetado até agora e o primeiro a ser encontrado num enxames de galáxias. Esta descoberta, publicada na revista Astronomy & Astrophysics, foi efetuada através de observações realizadas com o Telescópio William Herschel no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma, Ilhas Canárias). Ler fonte
O planeta anão Éris é mais "esponjoso" do que se esperava (via UC Santa Cruz)
Francis Nimmo, professor de Ciências Planetárias da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, foi recentemente coautor de um artigo na revista Science Advances sobre a estrutura interna do planeta anão Éris. Éris tem aproximadamente o tamanho de Plutão mas está cerca de 50% mais longe do Sol. A descoberta de Éris, na Cintura de Kuiper, para lá de Neptuno, em 2005, suscitou o debate que acabou por reclassificar Plutão como planeta anão. Ler fonte
Álbum de fotografias Artemis I: 13.º Dia do Voo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, Artemis I
No 13.º dia (28 de novembro de 2022) do voo da missão Artemis I, a nave espacial Orion atingiu a distância máxima do seu mundo natal. A mais de 430.000 quilómetros da Terra, numa distante órbita retrógrada, a Orion ultrapassou o recorde de nave espacial mais distante concebida para transportar seres humanos. Esse recorde tinha sido estabelecido em 1970, durante a missão Apollo 13 à Lua. Tanto a Terra como a Lua estão no mesmo campo de visão nesta imagem da Orion no 13.º dia de voo da missão Artemis I. O planeta e o seu grande satélite natural parecem até ter o mesmo tamanho aparente da perspetiva da nave espacial sem tripulação.
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