Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva de Tavira
A Lua sobre a ponte Local: Ponte romana - Tavira
19/07/2024, 21:00
26/07/2024, 21:00
16/08/2024, 21:00
21/08/2024, 21:00
13/09/2024, 21:00 (sem inscrição obrigatória)
Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 16/07: 198.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1969, a Apollo 11 era lançada do cabo Kennedy.
Pousou na superfície lunar no dia 20 de julho de 1969, num local chamado Mar da Tranquilidade. Neil Armstrong (comandante do voo) e Edwin E. "Buzz" Aldrin (piloto do Módulo Lunar, chamado nesta missão de Eagle - Águia em inglês) tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Michael Collins (piloto do Módulo de Comando, chamado nesta missão de Columbia) permaneceu em órbita no Módulo de Comando.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 colide com Júpiter. Os impactos continuam até dia 22 de julho. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha a sul-sudoeste depois do anoitecer. Procure, a menos de um punho à distância do braço esticado para a sua esquerda, a estrela laranja Antares. Entre Antares e a Lua está a fila vertical de três que compõem a cabeça da constelação de Escorpião.
DIA 17/07: 199.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1850, primeira fotografia de uma estrela (Vega) que não o Sol, captada pelo Observatório de Harvard.
Em 1894, nascia Georges Lemaître, padre, astrónomo e professor belga.
Foi o primeiro a propôr, academicamente, a teoria da expansão do Universo, largamente mal atribuída a Edwin Hubble. Foi também o primeiro a derivar o que é agora a Lei de Hubble e fez a primeira estimativa do que agora se chama a constante de Hubble, que publicou em 1927, dois anos antes do artigo de Hubble. Lemaître também propôs o que veio a ser conhecido como a teoria do Big Bang para a origem do Universo, que ele chamou de "hipótese do átomo primitivo" ou "Ovo Cósmico".
Em 1975, os módulos Apollo e Soyuz efetuam o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no espaço. Os comandantes das missões dão o primeiro aperto de mão internacional no espaço.
Em 2007, descoberta do objeto trans-neptuniano 2007 OR10.
Em 2018, são descobertas 12 novas luas de Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
A Lua encontra-se muito perto da estrela Antares (para cima e para a direita). Tau Scorpii, outra estrela da constelação de Escorpião, brilha para baixo e para a esquerda do nosso satélite natural.
DIA 18/07: 200.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1921, nascia John Glenn, que em 1962 se tornou no primeiro americano a orbitar a Terra (3 órbitas).
Em 1998, tornou-se, à altura, na pessoa mais velha a voar no espaço (77 anos), como membro da tripulação do vaivém Discovery (recorde agora ultrapassado).
Em 1965, lançamento do satélite russo Zond 3.
Em 1966, lançamento da Gemini 10 numa missão de 70 horas que inclui o acoplamento com um veículo de alvo Agena.
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.
Em 1997, a sonda Galileo descobre uma ténue atmosfera em Europa, o mundo oceânico de Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
Com o avançar do verão, Arcturo desce a oeste. Arcturo é a estrela mais brilhante de Boieiro. É o fim do asterismo em forma de papagaio-de-papel formado pelas estrelas mais brilhantes da constelação. O papagaio-de-papel, um tanto ou quanto estreito, está para cima e para a direita de Arcturo. O topo do papagaio está ligeiramente dobrado para a direita. O papagaio-de-papel mede 23º: cerca de dois punhos à distância do braço esticado.
Hubble rastreia a matéria escura numa galáxia anã usando os movimentos das estrelas
Uma equipa de astrónomos analisou observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA, realizadas ao longo de 18 anos, para medir os movimentos dinâmicos das estrelas da galáxia anã de Draco. A extensa linha de base e o arquivo de dados do telescópio permitiram à equipa construir o mapa tridimensional mais preciso dos movimentos das estrelas no sistema. Estas medições melhoradas estão a ajudar a lançar "luz" sobre as misteriosas qualidades e comportamento da matéria escura, a "cola" invisível do Universo. A imagem da esquerda é do DSS (Digitized Sky Survey). Apresenta uma visão mais alargada da região. As duas imagens do lado direito foram obtidas pelo Hubble.
Crédito:
NASA, ESA, Eduardo Vitral, Roeland van der Marel e Sangmo Tony Sohn (STScI), DSS; processamento de imagem - Joseph DePasquale (STScI)
As qualidades e o comportamento da matéria escura, a "cola" invisível do Universo, continuam envoltas em mistério. Embora as galáxias sejam maioritariamente constituídas por matéria escura, compreender a sua distribuição no interior de uma galáxia fornece pistas sobre esta substância e qual a sua relevância para a evolução galáctica.
Embora as simulações de computador sugiram que a matéria escura deve acumular-se no centro de uma galáxia, o que se designa por pico de densidade, muitas observações telescópicas anteriores indicaram que, em vez disso, se encontra dispersa de forma mais uniforme por toda a galáxia. A razão para esta tensão entre o modelo e a observação continua a confundir os astrónomos, reforçando o mistério da matéria escura.
Uma equipa de astrónomos voltou-se para o Telescópio Espacial Hubble da NASA para tentar esclarecer este debate, medindo os movimentos dinâmicos das estrelas na galáxia anã de Draco, um sistema situado a cerca de 250.000 anos-luz da Terra. Utilizando observações que se estenderam por 18 anos, conseguiram construir a mais exata compreensão tridimensional dos movimentos das estrelas no interior da pequena galáxia. Para tal, foi necessário analisar quase duas décadas de observações de arquivo da galáxia anã pelo Hubble.
"Os nossos modelos tendem a concordar mais com uma estrutura tipo pico de densidade, o que está de acordo com os modelos cosmológicos", disse Eduardo Vitral do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA, principal autor do estudo. "Embora não possamos dizer definitivamente que todas as galáxias contêm uma distribuição de matéria escura do tipo pico de densidade, é excitante dispor de dados tão bem medidos que ultrapassam tudo o que já tivemos antes."
Mapeando os movimentos das estrelas
Para saber mais sobre a matéria escura numa galáxia, os cientistas podem olhar para as suas estrelas e para os seus movimentos, que são dominados pela atração da matéria escura. Uma abordagem comum para medir a velocidade dos objetos que se movem no espaço é o efeito Doppler - uma mudança observada no comprimento de onda da luz quando uma estrela se aproxima ou se afasta da Terra. Embora esta velocidade na linha de visão possa fornecer algumas informações valiosas, não se pode retirar assim tanto desta fonte unidimensional de informação.
Para além de se aproximarem ou afastarem de nós, as estrelas também se movem pelo céu, têm o seu movimento próprio. Ao combinar a velocidade da linha de visão com os movimentos próprios, a equipa criou uma análise sem precedentes dos movimentos 3D das estrelas.
"Melhorias nos dados e melhorias na modelação andam normalmente de mãos dadas", explicou Roeland van der Marel do STScI, coautor do artigo científico que iniciou o seu estudo há mais de 10 anos. "Se não tivermos dados muito sofisticados ou apenas dados unidimensionais, os modelos relativamente simples podem muitas vezes adaptar-se. Quanto maior for o número de dimensões e a complexidade dos dados recolhidos, mais complexos terão de ser os modelos para captar verdadeiramente todas as subtilezas dos dados."
Uma maratona científica (não um sprint)
Tendo em conta que as galáxias anãs são conhecidas por terem uma maior proporção de matéria escura do que outros tipos de galáxias, a equipa concentrou-se na galáxia anã de Draco, que é um satélite relativamente pequeno e esferoidal da Via Láctea.
"Quando se medem os movimentos próprios, anota-se a posição de uma estrela numa determinada época e, muitos anos mais tarde, mede-se a posição dessa mesma estrela. Mede-se depois o deslocamento," explicou Sangmo Tony Sohn do STScI, outro coautor do artigo e investigador principal do mais recente programa de observações. "Para este tipo de observação, quanto mais tempo se espera, melhor se pode medir a deslocação das estrelas."
A equipa analisou uma série de épocas que vão de 2004 a 2022, uma extensa linha de base que só o Hubble poderia fornecer, devido à combinação da sua visão estável e nítida com o tempo recorde de funcionamento. O rico arquivo de dados do telescópio ajudou a diminuir o nível de incerteza na medição dos movimentos próprios das estrelas. A precisão é equivalente a medir um desvio anual um pouco menor do que a largura de uma bola de golfe, situada na Lua e vista a partir da Terra.
Com três dimensões de dados, a equipa reduziu a quantidade de suposições aplicadas em estudos anteriores e considerou características específicas da galáxia - como a sua rotação e a distribuição das suas estrelas e da matéria escura - nos seus próprios esforços de modelação.
Um futuro excitante
As metodologias e modelos desenvolvidos para a galáxia anã de Draco podem ser aplicados a outras galáxias no futuro. A equipa já está a analisar as observações do Hubble da galáxia anã do Escultor e da galáxia anã de Ursa Menor.
O estudo da matéria escura requer a observação de diferentes ambientes galácticos e implica também a colaboração entre diferentes missões de telescópios espaciais. Por exemplo, o futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA ajudará a revelar novos pormenores sobre as propriedades da matéria escura em diferentes galáxias, graças à sua capacidade de observar grandes áreas do céu.
"Este tipo de estudo é um investimento a longo prazo e requer muita paciência", refletiu Vitral. "Conseguimos fazer esta ciência graças a todo o planeamento que foi feito ao longo dos anos para recolher estes dados. Os conhecimentos que recolhemos são o resultado de um grupo maior de investigadores que tem vindo a trabalhar nestas questões há muitos anos."
Estes resultados foram aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal.
PSR J0437-4715 tem um raio de 11,4 km e 1,4 vezes a massa do Sol
Imagem do pulsar de milissegundo PSR J0437-4715. À esquerda, como visto da Terra. À direita, como visto do plano equatorial da estrela. A cor púrpura-rosa indica a temperatura das manchas quentes nos polos. O branco é relativamente frio. O roxo é quente. Os polos magnéticos quentes não estão exatamente opostos um ao outro. Como a estrela é muito densa, as animações também mostram o efeito de curvatura da luz provocado pela gravidade extrema. Por exemplo, os dois polos de rotação da estrela no painel da direita são visíveis em simultâneo.
Crédito: NASA/Sharon Morsink/Devarshi Choudhury et al.
O pulsar de milissegundo mais próximo, PSR J0437-4715, tem um raio de 11,4 quilómetros e uma massa 1,4 vezes superior à do Sol. Estes são os resultados de medições de precisão efetuadas por uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Amesterdão (Países Baixos). As medições revelam mais sobre a composição e sobre o campo magnético desta estrela de neutrões. O artigo científico que detalha as descobertas foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters e faz parte de um conjunto de artigos sobre pulsares de milissegundo.
PSR J0437 é um pulsar, uma estrela de neutrões em rotação que emite radiação eletromagnética. Está localizado a cerca de 510 anos-luz da Terra na direção da constelação austral de Pintor. PSR J0437 gira 174 vezes por segundo em torno do seu eixo e tem uma anã branca como companheira. Como um farol fora de controlo, o pulsar envia um feixe de ondas de rádio e raios X em direção à Terra a cada 5,75 milissegundos. Isto torna-o o pulsar de milissegundo mais próximo da Terra. É também, em parte por estar tão perto, o pulsar de milissegundo mais brilhante. E é um relógio mais estável do que os relógios atómicos fabricados pelo homem.
Supercomputador nacional neerlandês
Para a sua investigação, os cientistas utilizaram dados do telescópio de raios X NICER a bordo da ISS (Estação Espacial Internacional). Combinaram os dados de raios X com uma técnica designada por modelação do perfil dos pulsos. Para tal, trabalharam modelos estatísticos complexos com o supercomputador nacional neerlandês Snellius. No final, conseguiram calcular o raio da estrela, com a ajuda de medições da massa efetuadas por Daniel Reardon (Universidade de Tecnologia de Swinburne, Austrália) e colegas no PPTA (Parkes Pulsar Timing Array). Também mapearam a distribuição de temperatura dos polos magnéticos.
O investigador principal Devarshi Choudhury (Universidade de Amesterdão, Países Baixos) está satisfeito com as medições: "Antes, esperávamos ser capazes de calcular o raio com precisão. E seria ótimo se conseguíssemos mostrar que os polos magnéticos quentes não estão diretamente opostos um ao outro na superfície estelar. E conseguimos fazer as duas coisas!"
Peso máximo
Os investigadores referem que as novas medições indicam uma "equação de estado mais suave" do que se pensava anteriormente. Com isso, querem dizer que a massa máxima das estrelas de neutrões deve ser inferior ao que algumas teorias preveem. "E isso, por sua vez, encaixa bem no que as observações das ondas gravitacionais parecem sugerir", disse a coautora e especialista em estrelas de neutrões Anna Watts (Universidade de Amesterdão).
A definição científica de planeta diz que tem de orbitar o Sol. Uma nova proposta visa mudar isso
O nosso Sistema Solar tem oito planetas, como se pode ver nesta ilustração. A imagem toma algumas liberdades, uma vez que os planetas estão representados muito mais próximos uns dos outros do que realmente estão. Da mesma forma, os tamanhos relativos dos corpos são incorretos. Tem o objetivo de poder representar o Sistema Solar e ainda assim representar os corpos com algum detalhe (caso contrário, o Sol seria um mero grão e os planetas - mesmo o majestoso Júpiter - seriam demasiado pequenos para serem vistos).
Crédito: NASA/JPL
Cientistas planetários estão a propor uma nova definição de planeta para substituir a que muitos investigadores consideram centrada no Sol e desatualizada. A definição atual - estabelecida em 2006 pela União Astronómica Internacional, ou UAI, a organização que nomeia oficialmente os objetos astronómicos - especifica que, para se qualificar como planeta, um corpo celeste tem de orbitar o Sol dentro do nosso Sistema Solar.
Mas os cientistas sabem que os corpos celestes que orbitam estrelas para lá do nosso Sistema Solar são bastante comuns, e um artigo científico a publicar em breve na revista The Planetary Science Journal argumenta uma nova definição de planeta que inclua o facto de não estar limitado ao nosso Sistema Solar. A proposta também fornece critérios quantitativos para clarificar ainda mais a definição de planeta.
Jean-Luc Margot, autor principal do artigo científico e professor de Ciências da Terra, Planetárias e do Espaço e também de Física e Astronomia na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), apresentará a nova proposta na Assembleia Geral da UAI em agosto.
De acordo com a definição atual, um planeta é um corpo celeste que orbita o Sol, é suficientemente massivo para que a gravidade o tenha forçado a assumir uma forma esférica e tenha "limpo" outros objetos próximos da sua órbita em torno do Sol.
"A definição atual menciona especificamente a órbita do nosso Sol. Atualmente, sabemos da existência de milhares de planetas, mas a definição da UAI aplica-se apenas aos que se encontram no nosso Sistema Solar", disse Margot. Propomos uma nova definição que pode ser aplicada a corpos celestes que orbitam qualquer estrela, remanescente estelar ou anã castanha".
Os autores argumentam que, embora o requisito de orbitar o nosso Sol seja demasiado específico, outros critérios da definição da UAI são demasiado vagos. Por exemplo, diz-se que um planeta "limpou a sua órbita" sem se dizer o que isso significa. A nova definição proposta contém critérios quantificáveis que podem ser aplicados para definir planetas dentro e fora do nosso Sistema Solar.
Na nova definição, um planeta é um corpo celeste que:
orbita uma ou mais estrelas, anãs castanhas ou remanescentes estelares;
tem uma massa superior a 1023 kg;
tem menos que 13 massas de Júpiter (2,5 X 1028 kg).
Margot e os coautores Brett Gladman da Universidade da Colúmbia Britânica e Tony Yang, um estudante do ensino secundário em Temecula, no estado norte-americano da Califórnia, aplicaram um algoritmo matemático às propriedades dos objetos do nosso Sistema Solar para ver que objetos se agrupavam. A análise revelou grupos de qualidades distintas partilhadas pelos planetas do nosso Sistema Solar que podem ser utilizadas como ponto de partida para criar uma taxonomia para os planetas em geral.
Por exemplo, se um objeto tem gravidade suficiente para limpar a vizinhança, quer acumulando quer expulsando objetos mais pequenos, diz-se que é dinamicamente dominante.
"Todos os planetas do nosso Sistema Solar são dinamicamente dominantes, mas outros objetos - incluindo planetas anões como Plutão e asteroides - não o são", disse Margot. "Por isso, esta propriedade pode ser incluída na definição de planeta".
O requisito de dominância dinâmica fornece um limite inferior para a massa. Mas os potenciais planetas também podem ser demasiado grandes para se enquadrarem na nova definição. Alguns gigantes gasosos, por exemplo, são tão grandes que ocorre aí a fusão termonuclear do deutério, o objeto torna-se um objeto subestelar chamado anã castanha e, portanto, não é um planeta. Este limite de massa foi determinado em 13 ou mais Júpiteres.
O requisito atual de ser esférico, por outro lado, é mais problemático. Os planetas distantes raramente podem ser observados com detalhe suficiente para determinar, com exatidão, a sua forma. Os autores argumentam que o requisito da forma é tão difícil de implementar que é efetivamente inútil para fins de definição, apesar dos planetas serem geralmente redondos.
"Ter definições ancoradas na quantidade mais facilmente mensurável - a massa - elimina as discussões sobre se um objeto específico cumpre ou não o critério", disse Gladman. "Esta é uma fraqueza da definição atual".
A boa notícia é que, no Sistema Solar, os corpos celestes com mais de 1021 kg parecem ser redondos. Assim, espera-se que todos os corpos que satisfaçam o limite inferior de massa proposto de 1023 kg sejam esféricos.
Embora qualquer alteração oficial à definição de planeta da UAI esteja provavelmente a alguns anos de distância, Margot e os seus colegas esperam que o seu trabalho inicie uma conversa que resulte numa definição melhorada.
Como os astrónomos estão a usar os pulsares para observar evidências da matéria escura (via Real Sociedade Astronómica)
Foram detetadas evidências tentadoras de potenciais objetos de matéria escura com a ajuda dos "guardiões do tempo" do Universo. Estes pulsares - estrelas de neutrões que giram e emitem feixes de ondas de rádio semelhantes a faróis que varrem rapidamente o espaço - foram utilizados para identificar misteriosas massas ocultas. Os pulsares ganharam a sua alcunha porque emitem radiação eletromagnética a intervalos muito regulares, que vão de milissegundos a segundos, o que os torna relógios extremamente precisos. Ler fonte
Hubble mede distância supernova (via NASA)
Medir a distância a objetos verdadeiramente remotos, como galáxias, quasares e enxames de galáxias, é uma tarefa crucial em astrofísica, particularmente quando se trata de estudar o Universo primitivo, mas é uma tarefa difícil de realizar. Só podemos medir diretamente as distâncias a alguns objetos próximos, como o Sol, os planetas e algumas estrelas próximas. Para lá disso, os astrónomos precisam de utilizar vários métodos indiretos; um dos mais importantes examina as supernovas de Tipo Ia, e é aqui que o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA se destaca. Ler fonte
JWST lança luz sobre a estrutura da água gelada interestelar (via Instituto Max Planck de Física Extraterrestre)
Recorrendo ao Telescópio Webb (JWST), investigadores sondaram as profundezas dos núcleos de nuvens densas, revelando pormenores do gelo interestelar que anteriormente não eram observáveis. O estudo centra-se na região de Chamaeleon I, usando o instrumento NIRCam, para medir linhas espetroscópicas em direção a centenas de estrelas por detrás da nuvem. Pela primeira vez, foram detetadas características espetroscópicas fracas, indicando que as moléculas de água não estão totalmente ligadas ao gelo. Estas características podem traçar a porosidade e a modificação dos grãos de gelo à medida que evoluem de nuvens moleculares para discos protoplanetários. Esta descoberta melhora a nossa compreensão da estrutura dos grãos de gelo e do seu papel na formação dos planetas. Ler fonte
Álbum de fotografias Jones-Emberson 1
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa OURANOS
(Jean-Baptiste Auroux, Jean Claude Mario, Mathieu Guinot & Matthieu Tequi)
A nebulosa planetária Jones-Emberson 1 é a mortalha de uma estrela moribunda semelhante ao Sol. Encontra-se a cerca de 1600 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Lince. Com cerca de 4 anos-luz de diâmetro, o remanescente em expansão da atmosfera da estrela moribunda foi lançado para o espaço interestelar, à medida que o fornecimento central de hidrogénio e hélio, para fusão, da estrela se esgotou ao fim de milhares de milhões de anos. Perto do centro da nebulosa planetária é visível o que resta do núcleo estelar, uma estrela anã branca azulada. Também conhecida como PK 164 +31.1, a nebulosa é ténue e muito difícil de avistar através da ocular de um telescópio. Mas esta imagem profunda, que combina mais de 12 horas de tempo de exposição, mostra-a com um pormenor excecional. As estrelas da nossa Galáxia, a Via Láctea, bem como galáxias de fundo, estão espalhadas pelo campo de visão. Efémera no palco cósmico, Jones-Emberson 1 desaparecerá nos próximos milhares de anos. A sua quente estrela anã branca central levará milhares de milhões de anos a arrefecer.
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