Programa em atualização
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EFEMÉRIDES
DIA 23/07: 205.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1928, nascia Vera Rubin, astrónoma americana que fez trabalho pioneiro sobre a velocidade de rotação das galáxias. Descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto das galáxias e o movimento observado, ao estudar as curvas de rotação de galáxias. Este fenómeno veio a ser conhecido como o problema de rotação das galáxias.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite Landsat 1.
Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.
Em 1999, lançamento da STS-93, do vaivém Columbia, com o Observatório de raios-X Chandra a bordo.
Em 2015, a NASA anuncia a descoberta de Kepler-452b, a primeira super-Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol. HOJE, NO COSMOS:
O verão ainda só vai a um-terço (em termos astronómicos, isto é), mas Cassiopeia já está a dar um ar da sua graça após o anoitecer. Procure o seu padrão em forma de "W" inclinado a norte-nordeste.
Bem para cima está a mais ténue constelação de Cefeu, fraca ao luar.
Para baixo, a cabeça de Perseu, que nasce algum tempo depois. Quanto mais para norte estiver o observador, mais altas estarão.
DIA 24/07: 206.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança. A cápsula com os astronautas cai no Oceano Pacífico. HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce tarde, juntamente com o planeta Saturno poucos graus para a sua direita. Embora pareçam um par, Saturno está 490 vezes mais distante.
DIA 25/07: 207.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 5.
Em 1976, a sonda Viking 1 obtém a famosa foto da "Face de Marte".
Em 1984 a cosmonauta russa Svetlana Savitskaya torna-se a primeira mulher a caminhar no espaço ao abandonar a estação Salyut 7. HOJE, NO COSMOS:
A quarta estrela do Triângulo de Verão? A estrela mais brilhante, mais próxima do Triângulo de Verão, caso queira tornar o triângulo num quadrilátero, é Rasalhague (Alpha Ophiuchi), a cabeça de Ofiúco.
Rover Curiosity descobre uma surpresa numa rocha marciana
Estes cristais amarelos foram revelados depois do Curiosity da NASA ter passado por cima de uma rocha e a ter aberto no dia 30 de maio. Usando um instrumento no braço do rover, os cientistas determinaram mais tarde que estes cristais são enxofre elementar - e é a primeira vez que este tipo de enxofre é encontrado no Planeta Vermelho.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Os cientistas ficaram surpreendidos, no dia 30 de maio, quando uma rocha sobre a qual o rover Curiosity da NASA passou por cima se abriu e revelou algo nunca antes visto no Planeta Vermelho: cristais amarelos de enxofre.
Desde outubro de 2023 que o rover tem vindo a explorar uma região de Marte rica em sulfatos, um tipo de sal que contém enxofre e que se forma quando a água se evapora. Mas onde as deteções anteriores foram de minerais à base de enxofre - por outras palavras, uma mistura de enxofre e outros materiais - a rocha que o Curiosity abriu recentemente é feita de enxofre elementar, ou puro. Não é clara qual a relação, se é que existe alguma, que o enxofre elementar tem com outros minerais à base de enxofre na área.
Embora as pessoas associem o enxofre ao odor de ovos podres (resultado do gás sulfídrico), o enxofre elementar é inodoro. Forma-se apenas numa gama restrita de condições que os cientistas não associaram à história deste local. E o Curiosity encontrou muito enxofre - um campo inteiro de rochas brilhantes que se parecem com a que o rover esmagou.
"Encontrar um campo de pedras feitas de enxofre puro é como encontrar um oásis no deserto", disse o cientista Ashwin Vasavada, do projeto Curiosity no JPL da NASA no sul da Califórnia. "Não devia estar ali, por isso agora temos de o explicar. Descobrir coisas estranhas e inesperadas é o que torna a exploração planetária tão excitante".
É uma das várias descobertas que o Curiosity fez enquanto percorria o canal Gediz Vallis, um sulco que serpenteia parte do Monte Sharp, com 5 quilómetros de altura, cuja base o rover tem estado a subir desde 2014. Cada camada da montanha representa um período diferente da história marciana. A missão do Curiosity é estudar onde e quando o terreno antigo do planeta poderia ter fornecido os nutrientes necessários para a vida microbiana, se é que alguma vez se formou em Marte.
O rover Curiosity da NASA captou esta vista do canal Gediz Vallis no dia 31 de março. Esta área foi provavelmente formada por grandes inundações e detritos que formaram montes de rochas no interior do canal.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech/MSSS
Cheias e avalanches
Visto do espaço anos antes do lançamento do Curiosity, o canal Gediz Vallis é uma das principais razões pelas quais a equipa científica quis visitar esta região de Marte. Os cientistas pensam que o canal foi esculpido por água líquida e detritos que deixaram uma crista de pedras e sedimentos que se estende por 3 quilómetros na encosta da montanha abaixo do canal. O objetivo tem sido desenvolver uma melhor compreensão de como esta paisagem mudou há milhares de milhões de anos e, embora as pistas recentes tenham ajudado, ainda há muito a aprender com esta paisagem dramática.
Desde a chegada do Curiosity ao canal, no início deste ano, os cientistas têm estudado se as antigas cheias ou deslizamentos de terra construíram os grandes montes de detritos que se erguem do fundo do canal. As últimas pistas do Curiosity sugerem que ambos desempenharam um papel: alguns montes foram provavelmente deixados por violentos fluxos de água e detritos, enquanto outros parecem ser o resultado de deslizamentos de terra mais locais.
Essas conclusões baseiam-se nas rochas encontradas nos montes de detritos: enquanto as pedras transportadas pelos fluxos de água se tornam arredondadas como as rochas dos rios, alguns dos montes de detritos estão repletos de rochas mais angulares que podem ter sido depositadas por avalanches secas.
Por fim, a água impregnou todo o material que aqui se depositou. As reações químicas causadas pela água descoloraram "auréolas" brancas em algumas das rochas. A erosão provocada pelo vento e pela areia revelou estas formas de auréola ao longo do tempo.
Enquanto explorava o canal Gediz Vallis em maio, o Curiosity da NASA captou esta imagem de rochas que mostram uma cor pálida perto das suas bordas. Estes anéis, também chamados halos, assemelham-se a marcas observadas na Terra quando a água subterrânea se infiltra nas rochas ao longo de fraturas, provocando reações químicas que alteram a cor.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech/MSSS
"Este não foi um período calmo em Marte", disse Becky Williams, cientista do PSI (Planetary Science Institute) em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, e investigadora principal adjunta da câmara no mastro do Curiosity, ou Mastcam. "Houve aqui uma grande atividade. Estamos a observar vários fluxos ao longo do canal, incluindo inundações energéticas e fluxos ricos em pedras."
Todos estes indícios de água continuam a contar uma história mais complexa do que as expetativas iniciais da equipa, que estava ansiosa por recolher uma amostra de rocha do canal para saber mais. No dia 18 de junho, tiveram a sua oportunidade.
Embora as rochas de enxofre fossem demasiado pequenas e frágeis para serem amostradas com a broca, uma grande rocha apelidada de "Mammoth Lakes" foi avistada nas proximidades. Os engenheiros do rover tiveram de procurar uma parte da rocha que permitisse uma perfuração segura e encontrar um lugar de estacionamento na superfície solta e inclinada.
Depois do Curiosity ter feito o seu 41.º furo utilizando a potente broca na extremidade do braço robótico de 2 metros do rover, o cientista de seis rodas colocou a rocha em pó em instrumentos dentro da sua barriga para análise posterior, de modo a que os cientistas pudessem determinar de que materiais é feita a rocha.
O Curiosity já se afastou da rocha Mammoth Lakes e vai agora ver que outras surpresas estão à espera de serem descobertas no canal.
Dez pulsares exóticos foram descobertos no enxame globular Terzan 5 - aqui numa impressão de artista - elevando o seu total para 49.
Crédito:
NSF, AUI, NRAO da NSF, S. Dagnello
Uma equipa internacional liderada por investigadores do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, do Instituto Max Planck de Radioastronomia e do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) descobriu dez estrelas de neutrões em rotação rápida no enxame globular Terzan 5. Muitas delas encontram-se em binários invulgares e raros, incluindo uma potencial candidata a recorde de estrela dupla de neutrões, um pulsar numa órbita extremamente elíptica e vários sistemas "aranha" em que as estrelas de neutrões estão a evaporar as suas companheiras. Estas descobertas em dados do conjunto de radiotelescópios MeerKAT aumentam o número de pulsares de milissegundo conhecidos neste enxame estelar muito denso em mais de um-quarto, para um total de 49. A equipa de investigação espera descobrir mais pulsares em binários possivelmente ainda mais extremos: tencionam analisar todos os dados de Terzan 5 registados com o MeerKAT, utilizando o enorme poder computacional do projeto de ciência cidadã Einstein@Home, gerido pelo Instituto Max Planck de Física Gravitacional.
"Sabemos que os enxames globulares como Terzan 5 albergam muitas estrelas de neutrões em rotação rápida, e sabemos também que as observações anteriores deste enxame provavelmente não detetaram algumas. No entanto, ficámos muito entusiasmados por descobrir dez pulsares de milissegundo anteriormente desconhecidos, incluindo alguns deles em binários invulgares e extremos", diz Prajwal Voraganti Padmanabh, investigador de pós-doutoramento no Instituto Max Planck de Física Gravitacional (Instituto Albert Einstein, sigla inglesa AEI) em Hanôver, Alemanha. "Estas descobertas e a sua caracterização completa foram possíveis graças a uma combinação de observações altamente sensíveis do MeerKAT, observações de arquivo do GBT (Green Bank Telescope) da NSF que abrangem quase duas décadas, e técnicas inteligentes e eficientes de análise de dados."
Padmanabh é o autor principal do estudo recentemente publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Iniciou o seu trabalho sobre pulsares quando trabalhava no Instituto Max Planck de Radioastronomia em Bona.
As estrelas de neutrões são remanescentes compactos de explosões de supernova e são constituídas por matéria exótica e extremamente densa. São mais massivas do que o nosso Sol, mas com um diâmetro de apenas cerca de 20 quilómetros. Devido aos seus fortes campos magnéticos e à sua rápida rotação, emitem um feixe de ondas de rádio semelhante a um farol cósmico. Quando a rotação aponta periodicamente estes feixes para a Terra, a estrela de neutrões torna-se visível como uma fonte de rádio pulsante: um pulsar de rádio. Alguns destes pulsares de rádio atingem períodos de rotação de apenas alguns milissegundos ao acumularem material de uma estrela companheira binária. Estes são chamados pulsares de milissegundo.
O enxame globular Terzan 5 é um dos locais mais povoados de estrelas da nossa Via Láctea. No seu núcleo, onde existem milhões de vezes mais estrelas por unidade de volume do que na vizinhança do nosso Sol, as estrelas encontram-se e interagem com muito mais frequência do que noutros locais. Este facto torna-o uma "fábrica" muito eficiente para produzir pulsares em sistemas binários extraordinários. Já se conheciam 39 pulsares em Terzan 5 antes deste estudo, que acrescentou mais dez.
Os astrónomos fizeram as suas descobertas utilizando dados do radiotelescópio MeerKAT. O MeerKAT é um conjunto de 64 antenas na região de Karoo, África do Sul, com uma sensibilidade sem precedentes para fontes no hemisfério sul. Como parte do grande projeto de pesquisa TRAPUM (TRansients and Pulsars using MeerKAT), a equipa observou Terzan 5 duas vezes durante várias horas com 56 antenas do MeerKAT. O hardware do TRAPUM foi financiado, concebido e instalado pelo Instituto Max Planck de Radioastronomia.
"Usando hardware e software especiais, combinámos os dados das 56 antenas individuais do MeerKAT num telescópio virtual que observou simultaneamente cerca de 300 posições no céu, intimamente espaçadas, cobrindo Terzan 5", disse o Dr. Padmanabh. "É claro que isto resulta em muito mais dados para analisar em comparação com as observações com uma única antena. Mas também nos ajuda a identificar a posição de cada novo pulsar com muito mais precisão e, com antenas individuais, essa é normalmente a parte mais complicada, exigindo meses de observações adicionais dedicadas."
A equipa de investigação preparou os dados e depois procurou pulsares em 45 posições cobrindo o núcleo de Terzan 5. O seu cavalo de batalha: o supercomputador Atlas do AEI em Hanôver. Esta pesquisa levou à descoberta de dez novos pulsares de milissegundo.
A caracterização dos novos pulsares, uma tarefa que pode levar muitos anos, foi feita muito rapidamente graças a décadas de dados de arquivo obtidos com o GBT (Green Bank Telescope) da NSF. "Sem o arquivo do GBT da NSF, não teríamos sido capazes de caracterizar estes pulsares e de compreender a sua astrofísica", diz Scott Ransom, astrónomo do NRAO. A equipa conseguiu criar "modelos de tempo" para todas as suas descobertas. Estas descrições matemáticas preveem com exatidão a hora de chegada de cada um de várias centenas de milhares de milhões de pulsos ao longo dos 19 anos de observações.
Para atingir este nível de precisão, os modelos de tempo têm de ter em conta muitas propriedades astrofísicas que descrevem cada sistema binário de pulsares, incluindo efeitos relativistas decorrentes da teoria da relatividade geral de Einstein. Isto, por sua vez, permitiu aos astrónomos estudar e monitorizar de perto e com precisão as estrelas de neutrões, as suas órbitas binárias, as suas companheiras e muitas outras propriedades.
"Todas as dez descobertas de pulsares são muito especiais e invulgares, ajudando-nos a compreender melhor os enxames globulares e as estrelas de neutrões, e a testar a relatividade geral. Mas alguns deles são raros e especiais mesmo neste grupo", diz Paulo Freire, membro da equipa científica do departamento de investigação em Física Fundamental em Radioastronomia do Instituto Max Planck de Radioastronomia. "Estes sistemas são apenas os exemplos mais recentes dos sistemas maravilhosos e exóticos que temos vindo a encontrar nestes densos enxames globulares com o MeerKAT. Isto, juntamente com exemplos recentes como o sistema NGC 1851E, que poderá ser o primeiro sistema pulsar - buraco negro, está a mostrar-nos que os enxames globulares são uma mina de ouro de oportunidades".
O sensível radiotelescópio MeerKAT, localizado na região de Karoo, na África do Sul.
Crédito: SARAO
Uma descoberta do presente trabalho é um sistema binário que, por um lado, pode consistir de duas estrelas de neutrões. Estas estrelas de neutrões duplas são muito raras - cerca de 20 dos mais de 3600 pulsares conhecidos pertencem a esta classe em particular. Se as observações futuras confirmarem estas suspeitas, o sistema duplo seria também um recordista, com o pulsar de rotação mais rápida e a órbita de período mais longo para esta classe de sistemas. Por outro lado, o mesmo sistema pode também ser um pulsar massivo com uma estrela companheira anã branca. Um pulsar de grande massa pode condicionar a composição interior das estrelas de neutrões.
A órbita extremamente elíptica de outra descoberta indica uma série de encontros estelares próximos no seu passado. Quando as estrelas do centro densamente povoado de Terzan 5 passam por um sistema binário, a sua gravidade pode perturbar as suas órbitas, podendo mesmo ejetar e substituir as estrelas que o compõem.
Tendo já aumentado o número de pulsares conhecidos em Terzan 5 em mais de um-quarto, a equipa já está a fazer planos para encontrar ainda mais. Vão procurar pulsares em binários compactos cujos períodos orbitais sejam mais curtos do que qualquer outro descoberto anteriormente. A estratégia é completar a análise dos dados de Terzan 5 obtidos com o MeerKAT, utilizando o poder do projeto de computação distribuída voluntária Einstein@Home. O projeto, liderado por cientistas do AEI em Hanôver, já descobriu mais de 90 novas estrelas de neutrões. Os astrónomos vão também voltar a observar Terzan 5 com o MeerKAT a frequências de rádio mais elevadas, o que deverá aumentar ainda mais as hipóteses de novas descobertas.
"Do que sabemos sobre Terzan 5, esperamos que albergue muitos mais sistemas binários extremos, cada um deles um potencial laboratório para testar a teoria da relatividade de Einstein", conclui Prajwal Voraganti Padmanabh. "Quem sabe, talvez a próxima coisa que encontremos neste fantástico enxame globular seja algo tão exótico como um par de pulsares de milissegundo ou um pulsar de milissegundo a orbitar um buraco negro?"
Reveladas tempestades abrasadoras em mundos distantes
Impressão de artista da anã castanha mais próxima da Terra, parte de um sistema binário a apenas seis anos-luz de distância.
Crédito: ESO/I. Crossfield/N. Risinger
Os astrónomos criaram o boletim meteorológico mais detalhado até agora para dois mundos distantes para lá do nosso Sistema Solar.
O estudo internacional - o primeiro do seu género - revela as condições atmosféricas extremas dos objetos celestes, que estão envoltos em nuvens rodopiantes de areia quente, com temperaturas de 950°C.
Utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), um projeto conjunto das agências espaciais americana, europeia e canadiana, os investigadores propuseram-se captar o clima num par de anãs castanhas - corpos cósmicos maiores do que planetas, mas mais pequenos do que estrelas.
Estas anãs castanhas, designadas coletivamente por WISE 1049AB, são os objetos do seu tipo mais brilhantes e mais próximos da Terra, a cerca de seis anos-luz de distância.
A equipa estudou a atmosfera de cada anã castanha medindo as ondas de luz emitidas pelas suas superfícies, que mudam à medida que as regiões mais ou menos nubladas entram e saem do campo de visão.
Visualizando estes dados através de curvas de luz - um gráfico da forma como o brilho da luz de cada objeto muda ao longo do tempo - a equipa conseguiu construir uma imagem 3D detalhada da forma como o clima das anãs castanhas mudou ao longo de uma rotação completa, ou de um dia, entre cinco e sete horas.
A equipa também conseguiu traçar a forma como a luz de cada objeto variava em função do comprimento de onda, para demonstrar a presença e a complexa interação de gases como a água, o metano e o monóxido de carbono nas suas atmosferas.
As descobertas podem ajudar os astrónomos a desenvolver a compreensão das anãs castanhas como um potencial elo perdido entre as estrelas e os planetas - prometendo novos conhecimentos sobre ambos.
Ao observar a parte infravermelha do espetro luminoso, o JWST é capaz de observar comprimentos de onda de luz que são bloqueados pela nossa própria atmosfera.
Esta capacidade abre fronteiras no estudo do início do Universo, da formação estelar e dos chamados exoplanetas, como as anãs castanhas, que se encontram para além do nosso Sistema Solar.
Este estudo mais recente baseia-se em estudos anteriores sobre anãs castanhas, que se limitaram principalmente a captar instantâneos da sua atmosfera apenas de um lado. Os investigadores dizem que esta abordagem é limitada, uma vez que se sabe que as anãs castanhas giram relativamente depressa e que o seu clima pode variar muito ao longo do tempo.
As suas descobertas abrirão caminho a estudos mais detalhados sobre anãs castanhas e sobre outros objetos celestes distantes.
O estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foi realizado pela Universidade de Edimburgo em colaboração com investigadores do Trinity College em Dublin, da Universidade da Virgínia e de outros institutos de todo o mundo.
A professora Beth Biller, da Universidade de Edimburgo, afirmou: "As nossas descobertas mostram que estamos à beira de transformar a nossa compreensão de mundos muito para além do nosso.
"Conhecimentos como estes podem ajudar-nos a compreender as condições não só de objetos celestes como as anãs castanhas, mas também de exoplanetas gigantes para lá do nosso Sistema Solar.
"Eventualmente, as técnicas que estamos a aperfeiçoar aqui poderão permitir as primeiras deteções de condições meteorológicas em planetas habitáveis como o nosso, que orbitam outras estrelas."
Ao contrário da maioria das entradas no famoso catálogo de objetos de céu profundo de Charles Messier, M24 não é uma galáxia brilhante, um enxame de estrelas ou uma nebulosa. É uma lacuna nas nuvens de poeira interestelar próximas e obscurantes que permite uma visão das distantes estrelas no braço espiral de Sagitário da nossa Via Láctea. Quando olhamos para a nuvem estelar com binóculos ou com um pequeno telescópio, estamos a observar através de uma janela com mais de 300 anos-luz de largura estrelas a aproximadamente 10.000 anos-luz ou mais da Terra. Às vezes chamada de Pequena Nuvem Estelar de Sagitário, as estrelas luminosas de M24 preenchem esta linda paisagem estelar para a esquerda do centro. Cobrindo mais de 6 graus ou o tamanho de 12 Luas Cheias na direção da constelação de Sagitário, o campo telescópico inclui as marcas escuras B92 e B93 perto do centro de M24, juntamente com outras nuvens de poeira e nebulosas brilhantes em direção ao centro da Via Láctea.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
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Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
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Telemóvel: 924 452 528
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