OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
Desta vez, temos mais uma sessão de observação do Sol na Ponte Romana em Tavira e em parceria com o Centro Ciência Viva do Algarve. Data: 23 de maio de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A atividade é gratuita e a sua realização está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 23/05: 143.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1958, o satélite Explorer 1 cessa transmissões. HOJE, NO COSMOS:
Capella põe-se a noroeste depois do anoitecer por estas noites (dependendo da latitude do observador). Isso deixa Vega e Arcturo como as estrelas mais brilhantes no céu noturno. Vega brilha a este-nordeste. Arcturo está muito alta a sul.
A um-terço do caminho entre Arcturo e Vega, procure o semicírculo de Coroa Boreal e a sua estrela Alphecca, de magnitude 2, a única moderadamente brilhante.
A dois-terços entre Arcturo e Vega está a constelação de Hércules, agora quase nivelada. Use binóculos ou um telescópio para observar a sua fronteira superior. A um-terço do percurso da fronteira esquerda, para a direita, está M13, de sexta magnitude, um dos dois grandes enxames globulares de Hércules. Um telescópio com 4 ou 6 polegadas começa a resolver parte do seu aspeto difuso. Localizado a 22.000 anos-luz de distância, bem acima do plano da Via Láctea, M13 contém várias centenas de milhares de estrelas num enxame com aproximadamente 140 anos-luz de diâmetro.
DIA 24/05: 144.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Morre, em 1543, Nicolau Copérnico, famoso astrónomo, autor do livro "Das revoluções dos Mundos Celestes".
Adiou a publicação da sua teoria por uns 30 anos; a primeira obra completa foi imprimida poucas horas antes da sua morte. Foi colocada na sua cama, para que pudesse tê-la a seu lado. Mas nessa altura já a sua mente delirava e não pôde comentar o prefácio anónimo do livro, que dizia aos leitores que o conteúdo do livro podia não ser verdadeiro, ou até mesmo provável. Nunca se soube com certeza se autorizou aquele prefácio, ou se realmente acreditava no seu sistema.
Em 1686, nascia Daniel Gabriel Fahrenheit, físico e engenheiro alemão, famoso por inventar o termómetro de mercúrio e por desenvolver uma escala de temperatura, agora com o seu nome.
Em 1962, projeto Mercury: o astronauta americano Scott Carpenter orbita a Terra três vezes na cápsula espacial Aurora 7. HOJE, NO COSMOS:
Antes do amanhecer olhe para este e encontre a fina Lua. O ponto brilhante para a sua direita é o planeta Vénus.
Vega domina o céu a este-nordeste com o avançar da noite. Procure a sua ténue constelação, Lira, logo abaixo. A parte mais conhecida de Lira é um pequeno triângulo quase equilátero, com Vega no seu topo, e um paralelograma maior para baixo e para a direita do canto inferior do triângulo. As duas estrelas mais baixas do paralelograma, Beta e Gamma Lyrae, são as duas estrelas mais brilhantes do padrão, depois de Vega.
DIA 25/05: 145.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 240 AC, primeira passagem registada do Cometa Halley pelo seu periélio.
Em 1961, o presidente americano John F. Kennedy anuncia perante uma sessão do Congresso o seu objetivo de "colocar um homem na Lua" antes do fim da década.
Em 1966, lançamento do Explorer 32.
Em 1997, a sonda Galileu passa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km!
Em 2008, o "lander"Phoenix aterra na região Vastitas Borealis de Marte para procurar ambientes favoráveis à água e à vida microbiana.
Em 2012, a nave Dragon torna-se na primeira nave comercial a atracar com a Estação Espacial Internacional. HOJE, NO COSMOS:
Conhece o asterismo do Diamante de Virgem? Mede cerca de 50º de altura e abrange cinco constelações. Encontra-se atualmente na vertical, a sul, depois das estrelas aparecerem. Comece com Espiga, a sua parte mais baixa. Para cima e para a esquerda está a brilhante Arcturo. Quase à mesma distância, para cima e para a direita de Arcturo (se se voltar para sul) está a mais ténue Cor Caroli, de terceira magnitude, quase por cima das nossas cabeças. À mesma distância, mas para baixo e para a direita, está Denébola, a ponta da cauda de Leão, com magnitude 2. E finalmente voltamos a Espiga. As três estrelas mais baixas, que são também as mais brilhantes, formam um triângulo equilátero quase perfeito. Talvez devêssemos chamar-lhes de "Triângulo da Primavera", em paralelo com o de verão e o de inverno?
DIA 26/05: 146.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1951, nascia Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço.
Em 1969, a Apollo 10 regressa à Terra após oito dias, durante os quais foram testados todos os componentes necessários para a primeira aterragem lunar. HOJE, NO COSMOS:
Se tiver acesso a um céu escuro ou binóculos, nestas noites primaveris sem Lua, utilize o Diamante de Virgem e olhe para o ponto médio entre Cor Caroli e Denébola. Poderá avistar o grande e disperso enxame estelar de Cabeleira de Berenice. Abrange 4º, mais ou menos do tamanho de uma bola de ping-pong à distância do braço esticado.
"Justa cósmica": astrónomos observam um par de galáxias em interação no espaço profundo
Esta imagem, obtida com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), mostra o conteúdo de gás molecular de duas galáxias envolvidas numa colisão cósmica. A galáxia da direita alberga um quasar — um buraco negro supermassivo que está a acumular material retirado da sua vizinhança e a lançar radiação intensa diretamente para a outra galáxia.
Os astrónomos utilizaram o instrumento X-shooter montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO para detetar a luz do quasar à medida que esta passa através de um halo invisível de gás que rodeia a galáxia da esquerda e puderam observar os danos a que esta radiação dá origem nesta galáxia, perturbando as suas nuvens de gás e dificultando a sua capacidade em formar novas estrelas.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/S. Balashev e P. Noterdaeme et al.
Os astrónomos testemunharam pela primeira vez uma violenta interação cósmica onde uma galáxia trespassa outra com radiação intensa. Os resultados, publicados na revista Nature, mostram que esta radiação diminui a capacidade da galáxia "afetada" em formar novas estrelas. O novo estudo combinou observações do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e revelou com detalhe esta interação galáctica.
Foram observadas duas galáxias em interação violenta nas profundezas do Universo distante. Repetidamente, estas galáxias aproximam-se uma da outra com velocidades da ordem dos 500 km/s em rotas de colisão, apenas para se tocarem levemente e recuarem novamente, preparando-se para outra ronda do mesmo fenómeno, um pouco como faziam os cavaleiros numa justa medieval. "É por isso que chamamos a este sistema a 'justa cósmica'", diz o colíder do estudo Pasquier Noterdaeme, investigador do Instituto de Astrofísica de Paris, em França, e do Laboratório Franco-Chileno de Astronomia, no Chile. Ao contrário dos cavaleiros medievais, estes cavaleiros galácticos são muito pouco galantes e um deles possui inclusivamente uma vantagem injusta: faz uso de um quasar para "trespassar" o seu adversário com uma "lança" de radiação.
Os quasares são núcleos brilhantes de algumas galáxias distantes, alimentados por buracos negros supermassivos, que libertam enormes quantidades de radiação. Tanto os quasares como as fusões entre galáxias eram mais comuns no Universo primordial, aparecendo com mais frequência nos primeiros milhares de milhões de anos do Universo. Assim, para os estudar, os astrónomos têm de observar o passado distante, usando para isso telescópios muito potentes. A luz desta "justa cósmica" demorou mais de 11 mil milhões de anos a chegar até nós, pelo que a observamos quando o Universo tinha apenas 18% da sua idade atual.
"Estamos a ver, pela primeira vez, o efeito direto da radiação de um quasar na estrutura interna do gás de uma galáxia que, de outro modo, seria completamente normal", explica o colíder do estudo, Sergei Balashev, investigador do Instituto Ioffe em São Petersburgo, Rússia. As novas observações indicam que a radiação libertada pelo quasar perturba as nuvens de gás e poeira da galáxia normal, deixando-lhe intactas apenas as regiões mais pequenas e mais densas. Estas regiões são provavelmente demasiado pequenas para conseguirem formar estrelas, o que faz com que esta galáxia conte com menos maternidades estelares após sofrer esta transformação dramática, o que diminui a sua capacidade em formar novas estrelas.
Esta imagem artística mostra uma "justa cósmica" - uma fusão galáctica em que a galáxia da direita alberga um quasar no seu núcleo. Este quasar é alimentado por um buraco negro supermassivo que engole a matéria que o rodeia e emite um poderoso cone de radiação que perfura a outra galáxia como se de uma lança se tratasse.
Ao interagir com a galáxia da esquerda, esta radiação perturba as nuvens de gás e poeira no seu interior, deixando intactas apenas as regiões mais pequenas e densas, as quais são provavelmente incapazes de formar estrelas após este processo.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
Há, no entanto, mais transformações importantes criadas por esta interação. "Pensamos que estas fusões trazem enormes quantidades de gás aos buracos negros supermassivos que se encontram nos centros das galáxias", explica Balashev. Assim, novas reservas de combustível são colocadas ao alcance do buraco negro que alimenta o quasar e, por isso, à medida que o buraco negro se alimenta, o quasar pode continuar o seu "ataque".
Este estudo foi levado a cabo com o auxílio do ALMA e do instrumento X-shooter montado no VLT do ESO, ambos situados no deserto chileno do Atacama. A alta resolução do ALMA ajudou os astrónomos a distinguir claramente as duas galáxias em fusão, que estão tão próximas que pareciam ser um único objeto em observações anteriores. Com o X-shooter, os investigadores analisaram a luz do quasar a atravessar a galáxia normal, o que lhes permitiu estudar como é que esta galáxia se transforma devido à radiação emitida pelo quasar da sua companheira ativa.
Observações com telescópios maiores e mais potentes poderão revelar mais sobre colisões como esta. Como diz Noterdaeme, um telescópio como o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO "permitir-nos-á certamente aprofundar o estudo deste e doutros sistemas, para melhor compreender a evolução dos quasares e o seu efeito nas suas galáxias hospedeiras e nas galáxias próximas delas".
Estudo conclui que marcas em encostas marcianas não são, provavelmente, sinais de fluxo líquido
Marcas escuras em declives na superfície de Marte.
Crédito: ESA/TGO/CaSSIS
Investigadores analisaram uma base de dados global de 500.000 marcas estranhas que ocorrem em encostas marcianas íngremes, concluindo que são mais provavelmente causadas por processos secos do que por fluxos líquidos.
Um novo estudo realizado por cientistas planetários da Universidade de Brown, nos EUA, e da Universidade de Berna, na Suíça, lança dúvidas sobre uma das pistas mais tentadoras de que poderá haver água a fluir, atualmente, no planeta Marte.
Durante anos, os cientistas observaram estranhas marcas que corriam pelas encostas e paredes de crateras marcianas. Alguns interpretaram essas estrias como fluxos líquidos, sugerindo a possibilidade de existirem atualmente ambientes habitáveis no Planeta Vermelho. Mas este novo estudo, que utilizou a aprendizagem de máquina para criar e analisar um enorme conjunto de dados de características destes declives, aponta para uma explicação diferente: um processo seco relacionado com a atividade do vento e da poeira.
"Um dos grandes focos da investigação sobre Marte é a compreensão dos processos atuais em Marte - incluindo a possibilidade de água líquida à superfície", disse Adomas Valantinas, investigador pós-doutorado em Brown, coautor do estudo com Valentin Bickel, investigador em Berna. "O nosso estudo analisou estas características, mas não encontrou evidências de água. O nosso modelo favorece processos de formação secos".
A investigação foi publicada na revista Nature Communications na passada segunda-feira, dia 19 de maio.
Os cientistas viram pela primeira vez estas estranhas riscas em imagens transmitidas pela missão Viking da NASA na década de 1970. As marcas têm geralmente uma tonalidade mais escura do que o terreno circundante e estendem-se por centenas de metros em terrenos inclinados. Algumas duram anos ou décadas, enquanto outras aparecem e desaparecem mais rapidamente. As características de vida mais curta - denominadas RSL (sigla inglesa para "recurring slope lineae") - parecem aparecer nos mesmos locais durante os períodos mais quentes do ano marciano.
A origem destas riscas tem sido um tema quente entre os cientistas planetários. O Marte moderno é extremamente seco e as temperaturas raramente ultrapassam o ponto de congelação. Ainda assim, é possível que pequenas quantidades de água - talvez provenientes de gelo enterrado, aquíferos subterrâneos ou ar anormalmente húmido - se misturem com sal suficiente para criar um fluxo mesmo na superfície congelada de Marte. A ser verdade, as RSLs e as marcas nos declives poderiam assinalar nichos raros e habitáveis num mundo desértico.
Outros investigadores não estão convencidos. Afirmam que as estrias são desencadeadas por processos secos, como quedas de rochas ou rajadas de vento, e só aparecem com aspeto líquido em imagens orbitais.
Marcas escuras em declives na superfície de Marte.
Crédito: ESA/TGO/CaSSIS
Na esperança de obterem novos conhecimentos, Bickel e Valantinas recorreram a um algoritmo de aprendizagem de máquina para catalogar o maior número possível destas linhas de declive. Depois de treinarem o algoritmo com base em observações confirmadas, utilizaram-no para analisar mais de 86.000 imagens de satélite de alta resolução. O resultado foi um mapa marciano global, inédito, com mais de 500.000 características.
"Uma vez na posse deste mapa global, pudemos compará-lo com bases de dados e catálogos de outras coisas como temperatura, velocidade do vento, hidratação, atividade de deslizamento de rochas e outros fatores". disse Bickel. "Depois procurámos correlações em centenas de milhares de casos para compreender melhor as condições em que estas características se formam".
Esta análise geoestatística mostrou que as marcas de declive e as RSLs não estão geralmente associadas a fatores que sugerem uma origem líquida ou gelada, tais como uma orientação específica do declive, flutuações de temperatura elevadas à superfície ou humidade elevada. Em vez disso, o estudo concluiu que ambas as características têm maior probabilidade de se formarem em locais com velocidade do vento e deposição de poeiras acima da média - fatores que apontam para uma origem seca.
Os investigadores concluem que as estrias se formam muito provavelmente quando camadas de poeira fina deslizam subitamente de encostas íngremes. Os fatores específicos podem variar. As estrias de declive parecem ser mais comuns perto de crateras de impacto recentes, onde as ondas de choque podem fazer com que a poeira da superfície se solte. As RSLs, por sua vez, são mais frequentemente encontradas em locais onde os diabos marcianos de poeira ou as quedas de rochas são frequentes.
Em conjunto, os resultados lançam novas dúvidas sobre as marcas de declive e as RSLs como ambientes habitáveis.
Isto tem implicações significativas para a futura exploração de Marte. Embora os ambientes habitáveis possam parecer bons alvos de exploração, a NASA prefere manter-se à distância. Quaisquer micróbios terrestres que possam ter apanhado boleia numa nave espacial poderiam contaminar ambientes marcianos habitáveis, complicando a procura de vida em Marte. Este estudo sugere que o risco de contaminação em locais com marcas no declive não é muito preocupante.
"Essa é a vantagem desta abordagem de grandes volumes de dados", disse Valantinas. "Ajuda-nos a excluir algumas hipóteses a partir de órbita antes de enviarmos uma nave espacial para explorar".
Júpiter tinha anteriormente o dobro do seu tamanho atual e um campo magnético muito mais forte
Composição de Júpiter, fruto de três exposições obtidas dia 12 de fevereiro de 2019 pela sonda Juno. É visível, à direita, a Grande Mancha Vermelha.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS, Kevin M. Gill
Compreender a evolução inicial de Júpiter ajuda a iluminar a história mais abrangente de como o nosso Sistema Solar desenvolveu a sua estrutura distinta. A gravidade de Júpiter, frequentemente designada como o "arquiteto" do nosso Sistema Solar, desempenhou um papel fundamental na definição das trajetórias orbitais dos outros planetas e ao esculpir o disco de gás e poeira a partir do qual se formaram.
Num novo estudo publicado na revista Nature Astronomy, Konstantin Batygin, professor de ciências planetárias no Instituto de Tecnologia da Califórnia; e Fred C. Adams, professor de física e astronomia na Universidade de Michigan; fornecem uma visão detalhada do estado primordial de Júpiter. Os seus cálculos revelam que cerca de 3,8 milhões de anos após a formação dos primeiros sólidos do Sistema Solar - um momento chave em que o disco de material à volta do Sol, conhecido como nebulosa protoplanetária, se estava a dissipar - Júpiter era significativamente maior e tinha um campo magnético ainda mais poderoso.
"O nosso objetivo final é compreender de onde viemos, e a determinação das fases iniciais da formação dos planetas é essencial para resolver o quebra-cabeças", diz Batygin. "Isto aproxima-nos da compreensão de como se formou não só Júpiter, mas todo o Sistema Solar".
Batygin e Adams abordaram esta questão estudando as pequenas luas de Júpiter, Amalteia e Tebe, que orbitam ainda mais perto de Júpiter do que Io, a mais pequena e mais próxima das quatro grandes luas galileanas do planeta. Dado que Amalteia e Tebe têm órbitas ligeiramente inclinadas, Batygin e Adams analisaram estas pequenas discrepâncias orbitais para calcular o tamanho original de Júpiter: aproximadamente o dobro do seu raio atual, com um volume previsto equivalente a mais de 2000 Terras. Os investigadores também determinaram que o campo magnético de Júpiter nessa altura era cerca de 50 vezes mais forte do que é atualmente.
Uma ilustração de Júpiter com linhas de campo magnético a sair dos seus polos.
Crédito: K. Batygin
Adams sublinha a marca notável que o passado deixou no atual Sistema Solar: "É espantoso que, mesmo após 4,5 mil milhões de anos, subsistam pistas suficientes para nos permitir reconstruir o estado físico de Júpiter no início da sua existência".
É importante notar que estas informações foram obtidas através de restrições independentes que contornam as incertezas tradicionais dos modelos de formação planetária - que muitas vezes se baseiam em suposições sobre a opacidade do gás, a taxa de acreção ou a massa do núcleo de elementos pesados. Em vez disso, a equipa concentrou-se na dinâmica orbital das luas de Júpiter e na conservação do momento angular do planeta - grandezas que são diretamente mensuráveis. A sua análise estabelece um retrato claro de Júpiter no momento em que a nebulosa solar circundante se evaporou, um ponto de transição crucial quando os materiais de construção para a formação de planetas desapareceram e a arquitetura primordial do Sistema Solar ficou estabelecida.
Os resultados acrescentam pormenores cruciais às teorias existentes sobre a formação planetária, que sugerem que Júpiter e outros planetas gigantes à volta de outras estrelas se formaram através da acreção do núcleo, um processo pelo qual um núcleo rochoso e gelado acumula rapidamente gás. Estes modelos fundamentais foram desenvolvidos ao longo de décadas por muitos investigadores. Este novo estudo baseia-se nessa fundação ao fornecer medições mais exatas do tamanho de Júpiter, da sua rotação e das condições magnéticas numa altura inicial e crucial.
Batygin salienta que, embora os primeiros momentos de Júpiter permaneçam obscurecidos pela incerteza, a investigação atual clarifica significativamente a nossa imagem das fases críticas de desenvolvimento do planeta. "O que estabelecemos aqui é um ponto de referência valioso", diz ele. "Um ponto a partir do qual podemos reconstruir com mais confiança a evolução do nosso Sistema Solar".
O diabo está nos detalhes desta "selfie" tirada pelo rover Perseverance da NASA (via NASA)
Um diabo marciano de poeira apareceu numa "selfie" do rover Perseverance da NASA, dia 10 de maio, obtida para assinalar o seu 1500º sol (dia marciano) a explorar o Planeta Vermelho. Na altura, o rover de seis rodas estava estacionado numa área apelidada de "Witch Hazel Hill", uma área na orla da cratera Jezero que o rover tem vindo a explorar nos últimos cinco meses. Ler fonte
Já alguma vez viu a faixa da nossa Galáxia, a Via Láctea? Num céu limpo, num local escuro e à hora certa, uma ténue faixa de luz torna-se visível no céu. Pouco depois de os seus olhos se adaptarem à escuridão, poderá ver a faixa pela primeira vez. Pode então tornar-se óbvia. E depois espetacular. Uma das razões para o seu crescente espanto pode ser a constatação de que esta faixa difusa, a Via Láctea, contém milhares de milhões de estrelas. Visível na imagem em destaque, no alto do céu noturno, a faixa da Via Láctea arqueia-se. Também são visíveis as nuvens coloridas de Rho Ophiuchi, à direita, e a nebulosa vermelha e circular de Zeta Ophiuchi, perto do centro superior. Tirada no final de fevereiro a partir de Maunakea, Hawaii, EUA, o telescópio em primeiro plano é o Telescópio de 2,2 metros da Universidade do Hawaii. Felizmente, não é preciso estar perto do topo de um vulcão havaiano para ver a Via Láctea.
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