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13/01 a
15/01/2026

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Astroboletim #2280

 

Satélite Pandora e CubeSats vão explorar exoplanetas e mais além

Uma nova nave espacial da NASA, denominada Pandora, já está a caminho para estudar as atmosferas de exoplanetas (ou mundos para além do nosso Sistema Solar) e das suas estrelas. Ao mesmo tempo, foram também lançados os satélites BlackCAT (Black Hole Coded Aperture Telescope) e SPARCS (Star-Planet Activity Research CubeSat), com o tamanho de caixas de sapatos.

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Noites Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data e local:
Dia: 27 de janeiro de 2026
Hora: 19:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações: +351 289 890 920 | info@ccvalg.pt

 

Almanaque do espaço e do tempo

Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Ao início da noite, o enorme complexo de Andrómeda-Pégaso começa perto do zénite e desce até ao horizonte a oeste.

• Perto do zénite, aviste o pé de Andrómeda: a estrela de segunda magnitude, Gamma Andromedae (Almach), ligeiramente alaranjada. Andrómeda encontra-se de cabeça para baixo.

• A cerca de metade do "caminho" do zénite até ao horizonte a oeste está o Grande Quadrado de Pégaso, apoiado num canto. A cabeça de Andrómeda é o canto do topo.

• Para baixo do canto inferior do Quadrado situam-se as estrelas que correspondem ao pescoço e cabeça de Pégaso, terminando no seu nariz: Enif, de magnitude 2, também ligeiramente alaranjada.

• O ponto brilhante para a esquerda da secção inferior do Quadrado é o planeta Saturno.

 

Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• A lua de Júpiter, Io, desaparece por trás do limbo oeste do planeta pelas 01:00. Começa a emergir gradualmente do eclipse pela sombra de Júpiter, um pouco deslocado do limbo este de Júpiter, às 03:19.

• Logo antes e durante o amanhecer, aviste a fina Lua baixa a sudeste. A alaranjada estrela Antares brilha 3 ou 4 graus para a baixo e para a sua esquerda.

• Para cima e um pouco para a esquerda do nosso satélite natural, está Delta Scorpii (Dschubba), a estrela do meio da linha (de três) que constitui a cabeça de Escorpião. Pi Scorpi (Fang), a estrela que corresponde ao lado direito da cabeça, está logo para cima da Lua.

 

Dia 15/01: 15.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Depois da hora de jantar, volte-se para este e olhe para bem alto. A estrela mais brilhante naquela área é Capella, pertencente à constelação do Cocheiro.

• Para a sua direita, a um par de dedos à distância do braço esticado, está um pequeno e estreito triângulo de estrelas de terceira e quarta magnitudes conhecido como "As Crianças".

• Embora não sejam muito notáveis, formam um inesquecível asterismo com Capella. Num céu com uma grande quantidade de poluição luminosa, muitos observadores só conseguem observar duas das estrelas do asterismo e Capella para o lado.

 

Astrónomos encontram o elo perdido dos planetas mais comuns da Galáxia

Uma das maiores surpresas recentes da astronomia é a descoberta de que a maior parte das estrelas como o Sol albergam um planeta entre o tamanho da Terra e de Neptuno dentro da órbita de Mercúrio. São os planetas mais comuns da Galáxia, mas a sua formação tem estado envolta em mistério. Agora, uma equipa internacional de astrónomos encontrou um elo crucial em falta. Ao "pesar" quatro planetas recém-nascidos no sistema V1298 Tau, captaram uma rara visão de mundos no processo de se transformarem nos tipos de planetas mais comuns da Galáxia.

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Uma explicação alternativa para os Pequenos Pontos Vermelhos

Utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb da NASA, astrónomos do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian revelaram que os objetos distantes mais misteriosos do Universo, conhecidos como Pequenos Pontos Vermelhos (ou LRDs, sigla inglesa para "Little Red Dots"), podem na realidade ser estrelas gigantescas e de vida curta. As descobertas oferecem um vislumbre direto de como os primeiros buracos negros supermassivos do Universo podem ter sido formados, marcando um avanço na compreensão dos cientistas sobre o cosmos primitivo.

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Também em destaque

Cientistas identificam o "ornitorrinco da astronomia" com o Telescópio Webb (via NASA)
Depois de passar a pente fino o arquivo de campos cósmicos extragalácticos do Telescópio Espacial James Webb, uma pequena equipa de astrónomos da Universidade do Missouri, nos EUA, afirma ter identificado uma amostra de galáxias com uma combinação de características nunca antes vista. O investigador principal, Haojing Yan, compara a descoberta a uma infame anomalia noutro ramo da ciência: o ornitorrinco que desafia a taxonomia da biologia.

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ALMA "devora hambúrguer cósmico" e revela o potencial de formação de planetas gigantes (via NRAO)
Já alguma vez encontrou algo inesperado no seu hambúrguer? Os astrónomos que utilizam o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) ficaram surpreendidos ao descobrir as primeiras fases de formação de planetas gigantes entre as densas camadas de gás e poeira no sistema "Hambúrguer de Gomez", referido como GoHam. Esta investigação, atualmente em preparação para publicação, foi apresentada numa conferência de imprensa na reunião anual da Sociedade Astronómica Americana.

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Novo estudo examina um mistério das ondas gravitacionais (via Universidade do Colorado em Boulder)
Cientistas da Universidade do Colorado em Boulder poderão ter resolvido um mistério premente acerca do fundo de ondas gravitacionais do Universo. Este é o nome das ondulações no espaço e no tempo que se movem constantemente através do cosmos e "sacodem-nos quase como gelatina", segundo a astrofísica Julie Comerford. O estudo, publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal, revela novas perspetivas sobre a evolução do Universo - nomeadamente, como as galáxias mais pequenas podem ter coalescido ao longo de milhares de milhões de anos para formar galáxias maiores e mais complexas como a Via Láctea.

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Cientistas descobrem mais buracos negros ativos em galáxias anãs e do tamanho da Via Láctea, cortando o brilho da formação estelar (via Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian)
Os astrónomos concluíram o mais completo censo de núcleos galácticos ativos (NGAs) até à data, fornecendo a imagem mais clara da probabilidade de galáxias de diferentes tamanhos albergarem buracos negros ativos. Os resultados mostram que os NGAs são mais comuns em galáxias anãs do que a maioria dos levantamentos anteriores sugeria, mas também revelam um aumento acentuado da frequência de NGAs em galáxias com aproximadamente a mesma massa que a Via Láctea.

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Álbum de fotografias

IC 342: Galáxia Escondida n'A Girafa

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Gaetan Maxant

Semelhante em tamanho às grandes e brilhantes galáxias espirais da nossa vizinhança, IC 342 está a apenas 10 milhões de anos-luz de distância, na direção da constelação norte da Girafa. Um universo insular em expansão, IC 342 seria uma galáxia proeminente no nosso céu noturno, mas está escondida da vista desimpedida e apenas vislumbrada através do véu de estrelas, gás e nuvens de poeira ao longo do plano da nossa Galáxia, a Via Láctea. Apesar de a luz de IC 342 estar esbatida e ser avermelhada pelas nuvens cósmicas intervenientes, esta imagem telescópica nítida traça a poeira da própria galáxia, jovens enxames estelares e brilhantes regiões de formação estelar ao longo de braços espirais que serpenteiam longe do núcleo da galáxia. IC 342 passou por um recente surto de formação estelar e está suficientemente perto para ter influenciado a evolução do Grupo Local de galáxias e da Via Láctea.

 
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?

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