O buraco negro da Via Láctea esconde um passado explosivo
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O buraco negro supermassivo da nossa Galáxia é famoso por ser um dos mais fracos do Universo. Os resultados de um novo telescópio espacial mostram que pode nem sempre ter sido esse o caso. Sagitário A*, localizado no centro da Via Láctea, parece ter-se inflamado dramaticamente algures nas últimas centenas de anos, de acordo com as emissões de raios X observadas pelo telescópio espacial XRISM.
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Noites Astronómicas em Faro
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O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data e local:
Dia: 27 de janeiro de 2026
Hora: 19:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve
A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!
Informações: +351 289 890 920 | info@ccvalg.pt
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Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 20/01: 20.º dia do calendário gregoriano
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• Para muitos, um dos asterismos binoculares mais famosos de inverno é a pequena cabeça de Oríon. A olho nu, sob uma poluição luminosa demasiado típica, a sua cabeça é apenas um ponto: Meissa (Lambda Orionis), de magnitude 3,4. Mas uns binóculos mostram facilmente que é apenas o topo de um bonito e pequeno triângulo com 3/4º de altura. As duas outras estrelas do triângulo são Phi1 e Phi2 Orionis, com magnitudes 4,4 e 4,1, respetivamente.
• Agora olhe com atenção. Três estrelas fracas formam uma linha perfeita e impressionante entre Lambda Orionis e Phi1. Têm magnitudes 6,7, 7,4 e 7,6, contando na direção norte. Observe a imagem. Elas tornam o asterismo único.
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• Meissa e Phi1 são gigantes azul-esbranquiçadas, do tipo espetral B2, a cerca de 1000 anos-luz de distância. Phi2 é uma gigante amarela G8, nove vezes mais próxima.
• Com um telescópio a alta ampliação, Meissa é uma bela estrela dupla: magnitudes 3,5 e 5,5, separação de 4,3 segundos de arco, com a estrela mais ténue a nordeste da mais brilhante.
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Dia 21/01: 21.º dia do calendário gregoriano
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• A fina Lua Crescente desce a oeste-sudoeste durante e após o lusco-fusco, com Saturno, de primeira magnitude, a menos de dois punhos à distância do braço esticado para cima e para a sua esquerda.
• Quase à mesma distância, mas para a esquerda e um pouco para baixo do planeta Saturno, está Diphda (Beta Ceti) que, a juntar o nosso satélite natural, perfazem um triângulo praticamente isósceles.
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• Júpiter passou a sua oposição há apenas 12 dias, de modo que as luas jovianas e as respetivas sombras ainda atravessam a face do planeta com pouco tempo de diferença. Esta noite, Io, a mais interior e mais rápida das luas galileanas, entra em frente do limbo este de Júpiter às 23:50, seguida da sua pequena sombra escura às 00:08 (já de dia 22). Io começa a sair pelo limbo oeste do planeta às 02:06 (dia 22), acompanhada novamente da sua sombra 18 minutos depois.
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Dia 22/01: 22.º dia do calendário gregoriano
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• A Lua Crescente está a apenas meio punho, à distância do braço esticado, de Saturno.
• As Plêiades estão no seu pico por estas noites. O enxame aberto, com o tamanho de um polegar à distância do braço esticado, transita muito alto agora à hora de jantar, estando o seu pequeno asterismo da "frigideira" (consituído pelas suas seis estrelas mais brilhantes) quase nivelado se o observador estiver virado para sul.
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• Se tiver acesso a um telescópio, então há muito mais a explorar nas Plêiades, incluindo as suas abundantes estrelas duplas.
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Telescópio William Herschel descobre uma misteriosa barra de ferro na Nebulosa do Anel
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Uma equipa europeia de astrónomos, liderada por investigadores da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, descobriu uma estrutura misteriosa em forma de barra, feita de ferro, no interior da famosa Nebulosa do Anel (Messier 57). A análise com o instrumento WEAVE no Telescópio William Herschel revelou esta barra extensa de ferro, cuja origem ainda não é totalmente conhecida e que até pode estar ligada ao que resta de um planeta vaporizado.
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SETI@home: o mundo procurou ETs durante 21 anos; os cientistas focam-se agora em 100 sinais
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Uma equipa da Universidade da Califórnia em Berkeley concluiu a análise dos dados do projeto SETI@home, que durante 21 anos usou computadores domésticos de voluntários espalhados por todo o mundo para procurar sinais de vida extraterrestre nos dados do radiotelescópio de Arecibo. Dos aproximadamente 12 mil milhões de sinais detetados, cerca de 100 foram identificados como candidatos interessantes, e estão agora a ser observados com o radiotelescópio FAST para possível confirmação.
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Oceanos de magma ocultos podem proteger exoplanetas rochosos de radiações nocivas (via Universidade de Rochester)
Nas profundezas de exoplanetas distantes, conhecidos como super-Terras, oceanos de rocha derretida podem estar a fazer algo extraordinário: a alimentar campos magnéticos suficientemente fortes para proteger planetas inteiros da perigosa radiação cósmica e de outras partículas nocivas altamente energéticas. O campo magnético da Terra é gerado pelo movimento do seu núcleo externo de ferro líquido - um processo conhecido como dínamo - mas os mundos rochosos maiores, como as super-Terras, podem ter núcleos sólidos ou totalmente líquidos que não conseguem produzir campos magnéticos da mesma forma. Num artigo científico publicado na revista Nature Astronomy, os investigadores apresentam uma fonte alternativa: uma camada profunda de rocha fundida chamada oceano de magma basal. As descobertas podem reformular a maneira como os cientistas acerca dos interiores dos planetas e têm implicações para a habitabilidade de planetas para lá do nosso Sistema Solar.
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Júpiter, pelo Telescópio Espacial James Webb
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Esta imagem infravermelha de Júpiter, obtida pelo Webb, é muito esclarecedora. As imagens infravermelhas de alta resolução de Júpiter, obtidas pelo Telescópio Espacial James Webb, revelam, por exemplo, diferenças entre as nuvens brilhantes que flutuam a grande altitude - incluindo a Grande Mancha Vermelha - e as nuvens escuras que flutuam a baixa altitude. Também são claramente visíveis, na imagem em destaque pelo Webb, o anel de poeira de Júpiter, auroras brilhantes nos polos e as luas Amalteia e Adrasteia. A pegada do afunilamento magnético de partículas carregadas da grande lua vulcânica, Io, em Júpiter, também é visível na aurora austral. Alguns objetos são tão brilhantes que a luz difrata visivelmente em torno do sistema ótico do Webb, criando riscas. O Webb, que orbita o Sol perto da Terra, tem um espelho com mais de seis metros de diâmetro, o que faz dele o maior telescópio astronómico alguma vez lançado para o espaço - com mais de seis vezes mais área de recolha de luz do que o Hubble.
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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