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20/01 a
22/01/2026

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Astroboletim #2282

 

O buraco negro da Via Láctea esconde um passado explosivo

O buraco negro supermassivo da nossa Galáxia é famoso por ser um dos mais fracos do Universo. Os resultados de um novo telescópio espacial mostram que pode nem sempre ter sido esse o caso. Sagitário A*, localizado no centro da Via Láctea, parece ter-se inflamado dramaticamente algures nas últimas centenas de anos, de acordo com as emissões de raios X observadas pelo telescópio espacial XRISM.

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Noites Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data e local:
Dia: 27 de janeiro de 2026
Hora: 19:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações: +351 289 890 920 | info@ccvalg.pt

 

Almanaque do espaço e do tempo

Dia 20/01: 20.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• Para muitos, um dos asterismos binoculares mais famosos de inverno é a pequena cabeça de Oríon. A olho nu, sob uma poluição luminosa demasiado típica, a sua cabeça é apenas um ponto: Meissa (Lambda Orionis), de magnitude 3,4. Mas uns binóculos mostram facilmente que é apenas o topo de um bonito e pequeno triângulo com 3/4º de altura. As duas outras estrelas do triângulo são Phi1 e Phi2 Orionis, com magnitudes 4,4 e 4,1, respetivamente.

• Agora olhe com atenção. Três estrelas fracas formam uma linha perfeita e impressionante entre Lambda Orionis e Phi1. Têm magnitudes 6,7, 7,4 e 7,6, contando na direção norte. Observe a imagem. Elas tornam o asterismo único.

• Meissa e Phi1 são gigantes azul-esbranquiçadas, do tipo espetral B2, a cerca de 1000 anos-luz de distância. Phi2 é uma gigante amarela G8, nove vezes mais próxima.

• Com um telescópio a alta ampliação, Meissa é uma bela estrela dupla: magnitudes 3,5 e 5,5, separação de 4,3 segundos de arco, com a estrela mais ténue a nordeste da mais brilhante.

 

Dia 21/01: 21.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• A fina Lua Crescente desce a oeste-sudoeste durante e após o lusco-fusco, com Saturno, de primeira magnitude, a menos de dois punhos à distância do braço esticado para cima e para a sua esquerda.

• Quase à mesma distância, mas para a esquerda e um pouco para baixo do planeta Saturno, está Diphda (Beta Ceti) que, a juntar o nosso satélite natural, perfazem um triângulo praticamente isósceles.

• Júpiter passou a sua oposição há apenas 12 dias, de modo que as luas jovianas e as respetivas sombras ainda atravessam a face do planeta com pouco tempo de diferença. Esta noite, Io, a mais interior e mais rápida das luas galileanas, entra em frente do limbo este de Júpiter às 23:50, seguida da sua pequena sombra escura às 00:08 (já de dia 22). Io começa a sair pelo limbo oeste do planeta às 02:06 (dia 22), acompanhada novamente da sua sombra 18 minutos depois.

 

Dia 22/01: 22.º dia do calendário gregoriano 

NESTE DIA ACONTECEU...

• A Lua Crescente está a apenas meio punho, à distância do braço esticado, de Saturno.

• As Plêiades estão no seu pico por estas noites. O enxame aberto, com o tamanho de um polegar à distância do braço esticado, transita muito alto agora à hora de jantar, estando o seu pequeno asterismo da "frigideira" (consituído pelas suas seis estrelas mais brilhantes) quase nivelado se o observador estiver virado para sul.

• Se tiver acesso a um telescópio, então há muito mais a explorar nas Plêiades, incluindo as suas abundantes estrelas duplas.

 

Telescópio William Herschel descobre uma misteriosa barra de ferro na Nebulosa do Anel

Uma equipa europeia de astrónomos, liderada por investigadores da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, descobriu uma estrutura misteriosa em forma de barra, feita de ferro, no interior da famosa Nebulosa do Anel (Messier 57). A análise com o instrumento WEAVE no Telescópio William Herschel revelou esta barra extensa de ferro, cuja origem ainda não é totalmente conhecida e que até pode estar ligada ao que resta de um planeta vaporizado.

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SETI@home: o mundo procurou ETs durante 21 anos; os cientistas focam-se agora em 100 sinais

Uma equipa da Universidade da Califórnia em Berkeley concluiu a análise dos dados do projeto SETI@home, que durante 21 anos usou computadores domésticos de voluntários espalhados por todo o mundo para procurar sinais de vida extraterrestre nos dados do radiotelescópio de Arecibo. Dos aproximadamente 12 mil milhões de sinais detetados, cerca de 100 foram identificados como candidatos interessantes, e estão agora a ser observados com o radiotelescópio FAST para possível confirmação.

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Também em destaque

Oceanos de magma ocultos podem proteger exoplanetas rochosos de radiações nocivas (via Universidade de Rochester)
Nas profundezas de exoplanetas distantes, conhecidos como super-Terras, oceanos de rocha derretida podem estar a fazer algo extraordinário: a alimentar campos magnéticos suficientemente fortes para proteger planetas inteiros da perigosa radiação cósmica e de outras partículas nocivas altamente energéticas. O campo magnético da Terra é gerado pelo movimento do seu núcleo externo de ferro líquido - um processo conhecido como dínamo - mas os mundos rochosos maiores, como as super-Terras, podem ter núcleos sólidos ou totalmente líquidos que não conseguem produzir campos magnéticos da mesma forma. Num artigo científico publicado na revista Nature Astronomy, os investigadores apresentam uma fonte alternativa: uma camada profunda de rocha fundida chamada oceano de magma basal. As descobertas podem reformular a maneira como os cientistas acerca dos interiores dos planetas e têm implicações para a habitabilidade de planetas para lá do nosso Sistema Solar.

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Álbum de fotografias

Júpiter, pelo Telescópio Espacial James Webb

(clique na imagem para ver versão maior; aqui para versão sem rótulos)
Crédito: NASA, ESA, CSA, Equipa ERS de Júpiter; Processamento - Ricardo Hueso, (UPV/EHU) e Judy Schmidt

Esta imagem infravermelha de Júpiter, obtida pelo Webb, é muito esclarecedora. As imagens infravermelhas de alta resolução de Júpiter, obtidas pelo Telescópio Espacial James Webb, revelam, por exemplo, diferenças entre as nuvens brilhantes que flutuam a grande altitude - incluindo a Grande Mancha Vermelha - e as nuvens escuras que flutuam a baixa altitude. Também são claramente visíveis, na imagem em destaque pelo Webb, o anel de poeira de Júpiter, auroras brilhantes nos polos e as luas Amalteia e Adrasteia. A pegada do afunilamento magnético de partículas carregadas da grande lua vulcânica, Io, em Júpiter, também é visível na aurora austral. Alguns objetos são tão brilhantes que a luz difrata visivelmente em torno do sistema ótico do Webb, criando riscas. O Webb, que orbita o Sol perto da Terra, tem um espelho com mais de seis metros de diâmetro, o que faz dele o maior telescópio astronómico alguma vez lançado para o espaço - com mais de seis vezes mais área de recolha de luz do que o Hubble.

 
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?

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