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07/04 a
09/04/2026

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Astroboletim #2304

 

Eis cinco coisas que a sonda JUICE revelou sobre o cometa 3I/ATLAS

A missão JUICE da ESA observou o cometa interestelar 3I/ATLAS com vários instrumentos, revelando jatos de gás e poeira, uma cabeleira brilhante e uma cauda extensa. Os dados ajudam a estudar a sua composição e atividade, oferecendo pistas raras sobre materiais formados noutros sistemas estelares.

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Manhãs Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação do Sol na seguinte data e local:

Dia: 10 de abril de 2026
Hora: 10:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita e não sujeita a marcação. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações:  289 890 920 | 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 07/04: 97.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Pelas 22:30, a "foice" de Leão ergue-se verticalmente a sul. A sua estrela mais baixa é Regulus, a mais brilhante da constelação. O próprio Leão caminha horizontalmente para oeste. A "foice" forma a sua pata dianteira, o peito, a juba e parte da sua cabeça. Para a esquerda, um longo triângulo forma a sua parte traseira e a longa cauda.

• Nestas noites sem Lua, observe através de um telescópio um pequeno grupo de três galáxias, M66, M65 e NGC 3628, na parte traseira de Leão. Estas galáxias são frequentemente indicadas com magnitudes 8,9, 9,3 e 9,5, respetivamente.

• M65 e M66 estão separadas por apenas 1/3 de grau, pelo que cabem as duas no campo de visão de uma ocular com baixa ampliação. Através de um telescópio, M65 é a mais compacta das duas e tem um núcleo minúsculo semelhante a uma estrela. M66, embora nominalmente a mais brilhante, é mais difusa e carece de um núcleo idêntico, em aspeto visual, ao de M65, tornando-a um pouco mais difícil de detetar devido à poluição luminosa.

• NGC 3628, ainda mais difícil de observar, é uma espiral vista de lado, em ângulo reto com a direção das outras duas galáxias. As três galáxias encontram-se a cerca de 31 a 35 milhões de anos-luz de distância.

 

Dia 08/04: 98.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Na constelação de Cães de Caça (Canes Venatici), está uma das mais brilhantes estrelas de carbono, com um profundo tom avermelhado: Y Canum Venaticorum, também conhecida como "La Superba".

• Tem uma magnitude que varia entre 4,6 e 5,9. Tem atualmente magnitude 5,3. As estrelas de carbono são tão vermelhas porque as observamos através de um filtro vermelho: uma atmosfera rica em moléculas de carbono diatómico, C2.

 

Dia 09/04: 99.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Esta é a altura do ano em que a pequena Ursa Menor estende-se para a direita de Polaris (Estrela Polar), ainda para mais com a Lua, atualmente, a nascer tarde.

• A mais brilhante Ursa Maior curva-se acima, como que "deitando água". As duas Ursas invertem o processo de descarga de água no outono.

• Vega, a brilhante "Estrela de Verão", nasce a nordeste pouco antes das 22:30. Exatamente onde no horizonte?

• Aviste a "frigideira" da Ursa Maior a nordeste. Procure Mizar, a estrela na curva da sua "pega". Se conseguir observar a pequena companheira, Alcor (facilmente visível através de uns binóculos), siga a linha de Mizar que passa por Alcor até ao horizonte. É aí que Vega vai nascer.

 

Descoberta a estrela mais pristina do Universo conhecido

Astrónomos descobriram a estrela mais "pristina" conhecida, quase sem elementos pesados, formada pouco após o Big Bang. Esta relíquia de segunda geração preserva pistas sobre as primeiras estrelas e a evolução química do Universo, permitindo estudar condições que já não podem ser observadas diretamente.

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Como é que isto aconteceu? Um planeta gigante orbita uma estrela pequena

Astrónomos estudaram o exoplaneta TOI-5205 b, um gigante gasoso do tamanho de Júpiter que orbita uma estrela anã vermelha muito pequena, algo considerado improvável. Observações com o telescópio Webb visam analisar a sua atmosfera e origem, desafiando os modelos atuais de formação planetária.

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📰 Também em destaque

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As profundezas de Neptuno e Úrano podem ser "superiónicas" (via Instituto Carnegie)
O interior de planetas gigantes gelados como Úrano e Neptuno poderá albergar um estado da matéria até agora desconhecido, de acordo com novas simulações computacionais. O trabalho, publicado na revista Nature Communications, prevê a existência de um estado superiónico quase unidimensional de hidreto de carbono sob as pressões e temperaturas extremas encontradas nas profundezas destes corpos do Sistema Solar exterior.

 
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Investigadores descobrem novas pistas sobre os asteroides carbonáceos (via Universidade Stony Brook)
Uma investigação recente analisou amostras de asteroides carbonáceos provenientes de Bennu, um asteroide visitado pela missão OSIRIS-REx da NASA. Revelou a composição química de materiais primitivos do Sistema Solar que não era possível estudar, analisar ou observar através de deteção remota ou de métodos laboratoriais convencionais.

 

Álbum de fotografias

Olá, Mundo

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, Reid Wiseman, Artemis II

De polo a polo, o nosso belo planeta é captado nesta imagem tirada a partir do espaço, uma vista evocativa da janela do módulo Integrity da Orion. Da perspetiva da nave Orion, o Sol move-se por trás do limbo brilhante da Terra, na parte inferior direita. A África e a Península Ibérica são visíveis na superfície do planeta azul, enquanto auroras coroam os polos sul e norte da Terra, na parte superior direita e inferior esquerda. O comandante Reid Wiseman tirou esta fotografia histórica no segundo dia de voo da missão Artemis II (2 de abril), após a conclusão da planeada manobra de injeção translunar. Essa manobra impulsionou a nave espacial para fora da órbita da Terra, colocando o módulo Integrity e a tripulação numa trajetória que os leva à volta da Lua e de volta à Terra. Esta é uma viagem que os humanos fizeram pela última vez há mais de 50 anos.

Nota: Vénus aparece de surpresa na foto histórica de Wiseman. Atualmente visível nos nossos céus, a oeste, após o pôr do sol, o planeta interior encontra-se abaixo e à direita do limbo brilhante da Terra, imerso numa fraca banda de luz zodiacal.

 
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