Observações do James Webb permitiram mapear, pela primeira vez, o clima de dois exoplanetas do sistema TRAPPIST-1. Estes mundos, com um lado em dia eterno e outro em noite permanente, apresentam diferenças extremas de temperatura, indicando a ausência de uma atmosfera e condições pouco favoráveis à habitabilidade.
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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 17/04: 107.º dia do calendário gregoriano
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• Lua Nova, pelas 12:52.
• Vega, a Estrela de Verão, já brilha baixa a nordeste nestas noites de primavera. Está cinco ou seis punhos à distância do braço esticado para baixo e para a esquerda de Arcturus e tem brilho idêntico - ambas rondam magnitude 0.
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• Quando é que poderá ver Vega? Isso dependerá da latitude. Quanto mais para norte o observador estiver, mais cedo [em relação ao anoitecer] Vega surgirá no céu.
• No Algarve, Vega nasce pelas 22 horas.
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Dia 18/04: 108.º dia do calendário gregoriano
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• Baixa no céu a noroeste, ao crepúsculo, uma finíssima Lua Crescente com menos de dia e meio, cerca de 8º para baixo e para a direita de Vénus.
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• Com binóculos, deverá ser possível apreciar uma bela vista do brilho da Terra a iluminar suavemente toda a paisagem noturna do nosso satélite natural.
• Tanto Vénus como a Lua põem-se logo após o anoitecer total.
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Dia 19/04: 109.º dia do calendário gregoriano
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• A Lua Crescente já tem hoje quase 2,5 dias e encontra-se cerca de 8º para cima de Vénus.
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• À medida que anoitece, observe as Plêiades a surgirem logo abaixo do nosso satélite natural.
• Vénus vai passar junto das Plêiades entre os dias 24 e 25 de abril, falhando por pouco mais de 3º.
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Dia 20/04: 110.º dia do calendário gregoriano
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• Saturno está a emergir das profundezas do brilho do nascer-do-Sol para se juntar a Mercúrio e a Marte, podendo ser observado com auxílio ótico a uma altitude extremamente baixa ao amanhecer.
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• Na manhã de segunda-feira, dia 20, os três planetas formam um alinhamento muito íntimo.
• Mesmo com ajuda de binóculos, tendo em conta o efeito de extinção atmosférica e quão perto estão do horizonte, é uma observação muito desafiante.
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Um estudo com observações ALMA de estrelas muito jovens indica que a maioria dos pares próximos de estrelas nasce junta no mesmo disco de gás e poeira, em vez de se formar separadamente e aproximar-se depois. Estas "gémeas cósmicas" resultam da fragmentação do disco e ajudam a explicar a formação de sistemas planetários.
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Foram utilizadas observações do Telescópio Espacial James Webb para estudar o objeto 29 Cygni b, com cerca de 15 vezes a massa de Júpiter, situado no limite entre planetas e estrelas. Os dados indicam que se formou como um planeta, por acreção num disco de gás e poeira, ajudando a clarificar onde termina um planeta e começa uma estrela.
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"Glaciares interestelares": SPHEREx mapeia vastas regiões galácticas de gelo (via NASA)
A missão SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization, and Ices Explorer) da NASA mapeou o gelo interestelar numa escala sem precedentes. Abrangendo regiões da nossa Galáxia, a Via Láctea, com mais de 600 anos-luz de extensão, o gelo foi encontrado no interior de nuvens moleculares gigantes - vastas regiões de gás e poeira onde aglomerados densos de matéria colapsam sob a gravidade, dando origem a estrelas. O estudo que descreve estas descobertas foi publicado na quarta-feira passada na revista The Astrophysical Journal.
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DESI conclui mapa 3D planeado do Universo; continua a explorar (via NOIRLab)
O DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument ) mapeou mais de 47 milhões de galáxias e quasares, criando o maior mapa 3D de alta resolução do nosso Universo até à data. Devido ao excelente desempenho do instrumento e aos indícios de que a energia escura poderá evoluir, o DESI continuará as observações até 2028 e expandirá ainda mais o mapa. O DESI está instalado no telescópio Nicholas U. Mayall de 4 metros da NSF (National Science Foundation) dos EUA.
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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