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05/06 a
08/06/2026

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Astroboletim #2321

 

Ventos estranhos fornecem as pistas mais convincentes obtidas até à data de atividade magnética em exoplanetas

Astrónomos usaram o Very Large Telescope do ESO para medir ventos em sete exoplanetas gigantes extremamente quentes. Descobriram que, ao contrário do esperado, os planetas mais quentes apresentam ventos mais lentos, o que sugere a presença de fortes campos magnéticos. Trata-se da evidência mais convincente até agora de atividade magnética em exoplanetas, um fator importante para compreender a sua atmosfera e potencial habitabilidade.

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Manhãs Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação do Sol na seguinte data e local:

Dia: 22 de junho de 2026
Hora: 10:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações: 289 890 920 | 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 05/06: 156.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Vénus e Júpiter, juntos, estão a atrair a atenção de todos ao brilharem no céu a oeste durante e após o lusco-fusco. Há meses que estes dois planetas mais brilhantes, da nossa perspetiva, se aproximam um do outro.

• Hoje, brilham separados por apenas 4º. Vénus é o mais brilhante. E, como bónus, tente avistar Mercúrio 14º para baixo e para a direita. Equivale a pouco mais do que um punho à distância do braço esticado.

• Vénus e Júpiter vão aproximar-se ainda mais um do outro, brilhando a apenas 1,8º entre si na próxima segunda-feira, e depois a 1,6º aquando da sua conjunção, dia 9 de junho, terça-feira que vem.

 

Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Capella põe-se a noroeste depois do anoitecer por estas noites (dependendo da latitude do observador). Isso deixa Vega e Arcturo como as estrelas mais brilhantes no céu noturno.

• Vega brilha a este-nordeste. Arcturo está muito alta a sul. A um-terço do caminho entre Arcturo e Vega, procure o semicírculo de Corona Borealis (Coroa Boreal) e a sua estrela Alphecca, de magnitude 2, a única moderadamente brilhante.

• A dois-terços entre Arcturo e Vega está a constelação de Hércules, agora quase nivelada. Use binóculos ou um telescópio para observar a sua secção superior.

• A um-terço do segmento de reta superior, para a direita, está M13, de sexta magnitude, um dos dois grandes enxames globulares de Hércules. Um telescópio com 4 ou 6 polegadas começa a resolver parte do seu aspeto difuso. Localizado a 22.000 anos-luz de distância, bem acima do plano da Via Láctea, M13 contém várias centenas de milhares de estrelas num enxame com aproximadamente 140 anos-luz de diâmetro.

 

Dia 07/06: 158.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• A Ursa Maior girou e está agora suspensa pela "pega" da sua "frigideira", bem alto a noroeste após o cair da noite.

• A estrela do meio da "pega" é Mizar, com a minúscula Alcor mesmo ao seu lado.

• De que lado de Mizar deve procurar Alcor? Como sempre, do lado virado para Vega! Que é agora a estrela mais brilhante a este.

• A Lua, praticamente em Quarto Minguante, nasce pouco antes das 2 da manhã (de dia 7 para 8), para baixo e para a direita do Grande Quadrado de Pégaso. O seu lado superior direito aponta diagonalmente para baixo, na direção do nosso satélite natural.

 

Dia 08/06: 159.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Lua em Quarto Minguante, pelas 11:00.

• Repita a observação de Vénus e Júpiter de passado dia 5 para comparar a posição dos dois planetas entre si.

• Hoje estão separados por apenas 1,8º no céu. E amanhã estarão na sua separação mínima de 1,6º. É uma excelente oportunidade fotográfica!

 

Cientistas surpreendidos por descobrir uma "lacuna" de luminosidade num antigo enxame globular

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Cientistas do STScI (Space Telescope Science Institute) descobriram, pela primeira vez, uma "lacuna" de brilho entre anãs vermelhas num enxame globular muito antigo, usando dados do telescópio espacial Euclid. Esta lacuna, já observada em estrelas próximas pela missão Gaia, fornece pistas sobre processos que ocorrem no interior das estrelas e ajuda a testar modelos da sua evolução.

 

Vizinha galáctica revela fortes sinais de perturbação e expansão

Mais de uma década de observações de milhões de estrelas na Pequena Nuvem de Magalhães levou à descoberta que a galáxia está a expandir-se e a ser fortemente deformada pela interação gravitacional com a Grande Nuvem de Magalhães. Em vez de girar de forma estável, as estrelas movem-se para o exterior, revelando uma galáxia em plena perturbação dinâmica e preservando vestígios de encontros ocorridos há milhares de milhões de anos.

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📰 Também em destaque

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O Cometa 3I/ATLAS não aparenta ter sinais de tecnoassinaturas (via Instituto SETI)
Cientistas do Instituto SETI procuraram sinais tecnológicos provenientes do 3I/ATLAS, o terceiro objeto interestelar observado no nosso Sistema Solar. Utilizando o ATA (Allen Telescope Array) no Observatório de Rádio de Hat Creek, no norte da Califórnia, EUA, a equipa analisou uma ampla gama de frequências de rádio em busca de sinais de tecnologia extraterrestre e não encontrou nenhum, tal como era de esperar com base noutras observações astronómicas que revelam que o objeto apresenta uma composição e um comportamento naturais semelhantes aos de um cometa.

 
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Missão marciana MAVEN dada como terminada (via NASA)
A primeira missão dedicada à observação da atmosfera marciana e da sua evolução, a MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA, chegou ao fim após mais de 11 anos em órbita de Marte e uma década além da sua missão principal, inicialmente prevista para durar um ano. O último contacto com a sonda ocorreu a 6 de dezembro do ano passado, quando esta sofreu uma perda inesperada de sinal após ter passado por trás do Planeta Vermelho.

 
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Encontrado: o vento desaparecido do buraco negro da Via Láctea (via Universidade Northwestern)
A busca chegou ao fim. Após mais de 50 anos de investigação, os astrofísicos descobriram finalmente indícios de um vento poderoso que sopra a partir do buraco negro supermassivo central da Via Láctea, Sagitário A* (Sgr A*). De acordo com a física teórica e uma compreensão há muito aceite da evolução das galáxias, à medida que os buracos negros consomem matéria, devem produzir ventos ou jatos. Mesmo uma pequena quantidade de gás a cair num buraco negro deve gerar energia suficiente para empurrar a matéria para fora. Sem vento, Sgr A* seria um caso único e atípico.

 

Álbum de fotografias

Os Pilares da Nebulosa da Águia, no Infravermelho, pelo Hubble

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, ESA, Hubble, HLA; processamento - Luis Romero Ventura

Na Nebulosa da Águia estão a formar-se novas estrelas. Estas estão a contrair-se gravitacionalmente no interior de pilares densos de gás e poeira. A radiação intensa destas estrelas brilhantes recém-formadas está a fazer com que o material circundante se evapore. Esta imagem, captada pelo Telescópio Espacial Hubble no infravermelho próximo, permite ao observador ver através de grande parte da poeira espessa que torna os pilares opacos no visível. As estruturas gigantes têm vários anos-luz de comprimento e são informalmente apelidadas de Pilares da Criação. Associada ao enxame estelar aberto M16, a Nebulosa da Águia situa-se a cerca de 6500 anos-luz de distância. A Nebulosa da Águia é um alvo gratificante para pequenos telescópios numa parte do céu rica em nebulosas, na direção da dividida constelação da cauda da Serpente.

 
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