Observações dos telescópios espaciais Webb e Hubble revelaram que o objeto Terzan 5 não é um enxame globular comum, mas um raro "fragmento fóssil" da formação inicial da Via Láctea. O sistema contém quatro gerações distintas de estrelas, preservando um registo único dos primeiros estágios de formação da nossa Galáxia.
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Manhãs Astronómicas em Faro
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O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação do Sol na seguinte data e local:
Dia: 22 de junho de 2026
Hora: 10:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve
A atividade é gratuita. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!
Informações: 289 890 920 | 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 19/06: 170.º dia do calendário gregoriano
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• A Lua apresenta-se esta noite com um Crescente já espesso a oeste, para a esquerda de Regulus.
• Através de um telescópio, é possível observar o terminador lunar a atravessar, de norte a sul, Lacus Somniorum, Mare Tranquillitatis e Mare Nectaris.
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• Na orla sul de Nectaris encontra-se a proeminente cratera inundada Fracastorius, que constitui sempre um ponto de referência quando o nosso satélite natural está perto desta fase.
• A sul de Fracastorius, sombras preenchem a cratera Piccolomini.
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Dia 20/06: 171.º dia do calendário gregoriano
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• Nesta última noite de primavera, olhe bem para baixo, na direção norte-noroeste, ao final do lusco-fusco, para tentar observar Capella, com o seu brilho invernal, a cintilar fora de época.
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• Quanto mais para norte o observador estiver, mais tempo Capella permanecerá visível.
• Em Portugal, Capella nunca é circumpolar, sendo-o já, por exemplo, às latitudes de Paris ou Londres.
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Dia 21/06: 172.º dia do calendário gregoriano
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• Feliz solstício! O verão começa pelas 09:25. É o dia mais longo do ano para o hemisfério norte - o Sol termina a sua viagem para norte e dá início ao seu regresso de seis meses para sul. O Sol atinge o ponto mais alto a que pode chegar no céu (se o observador estiver entre o Trópico de Câncer, cerca de 23,5º N, e o Círculo Ártico, cerca de 66,5º N), pelo que é quando a nossa sombra atinge o menor tamanho possível. Tal ocorre ao meio-dia solar aparente (por volta das 13:34 em Portugal). Se tiver acesso a um horizonte desimpedido a oeste-noroeste, marque cuidadosamente o ponto onde o Sol se põe. Daqui a alguns dias poderá detetar que o Sol começou novamente a pôr-se um pouco para sul (esquerda) desse ponto.
• Lua em Quarto Crescente, pelas 22:55. Depois do cair da noite, procure a estrela de primeira magnitude, Spica (Espiga), cerca de dois punhos à distância do braço esticado para a esquerda e um pouco para cima da Lua, e a estrela de segunda magnitude, Denebola, a estrela da cauda de Leão, quase à mesma distância mas para cima e para a direita do nosso satélite natural.
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• O terminador lunar já desvendou por completo Mare Tranquillitatis e Mare Serenitatis.
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Dia 22/06: 173.º dia do calendário gregoriano
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• Depois do anoitecer, olhe para este-sudeste e encontre a alaranjada Antares, a "Betelgeuse do Verão" (ambas são supergigantes "vermelhas" de primeira magnitude).
• À volta e para cima e para a direita de Antares estão as outras estrelas mais esbranquiçadas de Scorpius (Escorpião), formando o seu familiar e distinto padrão.
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• O resto de Escorpião está situado para baixo e para a esquerda de Antares. Quanto para mais para norte o observador estiver, mais baixo Escorpião estará.
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Astrónomos da NASA descobriram indícios de que dois remanescentes de supernova na constelação de Gémeos poderão ser "irmãos": estrelas massivas que formavam um sistema binário. Uma explodiu primeiro, projetando a companheira pelo espaço; milhares de anos depois, esta também explodiu. Os dados do Telescópio Espacial Fermi sugerem ser o primeiro exemplo conhecido de duas supernovas ligadas ao mesmo sistema estelar original.
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Cientistas liderados pela Universidade de Michigan descobriram que a estrela TOI-5882 apresenta uma concentração invulgarmente elevada de lítio. Esta assinatura química constitui uma forte evidência de que a estrela devorou recentemente um exoplaneta, estimando-se que a órbita de uma anã castanha vizinha tenha influenciado este evento cósmico.
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Webb apanha um exoplaneta a ser "assado" (via NASA)
O Telescópio James Webb registou variações extremas no exoplaneta HD 80606 b, um gigante gasoso com uma órbita altamente elíptica. Ao aproximar-se da sua estrela, a temperatura do planeta aumenta drasticamente para cerca de 600°C em poucas horas, permitindo aos cientistas estudar mudanças químicas e atmosféricas em tempo real.
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Ecos de radar de Europa revelam segredos abaixo do gelo (via NRAO)
Uma equipa de cientistas utilizou o Radar de Goldstone e o GBT (Green Bank Telescope) para realizar o estudo por radar mais abrangente até à data de Europa, o mundo oceânico que orbita Júpiter. Ao enviar repetidamente "sinais" para Europa com ondas de rádio de 3,5 centímetros entre 2011 e 2024, a equipa mediu a forma como a lua reflete os sinais de radar e confirmou que a sua superfície gelada dispersa a energia de rádio de uma forma invulgarmente forte e complexa, nunca observada em mundos rochosos.
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Seguindo um neutrino "fantasma" até à sua galáxia distante chamada "Shadow Blaster" (via NRAO)
Uma equipa de astrónomos identificou uma galáxia formadora de estrelas, notavelmente brilhante e sujeita ao efeito de lente gravitacional, como a provável fonte do evento de neutrinos altamente energéticos IC 210922A, detetado pelo Observatório de Neutrinos IceCube em 2021. A galáxia, apelidada de "Shadow Blaster", situa-se a cerca de 11 mil milhões de anos-luz de distância, fornecendo a evidência observacional mais concreta até à data de que as populações de galáxias distantes com formação estelar desempenham um papel significativo na produção de neutrinos cósmicos altamente energéticos.
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Tripla Onda de Choque de Foguetão a Atravessar em Frente ao Sol
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O que se passa com este foguetão que atravessa o Sol? O foguetão Falcon 9 da SpaceX, visível em cima à esquerda, foi lançado apenas cerca de um minuto antes desta imagem espantosa ter sido captada. Ao subir para órbita terrestre baixa a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, EUA, no final de maio, o foguetão atingiu velocidades supersónicas antes de atravessar o disco do distante Sol - da perspetiva do fotógrafo, que se encontrava numa posição privilegiada. A elevada velocidade da nave espacial provocou a formação de ondas de choque de ar comprimido nas superfícies frontais, sendo visíveis pelo menos três até mesmo para lá do disco solar, uma vez que refratam a luz solar. O rasto de escape provocou turbulência visível em baixo e à direita. Nada disto causou danos à missão robótica Starlink 10-53, que colocou 29 satélites de comunicações em baixa órbita terrestre, tal como previsto. E como se isso não fosse suficientemente espantoso - o Sol tinha manchas!
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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