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23/06 a
25/06/2026

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Astroboletim #2326

 

Lucy revela um asteroide em forma de amendoim que oscila como um pião instável

A sonda Lucy da NASA revelou que o asteroide Donaldjohanson tem a forma de um amendoim e gira de forma caótica, "abanando" em vez de girar em torno de um único eixo. Os dados sugerem que é um corpo formado pela fusão de dois objetos menores há cerca de 155 milhões de anos. A descoberta ajuda a compreender a evolução dos pequenos corpos do Sistema Solar.

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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 23/06: 174.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Ao cair da noite, procure Spica (Espiga), a cerca de 3º para cima e um pouco para a direita da Lua.

• Mais tarde, à medida que o céu "gira", Espiga brilha mais diretamente para a direita do nosso satélite natural.

 

Dia 24/06: 175.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Leão é, principalmente, uma constelação do final do inverno e da primavera. Mas ainda não desapareceu.

• À medida que o crepúsculo termina, olhe para oeste, para cima e para a esquerda do planeta Vénus, para encontrar Regulus (Régulo), a sua estrela mais brilhante e agora a mais baixa. Corresponde à pata dianteira da figura do Leão.

• A "foice" de Leão estende-se para cima e para a direita de Régulo. O resto da constelação de Leão estende-se por quase três punhos à distância do braço esticado para cima e para a esquerda da "foice", até Denebola, que corresponde à pata traseira do animal, agora a estrela mais alta da constelação. Leão sairá em breve de cena, rumo ao brilho do pôr-do-Sol.

 

Dia 25/06: 176.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Vénus e Júpiter brilham agora separados por 15º ao lusco-fusco a oeste, formando uma linha diagonal. Se estender essa linha praticamente a mesma distância para a esquerda e para cima, esta noite, a partir de Vénus, chegará à mais fraca estrela Regulus (Régulo), de magnitude 1,4.

• Quão cedo, ao anoitecer, consegue ver o aparecimento de Régulo?

 

O famoso "Planeta Rosa" esconde uma surpresa salgada

O Telescópio Webb analisou o famoso exoplaneta GJ 504 b, conhecido como "Planeta Rosa", e descobriu algo inesperado: nuvens de sal na sua atmosfera. Este mundo contém também vapor de água, metano, dióxido de carbono e amoníaco. A descoberta ajuda a explicar as observações do planeta e poderá melhorar os modelos atmosféricos de exoplanetas frios. Os astrónomos continuam sem saber ao certo se GJ 504 b é um planeta gigante ou uma anã castanha.

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Não há duas sem três: descoberta outra galáxia sem matéria escura

Astrónomos da Universidade de Yale descobriram uma terceira galáxia praticamente sem matéria escura, chamada NGC 1052-DF9. Mais surpreendente ainda, ela está alinhada com outras duas galáxias semelhantes (DF2 e DF4), formando uma fila cósmica inédita. A descoberta sugere que estas galáxias nasceram num violento choque entre galáxias, que separou a matéria normal da matéria escura, fornecendo novas pistas sobre a sua verdadeira natureza.

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📰 Também em destaque

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Webb descobre pistas acerca da origem antiga do Cometa 3I/ATLAS (via ESA)
O telescópio Espacial James Webb encontrou fortes indícios de que o cometa interestelar 3I/ATLAS se formou há mais de 10 mil milhões de anos, nos primórdios da Via Láctea. A sua composição isotópica e química, muito diferente da dos cometas do Sistema Solar, sugere uma origem num ambiente extremamente frio e antigo. O objeto poderá ser um raro fragmento preservado de um dos primeiros sistemas planetários da nossa Galáxia.

 
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Em todo o Universo, a atividade estelar jovem impulsiona a evolução galáctica (via Universidade do Estado do Ohio)
Num novo estudo, os astrónomos revelaram novos detalhes sobre a forma como as estrelas jovens moldam o ambiente galáctico que as rodeia. Os investigadores analisaram cerca de 18.000 regiões de formação estelar em galáxias espirais próximas, utilizando dados de instrumentos potentes como o Telescópio Espacial James Webb, o Telescópio Espacial Hubble e o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), cujas observações foram realizadas no âmbito do levantamento PHANGS - uma colaboração que visa compreender melhor a evolução galáctica.

 
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Novas imagens de enxame galáctico anormalmente bem desenvolvido abrem fronteira do "amanhecer cósmico" (via ipac)
Um enxame de galáxias incrivelmente concentrado e massivo, que remonta a uma época na história do Universo em que não se esperava que estruturas tão grandes já estivessem totalmente formadas, está a desafiar as teorias da evolução cósmica. Através de uma série de três artigos científicos recentes, uma equipa liderada por investigadores do IPAC revelou que este enxame é o exemplo mais distante de lente gravitacional forte.

 

Álbum de fotografias

M27: A Nebulosa do Haltere

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Francesco Antonucci

Será este o destino do nosso Sol? Muito possivelmente. A primeira pista do futuro do nosso Sol foi descoberta inadvertidamente em 1764. Naquela época, Charles Messier estava a compilar uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com cometas. O 27.º objeto da lista de Messier, agora conhecido como M27 ou Nebulosa do Haltere, é uma nebulosa planetária, uma das nebulosas planetárias mais brilhantes do céu e pode ser vista na direção da constelação de Raposa com binóculos. A sua luz demora cerca de 1000 anos-luz a chegar até nós, apresentada aqui em cores emitidas pelo hidrogénio (a vermelho) e pelo oxigénio (a azul). Sabemos agora que, daqui a cerca de 6 mil milhões de anos, o nosso Sol irá expelir os seus gases exteriores, formando uma nebulosa planetária semelhante a M27, enquanto o seu núcleo remanescente se tornará uma anã branca quente que emite raios X. A compreensão da física e da importância de M27 estava muito além da ciência do século XVIII. Até hoje, muitos aspetos das nebulosas planetárias permanecem misteriosos, incluindo o modo como as suas formas complexas são criadas.

 
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