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04/08 a
06/08/2026

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Astroboletim #2338

 

O asteroide (44) Nisa pode ser o primeiro corpo celeste conhecido com três lóbulos

Astrónomos descobriram que o asteroide (44) Nisa poderá ser o primeiro corpo conhecido com três lóbulos unidos, em vez dos habituais dois. As observações revelaram também uma pequena lua até agora desconhecida. Esta configuração invulgar oferece novas pistas sobre a formação e evolução dos asteroides do Sistema Solar.

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Uma iniciativa nacional que traz a Ciência ao público desde 1996.

A Rede de Centros Ciência Viva convida todas as mentes curiosas a sair fora de portas e a passar parte das suas férias de verão rodeadas de Ciência e de Natureza.

Todos os anos são dinamizadas atividades guiadas por investigadores e especialistas de instituições e associações científicas, museus, autarquias e empresas, num ambiente informal e descontraído.

Ciência Viva no Verão 2026 - plataforma e inscrições

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 04/08: 216.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Vire-se para sudeste depois do cair da noite. Olhe para pouco mais de metade da distância entre o horizonte e o zénite, e aí estará a estrela Altair, a mais brilhante naquela área. A um dedo à distância do braço esticado, para cima, está a sua pequena companheira Tarazed (Gamma Aquilae), duas magnitudes mais ténue.

• Aponte uns binóculos para estas duas estrelas e continue na direção Altair->Tarazed (para cima e para a esquerda cerca de um punho à distância do braço esticado) até encontrar um grupo de estrelas conhecido como o "Cabide" (ou Collinder 399).

• Este asterismo tem esta alcunha porque se parece mesmo com um cabide, mas quase de cabeça para baixo. É constituído por 10 estrelas, seis das quais aparecem em linha reta e as restantes 4 parecem formar um "gancho".

• As estrelas não estão ligadas gravitacionalmente umas às outras, pelo que não é considerado um enxame estelar.

 

Dia 05/08: 217.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Continuando em Águia - uma das estrelas variáveis Cefeidas mais brilhantes do céu é Eta Aquilae, bem visível nestas noites.

• Fica 8º para baixo e para a direita de Altair e oscila entre as magnitudes 4,3 e 3,4 a cada 7,18 dias. Isso corresponde a pouco mais do dobro do brilho, seguido de uma redução para metade do brilho.

• Tal como acontece com outras Cefeidas clássicas, o aumento até ao máximo é mais rápido do que o seu declínio até ao mínimo. O seu período é tão próximo de uma semana que irá verificar que se repete nos mesmos dias da semana durante um ou dois meses seguidos.

• Avalie o seu brilho comparando-a com Theta Aquilae (magnitude 3,2), Delta Aquilae (magnitude 3,4), Beta Aquilae (magnitude 3,7) e Iota Aquilae (magnitude 4,4).

 

Dia 06/08: 218.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Lua em Quarto Minguante, pelas 03:21.

• Vénus, a "Estrela da Tarde", continua a brilhar baixo a oeste depois do pôr-do-Sol. Spica (Espiga), de primeira magnitude, mas com menos de 1% do brilho de Vénus, está a aproximar-se do planeta, da perspetiva do céu da Terra.

• Hoje ainda estão a 24º de distância (cerca de dois punhos à distância do braço esticado). Observe Espiga a aproximar-se lentamente de Vénus até à sua conjunção de 1 de setembro, ainda mais baixo após o pôr-do-Sol, altura em que os dois objetos estarão separados por 1,4º.

 

A voracidade de um buraco negro termina numa indigestão cósmica

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Os buracos negros são frequentemente retratados como glutões cósmicos que engolem tudo o que se aproxima demasiado. Mas novas observações de um surto dramático de um buraco negro sugerem que a realidade é muito mais complexa.

 

As luas interiores de Neptuno podem ser restos fragmentados de antigos mundos gelados

Um novo estudo sugere que as pequenas luas interiores de Neptuno são os fragmentos de antigos mundos gelados destruídos por colisões violentas. Simulações mostram que estes satélites poderão ter sido formados a partir dos destroços de luas maiores, remodelando a compreensão da história dinâmica do sistema de Neptuno e da evolução dos satélites dos planetas gigantes.

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📰 Também em destaque

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Atmosfera de Plutão: enevoada, com sinais de rarefação (via PSI)
Plutão está numa marcha gelada afastando-se do Sol. No ano de 2114, irá começar a aproximar-se, mas até lá, a sua órbita elíptica levá-lo-á a regiões mais frias e escuras do Sistema Solar exterior. Esta é a primeira vez que Plutão entra nos confins do Sistema Solar desde a sua descoberta em 1920 e, ao longo desta viagem, a sua atmosfera poderá congelar-se lentamente. Os detalhes das alterações atmosféricas durante esta viagem foram observados por uma equipa de investigadores e é possível que tenham até detetado os primeiros sinais do colapso atmosférico de Plutão.

 

Álbum de fotografias

NGC 4372 e a "Doodad" Escura

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Alessandro Cipolat Bares

A Nebulosa Escura "Doodad" flutua pelos céus do hemisfério sul, constituindo um alvo aliciante para observação com binóculos na direção da pequena constelação da Mosca. Trata-se de uma nuvem interestelar poeirenta, visível contra ricos campos estelares logo a sul da Nebulosa do Saco de Carvão e do Cruzeiro do Sul. Estendendo-se por cerca de 3 graus neste campo de visão telescópico, a "Doodad" Escura é pontuada perto da sua extremidade sul (canto superior direito) pelo amarelado enxame globular NGC 4372. Claro, NGC 4372 vagueia pelo halo da nossa Galáxia, a Via Láctea, um objeto de fundo a cerca de 20.000 anos-luz de distância e que apenas por acaso se encontra na nossa linha de visão em direção à "Doodad" Escura. A cerca de 700 anos-luz de distância e com mais de 30 anos-luz de comprimento, a silhueta bem definida da "Doodad" Escura pertence à nuvem molecular de Mosca, onde é possível que se formem estrelas. A alcunha deliciosamente aliterativa da poeirenta "Doodad" Escura foi dada pela primeira vez pelo astrofotógrafo e escritor Dennis di Cicco em 1986, enquanto observava o cometa Halley a partir do interior da Austrália.

 
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?

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