O exoplaneta GJ 3090 b, um sub-Neptuno com cerca de 4,5 massas terrestres, apresenta uma órbita fortemente desalinhada e retrógrada, movendo-se no sentido oposto à rotação da sua estrela. Observações com o espectrógrafo NIRPS mediram uma inclinação de cerca de 136°. Não foi encontrado nenhum companheiro massivo que explique esta configuração, podendo a causa estar na formação do sistema.
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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 25/09: 268.º dia do calendário gregoriano
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• Fique atento(a), telescopicamente, a Saturno durante as próximas duas semanas, à medida que o planeta se aproxima e passa a sua oposição de dia 4 de outubro.
• Em particular, observe atentamente o brilho dos anéis de Saturno em comparação com o planeta. Neste momento, os anéis provavelmente parecerão normais. Mas, à medida que Saturno se aproxima da oposição, veja se ficam um pouco mais brilhantes! O aumento de brilho é subtil, mas definitivamente real, se se familiarizar primeiro com o seu aspeto normal.
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• O que está a observar é o efeito Seeliger, causado pelas partículas sólidas dos anéis que refletem a luz solar na nossa direção quando o Sol está quase diretamente atrás de nós.
• As superfícies empoeiradas da Lua, de Marte e dos asteroides produzem um efeito semelhante, mas as nuvens de Saturno não. No caso de Saturno, o efeito deve o seu nome a Hugo von Seeliger, que o estudou em pormenor e publicou as suas descobertas em 1887.
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Dia 26/09: 269.º dia do calendário gregoriano
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• Lua Cheia, pelas 17:49.
• A Lua nasce a este muito perto do momento do pôr-do-Sol. À medida que o crepúsculo se intensifica, procure Saturno cerca de 8º para baixo e um pouco para a esquerda, conforme ilustrado.
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• Saturno permanece abaixo da Lua à medida que ambos sobem no céu ao longo da noite. Durante as primeiras horas de dia 27, Saturno estará à esquerda da Lua.
• O facto de Saturno aparecer perto da Lua Cheia significa que o planeta também está próximo da oposição. Estará exatamente em oposição dia 4 de outubro.
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Dia 27/09: 270.º dia do calendário gregoriano
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• Repita a observação de ontem. Agora Saturno brilha cerca de um punho à distância do braço esticado para a direita da Lua ao anoitecer.
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• O planeta estará para baixo e para a direita do nosso satélite natural depois da meia-noite.
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Dia 28/09: 271.º dia do calendário gregoriano
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• Altair é aquela estrela brilhante alta quase a sul à hora de jantar. Logo para cima encontra-se a estrela Tarazed.
• Se seguir quase na direção Altair -> Tarazed cerca de um punho à distância do braço esticado (aproximadamente 10º), consegue chegar ao asterismo do "Cabide". Repare que para a esquerda do "Cabide" está também um asterismo com cerca de 3,8º que parece perfazer a letra maiúscula M.
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• Um pouco para baixo da estrela do meio do "M" podemos encontrar a nebulosa planetária M27, também conhecida como a Nebulosa do Haltere, que se situa a aproximadamente 1200 anos-luz de distância.
• Com uma magnitude de 7,5, tem subtil brilho acinzentado e quase 0,1º de tamanho. É possível ser observada com binóculos sob um bom céu escuro e rural. Através de telescópios de 4 a 8 polegadas é possível ver a sua forma de ampulheta (a imagem acima mostra uma fotografia de longa exposição).
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Novas análises de amostras do asteroide Bennu revelam que o seu corpo progenitor se formou há cerca de 4,5 mil milhões de anos, junto à linha de gelo. Nessa região, materiais das zonas interna e externa do Sistema Solar misturaram-se, enquanto o gelo ajudou a agregar a poeira que deu origem a Bennu.
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A distribuição sazonal de água, gelo e ar faz oscilar o centro de massa da Terra em relação ao seu centro geométrico. Cientistas da NASA desenvolveram uma nova técnica, baseada no rastreio extremamente preciso de satélites, que estima este movimento com maior precisão e conclui que a oscilação anual é cerca de metade do anteriormente calculado.
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Revelados sistemas hídricos complexos no Marte primitivo (via NASA)
Quando o rover Perseverance da NASA chegou à margem interior da cratera Jezero, em Marte, em setembro de 2023, os cientistas da missão ficaram surpreendidos com o que encontraram. Denominada "Margin Unit", esta área geológica estende-se ao longo da margem de um antigo lago marciano, pelo que esperavam encontrar rochas sedimentares, que se teriam formado a partir de camadas de areia acumuladas umas sobre as outras ao longo de milénios. Compostas por argila e lodo, as rochas sedimentares na Terra são excelentes para preservar vestígios de vida microbiana do passado. Os cientistas ficaram especialmente intrigados com os fortes sinais de minerais carbonáticos detetados pelos orbitadores marcianos. Na Terra, os carbonatos formam-se frequentemente em ambientes oceânicos e lacustres pouco profundos, capazes suportar vida.
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Uma Nova Cratera Lunar: McGetchin
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Costuma ser um evento único nas nossas vidas! Surgiu, na Lua, uma nova cratera! Um cometa ou asteroide com um tamanho semelhante ao de uma baleia-de-bossa (aproximadamente 10-20 metros) colidiu com a Lua algures entre abril e maio de 2024. A LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), no âmbito da sua monitorização mensal da Lua, captou estas imagens da superfície lunar antes e depois do evento. A cratera resultante, batizada em homenagem ao cientista lunar da era Apollo, Thomas R. McGetchin, tem uma largura equivalente a dois campos de futebol. Crateras deste tamanho só são esperadas uma vez a cada 132 anos! Imagens térmicas de acompanhamento revelaram uma grande mancha fria que rodeia a cratera quente. Os impactos na superfície levantam os sedimentos lunares soltos, ou regolito, tornando-os menos densos e mais difíceis de reter calor. Este evento afetou uma área muito maior do que a cratera visível, o que irá contribuir para a compreensão da humanidade acerca dos impactos na superfície e da evolução da superfície da Lua. Também nos lembra a todos que devemos estar gratos pela atmosfera da Terra.
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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