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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 423
De 14/06 a 17/06/2008
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  PLUTÃO É AGORA UM "PLUTÓIDE"
   
Os planetas e planetas anões do Sistema Solar; embora os tamanhos estejam à escala, as distâncias relativas ao Sol não estão.
Crédito: NASA / BBC

A longa crise de identidade de Plutão acaba de se tornar mais complexa.

A União Astronómica Internacional decidiu dar a classificação "plutóide" a Plutão e a todos os outros objectos que há coisa de dois anos tinham sido redefinidos como "planetas anões."

Os astrónomos afirmam ser improvável que a decisão-surpresa alimente controvérsia e confusão.

Evitando as preocupações de muitos astrónomos por esse mundo fora, a decisão da UAI, tomada numa reunião do seu Comité Executivo em Oslo, vem quase dois anos depois de a Plutão ter sido retirado o estatuto de planeta, substituindo-o pelo termo "planeta anão", para Plutão e para todos os outros pequenos objectos redondos que normalmente viajam em órbitas altamente elípticas em torno do Sol nas partes longínquas do Sistema Solar.

"A maioria das pessoas na Astronomia e na comunidade de ciência planetária não fazia ideia do resultado," disse Hal Weaver do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins. Weaver chamou o processo que produziu a nova definição de "algo ultrapassado, fora de moda, arcaico."

"Nesta época de transparência e comunicação em massa, parece um pouco estranho que tal declaração importante surgisse com o conhecimento de tão poucas pessoas, e, aparentemente, sem nenhuma tentativa séria de a examinar em conjunto com mais pessoas da comunidade," disse Weaver.

Está planeada uma reunião em Agosto no Laboratório de Física Aplicada, com o objectivo de debater este tópico da definição de planetas. Entretanto, outros astrónomos dizem que a nova definição precisa de uma melhor clarificação ou então possivelmente nem será usada.

"Parece-me um termo pouco atractivo e desnecessário," disse David Morisson, astrónomo do Centro de Pesquisa Ames da NASA que, em 2006, afirmou que as decisões da UAI sobre Plutão tinham criado grandes divisões na comunidade astronómica.

A nova definição

De acordo com um comunicado de imprensa, o nome plutóide foi proposto pelos membros do Comité da UAI para a Nomenclatura de Pequenos Corpos, aceite pelo Conselho da Divisão III e pelo Grupo de Trabalho da UAI para a Nomenclatura de Sistemas Planetários, e aprovado pelo Comité Executivo da UAI na sua reunião mais recente que teve lugar em Oslo.

Aqui está a nova definição oficial:

"Plutóides são corpos celestes em órbita do Sol a uma distância maior que a de Neptuno, que têm massa suficiente para a sua gravidade subjugar as forças rígidas do corpo e assumir uma forma de equilíbrio hidrostático (quase-esférica), e que não limparam a sua vizinhança em torno da sua órbita."

Resumidamente: pequenos corpos redondos para lá de Neptuno que orbitam o Sol e que têm muitos vizinhos rochosos.

Os dois plutóides que se conhecem e que têm nome próprio são Plutão e Éris, afirma a UAI. A organização acredita que sejam descobertos mais plutóides.

"Em vez de uma certa resistência ao termo 'plutóide', penso que vamos ouvir é mais murmúrios," disse Stephen J. Kortenkamp, cientista sénior do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, EUA.

A controvérsia continua

Um líder da UAI reconhece que isto só vai é alimentar a controvérsia gerada há dois anos.

A UAI tem sido, desde o início do século passado, responsável pelos nomes dos corpos planetários e dos seus satélites. A sua decisão em 2006 de retirar o estatuto de planeta a Plutão foi altamente controversa, na qual alguns astrónomos disseram simplesmente que não a aceitariam e até questionaram a validade da UAI como entidade directiva.

"A UAI é uma organização democrática, e por isso aberta a comentários e critícas de qualquer género," disse o Secretário Geral da UAI, Karel A. van der Hucht. "Dada a história deste tema, provavelmente nunca iremos alcançar um consenso."

Van der Hucht disse que a nova designação não é outra demoção para o uma vez planeta favorito das crianças: "Plutão é agora o protótipo de uma categoria bastante interessante de corpos do Sistema Solar exterior."


Plutão em comparação com Eris, (136472) 2005 Fy9, (136108) 2003 EL61, Sedna, Orcus, Quaoar e Varuna, comparados com a Terra. Impressão de artista; não existem fotografias detalhadas.
Crédito: Wikipedia
(clique na imagem para ver versão maior)

O presidente da Divisão III da UAI, Edward L. G. Bowell do Observatório Lowell, disse que a decisão deriva de assuntos inacabados, nascidos a partir da nova definição de planeta em 2006. Bowell disse que não há nenhuma maneira aceite de definir o termo "planeta anão", por isso os "agentes da UAI pensaram que seria uma boa ideia adoptar critérios alternativos que iriam pelo menos permitir com que esses grandes corpos fossem denominados, embora permanecessem planetas anões."

Ainda está por determinar se os astrónomos irão ou não usar o novo termo.

"Acho que ninguém vai usar muito este termo, embora possa estar enganado," disse o astrónomo do Caltech, Mike Brown, que liderou a descoberta de vários objectos no Sistema Solar exterior, incluindo Éris. "Mas acho que não é por ser controverso, apenas não particularmente necessário."

Brown não sabia da nova definição até ao anúncio pela UAI.

"Na altura em que o termo 'pluton' foi posto de lado, disseram que iriam inventar outro," disse Brown. "Finalmente fizeram-no."

No entanto, nem todas as reacções foram negativas.

"Parece-me uma decisão razoável, e dado toda a excitação gerada em torno da New Horizons [uma sonda da NASA com destino Plutão], é do interesse de toda a gente favorecer os maiores objectos da Cintura de Kuiper com a sua própria designação," disse Gregory Laughlin, investigador de planetas extrasolares da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA.

"A única mosca no unguento que posso imaginar é se um plutóide maior que, digamos, Marte é detectado," salienta Laughlin. "Nesse caso, penso que veríamos um grande aumento do debate sobre o-que-é-um-planeta."

Mais controvérsia a caminho

De acordo com UAI, o planeta anão Ceres (que costumava ser asteróide, e antes disso era planeta!) não é um plutóide pois encontra-se na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter. O conhecimento científico actual empresta crédito à crença que Ceres é o único objecto do seu género, diz a UAI. Por isso, uma categoria separada de planetas anões tipo-Ceres não será por enquanto proposta.

Weaver, investigador do Johns Hopkins, ajudou a organizar um encontro, planeado para os dias 14-16 de Agosto no Laboratório de Física Aplicada da Universidade, com o propósito de reunir astrónomos com vários pontos de vista e discutir esta controvérsia.

"Não estamos a tentar derrubar a UAI, apenas não queremos levar as pessoas a pensar que existe só um punhado de pessoas que decidem o percurso da Ciência," disse Weaver. A reunião está desenhada para "discutir esta questão em termos de uma conferência científica." Ele afirma que não haverão votações. Ao invés, é uma altura para "descontrair e reflectir sobre tudo o que aprendemos nas últimas duas décadas."

O termo plutóide junta-se agora a várias outras palavras estranhas -- plutinos, centauros, cubewanos e KBO -- que os astrónomos inventaram ultimamente para definir objectos no Sistema Solar exterior, cujo aspecto parece ser mais complexo a cada ano que passa.

Kortenkamp pergunta-se se "plutóide" não será apenas mais um termo confuso do léxico cósmico.

"Então Plutão é um objecto da Cintura de Kuiper, um plutino (o nome não oficial mas universalmente aceite para objectos na ressonância 2:3 com Neptuno), um planeta anão, e é agora também um plutóide?" salienta. "Se a UAI está a tentar esclarecer as coisas, penso que precisa tentar novamente. Esta é só mais outra camada de confusão que irá alimentar o campo "plutão é um planeta" na reunião [no Johns Hopkins]."

Kortenkamp também pensa que a nova definição deixe Ceres a pairar no ar: "E se esta classificação "-óide" não se aplica a Ceres? pergunta. "Então isso quer dizer que vamos continuar a chamar Ceres de ASTERóide?"

Quando inquirido se Ceres permanece um planeta anão e não um asteróide, Bowell, da UAI, respondeou: "Penso que sim!"

Links:

Notícias relacionadas:
Universe Today
PHYSORG.com
New Scientist
The Planetary Society
Science Daily
SPACE.com
Nature
Washington Post
New York Times
The Register
BBC News
MSNBC
Reuters
Portugal Diário
Ciberia

Redefinição de planeta:
Wikipedia

Plutão:
SEDS
Wikipedia

Plutóide:
Wikipedia

 
  SOL PARECE CALMO DEMAIS
   


A imagem mais recente do Sol, capturada pela sonda SOHO.
Crédito: SOHO; ESA/NASA

A superfície do Sol tem estado relativamente despida nos últimos dois anos, e isso preocupa vários cientistas que afirmam possa ter entrado noutro Mínimo Maunder, uma abstinência de manchas solares que durou 50 anos e que alguns ligaram à Pequena Idade do Gelo do século XVII.

Pode uma nova "seca" de manchas solares mergulhar-nos num feitiço frio durante décadas?

Não é muito provável, diz David Hathaway, físico solar do Centro Aerospacial Marshall da NASA em Huntsville, Alaska, EUA.

A questão foi levantada após uma conferência internacional que teve lugar a semana passada na Universidade Estatal de Montana, onde os cientistas discutiram a escassez de actividade solar no último par de anos.

"Continua a estar morto," diz Saku Tsuneta do Observatório Nacional Astronómico do Japão e gestor do programa da missão solar Hinode. "É uma pequena preocupação, uma preocupação muito pequena," porque o período de inactividade parece durar mais tempo que o normal. Alguns cientistas pensam que tais períodos de inactividade, tal como o Mínimo Maunder, são responsáveis por épocas frias no passado, tais como a Pequena Idade do Gelo.

A energia do Sol conduz todo o clima e meteorologia na Terra. E Hathaway concorda que existem boas indicações que as flutuações no rendimento solar relacionadas com os ciclos das manchas solares influenciam o clima da Terra. E o Mínimo Maunder não é a única prova - os cientistas ligaram dois mínimos solares mais pequenos (períodos de tempo com muito poucas manchas solares) no princípio do século XIX a climas frios, bem como a períodos anteriores ao Mínimo Maunder deduzidos de registos anulares de árvores, afirma.

Mas o Sol não é a única coisa que influencia o nosso clima: erupções vulcânicas, fenómenos a larga-escala como o El Niño, e, mais recentemente, a acumulação de gases de estufa na atmosfera também afectam o clima global.

Antes da revolução industrial, o Sol provavelmente correspondia a entre 10 e 30 percento da variabilidade climática, disse Hathaway, mas agora que os gases do efeito de estufa começaram a acumular-se, "a contribuição do Sol está a ficar cada vez mais pequena," acrescenta.

Os ciclos solares são os declínios e fluxos da actividade magnética do Sol ao longo de um período de aproximadamente 11 anos, que afecta a formação de características solares como as proeminências e as manchas solares. Estas últimas são áreas mais frias e ténues da superfície do Sol.

O último ciclo solar, que atingiu o seu máximo em 2001, foi particularmente intenso, com um aumento de tempestades solares entre 2000 e 2002. Tal intensa actividade no pico do ciclo solar tende a levar a uma menor actividade no fim do ciclo.


Manchas solares capturadas pela sonda SOHO a 30 de Março de 2001. Foram a fonte de numerosas proeminências e ejecções de massa coronal, incluindo uma das maiores em mais de 25 anos, registada a 2 de Abril de 2001.
Crédito: SOHO; ESA/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

Sinais do actual e novo ciclo solar (que na realidade se sobrepõe ao último ciclo) começaram a aparecer em Novembro de 2006, e as suas primeiras manchas foram observadas em Janeiro deste ano, e outra vez em Abril, disse Hathaway. Este facto só por si já exclui um novo Mínimo Maunder, afirma Hathaway, dado que este ciclo solar já começou a produzir manchas, mesmo que em poucos números.

Este ciclo apenas "começou lentamente," afirma Hathaway.

Os últimos três ciclos solares foram também o que Hathaway chama de "grandes ciclos," que significa que tiveram mais que o número médio de manchas solares (a média situa-se entre as 110 e 120 manchas solares num dado dia durante o máximo do ciclo). Não é invulgar que tal enchente de ciclos prolíficos seja seguida por ciclos solares mais "mudos" (tal como o ciclo que antecedeu os últimos três grandes ciclos).

Hathaway diz que os físicos solares estão dividos no que respeita às suas previsões do novo ciclo solar - uns dizem que irá ser pequeno, outros dizem que será outro ciclo forte. As previsões variam entre um máximo de 75 e 150 manchas durante o pico. "Existem na realidade dois campos," disse Hathaway. Qualquer que seja o número, este "não será zero," acrescenta.

O porquê do Sol ser tão inconstante na sua produção de manchas solares é ainda incerto. "Ainda não compreendemos totalmente como é que o Sol faz isto," nota Hathaway.

Os cientistas, mesmo assim, sabem que dois processos no Sol influenciam a actividade das manchas solares. O primeiro é a força da região que situa na base da zona de convecção do Sol, a cerca de 30% do interior do Sol.

Esta zona pode esticar os campos magnéticos do Sol, que depois afectam a força do ciclo solar, e por isso o número de manchas solares. O segundo processo, chamado de circulação meridional, descreve o fluxo de material estelar a partir do equador para os pólos e novamente para o equador, que pode também influenciar a força do ciclo.

Mais para o fim do último ciclo solar, por exemplo, "o fluxo pareceu diminuir bastante," enfraquecendo o ciclo e reduzindo o número de manchas, afirma Hathaway. "Foi o fluxo mais lento que já observámos," acrescenta.

Por isso, com base em quase 400 anos de registos de manchas solares que os cientistas têm, este começo lento não é invulgar. "Está apenas a levar o seu tempo," disse Hathaway.

(A sua previsão pessoal é que a actividade solar começará a acelerar nos próximos meses. "Continuo a observar todos os dias," diz.)

Embora exista um debate sobre como e se o Mínimo Maunder provocou na realidade a Pequena Idade do Gelo, os cientistas propuseram algumas hipóteses de como a poderá ter desencadeado.

Uma ideia deriva do facto do Sol emitir muito mais radiação ultravioleta quando está coberto por manchas solares, o que pode afectar a química da atmosfera da Terra. A outra é que quando o Sol está activo, produz campos magnéticos entrelaçados que bloqueiam os raios cósmicos. Alguns cientistas propuseram que a falta de manchas solares significa que estes raios cósmicos estão a bombardear a Terra e a criar nuvens, que podem arrefer a superfície da Terra.

Mas estas ideias não foram ainda provadas, e de qualquer modo, a contribuição do Sol é pequena quando comparada com os vulcões, com o El Niño e o efeito de estufa, salienta Hathaway.

Mesmo que houvesse outro Mínimo Maunder, sofreríamos os efeitos dos gases de estufa e o clima da Terra permaneceria quente. "Não os sobrepõe de modo nenhum," diz Hathaway.

Links:

Notícias relacionadas:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (09/01/08)
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (23/12/06)
Universidade de Montana
Universe Today
SPACE.com
FOX News
UPI.com

Sol:
Wikipedia
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve

Pequena Idade do Gelo:
Wikipedia

 
ESPAÇO ABERTO 2008

Observação astronómica, dia 28 de Junho de 2008, na açoteia do CCVAlg, entre as 21:30 e as 23:30. Acesso pelo portão do jardim. Entrada gratuita.
Observação dependente das condições atmosféricas
.
 
 
 
 
EFEMÉRIDES:

Dia 14/06: 166.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967 era lançada a Mariner 5 (EUA): missão de voo rasante por Vénus (3,900 km a 19 de Outubro de 1967).

Observações: A estrela Arcturo brilha na sua posição mais alta no final do anoitecer. A estrela alta e brilhante a Este-Nordeste é Vega, uma homóloga de Arcturo; ambas têm magnitude 0. Estas são as duas estrelas mais brilhantes do Verão - que começa oficialmente daqui a 6 dias.

Dia 15/06: 167.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2000, cientistas descobrem açúcar no espaço.

A descoberta da molécula de açúcar, glicoaldeído, numa nuvem gigante de gás e poeira perto do centro da nossa Via Láctea, foi feita por cientistas usando o telescópio de 12 metros de Kitt Peak, no Arizona.
Observações: Dentro de pouco tempo, Marte e Saturno deixarão os nossos céus após o anoitecer, dando lugar a Júpiter e às constelações de Verão. Aproveite enquanto estão visíveis para os observar telescopicamente.

Dia 16/06: 168.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1963, Valentina Tereshkova torna-se na primeira mulher a ir ao espaço, a bordo da nave soviética Vostok 6.

O seu voo solitário é ainda único. Vinte anos mais tarde, no dia 18, Sally Ride torna-se na primeira americana em órbita, a bordo do Space Shuttle.
Em 1999, maior aproximação do asteróide 1685 Toro pela Terra (0.757 UA).
Observações: Já alguma vez observou a Galáxia do Sombrero, ou M104? Com uma magnitude aparente de 9,5, é uma galáxia bastante difícil de observar com o seu telescópio, necessitando de uma abertura de 8 polegadas para ver o seu bojo, e um telescópio com 10 ou 12" para ver as suas correntes de poeira escura.

Dia 17/06: 169.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1909, A. Kopff descobria o asteróide Hagar (682).
Observações: Por volta da 1 da manhã da noite de 16 para 17, olhe para a constelação de Escorpião. Aí estará a Lua (quase cheia). Para a sua esquerda encontra-se Antares, a mais brilhante estrela de Escorpião. Aponte os seus binóculos ou o seu telescópio para o espaço entre estes dois objectos. Aí encontrará M4, um bonito enxame globular com magnitude 7,5 a 7200 anos-luz, o que o torna o enxame globular mais próximo da Terra.

 
 
CURIOSIDADES:

A sonda solar Ulisses irá terminar as suas operações por volta de 1 de Julho. Há algum tempo que sofre de um declínio de energia nuclear, embora tenham sido implementadas várias medidas de conservação. Sem a energia necessária, o seu combustível irá dentro em breve congelar.
A missão da sonda foi um sucesso, tendo sido prolongada quase quatro vezes desde o seu lançamento em 1990. Estudou o Sol, em particular os seus pólos e a heliosfera, a região em volta do Sol esculpida pelo vento solar.
 
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS:

Foto

Até que enfim, o GLAST
Crédito: Jerry Cannon, Robert Murray, NASA

Subindo por uma crescente nuvem de fumo, este foguetão Delta II partiu da plataforma de lançamento 17-B da Força Aérea em Cabo Canaveral na passada Quarta-feira. Bem aconchegado na secção de carga estava o GLAST (Gamma-ray Large Area Space Telescope), agora em órbita do planeta Terra. A tecnologia de detecção do GLAST foi desenvolvida para uso em aceleradores de partículas terrestres. Mas em órbita, o GLAST pode estudar os raios-gama oriundos de ambientes extremos na nossa Via Láctea, bem como buracos negros supermassivos no centro de distantes galáxias activas, e as fontes de poderosas explosões de raios-gama. Esses aceleradores cósmicos alcançam energias não atingíveis em laboratórios na Terra. O GLAST também tem a capacidade de procurar assinaturas de novos processos físicos no relativamente inexplorado regime dos raios-gama altamente energéticos.
Ver imagem em alta-resolução

 
 
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