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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 550
De 17/05 a 18/05/2009
 
 
 

Dia 17/06: 168.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1909, A. Kopff descobria o asteróide Hagar (682).
Observações: Já observou Porrima este ano? Há mais de um século que Porrima, ou Gamma Virginis, é uma famosa estrela dupla observável em telescópios pequenos. Mas nos últimos anos os seus componentes estiveram tão perto uns dos outros que as estrelas apareceram como uma única, pela primeira vez desde a década de 1830. Agora estão novamente a afastar-se: de 1.0 arco-segundo agora até 1.3". Já as consegue resolver? Precisará de um bom telescópio com uma abertura entre 4 e 6 polegadas, e uma excelente noite. Continue a observá-la durante o resto da sua vida; Porrima irá alargar-se durante os próximos 80 anos.

Dia 18/06: 169.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1178, 5 monges de Canterbury assistem à formação daquilo que provavelmente é a cratera Giordano Bruno. Acredita-se que as actuais oscilações da distância da Lua sejam resultado desta colisão.

Em 1983, Sally Ride tornava-se a primeira astronauta dos Estados Unidos no espaço.
Observações: Esta noite, pode tentar observar as galáxias de Cães de Caça, por trás da pega da Ursa Maior.

 
 
 
Um rapaz de 14 anos foi atingido a semana passada por um meteorito escaldante do tamanho de uma ervilha enquanto ia para a escola. O pequeno meteorito atingiu-lhe a mão, provocando um corte de sete centímetros, antes de fazer uma cratera no chão com 30 centímetros.
 
 
AIA 2009
 
 
  DEBATE CONTINUA ACERCA DE ÁGUA NA LUA  
 

Têm havido intensos debates ao longo dos anos acerca da existência de água gelada na Lua. Em breve, duas sondas da NASA vão ajudar a responder a esta questão ao observar a escuridão permanente das crateras no pólo Sul da Lua.

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA vai começar uma série de missões robóticas com o objectivo de explorar a Lua antes de um regresso humano.
Crédito: NASA/GSFC
 

As duas novas sondas, a Lunar Reconnaissance Orbiter e a LCROSS, têm lançamento previsto para esta semana, a primeira missão lunar da NASA em mais de uma década. Qualquer gelo que descubram pode não ser só usado para matar a sede de um astronauta, mas também para fornecer combustível aos foguetões em aventuras para lá da Lua.

Todas as rochas lunares recolhidas até agora sugerem que a sua superfície é seca, e que qualquer água presa em cometas que aí colidiram é logo evaporada pelo Sol, à excepção de umas poucas moléculas de água apanhadas em pequenas pérolas de vidro vulcânico.

Mesmo assim, existem crateras profundas nos pólos da Lua que não recebem luz solar há já 2 mil milhões de anos ou mais, e no frio destas sombras permanentes - -200º C - os investigadores sugeriram que o gelo possa sobreviver, explica Anthony Colaprete, investigador principal da sonda LCROSS da NASA (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite).

Esta ilustração da NASA representa como a água gelada pode permanecer escondida nas profundezas de crateras no pólo Sul, em sombra permanente.
Crédito: NASA/GSFC
 

As controversas evidências acerca da existência de água na Lua começaram a aparecer em 1996 com a sonda Clementine, um projecto da NASA e do Pentágono. Os estudos de radar da superfície lunar reflectiram de volta do pólo sul o tipo de sinais que se esperaria de gelo e de outros compostos gelados.

No entanto, estudos posteriores com o rádio-telescópio de Arecibo em Porto Rico revelaram reflexos "mesmo de áreas expostas à luz solar, locais demasiado quentes para a água gelada sobreviver," disse Colaprete. Isto sugeriu que os reflexos que a Clementine observou podem não ter vindo de água mas de aglomerados de rochas.

Mas em 1998, a sonda Lunar Prospector da NASA também detectou sinais de água, desta vez em ambos os pólos. Os seus instrumentos analisaram neutrões absorvidos por uma variedade de elementos na superfície da Lua, incluíndo hidrogénio. A sonda descobriu hidrogénio concentrado nos pólos da Lua, no qual os cientistas conjecturaram que pudesse ter vindo de moléculas de água, pois cada contém dois átomos de hidrogénio. Os investigadores especularam que os pólos da lua contêm qualquer coisa como três mil milhões de toneladas de gelo.

O problema é que a Lunar Prospector podia medir apenas o hidrogénio, e não em que matéria estava. Em vez de gelo, o hidrogénio poderia vir de água agregada a argilas, ou protões do vento solar, ou do tipo de moléculas carregadas com carbono de cometas que poderão ter sido parte da sopa orgânica no qual se desenvolveu a vida na Terra, "ou uma mistura de todas estas coisas," disse Colaprete.

A LCROSS consiste de duas sondas que irão colidir com a Lua. A sua irmã, a Lunar Reconnaissance Orbiter, mapeará a Lua de órbita e trabalhará com outros aspectos terrestres e espaciais para estudar os impactos LCROSS.

Interpretação de artista da sonda LCROSS da NASA observando o primeiro impacto do estágio superior do seu foguetão, antes da própria colidir com o pólo Sul da Lua.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Ao analisar a pluma, os cientistas esperam responder, de uma vez por todas, à questão da existência de água.

Qualquer gelo que exista na Lua poderá ser a chave para o futuro da Humanidade no espaço. Embora possa fornecer água aos colonos para beber e plantar alimentos, mais importante, pode ser dividida para fazer hidrogénio e oxigénio, combustível para foguetões.

"Lançar algo no vaivém espacial custa entre 7.000 e 11.000 Euros por galão (3,79 litros), por isso estamos a falar de aproximadamente 72.000 Euros para levar um galão de água até uma órbita baixa em torno da Terra," afirma Colaprete. "Se conseguirmos usar os pólos lunares como recursos, podemos usá-los como bases para ir para outras partes da Lua, ou para além da Lua, para além de Marte ou Europa ou qualquer outro local. Não precisaríamos de levar milhões de litros de combustível, podíamos produzi-los na Lua."

Além do mais, o gelo lunar pode ter permanecido intocado durante milhares de milhões de anos, por isso pode "servir como uma fantástica cápsula do tempo," afirma. "Este gelo pode vir de uma altura em que a Terra, a Lua e o Sistema Solar interior num todo estavam ainda em evolução, numa altura em que moléculas orgânicas poderão ter sido entregues à Terra. O que atinge a Lua também atinge a Terra."

Se existir aí gelo, a LCROSS também poderá determinar em que forma se encontra - se se encontra espalhado em pequenos grãos pelas crateras, ou em blocos maiores. Isto poderá ser importante para o modo como o gelo poderá ser minado - se os astronautas simplesmente o podem recolher em qualquer lado ou se precisam de procurar regiões com gelo.

"Os resultados que iremos obter poderão ser críticos para a determinação de como exploramos e usamos a Lua," finaliza Colaprete.

Links:

Notícias relacionadas:
SPACE.com
New Scientist
New York Times

Lunar Reconnaissance Orbiter:
NASA
Wikipedia

LCROSS:
NASA
Wikipedia

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
Wikipedia

 
     
 
 
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Pequenas bactérias congeladas podem conter pistas extra-terrestres (via Universe Today)
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  Nascer da Lua sobre a Turquia - Crédito: Tahir Sisman  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Parecerá a Lua maior quando está perto do horizonte? Não -- como visto acima, a Lua parece ter o mesmo tamanho independentemente da sua localização no céu. Curiosamente, a causa ou causas desta ilusão comum são ainda debatidas. Duas explicações principais realçam a ilusão que os objectos no pano da frente tornam uma Lua no horizonte parecer mais longe à distância. A explicação mais popular historicamente então afirma que a mente interpreta objectos mais distantes como maiores, enquanto uma explicação recente acrescenta que a ilusão da distância pode na realidade fazer o olho focar de modo diferente. De qualquer maneira, o diâmetro angular da Lua é sempre de aproximadamente 0,5 graus. Esta sequência da Lua foi obtida em 2007, na qual uma exposição foi obtida para realçar o horizonte na Baía de Izmit, Turquia.

 


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