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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 555
De 01/07 a 02/07/2009
 
 
 

Dia 01/07: 182.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2.3 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2.5 m chegou ao Monte Wilson.

O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobrain em França.
Em 2004, a inserção orbital em Saturno pela sonda Cassini começou às 01:12 UTC e terminou às 02:48 UTC.
Observações: A um terço da distância entre Arcturo e Vega encontra-se a constelação semi-circular da Coroa Boreal, com a sua modestamente brilhante estrela, Gemma. A dois-terços do caminho, está Hércules, sem estrelas mais brilhantes. Nesta constelação está um dos mais familiares objectos de céu profundos, o enxame globular M13.

Dia 02/07: 183.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1967, o satélite de raios-gama Vela foi lançado com a intenção de detectar explosões de bombas nucleares, mas tornou-se famoso pela sua inesperada descoberta dos GRB's (explosões de raios-gama).
Em 1978, James Christy obtém uma fotografia de Plutão com uma forma distintamente alongada. Observações repetidas da forma e da sua variação foram provas suficientes para a descoberta do satélite de Plutão, Caronte.
Em 1985, era lançada a missão Giotto. O seu objectivo era passar pelo cometa Halley e enviar de volta as primeiras imagens do núcleo de um cometa.

O primeiro encontro ocorreu a 13 de Março de 1986, a uma distância de 596 km. A Giotto também estudou o Cometa P/Grigg-Skjellerup durante a sua missão.
Observações: Baixo a sudeste após o anoitecer, para a esquerda da Lua, nasce o Bule de Chá de Sagitário. Só quando está assim tão baixo é que o Bule se encontra na horizontal. Com o passar da noite ou da estação, é que começa a "derramar".

 
 
 
Dado que o rover Spirit tem estado "preso" há já algum tempo, sem se poder mover, a equipa científica teve a ideia de começar a fazer observações nocturnas do céu.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  FORMAÇÕES GEOLÓGICAS INDICAM "RECENTE" CLIMA QUENTE EM MARTE  
 

Novas pesquisas feitas por um cientista britânico indicam que Marte teve um clima significativamente mais quente do que se pensava no seu passado recente. A pesquisa, publicada na Earth and Planetary Science Letters, é uma boa notícia para a nossa busca de vida em Marte, pois quanto mais curto o período de tempo desde o último clima quente no planeta, maiores as hipóteses que quaisquer organismos que aí possam ter vivido, possam ainda sobreviver por baixo da superfície do planeta.

O Dr. Matthew Balme, da Open University, fez a nova descoberta ao estudar imagens detalhadas de características equatoriais que se formaram pelo aquecimento de solos rico em gelo. O seu trabalho indica que a superfície marciana passou por ciclos de degelo tão recentes quanto 2 milhões de anos, e que Marte não tem condições geladas há já milhares de milhões de anos, como se pensava.

As imagens de alta-resolução, que mostram uma variedade de formações interessantes, foram obtidas com a câmara HiRISE (High Resolution Imaging science Experiment), a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.

Escarpas retrogressivas com nichos, longas esporas ramificadas e canais como que fluviais.
Crédito: NASA/JPL/UofA
 

O Dr. Matthew Balme disse: "as características deste terreno foram anteriormente interpretadas como o resultado de processos vulcânicos. As imagens incrivelmente detalhadas obtidas pela HiRISE mostram que estas características são ao invés provocadas pela expansão e contracção do gelo, e pelo degelo de solo rico em gelo. Tudo isto sugere um clima muito diferente do que vemos hoje em dia".

Todas as formações superficiais observadas encontram-se num canal, que se pensa ter estado activo tão recentemente quanto há 2-8 milhões de anos atrás. Dado que estas formações encontram-se dentro, e cortam, formações pré-existentes do canal, isto sugere que também foram criadas dentro deste intervalo de tempo.

As imagens mostram superfícies com padrões poligonais, canais ramificados, grandes detritos e estruturas em forma de montículos e cones. Todas estas estruturas são similares às formações na Terra, típicas de áreas de terreno com gelo a derreter.

"Estas observações demonstram não só que existiu gelo perto do equador marciano nos últimos milhões de anos, mas também que o gelo derreteu para formar água líquida, que depois voltou a congelar. E isto provavelmente aconteceu durante muitos ciclos. Dado que a água líquida parece ser essencial para a vida, estes tipos de ambientes podem ser um espantoso local para procurar provas de vida passada em Marte", refere Balme.

O professor Keith Mason, presidente da organização que apoiou o estudo (Science and Technology Facilities Council), disse: "Esta nova pesquisa revelou mais sobre Marte e providenciou provas fascinantes acerca de processos geológicos semelhantes aos da Terra. A história do nosso planeta vizinho, e a questão se já alguma vez teve vida, há muito que fascina o Homem. Compreender os processos actuais à superfície de Marte e o papel passado e presente do clima melhora o nosso conhecimento acerca da história do planeta e as hipóteses de um dia detectarmos provas de vida passada ou presente."

Links:

Notícias relacionadas:
Comunicado de imprensa (STFC)
SPACE.com
Universe Today

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars

MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
HiRISE
Wikipedia

 
     
 
 
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  As Nebulosas América do Norte e do Pelicano - Crédito: Danny Lee Russell  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Aqui estão formas familiares em locais não tanto familiares. Esta nebulosa de emissão à esquerda é parcialmente famosa porque se parece com a América do Norte da Terra. À direita da Nebulosa da América do Norte, catalogada como NGC 7000, está uma nebulosa menos luminosa que se parece com um pelicano, denominada Nebulosa do Pelicano. As duas nebulosas de emissão medem cerca de 50 anos-luz, estão localizadas a cerca de 1500 anos-luz de distância, e estão separadas por numa nuvem de absorção escura. Esta espectacular imagem captura as nebulosas, brilhantes frentes de ionização, e finos detalhes da poeira escura. Podem ser observadas com binóculos a partir de um local escuro. Procure por uma pequena zona nebular a Nordeste da estrela Deneb da constelação de Cisne. Não se sabe ainda qual a estrela ou estrelas que ionizam o hidrogénio gasoso e avermelhado.

 


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