Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 828
10/02 a 13/02/2012
 
Siga-nos:      
 
EFEMÉRIDES

Dia 10/02: 41.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1992, a sonda espacial Ulysses usa a gravidade de Júpiter para poder explorar os pólos do Sol.
Crédito: NASA
Em 2009, os satélites de comunicação Iridium 33 e Kosmos-2251 colidem em órbita, resultando na destruição de ambos.
Observações: No céu a Oeste, o brihante Júpiter e o ainda mais brilhante Vénus estão a 30,5º entre si e esta distância vai diminuindo com o passar do dias. Observe esta diminuição, de aproximadamente 1º por dia, até à sua conjunção de 13 de Março.

Dia 11/02: 42.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997, o vaivém espacial Discovery é lançado numa missão com o objectivo de reparar o Hubble.

Observações: Aproveite a noite para observar Marte, que nasce por volta das 20:10 a Este.

Dia 12/02: 43.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1947, um meteoro cria uma cratera de impacto em Sikhote-Alin, na União Soviética.
Em 1961, era lançada a sonda soviética Venera 1, a Vénus.
Em 2001, a sonda NEAR Shoemaker tornava-se a primeira nave humana a pousar num asteróide, de nome 433 Eros.

Observações: Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior fica em pé da sua "pega" a Nordeste durante a noite.

Dia 13/02: 44.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, Galileu Galileichegava a Roma para ser julgado pela Inquisição.

Em 2004, o Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian descobre o maior diamante conhecido do Universo, a anã branca BPM 37093.
Observações: À hora de jantar a grande Galáxia de Andrómeda (M31), situa-se a cerca de 40º acima do horizonte a Oeste-Noroeste. Tente observá-la com binóculos antes que desça mais e se torna mais difícil de a ver.

 
CURIOSIDADES


Os astrónomos deram o nome "Lucy" ao maior diamante do Universo conhecido, a estrela anã branca BPM 37093, derivado da canção dos Beatles, "Lucy In The Sky With Diamonds".

 
ALCANÇADO ANTIGO LAGO VOSTOK

Selado durante milhões de anos por baixo de uma camada de gelo quase impenetrável, o Lago Vostok tem mantido um vasto arquivo histórico à espera do momento ideal para se revelar. Um ecossistema fechado e único, capturado no tempo por baixo de quatro quilómetros de gelo. A salvo da contaminação ambiental, a sua água tem estado isolada da atmosfera terrestre e do mundo, há bem mais tempo do que a Humanidade existe. Apenas uma importante questão permanece - será que o Lago Vostok mostra os primeiros sinais de vida?

"De acordo com a nossa pesquisa, a quantidade de oxigénio lá presente excede a quantidade de outras partes do nosso planeta entre 10 até 20 vezes. Quaisquer formas de vida que possamos encontrar são provavelmente únicas na Terra," afirma Sergey Bulat, líder científico da expedição russa ao Lago.

Então por que razão é esta possível descoberta de organismos excitante? A razão é tão clara como as suas águas escondidas. Se existirem lá formas de vida, podem também existir em mundos semelhantes - na lua de Júpiter, Europa, e na lua de Saturno, Encelado.

Localização do Lago Vostok no Este da Antárctica.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A descoberta de microrganismos no Lago Vostok pode significar que, talvez, o primeiro encontro com vida extra-terrestre pode acontecer em Europa," afirma o Dr. Vladimir Kotlyakov, director do Instituto de Geografia da Academia Russa de Ciências.

No entanto, perfurar mais de 3700 metros de gelo puro não é tarefa fácil - especialmente se estivermos a trabalhar sob temperaturas tão baixas quanto -80º C. Esta complicada operação começou em 1970, mas só mais de 25 anos depois é que os especialistas russos descobriram o lago escondido por baixo da camada de gelo. Com o apoio do Reino Unido, começaram estudos de satélite e de sonar com o intuito de revelar um dos maiores reservatórios fechados de água doce do mundo. Agora, no entanto, é que a especulação começou a sério. O que podem conter estas águas? Serão pequenos micróbios? Ou talvez até um organismo perigoso? Só há uma maneira de descobrir. Perfurar e retirar amostras.

"Tudo menos as próprias amostras serão cuidadosamente descontaminadas usando radiação. Não há razão para alarme," afirma Valeriy Lukin, líder da expedição árctica. De acordo com os investigadores do Instituto de Pesquisa da Antártica, supõem que os achados são "o único sistema gigante de águas super-limpas do planeta". E esta água pristina será "duas vezes mais limpa que água duplamente destilada".

Diagrama do Lago Vostok e da sua perfuração.
Crédito: NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Ao longo das últimas décadas, tem havido grande discórdia acerca dos métodos de perfuração anti-congelante - cada com os seus prós e contras. Desde querosene até freon - mesmo até água quente - o resultado final necessita ser o mesmo. Não poderá haver nenhuma hipótese de contaminação - quer para as amostras, quer para o ambiente nativo. O método utilizado pelos russos tem sido este último quando 40 litros de água pura e congelada (dado que a água precisa de viajar quase 4 km até à superfície, sempre em temperaturas baixíssimas, a água líquida do Lago Vostok acaba por congelar) vieram ao de cima a 4 de Fevereiro devido à abertura e à libertação de pressão acumulada no lago. Apenas um dia depois, 1500 litros de querosene e freon foram colocados em contentores especiais sem problemas e a amostra inicial provou-se estar imaculada. As águas pristinas estão agora seladas em contentores estéreis e a caminho de um laboratório.

"Esperamos encontrar vida lá como nada parecido na Terra," afirma Sergei Bulat, biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de S. Petersburgo. Qualquer organismo vivo no lago estará adaptado a viver sem luz, sob grandes pressões, em água com temperaturas de -2º C e com uma grande concentração de oxigénio. "Se lá existir vida, será uma forma de vida desconhecida para a Ciência. Nesse caso, estamos a falar de uma descoberta fundamental, um novo marco no nosso conhecimento da vida". Reciprocamente, a inexistência de vida seria também única na Terra, afirma. "Se não descobrirmos nada, é por si só também uma descoberta, porque na Terra não há um único local completamente estéril, onde nem sequer existam bactérias".

Imagem de radar do Lago Vostok, capturada por satélite.
Crédito: NASA
 

"É um sistema dinâmico e activo, não um mundo perdido. Por baixo está um fluxo de hidrogénio e metano, e o gelo por cima derrete a uma enorme velocidade de três metros por ano." Os sedimentos do lago podem revelar mudanças na Terra e no seu clima ao longo dos últimos 20 milhões de anos. Para os geólogos, é importante perfurar e recolher amostras dos sedimentos no chão do lago. Contêm informações acerca das mudanças do clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos.

Com a chegada do duro Inverno antárctico, a perfuração teve esta semana que ser colocada em espera. Os cientistas esperam recolher amostras mais profundas do lago e enviar um robot para recolher amostras sedimentares do chão do lago no futuro.

Links:

Notícias relacionadas:
New Scientist
Scientific American
Universe Today
Nature
PHYSORG.com
PHYSORG.com - 2
PHYSORG.com - 3
PHYSORG.com - 4
Discover Magazine
Discovery News
National Geographic
Reuters
Euronews
BBC News
AstroPT
Público
tvnet

Lago Vostok:
Wikipedia
Documentário vídeo (via Youtube)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - No Núcleo de NGC 6752
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/HubbleNASA
 
Esta bonita imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble é um olhar profundo sobre NGC 6752. A uns 13.000 anos-luz de distância na direcção da constelação Sul do Pavão, este enxame globular vagueia o halo da nossa Via Láctea. Com mais de 10 mil milhões de anos, NGC 6752 contém mais de 100.000 estrelas numa esfera com aproximadamente 100 anos-luz em diâmetro, mas a imagem do Hubble mostra apenas mais ou menos 10 anos-luz e resolve estrelas perto do denso núcleo do enxame. De facto, a imagem inclui algumas estrelas azuis que parecem ser demasiado jovens e massivas para existir num enxame cujas estrelas devem ter o dobro da idade do Sol. Os estudos de NGC 6752 também indicam que uma notável fracção das estrelas perto do núcleo do enxame, são sistemas múltiplos, suportando assim os argumentos de que as fusões e colisões estelares no denso ambiente estelar podem criar as novas estrelas azuis.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione astronomia@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2012 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.