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Edição n.º 1008
01/11 a 04/11/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 01/11: 305.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1963, é inaugurado oficialmente o Observatório de Arecibo em Porto Rico, o maior radiotelescópio já construído.

Observações: Mercúrio em conjunção inferior, pelas 20:20.
Fomalhaut, a Estrela de Outono, brilha o mais alto a Sul após a hora de jantar esta altura do ano. Fomalhaut é por vezes chamada de estrela "solitária" porque está muito longe de qualquer outra estrela de 1.ª magnitude. Encontra-se na secção de baixo da "Grande Água": a enorme zona do céu de Outono repleta de constelações com tema aquático.

Dia 02/11: 306.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascimento de Harlow Shapley, pioneiro americano na determinação da distância das estrelasenxames e do centro da Via Láctea

Corajosamente e correctamente afirmava que os enxames globulares encontravam-se à volta da Galáxia, e que esta era muito maior do que inicialmente se pensava, centrada a milhares de anos-luz na direcção de Sagitário. Foi director do Observatório de Harvard durante muitos anos.
Em 1917, inauguração do telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson.
Em 2000, chegava à ISS a primeira tripulação residente, a bordo da Soyuz TM-31.
Observações: A meio da noite, Capela brilha a Nordeste. Para a sua direita, a Este, está o pequeno enxame das Plêiades - e por baixo de M45 está a alaranjada Aldebarã.

Dia 03/11: 307.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1679 ocorre o pânico generalizado na Europa com a aproximação de um grande cometa.
Em 1957, primeira forma de vida e morte terrestre no espaço: a cadela Laika é lançada a bordo do soviético Sputnik 2 e morre depois de uma semana em órbita.

Em 1973 era lançada a Mariner 10. Chegou a Vénus a 5 de Fevereiro de 1974, maior aproximação a 5700 km. Devolveu imagens do topo das nuvens venusianas. A 29 de Março de 1974, torna-se na primeira sonda a alcançar Mercúrio.
Observações: Lua Nova, pelas 12:50.
Eclipse solar parcial, entre as 11:35 e as 13:18 (horas de Portugal). O eclipse é total para uma estreita faixa que atravessa o Atlântico e África equatorial. O CCVAlg vai levar a cabo uma observação do eclipse, entre as 11:30 e as 13:30.

Dia 04/11: 308.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003 foi registada a mais forte erupção solar conhecida.

Observações: Olhe para Oeste depois do anoitecer e bem alto para Vega, a estrela mais brilhante aí. Ainda mais para cima, perto do zénite, está Deneb. Para a esquerda de Vega e um pouco mais baixo está Altair. Estas três estrelas formam o famoso Triângulo de Verão.

 
CURIOSIDADES


De acordo com a equipa da missão Planck, a massa-energia total do Universo conhecido contém 4,9% de matéria comum, 26,8% de matéria escura e 68,3% de energia escura. Assim sendo, a matéria escura representa 84,5% de toda a matéria no Universo.

 
 
CIENTISTAS DESCOBREM PRIMEIRO PLANETA ROCHOSO DO TAMANHO DA TERRA

Astrónomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra para lá do nosso Sistema Solar que tem uma composição rochosa como a da Terra. Kepler-78b gira em torno da sua estrela-mãe a cada 8,5 horas, o que o torna num inferno em chamas e nada adequado para a vida como a conhecemos. Os resultados foram publicados em dois artigos da revista Nature.

"A notícia chegou em grande estilo com a mensagem: 'Kepler-10b tem um irmão mais novo,'" afirma Natalie Batalha, cientista da missão Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia. Batalha liderou a equipa que descobriu Kepler-10b, um planeta também rochoso mas maior identificado pelo observatório Kepler.

"A mensagem expressa a alegria em saber que a família de exoplanetas do Kepler está a crescer," reflecte Batalha. "Também diz muito sobre o progresso. As equipas Doppler estão atingindo maior precisão, medindo massas de planetas cada vez mais pequenos. Isto é um bom augúrio para o objectivo mais amplo de um dia encontrar provas de vida para lá da Terra."

Esta ilustração compara a Terra com o recém-confirmado mundo "torrado" Kepler-78b. Kepler-78b é cerca de 20% maior que a Terra e 70% mais massivo. Kepler-78b completa uma órbita em torno da sua estrela hospedeira a cada 8,5 horas.
Crédito: David A. Aguilar (CfA)
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Kepler-78b foi descoberto usando dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que durante quatro anos estudou simultaneamente e continuamente mais de 150.000 estrelas à procura de quedas reveladoras no seu brilho provocadas pela passagem, ou trânsito, de planetas.

Duas equipas independentes de pesquisa, de seguida, usaram telescópios terrestres para confirmar e caracterizar Kepler-78b. Para determinar a massa do planeta, as equipas usaram o método de velocidade radial para medir a oscilação gravitacional que um planeta em órbita provoca na sua estrela. O Kepler, por outro lado, determina o raio de um planeta pela quantidade de luz bloqueada quando passa em frente da sua estrela hospedeira.

Já foram descobertos um punhado de planetas com o tamanho ou massa da Terra. Mas Kepler-78b é o primeiro a ter a massa e o seu tamanho medido. Com ambas estas características conhecidas, os cientistas podem calcular a densidade e determinar a composição do planeta.

Kepler-78b tem 1,2 vezes o tamanho da Terra e é 1,7 vezes mais massivo, o que resulta numa densidade idêntica à da Terra. Isto sugere que Kepler-78b é também composto principalmente por rocha e ferro. A sua estrela é um pouco mais pequena e menos massiva que o Sol e está localizada a cerca de 400 anos-luz de distância na direcção da constelação de Cisne.

Impressão de artista de Kepler-78b que orbita a sua estrela-mãe a cada 8,5 horas.
Crédito: David A. Aguilar (CfA)
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Uma equipa liderada por Andrew Howard da Universidade do Hawaii em Honolulu, fez o acompanhamento com observações no Observatório W. M. Keck no topo do Mauna Kea no Hawaii.

A outra equipa liderada por Francesco Pepe da Universidade de Genebra, na Suíça, fez o seu trabalho no solo no Observatório Roque de los Muchachos de La Palma, nas Ilhas Canárias.

Este resultado será um dos muitos discutidos na próxima semana, durante a segunda conferência científica do Kepler entre 4 e 8 de Novembro no Centro de Pesquisa Ames da NASA. Mais de 400 astrofísicos da Austrália, China, Europa, América Latina e EUA vão reunir-se para apresentar os seus resultados mais recentes usando dados do Kepler acessíveis ao público em geral.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
MIT news (comunicado de imprensa)
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Fundación Galileo Galilei - INAF (comunicado de imprensa)
Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (comunicado de imprensa)
Artigo científico - Howard et al. (formato PDF)
Artigo científico - Pepe et al. (formato PDF)
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Kepler-78b:
Wikipedia
NASA Exoplanet Archive
Exoplanet.eu

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

Observatório Roque de los Muchachos:
Página oficial
Wikipedia

 
PRIMEIROS RESULTADOS DO LUX, O DETECTOR DE MATÉRIA ESCURA MAIS SENSÍVEL DO MUNDO

Após o seu primeiro estudo de mais de três meses, operando a 1,6 km de profundidade nas Black Hills do estado americano de Dakota do Sul, uma nova experiência chamada LUX provou ser o detector de matéria escura mais sensível do mundo.

"O LUX está abrindo caminho para iluminar a natureza da matéria escura," afirma o físico Rick Gaitskell da Universidade de Brown, co-porta-voz do LUX com o físico Dan McKinsey da Universidade de Yale. LUX significa "Large Underground Xenon experiment".

Gaitskell e McKinsey anunciaram os primeiros resultados do LUX, em nome da colaboração, num seminário na passada Quarta-feira no Instituto de Pesquisa de Sanford em Lead, no mesmo estado americano onde se encontra o detector. A colaboração científica inclui 17 universidades e laboratórios nacionais dos EUA, Reino Unido e Portugal (especificamente do LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas - e do Departamento de Física da Universidade de Coimbra).

A matéria escura, até agora observada apenas pelos seus efeitos gravitacionais sobre galáxias e enxames de galáxias, é a forma predominante de matéria no Universo. Partículas massivas de interacção fraca, ou WIMPs (inglês para "Weakly interacting massive particles") - assim chamadas porque raramente interagem com a matéria comum, à excepção de através da gravidade - são as principais candidatas teóricas para a matéria escura. As teorias e resultados de outras experiências sugerem que os WIMPs poderiam ser de "alta massa" ou "baixa massa".

Investigadores do LUX, vistos aqui numa sala lima à superfície do Laboratório Sanford, a trabalhar no interior do detector, antes de ser inserido no criostato de titânio.
Crédito: Matt Kapust, Instituto de Pesquisa Subterrâneo de Sanford
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O LUX tem um pico de sensibilidade a uma massa WIMP de 33 GeV/c^2, com uma sensibilidade limite três vezes superior a qualquer outra experiência anterior. O LUX tem também uma sensibilidade 20 vezes maior do que qualquer outra experiência passada à procura de WIMPs de baixa-massa, cuja possível detecção tem sido sugerida por outras experiências. Três eventos candidatos de WIMP de baixa massa recentemente relatados em detectores ultra-frios de silício teriam produzido mais de 1600 eventos no muito maior detector do LUX, ou um a cada 80 minutos na experiência mais recente. Não foram observados nenhuns sinais.

"Este é apenas o começo para o LUX," afirma McKinsey. "Agora que entendemos o instrumento, vamos continuar a recolher dados, a testar candidatos elusivos em busca da matéria escura."

Tanto em teoria como na prática, as colisões entre WIMPs e matéria normal são raras e extremamente difíceis de detectar, especialmente porque a chuva constante de radiação cósmica do espaço pode abafar os sinais fracos. É por isso que o LUX decorre a 1,6 km de profundidade, onde poucos raios cósmicos podem penetrar. O detector é ainda protegido da radiação de fundo da rocha circundante por imersão num tanque de água ultra-pura.

"Este ambiente extremamente tranquilo melhora substancialmente a nossa capacidade de ver WIMPs dispersados com núcleos de xénon," afirma Gaitskell.

No coração da experiência está um tanque de titânio com quase 2 metros de altura, preenchido com quase 0,3 toneladas de xénon líquido, arrefecido a mais de 101 graus negativos. Se um WIMP atinge um átomo de xénon, este recua de outros átomos de xénon e emite fotões (luz) e electrões. Os electrões são atraídos para cima por um campo eléctrico e interagem com uma fina camada de xénon gasoso no topo do tanque, libertando mais fotões.

Investigador do LUX trabalha na secção de baixo da experiência, quase a 1,6 km de profundidade no Laboratório Sanford. O próprio detector LUX está suspenso neste tanque inoxidável, protegido da radiação de fundo por mais de 270.000 litros de água.
Crédito: Matt Kapust, Laboratório de Pesquisa Subterrâneo de Sanford
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os detectores de luz na parte superior e inferior do tanque são capazes de detectar um único fotão, por isso as posições dos dois sinais de fotões - um no ponto de colisão, o outro no topo do tanque - podem ser localizadas no espaço de milímetros. A energia da interacção pode ser medida com precisão a partir do brilho dos sinais.

"O LUX é um instrumento complexo," afirma McKinsey, "mas garante com que a assinatura única da posição e energia de cada evento WIMP seja registada com precisão."

A maior vantagem do LUX como detector de matéria escura é o seu tamanho, um grande alvo de xénon cujas regiões exteriores protegem ainda mais o interior dos raios-gama e neutrões. Instalado no Verão de 2012, a experiência foi enchida com xénon líquido em Fevereiro, e a sua primeira experiência decorreu na Primavera e Verão, seguida por análises intensivas dos dados. A pesquisa por matéria escura vai continuar durante os próximos dois anos.

"O misterioso sector escuro do Universo presenteia-nos com dois dos mais emocionantes desafios de toda a física," afirma Saul Perlmutter do Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley, vencedor do prémio Nobel da Física pela sua descoberta da aceleração da expansão do Universo. "Nós chamamo-lo de sector escuro precisamente porque não sabemos o que representa a maior parte da energia e massa do Universo. A energia escura é um desafio, e no que toca ao outro desafio, os primeiros dados da experiência LUX assumem agora a liderança na caça do componente da matéria escura do sector escuro."

O detector de matéria escura LUX suspenso no seu tanque protector de água (vazio na imagem). O detector é um criostato de titânio - isto é, um termo de vácuo - que mantém o xénon frio o suficiente para permanecer em estado líquido, a mais de 100 graus negativos.
Crédito: Matt Kapust, Instituto de Pesquisa Subterrâneo de Sanford
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A próxima geração de detectores de matéria escura já está em fases de planeamento. Em comparação com o tanque de 0,3 toneladas de xénon líquido, o LUX-ZEPLIN, ou LZ, albergará 7 toneladas de xénon líquido dentro do mesmo tanque com mais de 270.000 litros de água pura usado pelo LUX. Tom Shutt, físico da Universidade Case Western Reserve, porta-voz para o LZ e anterior co-porta-voz do LUX, diz que um dos objectivos do LUX é descobrir como construir um detector ainda maior.

"O LZ será mil vezes mais sensível que o detector LUX," afirma Shutt. "Começará a ver um fundo irredutível de neutrinos que pode vir a definir o limite da nossa capacidade de medir a matéria escura."

Links:

Notícias relacionadas:
Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (comunicado de imprensa)
Instituto de Pesquisa Subterrâneo de Sanford (comunicado de imprensa)
Universidade A&M do Texas (comunicado de imprensa)
LIP (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
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Matéria escura:
Wikipedia

LUX:
Universidade de Brown
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NASA PREPARA LANÇAMENTO DA 1.ª MISSÃO DE EXPLORAÇÃO DA ATMOSFERA MARCIANA

Uma sonda da NASA que irá examinar a atmosfera superior de Marte em detalhes sem precedentes está nos preparativos finais para o lançamento previsto para Segunda-feira, dia 18 de Novembro, a partir de Cabo Canaveral no estado americano da Flórida.

A MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) vai examinar os processos específicos em Marte que levaram à perda de grande parte da sua atmosfera. A análise dos dados pode dizer aos cientistas mais sobre a história da mudança climática no Planeta Vermelho e fornecer mais informações sobre a história da habitabilidade planetária.

"A missão MAVEN é um passo significativo para desvendar o quebra-cabeças planetário dos ambientes do passado e do presente de Marte," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Directorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "O conhecimento que adquirirmos vai ajudar às missões presentes e futuras que estudam Marte e ajudar a informar futuras missões tripuladas a Marte."

Dentro da sala de montagem do Centro Espacial Kennedy da NASA na Flórida, engenheiros e técnicos levam a cabo um teste giratório da sonda MAVEN. A operação está desenhada para verificar se a MAVEN está adequadamente balançada à medida que gira durante as suas actividades iniciais.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A nave com mais de 2500 kg vai ser lançada a bordo de um foguetão Atlas V numa viagem de 10 meses até Marte. Quando chegar a Marte em Setembro de 2014, a MAVEN vai colocar-se numa órbita elíptica.

Ao longo da sua missão principal com a duração de um ano terrestre, a MAVEN vai observar todas as latitudes marcianas. As altitudes vão variar entre os 150 e mais de 6100 km. Durante a missão principal a MAVEN irá executar cinco manobras de mergulho profundo, descendo até uma altitude de aproximadamente 125 km. Isto marca o limite inferior da atmosfera superior do planeta.

"O lançamento é um evento importante, mas é apenas um passo do caminho até obter as medições científicas," afirma Bruce Jakosky, investigador principal do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial (LASP) da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA. "Estamos entusiasmados com a ciência que vamos fazer, e estamos ansiosos por chegar a Marte."

Impressão de artista da sonda MAVEN com o planeta Marte como fundo.
Crédito: NASA/Goddard
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda MAVEN transporta três conjuntos de instrumentos. O Pacote de Partículas e Campos, fornecido pela Universidade da Califórnia em Berkeley com suporte do LASP da Universidade do Colorado e do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland, contém seis instrumentos para caracterizar o vento solar e a ionosfera de Marte. O Pacote de Sensoriamento Remoto, construído pelo LASP da Universidade do Colorado, vai determinar as características globais da atmosfera superior e da ionosfera. O Espectrómetro de Gás Neutro e Massa Iónica, construído pelo Goddard, vai medir a composição da atmosfera superior de Marte.

"Quando propusemos e fomos seleccionados para desenvolver a MAVEN em 2008, fixámos a mente no dia 18 de Novembro de 2013 como a nossa primeira oportunidade de lançamento," afirma Dave Mithcell, gestor do projecto MAVEN em Goddard. "Agora estamos prontos para lançar nesse mesmo dia. É um grande feito da equipa."

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Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
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MAVEN:
NASA
NASA - 2
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Curiosity aproxima-se de 'Cooperstown' (via NASA)
O rover Curiosity da NASA completou a sua viagem autónoma de dois dias na passada Segunda-feira, colocando o laboratório móvel num bom ponto de vantagem para capturar imagens úteis na selecção do próximo alvo a ser estudado e tocado pelo rover. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosas de Orionte e Cabeça de Cavalo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Roberto Colombari & Federico Pelliccia
 
A escura Nebulosa Cabeça de Cavalo e a brilhante Nebulosa de Orionte são paisagens cósmicas contrastantes. À deriva a mais de 1500 anos-luz de distância numa das constelações mais conhecidas do céu nocturno, aparecem em cantos opostos neste impressionante mosaico. A familiar Nebulosa Cabeça de Cavalo aparece como uma nuvem escura, uma pequena silhueta contra o grande brilho avermelhado mais abaixo e à esquerda. Alnitak é a estrela mais a Este da cintura de Orionte e é a estrela mais brilhante para a esquerda da Cabeça de Cavalo. Por baixo de Alnitak está a Nebulosa da Chama, com brilhantes nuvens de emissão e dramáticas faixas de poeira escura. A magnífica região de emissão, a Nebulosa de Orionte (também conhecida como M42), encontra-se para cima e para a direita. Imediatamente para a sua esquerda está uma proeminente nebulosa de reflexão. Tentáculos invasivos de hidrogénio gasoso brilhante são facilmente rastreados por toda a região.
 

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