Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1069
06/06 a 09/06/2014
 
Siga-nos:      
 

06/06/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

21/06/14 - SOLSTÍCIO DE VERÃO
13:00 – 14:00 - No Solstício de Verão, vamos recriar a medição do tamanho da Terra de uma forma semelhante àquela usada por Eratóstenes em 240 a.C. Juntamente faremos observações do disco solar com telescópio. Uma experiência e um pouco de matemática, para comemorar a chegada do Verão!

Público: Público em geral, local: CCVAlg
(dependente de meteorologia favorável)

28/06/14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
A actividade consiste na observação do Sol em segurança, e tem por objectivo dar algumas características da nossa estrela, podendo incluir outras actividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar.

 
EFEMÉRIDES

Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1580, nascia Godefroy Wendelin, astrónomo da Flandres (norte da Bélgica), que mediu a distância entre a Terra e o Sol usando o método de Aristarco de Samos (que resultou em 60% do valor verdadeiro) e que reconheceu que a terceira lei de Kepler também se aplicava aos satélites de Júpiter.
Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.

A missão acabou em desastre a 30 de Junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Observações: A Ursa Maior "dá a volta" depois do anoitecer para ficar apoiada sobre a sua "pega", alta a Norte-Noroeste. A estrela do meio da "pega" é Mizar, e a pequena Alcor está mesmo para a sua direita. De que lado deve olhar para observar Alcor? Como sempre, do lado que aponta para Vega! Que brilha agora a Este-Nordeste.

Dia 07/06: 158.º dia do calendário gregoriano.
Observações: A Lua Crescente brilha um pouco abaixo de Marte esta noite. Procure Espiga para a sua esquerda.

Dia 08/06: 159.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1625 nascia Giovanni Cassini

Cassini foi um italiano que esteve à frente do Observatório de Paris durante muitos anos, o primeiro a observar as mudanças de estação em Marte e a medir a paralaxe (ou distância) do planeta, estabelecendo pela primeira vez a escala do Sistema Solar. Foi o primeiro a descrever as bandas e manchas de Júpiter e estudou as órbitas dos satélites jovianos. Descobriu quatro luas de Saturno, mas é mais conhecido por ter sido o primeiro a observar a divisão (agora com o seu nome) entre os anéis A e B de Saturno.
Em 1975, era lançada a Venera 9(USSR). Alcançou Vénus a 22 de Outubro de 1975. Foi a primeira sonda a transmitir imagens da superfície do planeta.
Em 2004 teve lugar o último trânsito de Vénus pelo Sol visível de Portugal, um evento que já não acontecia há mais de 120 anos. 
Observações: Esta noite, a Lua encontra-se a menos de 1,3º de Espiga. Para a sua direita está Marte.

Dia 09/06: 160.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1812 nascia Johann Gottfried Galle, astrónomo alemão, que foi o primeiro a observar Neptuno sabendo do que se tratava.

Galle é também conhecido por ter sido assistente de Encke, e foi um dos poucos astrónomos a observar o cometa Halley duas vezes -- morrendo dois meses depois do cometa ter passado o periélio em 1910.
Observações: Após o anoitecer, olhe para Sudeste em busca da alaranjada Antares. O "coração" de Escorpião constitui uma das duas gigantes vermelhas visíveis a olho nu; a outra é Betelgeuse durante o Inverno. Um pouco para cima e para a direita de Antares estão as outras estrelas, brancas, da parte superior de Escorpião.

 
CURIOSIDADES


As supergigantes vermelhas são as maiores estrelas do Universo em termos de volume, embora não sejam as mais massivas. As mais massivas são as estrelas Wolf-Rayet.

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM PRIMEIRO OBJECTO THORNE-ŻYTKOW, UMA BIZARRA ESTRELA HÍBRIDA

Numa descoberta que levou décadas a ser feita, os cientistas detectaram a primeira de uma classe "teórica" de estrelas proposta pela primeira vez em 1975 pelo físico Kip Thorne e pela astrónoma Anna Żytkow. Os objectos Thorne-Żytkow (OTŻs) são híbridos de supergigantes vermelhas e estrelas de neutrões que fazem lembrar, superficialmente, supergigantes vermelhas normais, como Betelgeuse na constelação de Orionte. Diferem, no entanto, na sua assinatura química distinta que resulta da actividade única dos seus interiores estelares.

Pensa-se que os OTŻs sejam formados pela interacção entre duas estrelas massivas - uma supergigante vermelha e uma estrela de neutrões formada durante uma explosão de supernova - num sistema binário íntimo. Embora o mecanismo exacto seja incerto, a teoria mais aceite sugere que, durante a interacção evolucionária das duas estrelas, a supergigante vermelha muito mais massiva essencialmente engole a estrela de neutrões, que espirala até ao núcleo da supergigante.

Embora as supergigantes vermelhas normais derivem a sua energia da fusão nuclear nos seus núcleos, os OTŻs são alimentados pela actividade invulgar das estrelas de neutrões absorvidas nos seus núcleos. A descoberta deste OTŻ fornece, assim, a evidência de um modelo de interior estelar previamente não detectado pelos astrónomos.

Impressão de artista de uma estrela supergigante vermelha.
Crédito: DeathCl0ck (deviantART)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A líder do projecto, Emily Levesque da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, que no início deste ano recebeu o Prémio Annie Jump Cannon da Sociedade Astronómica Americana, afirma: "o estudo destes objectos é emocionante porque representa um modelo completamente novo de como os interiores estelares podem trabalhar. Nestes interiores também temos um novo método de produzir elementos pesados no nosso Universo. Já ouvimos dizer que tudo é feito de 'material das estrelas' - dentro destas estrelas podemos ter agora uma nova maneira de fazer este material."

O estudo, aceite para publicação na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters, tem a co-autoria de Philip Massey, do Observatório Lowell em Flagstaff, no estado americano do Arizona; Anna Żytkow da Universidade de Cambridge no Reino Unido; e Nidia Morrell dos Observatórios Carnegie em La Serena, Chile.

Os astrónomos fizeram a sua descoberta com o Telescópio Clay (parte dos Telescópios Magalhães) de 6,5 metros em Las Campanas, no Chile. Examinaram o espectro de luz emitida por, aparentemente, supergigantes vermelhas, que lhes diz quais os elementos presentes. Quando observaram o espectro de uma estrela em particular - HV 2112, na Pequena Nuvem de Magalhães -, os astrónomos ficaram bastante surpresos com algumas características invulgares. Morrell explica: "Eu não sei o que é isto, mas sei que gosto!"

Quando Levesque e colegas observaram mais detalhadamente as linhas subtis no espectro, descobriram que continha um excesso de rubídio, lítio e molibdénio. As pesquisas anteriores mostraram que os processos estelares normais conseguem criar cada um destes elementos. Mas as altas abundâncias destes três elementos químicos às temperaturas típicas das supergigantes vermelhas são uma assinatura única de OTŻs.

"Estou muito feliz que a confirmação observacional da nossa previsão teórica começou a surgir," afirma Żytkow. "Desde que Kip Thorne e eu propusemos os nossos modelos de estrelas com núcleos de neutrões, as pessoas não foram capazes de refutar o nosso trabalho. Se a teoria é boa, a confirmação observacional aparece mais cedo ou mais tarde. Por isso foi uma questão de identificação para um grupo promissor de estrelas, de obtenção de tempo de telescópio e de prosseguir com o projecto."

A equipa tem o cuidado de salientar que HV 2112 apresenta algumas características químicas que não combinam muito bem com os modelos teóricos. Massey realça: "Poderíamos, é claro, estar errados. Existem certas pequenas inconsistências entre alguns dos detalhes que encontrámos e o que a teoria prevê. Mas as previsões teóricas são bastante antigas, e tem havida uma série de melhorias na teoria desde então. Esperemos que a nossa descoberta estimule agora trabalhos adicionais no lado teórico."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade do Colorado em Boulder (comunicado de imprensa)
Observatório Lowell (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Universe Today
PHYSORG
Nature World News
ScienceDaily
science 2.0
AstroPT

Objecto Thorne-Żytkow (OTŻ):
Wikipedia

Supergigante vermelha:
Wikipedia

Estrela de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM MUNDOS ANTIGOS DE OUTRA GALÁXIA, À NOSSA PORTA

Descoberta no final do século XIX e em homenagem ao astrónomo holandês que a descobriu (Jacobus Kapteyn), a estrela de Kapteyn é a segunda estrela mais rápida no céu e pertencente ao halo galáctico, uma nuvem alongada de estrelas que orbita a nossa Via Láctea. Com um-terço da massa do Sol, esta anã vermelha pode ser vista na constelação do Hemisfério Sul, Pintor, com um telescópio amador.

Os astrónomos usaram novos dados do espectrómetro HARPS do Observatório do ESO em La Silla, Chile, para medir as pequenas mudanças periódicas no movimento da estrela. Usando o efeito Doppler, o desvio do espectro de luz da estrela dependendo da sua velocidade, os cientistas podem determinar algumas propriedades destes planetas, tais como a massa e período orbital.

O estudo também combinou dados de mais dois espectrómetros de alta-precisão para garantir a detecção: o HIRES do Observatório W. M. Keck e o PFS do Telescópio Magalhães no Observatório Las Campanas.

Impressão artística do exoplaneta potencialmente habitável Kapteyn b, em comparação com a Terra. Kapteyn b é aqui representado como um velho e frio "planeta oceano" com uma rede de canais por baixo de uma fina camada de nuvens. O tamanho relativo do planeta na figura assume uma composição rochosa mas pode ser maior para uma composição de gelo/gás.
Crédito: PHL @ UPR Arecibo
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Ficámos surpresos por encontrar planetas em órbita da estrela de Kapteyn. Os dados anteriores mostravam um excesso moderado de variabilidade, por isso estávamos à procura de planetas de período muito curto quando os novos sinais apareceram em alto e bom som," explica o autor principal, o Dr. Guillem Anglada-Escude, da Escola de Física e Astronomia da QMUL (Queen Mary University of London).

Com base nos dados recolhidos, o planeta Kapteyn b tem pelo menos cinco vezes a massa da Terra e orbita a estrela a cada 48 dias. Isto significa que o planeta é quente o suficiente para a água líquida estar presente à sua superfície. O segundo planeta, Kapteyn c, é uma super-Terra mais massiva e é bastante diferente: o seu ano dura 121 dias e os astrónomos pensam que é demasiado frio para suportar água líquida.

De momento, apenas se conhecem algumas propriedades dos planetas: as massas aproximadas, os períodos orbitais e as distâncias à estrela. Ao medir a atmosfera destes planetas com instrumentos de última geração, os cientistas vão tentar descobrir se podem albergar água.

Os típicos sistemas planetários detectados pela missão Kepler da NASA estão a centenas de anos-luz de distância. Em contraste, a estrela de Kapteyn é a 25.ª estrela mais próxima do Sol e está a apenas 13 anos-luz da Terra.

Representação artística da estrela anã vermelha, Kapteyn, e uma corrente estelar associada com uma antiga fusão galáctica.
Crédito: Victor Robles, James Bullock, Miguel Rocha da UC - Irvine e Joel Primack da UC - Santa Cruz
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No entanto, o que torna esta descoberta diferente é a história peculiar da estrela. A estrela de Kapteyn nasceu numa galáxia anã absorvida e perturbada por uma jovem Via Láctea. Este evento de interrupção galáctica colocou a estrela na sua rápida órbita dentro do halo. O núcleo provável da galáxia anã original é Omega Centauri, um enxame globular enigmático a 16.000 anos-luz da Terra que contém centenas de milhares destes "sóis" velhos. Isto define a idade mais provável dos planetas em 11,5 mil milhões de anos; 2,5 vezes mais antigos que a Terra e "apenas" 2 mil milhões de anos mais jovens que o próprio Universo (com aproximadamente 13,7 mil milhões de anos).

O Dr. Anglada-Escude acrescenta: "faz-nos questionar que tipo de vida poderá ter evoluído nestes planetas ao longo deste enorme espaço de tempo."

O professor Richard Nelson, chefe da Unidade de Astronomia da QMUL, que não participou na investigação, comentou: "Esta descoberta é muito excitante. Sugere que serão encontrados muitos mundos potencialmente habitáveis nos próximos anos em torno de estrelas próximas por observatórios terrestres e espaciais, tais como o PLATO. Até que tenhamos detectado um número maior deles, as propriedades e possível habitabilidade dos sistemas planetários mais próximos permanecerão por desvendar."

Links:

Notícias relacionadas:
Queen Mary University of London (comunicado de imprensa)
Planetary Habitability Laboratory (comunicado de imprensa)
University of California Santa Cruz (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Animação da Estrela de Kapteyn e corrente estelar (via YouTube)
Universe Today
Astronomy
PHYSORG
SPACE.com
redOrbit
National Geographic
io9
AstroPT

Estrela de Kapteyn:
Wikipedia
Kapteyn b (Wikipedia)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Jacobus Kapteyn:
Wikipedia

Observatório de La Silla:
ESO
Telescópio de 3,6 metros (ESO)
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

PLATO:
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Novo suspeito identificado em explosão de supernova (via NASA)
Pensa-se normalmente das supernovas como tremendas explosões que marcam os fins das vidas de estrelas massivas. Embora isso seja verdade, nem todas as supernovas ocorrem desta maneira. Uma classe comum de supernovas, com o nome Tipo Ia, envolve a detonação de anãs brancas - estrelas pequenas e densas que já estão mortas. Ler fonte
     
  Curiosity encontra semelhanças entre a Terra e Marte (via Universidade da Califórnia)
A paisagem desértica vista pelo rover Curiosity da NASA está a revelar sinais de que a água já percorreu livremente e que a vida poderá ter tido condições para existir em Marte. A água líquida desapareceu da superfície de Marte há milhões de anos atrás, mas deixou para trás pistas acerca do passado do planeta - pistas que têm sido estudadas desde que o rover aterrou em Agosto de 2012. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Campo Ultra Profundo do Hubble 2014
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, H.Teplitz e M.Rafelski (IPAC/Caltech), A. Koekemoer (STScI), R. Windhorst (ASU), Z. Levay (STScI)
 
Galáxias, como rebuçados coloridos, enchem o Campo Ultra Profundo do Hubble (ou HUDF - Hubble Ultra Deep Field) para 2014. As galáxias mais ténues são 10 mil milhões de vezes mais fracas que as estrelas visíveis a olho nu e representam o Universo do passado extremo, uns meros 100 milhões de anos após o Big Bang. A imagem propriamente dita foi feita com a adição significativa de dados ultravioleta ao HUDF, uma actualização do famoso olhar mais distante do Hubble na direcção da constelação do Hemisfério Sul da Fornalha. Actualmente, abrange toda a gama de comprimentos de onda disponíveis às câmaras do Hubble, desde o ultravioleta, passando pelo visível e até ao infravermelho próximo. Os dados ultravioleta adicionam a capacidade fundamental de estudar a formação estelar nas galáxias do HUDF entre os 5 e 10 mil milhões de anos-luz.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.