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Edição n.º 1104
07/10 a 09/10/2014
 
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SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO (4 a 10 de Outubro).
O Centro Ciência Viva do Algarve associa-se às celebrações promovendo as actividades ligadas a este tema:

Quarta-feira, 8 de outubro - Eclipses
10:00 – 11:30
Em dia de eclipse lunar não visível em Portugal, esta atividade que explora como os eclipses ocorrem.
Público: grupos escolares do 7º ano
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Local: Centro Ciência Viva do Algarve, Rua Comandante Francisco Manuel, Faro.

Sexta-feira, 10 de outubro - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS - especial Foguetões
20:30 – 22:30
Apresentação às estrelas inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia (Como lançar um satélite para o espaço) seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral, local: Centro Ciência Viva do Algarve, Rua Comandante Francisco Manuel, Faro.
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/estudantes/reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 07/10: 280.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projecto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Observações: Urano em oposição, pelas 22:00.

Dia 08/10: 281.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua Cheia, pelas 11:51.
Eclipse lunar total, não visível de Portugal. Visível antes do amanhecer na América Norte e Central; à noite na Austrália e Ásia Oriental.

Dia 09/10: 282.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604 ocorre a supernova 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.

Em 1873, nascia Karl Schwarzschild, físico e astrónomo alemão que, entre outras descobertas, determinou o raio de Schwarzschild, o tamanho do horizonte de eventos de um buraco negro.
Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, destruindo o Chebrolet Malibu de 1980 da família. 
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
Observações: Marte ainda brilha baixo a Sudoeste após o anoitecer. Para a sua esquerda encontra-se o "Bule de Chá" de Sagitário.

 
CURIOSIDADES


No século XIX acreditava-se que as nuvens moleculares escuras eram buracos no céu.

 
SWIFT OBSERVA SUPER-PROEMINÊNCIAS DE MINI-ESTRELA

No dia 23 de Abril, o satélite Swift da NASA detectou a sequência de erupções estelares mais forte, mais quente e de mais longa duração alguma vez observada de uma anã vermelha próxima. A explosão inicial desta série recorde foi até 10.000 vezes mais poderosa que a maior erupção solar já registada.

"Costumávamos pensar que os grandes episódios de actividade das anãs vermelhas não duravam mais que um dia, mas o Swift detectou pelo menos sete erupções poderosas durante um período de cerca de duas semanas," afirma Stephen Drake, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland, que deu uma palestra sobre a "super-erupção" na reunião de Agosto da Divisão de Astrofísica de Alta Energia da Sociedade Astronómica Americana. "Este foi um evento muito complexo."

No seu auge, a proeminência atingiu temperaturas na ordem dos 200 milhões de graus Celsius, superior a 12 vezes a temperatura no centro do Sol.

A "super-erupção" veio de uma das estrelas num sistema binário próximo conhecido como DG Canum Venaticorum, ou DG CVn, situado a cerca de 60 anos-luz de distância. Ambas as estrelas são anãs vermelhas ténues com um-terço da massa e tamanho do Sol. Orbitam-se uma à outra a cerca de três vezes a distância média entre a Terra e o Sol, uma separação demasiado pequena para o Swift determinar qual das estrelas libertou a proeminência.

Impressão de artista de DG CVn, um binário constituído por duas anãs vermelhas, que desencadeou uma série de poderosas erupções observadas pelo satélite Swift da NASA. No seu auge, a proeminência inicial foi mais brilhante em raios-X do que a radiação combinada de ambas as estrelas em todos os comprimentos de onda sob condições normais.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/S. Wiessinger
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Este sistema é pouco estudado porque não se encontrava na nossa lista de observação de estrelas capazes de produzir grandes proeminências," afirma Rachel Osten, astrónoma do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA, e cientista adjunta do projecto do Telescópio Espacial James Webb da NASA, agora em construção. "Nós não tínhamos ideia que DG CVn era capaz de fazer isto."

A maioria das estrelas situadas até 100 anos-luz do Sistema Solar são, como o Sol, de meia-idade. Mas mais ou menos um milhar de anãs vermelhas jovens nascidas noutros lugares vagueiam por esta região, e estas estrelas dão aos astrónomos a melhor oportunidade para estudar detalhadamente a actividade de alta-energia que normalmente acompanha a juventude estelar. Os astrónomos estimam que DG CVn nasceu há cerca de 30 milhões de anos, o que faz com que tenha menos de 0,7% da idade do Sistema Solar.

As estrelas produzem proeminências pela mesma razão que o Sol. Em redor de regiões activas da atmosfera de uma estrela, os campos magnéticos tornam-se torcidos e distorcidos. Tal como ao torcer e esticar um elástico, estes permitem com que os campos acumulem energia. Eventualmente um processo denominado reconexão magnética destabiliza os campos, resultando na libertação explosiva da energia armazenada que vemos como uma proeminência. A erupção emite radiação em todo o espectro electromagnético, desde o rádio, passando pelo visível, ultravioleta e raios-X.

Às 22:03 de dia 23 de Abril (hora de Portugal), a onda crescente de raios-X da super-erupção de DG CVn accionou o instrumento BAT (Burst Alert Telescope) do Swift. Poucos segundos depois da detecção de uma forte libertação de radiação, o BAT calcula a posição inicial, decide se a actividade merece ser investigada por outros instrumentos e, em caso afirmativo, envia a posição ao satélite. Neste caso, o Swift virou-se para observar a fonte em maior detalhe e, ao mesmo tempo, notificou os astrónomos em todo o mundo da existência de um poderoso evento em progresso.

"Durante cerca de três minutos após o alarme do BAT, o brilho da proeminência em raios-X foi maior do que a luminosidade combinada de ambas as estrelas em todos os comprimentos de onda em condições normais," comenta Adam Kowalski, também de Goddard que lidera o estudo detalhado do evento. "As erupções deste tamanho, oriundas de anãs vermelhas, são muito raras."

O brilho da estrela no visível e no ultravioleta, medido tanto por observatórios terrestres como pelo Telescópio Óptico/Ultravioleta do Swift, subiu 10 e 100 vezes, respectivamente. A produção inicial de raios-X, medida pelo Telescópio de Raios-X do Swift, arrasa a mais intensa actividade solar já registada.

As maiores explosões estelares são classificadas como extraordinárias, ou classe X, proeminências solares com base na sua emissão em raios-X. "A maior proeminência solar já registada ocorreu em Novembro de 2003 e está classificada como X 45," explica Drake. "A proeminência de DG CVn, se fosse observada à mesma distância que a Terra está do Sol, teria sido cerca de 10.000 vezes mais poderosa, com uma classificação de aproximadamente X 100.000."

Mas ainda não tinha acabado. Três horas depois da explosão inicial, já numa fase decrescente de raios-X, o sistema explodiu com outra proeminência quase tão intensa como a primeira. As primeiras duas erupções podem ser um exemplo de erupção "simpática", muitas vezes observadas no Sol, onde uma explosão numa região activa desencadeia uma explosão noutra região activa.

Durante os 11 dias seguintes, o Swift detectou uma série de erupções sucessivamente mais fracas. Osten compara a sequência decrescente de proeminências com réplicas que se seguem após um grande sismo. Ao todo, a estrela demorou um total de 20 dias a voltar ao seu nível normal de emissão de raios-X.

Como é que uma estrela com apenas um-terço do tamanho do Sol consegue produzir uma erupção assim tão poderosa? O factor-chave é a sua rápida rotação, um ingrediente crucial para amplificar campos magnéticos. A estrela em DG CVn tem um período de rotação inferior a um dia, cerca de 30 vezes mais rápido que o do nosso Sol. O Sol também girava muito mais depressa na sua juventude e pode muito bem ter produzido as suas próprias super-proeminências mas, felizmente [para nós], parece já não ser capaz de o fazer.

Os astrónomos estão agora a analisar os dados das proeminências de DG CVn para melhor compreender o evento em particular e as estrelas jovens no geral. Eles suspeitam que o sistema provavelmente desencadeia inúmeras erupções mais pequenas mas mais frequentes e planeiam vigiar erupções futuras com a ajuda do Swift.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Telegrama da descoberta
Vídeo sobre a descoberta (NASA Goddard via YouTube)
Astronomy magazine
Universe Today
SPACE.com
redOrbit
(e) Science News
PHYSORG
Nature World News
National Geographic
UPI
AstroPT

Anãs vermelhas:
Wikipedia
Vídeo (NASA via YouTube)

Proeminências:
Wikipedia

Telescópio Swift:
NASA
Wikipedia

 
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Cientista relata os efeitos sísmicos e ionosféricos da queda do meteorito de Chelyabinsk (via AstroWatch.net)
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Ler fonte

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Nebulosa da Bolha
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Bernard Michaud
 
Esculpida pelo vento de uma estrela massiva, esta aparição interestelar tem uma forma surpreendentemente familiar. Catalogada como NGC 7635, também é conhecida simplesmente como a Nebulosa da Bolha. Embora pareça delicada, a bolha com um diâmetro de 10 anos-luz oferece evidências de processos violentos. Para baixo e para a esquerda do centro da Bolha está uma estrela quente de classe O, várias centenas de milhares de vezes mais brilhante e cerca de 45 vezes mais massiva que o Sol. O furioso vento estelar e a radiação intensa dessa estrela criou a estrutura de gás brilhante contra material mais denso numa nuvem molecular em redor. A intrigante Nebulosa da Bolha e a rede de nuvens associadas encontram-se a uns meros 11.000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Cassiopeia. Esta imagem espectacular da bolha cósmica é composta por dados de banda estreita, registando a emissão dos átomos de hidrogénio e oxigénio ionizados da região. Para criar a imagem a três cores, as emissões do hidrogénio e oxigénio foram usadas como vermelho e azul e combinadas para criar o canal verde.
 

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