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Edição n.º 1106
14/10 a 16/10/2014
 
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EFEMÉRIDES

Dia 14/10: 287.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, a sonda soviética Mars 1960B falha a inserção na órbita da Terra. 
Em 1968 tem lugar a primeira transmissão televisiva em directo de uma nave espacial, a Apollo 7.
Em 2012, Felix Baumgartner salta da estratosfera e quebra o recorde de maior queda livre, a uma altitude de 39.068 metros. É também a primeira pessoa a quebrar a barreira do som sem recurso a um veículo.

Observações: Conhece o único objecto de Messier da constelação da Flecha? Descubra o "espalhado" enxame globular M71 com uns binóculos.

Dia 15/10: 288.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1582, o papa Gregório XIII implementava o calendário gregoriano. O dia 4 de Outubro deste ano é seguido directamente pelo 15 de Outubro.
Em 1608 nascia Evangelista Torricelli, físico italiano famoso por ter inventado o barómetro. 
Em 1829 nascia Asaph Hall, astrónomo americano famoso por ter descoberto as luas de Marte, Fobos e Deimos.

Determinou também as órbitas de satélites de outros planetas e de estrelas duplas, a rotação de Saturno e a massa de Marte.
Em 1997, era lançada a sonda Cassini para Saturno a partir de Cabo Canaveral. 
Em 2001, a sonda Galileu da NASA passa a 181 km da lua de Júpiter, Io
Em 2003, a China lança a Shenzhou 5, a sua primeira missão espacial tripulada.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 20:12. A Lua nasce por volta da 1 da manhã (já de dia 16), para baixo de Gémeos. Ao amanhecer de dia 16 já está alta a Sul - com Pollux e Castor para cima, Procyon para baixo e para a direita, e Júpiter brilhando para baixo e para a esquerda.

Dia 16/10: 289.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2012, é descoberto o planeta extrasolar Alpha Centauri Bb.

Observações: O amanhecer e o nascer-do-Sol surgem agora bastante tarde à medida que a estação avança. Antes do céu ficar demasiado brilhante, encontre Júpiter para a esquerda da Lua, e Procyon um pouco para baixo e para a direita do nosso satélite natural.
Mercúrio em conjunção inferior, pelas 22:00.

 
CURIOSIDADES


R136a1 é uma hipergigante azul, actualmente detentora do recorde da mais massiva estrela conhecida. Com uma massa estimada em 265 Sóis, é também a mais luminosa, com 8.700.000 vezes o brilho do Sol. Faz parte do superenxame R136 perto do centro de 30 Dourado (a Nebulosa da Tarântula) na Grande Nuvem de Magalhães. Na imagem, o Sol é a estrela amarela. Curiosamente, R136a1 não é a maior estrela em termos de volume; este prémio pertence actualmente a UY Scuti, que tem aproximadamente 1708 raios solares.

 
LRO ENCONTRA EVIDÊNCIAS GENERALIZADAS DE VULCANISMO LUNAR JOVEM

A sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA forneceu aos investigadores fortes indícios de que a actividade vulcânica da Lua diminuiu gradualmente em vez de parar abruptamente há mil milhões de anos atrás.

Dezenas de depósitos rochosos distintos observados pela LRO têm uma idade estimada inferior a 100 milhões de anos. Este período de tempo corresponde ao Período Cretáceo da Terra, o auge dos dinossauros. Algumas áreas podem ter menos que 50 milhões de anos. Os detalhes do estudo foram publicados online na revista Nature Geoscience.

"Esta descoberta é o tipo de ciência que obriga, literalmente, a que os geólogos reescrevam os livros sobre a Lua," afirma John Keller, cientista do projecto LRO do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland.

A característica chamada Maskelyne é um dos muitos depósitos vulcânicos e jovens recentemente descobertos na Lua. Pensa-se que estas áreas irregulares sejam remanescentes de pequenas erupções basálticas que ocorreram muito tempo depois do fim aceite para o vulcanismo lunar, entre mil e mil milhões e meio de anos atrás.
Crédito: NASA/GSFC/Universidade Estatal do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os depósitos estão espalhados pelas planícies vulcânicas escuras da Lua e são caracterizados por uma mistura de montes arredondados, lisos e rasos perto de terrenos mais ásperos. Devido a esta combinação de texturas, os cientistas referem-se a estas áreas invulgares como IMPs (Irregular Mare Patches).

As características são demasiado pequenas para serem vistas da Terra, em média com menos de 500 metros de diâmetro. Uma das maiores, uma área bem estudada chamada Ina, foi fotografada a partir de órbita lunar pelos astronautas da Apollo 15.

Ina parecia ser uma característica única até que cientistas da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA, e da Universidade de Münster, Alemanha, avistaram muitas regiões semelhantes em imagens de alta-resolução obtidas pelas duas câmaras de ângulo estreito que fazem parte do instrumento LROC (Lunar Reconnaissance Orbiter Camera). A equipa identificou um total de 70 IMPs nos mares do lado visível da Lua.

Este grande número de características e a sua ampla distribuição sugerem fortemente que a actividade vulcânica nos seus últimos estágios não foi uma anomalia, mas uma parte importante da história geológica da Lua.

Localização de vários IMPs. Os círculos vermelhos indicam ou uma zona única com mais de 100 metros de diâmetro, ou um aglomerado de IMPs mais pequenos.
Crédito: NASA/GSFC/Universidade Estatal do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os números e tamanhos das crateras dentro destas áreas indicam que os depósitos são relativamente recentes. Com base numa técnica que une estas medições de crateras com as idades das amostras recolhidas pelas missões Apollo e Luna, pensa-se que três das zonas têm menos de 100 milhões de anos, e talvez menos de 50 milhões de anos no caso de Ina. As encostas íngremes que descem das camadas de rochas macias até ao terreno acidentado são consistentes com as estimativas de idade jovem.

Em contraste, as planícies vulcânicas que rodeiam estas regiões distintas são atribuídas à actividade vulcânica que começou há 3,5 mil milhões de anos atrás e que terminou há cerca de mil milhões de anos. Pensava-se que, nesse ponto, toda a actividade vulcânica na Lua tinha cessado.

Vários estudos anteriores sugeriram que Ina era muito jovem e poderia ter-se formado devido a actividade vulcânica localizada. No entanto, na ausência de outras características similares, Ina não foi considerada como indicação de vulcanismo generalizado.

Os resultados têm implicações importantes para o quão quente se pensa ser o interior da Lua.

"A existência e a idade das áreas irregulares nos mares diz-nos que o manto lunar teve que permanecer quente o suficiente para fornecer magma às erupções de pequeno volume que criaram estas invulgares características jovens," afirma Sarah Braden, da Universidade Estatal do Arizona e autora principal do estudo.

A nova informação é difícil de conciliar com o que actualmente se sabe sobre a temperatura do interior da Lua.

"Estas jovens características vulcânicas são os principais alvos para a exploração futura, tanto robótica como humana," afirma Mark Robinson, investigador principal do LROC da Universidade Estatal do Arizona.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
LROC (comunicado de imprensa)
Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)
Nature Geoscience
Universe Today
Science
redOrbit
PHYSORG
NewScientist
EarthSky

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve 
Wikipedia

Lunar Reconnaissance Orbiter:
Página oficial
NASA
Wikipedia

 
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Imagens altamente detalhadas por radiotelescópios localizaram as posições onde uma explosão estelar chamada de nova emitiu raios-gama, a forma mais energética de ondas electromagnéticas. A descoberta revelou um mecanismo provável para a emissão de raios-gama, que mistificou quando a observaram pela primeira vez em 2012. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Nebulosa da Helix Pelo Blanco e Pelo Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: C. R. O'Dell, (Vanderbilt) et al. ESANOAONASA
 
Como é que uma estrela criou a Nebulosa da Helix (Hélice)? As formas de nebulosas planetárias como NGC 7293 são importantes porque provavelmente contêm pistas de como estrelas como o Sol terminam as suas vidas. As observações do Telescópio Espacial Hubble e do Telescópio Blanco de 4 metros no Chile, no entanto, têm mostrado que a Hélice na realidade não é uma hélice simples. Ao invés, incorpora dois discos quase perpendiculares bem como arcos, choques e até mesmo características não totalmente compreendidas. Mesmo assim permanecem muitas simetrias notavelmente geométricas. Como uma única estrela parecida com o Sol produziu tal complexidade geométrica e espantosa ainda é um tema de pesquisa. A Nebulosa da Helix é a nebulosa planetária mais próxima da Terra, situada a cerca de 700 anos-luz na direcção da constelação de Aquário e estende-se por mais ou menos 3 anos-luz.
 

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