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Edição n.º 1164
05/05 a 07/05/2015
 
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15/05/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
21:00 – 23:00 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

22/05/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 05/05: 125.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, Alan Shepard torna-se o primeiro americano no espaço, a bordo da nave Freedom 7

O seu voo sub-orbital dura 15 minutos.
Observações: Olhe para nordeste ao lusco-fusco em busca do nascer de Vega, a "Estrela de Verão". Ao início da noite Vega já brilha mais alto. Ao ganhar altitude fica praticamente com o mesmo brilho que Arcturo, a "Estrela de Primavera", muito alta a este. Ambas têm magnitude 0.
Ocultação de Io, entre as 22:50 e as 01:11.
Esta noite, a Lua forma um triângulo com Saturno (para cima e para a direita) e com Antares (para baixo e para a esquerda).

Dia 06/05: 126.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1872, nascia Willem de Sitter, matemático, físico e astrónomo holandês.

Fez grandes contribuições para o campo da cosmologia física. Foi coautor, juntamente com Einstein, de um artigo onde explicavam que deveria existir grandes quantidades de matéria que não emitia luz, atualmente chamada matéria escura. É também famoso pela sua pesquisa sobre o planeta Júpiter.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:57 e as 22:19.
A estação de verão ainda está a mais de seis semanas, mas o Triângulo de Verão começa já a aparecer a este. A primeira estrela a aparecer é Vega. É já visível, baixa a nordeste, ao anoitecer. A seguinte é Deneb, para baixo e para a esquerda de Vega. Deneb nasce pouco mais de uma hora depois de Vega, dependendo da latitude do local de observação. A terceira estrela é Altair, que aparece mais para baixo e para a direita por volta da meia-noite.

Dia 07/05: 127.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, era lançado o Observatório Espacial de raios-X, Explorer 53
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour descolava pela primeira vez (STS-49).

Em 1997, a sonda Galileo fazia o seu quarto voo rasante por Ganimedes.
Observações: Maior elongação este de Mercúrio (21º).
A constelação de Cães de Caça flutua perto do zénite por estas noites, dentro da curva da "pega" da "frigideira" de Ursa Maior. Agora que a Lua tarda a nascer, vá à "caça" de galáxias.

 
CURIOSIDADES


A União Astronómica Internacional decidiu proporcionar ao público a primeira oportunidade de dar nomes a exoplanetas
. A participação está atualmente limitada a clubes de astronomia e requer registo na Diretoria da UAI. Esta fase termina no dia 1 de junho. Posteriormente, o concurso abrirá portas ao público em geral. Consulte o site oficial e leia as regras processuais.

 
EXOPLANETA RECÉM-DESCOBERTO É DEMASIADO GRANDE PARA A SUA ESTRELA

Investigadores da ANU (Australian National University, Universidade Nacional Australiana) descobriram um exoplaneta estranho que orbita uma estrela pequena e fria a 500 anos-luz de distância e que está a desafiar as noções de formação planetária.

"Encontrámos uma estrela pequena com um planeta gigante do tamanho de Júpiter, orbitando muito perto," afirma George Zhou da Escola de Astrofísica e Astronomia.

"Deve ter-se formado mais longe e migrado para mais perto da estrela, mas as nossas teorias não conseguem ainda explicar como é que isto aconteceu."

Nas últimas duas décadas, foram descobertos mais de 1800 exoplanetas para lá do nosso Sistema Solar, em órbita de outras estrelas.

A estrela hospedeira deste exoplaneta, HATS-6, está classificada como uma anã de classe M, um dos tipos mais comuns de estrelas na Galáxia. Embora sejam muito comuns, as estrelas anãs de classe M não são bem compreendidas. São muito frias e ténues, o que torna difícil o seu estudo.

Impressão de artista de HATS-6 e do exoplaneta HATS-6b.
Crédito: ANU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

HATS-6 emite apenas um vigésimo da luz do nosso Sol. Os astrónomos aperceberam-se que a estrela fraca tinha um planeta em órbita quando observaram a diminuição de brilho estelar durante um trânsito exoplanetário.

A descoberta foi feita pelo projeto HAT-S, que inclui cientistas da Austrália, EUA, Chile e Europa, que operam uma rede de pequenos telescópios robóticos no Chile, na Namíbia e no Observatório Siding Spring da Universidade Nacional Australiana.

Para confirmar que o sinal era mesmo de um planeta e não apenas um "blip" no sistema, a equipa pediu a ajuda de um dos maiores telescópios do mundo, o Telescópio Magalhães no Chile, e a um astrónomo amador, TG Tan, que opera a partir do seu quintal em Perth.

"TG Tan tem sido muito prestável nos nossos projetos. Ele foi capaz de observar o trânsito do exoplaneta a partir de Perth, depois da estrela desaparecer para trás do nosso horizonte," explica Zhou.

Observações subsequentes do telescópio chileno e espectros obtidos pelo telescópio de 2,3 metros do Siding Spring confirmaram que o planeta tinha uma órbita equivalente a um-décimo da órbita de Mercúrio, e que completa uma volta em torno da sua estrela a cada 3,3 dias.

"O planeta HATS-6b tem uma massa semelhante à de Saturno, mas o seu raio é parecido com o de Júpiter, por isso é um planeta bastante 'inchado'. Tendo em conta que a sua estrela é fria, não aquece muito o planeta. Assim sendo, é muito diferente dos planetas observados até agora," comenta Zhou.

"A atmosfera deste planeta será um alvo interessante para estudos futuros."

Links:

Notícias relacionadas:
ANU (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astronomical Journal
PHYSORG
redOrbit
CNN

HATS-6b:
Exoplanet.eu

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Anãs de classe M:
Wikipedia

Projeto HAT-S:
Página oficial
Wikipedia

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

PEST (Perth Exoplanet Survey Telescope):
Página de TG Tan

 
CHANDRA SUGERE QUE BURACOS NEGROS INGEREM DOSES EXCESSIVAS DE MATÉRIA

De acordo com um novo estudo usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA, um grupo de buracos negros gigantes e invulgares pode estar consumir quantidades excessivas de matéria. Esta descoberta pode ajudar os astrónomos a compreender como os maiores buracos negros foram capazes de crescer tão rapidamente no início do Universo.

Os astrónomos já sabem há algum tempo que os buracos negros supermassivos - com massas que variam de milhões a milhares de milhões de vezes a massa do Sol e que residem nos centros das galáxias - podem devorar enormes quantidades de gás e poeira que caem na sua atração gravitacional. À medida que a matéria cai na direção destes buracos negros, brilha de tal maneira que podem ser vistos a milhares de milhões de anos-luz de distância. Os astrónomos chamam "quasares" a estes buracos negros extremamente vorazes.

Este novo resultado sugere que alguns quasares são ainda mais adeptos a devorar material do que os cientistas pensavam.

A imagem do topo é uma impressão de artista de um quasar. Mostra como um disco espesso em forma de donut, em redor do buraco negro, bloqueia uma quantidade substancial de raios-X que, caso contrário, escapariam do sistema. As imagens em baixo mostram três dos 51 quasares incluídos no estudo.
Crédito: ilustração - NASA/CXC/M. Weiss; painéis: NASA/CXC/Penn State/B. Luo et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Mesmo para os consumidores famosos e prodigiosos de material, estes buracos negros gigantes parecem estar a alimentar-se a taxas enormes, pelo menos cinco a dez vezes mais depressa do que os quasares típicos," afirma Bin Luo da Universidade Estatal da Pensilvânia, EUA, que liderou o estudo.

Luo e colegas examinaram dados do Chandra para 51 quasares localizados a distâncias entre 5 mil e 11,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Estes quasares foram selecionados porque tinham uma emissão invulgarmente fraca de certos átomos, especialmente carbono, em comprimentos de onda ultravioletas. Neste novo estudo descobriu-se que cerca de 65% dos quasares são muito mais ténues em raios-X, em média cerca de 40 vezes, do que os quasares normais.

As fracas emissões ultravioletas e os fluxos de raios-X destes objetos podem ser pistas importantes para a questão de como um buraco negro supermassivo puxa matéria. As simulações de computador mostram que, a taxas baixas, a matéria rodopia em direção ao buraco negro num disco fino. No entanto, se a taxa de entrada é elevada, o disco pode inchar consideravelmente devido à pressão da radiação alta, formando um toro ou "donut" que rodeia a parte interior do disco.

"Este quadro encaixa com os nossos dados," afirma o coautor Jianfeng Wu do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, no estado americano de Massachusetts. "Se um quasar é incorporado numa espessa estrutura de gás e poeira em forma de donut, absorverá grande parte da radiação produzida mais perto do buraco negro e impede-a de atingir o gás localizado mais para fora, resultando numa emissão atómica mais fraca no ultravioleta e em raios-X."

O equilíbrio normal entre o puxo gravitacional e a pressão externa da radiação também será afetado.

"Seria emitida mais radiação numa direção perpendicular ao disco espesso, ao invés de ao longo do disco, permitindo com que o material caia a taxas mais elevadas," afirma o coautor Niel Brandt, também da Universidade Estatal da Pensilvânia.

A conclusão importante é que estes quasares de "disco espesso" podem abrigar buracos negros que crescem a um ritmo extraordinariamente rápido. Os estudos anteriores e os atuais, por equipas diferentes, sugerem que estes quasares poderiam ter sido mais comuns no início do Universo, apenas cerca de mil milhões de anos após o Big Bang. Este crescimento rápido pode também explicar a existência de buracos negros enormes ainda mais antigos.

O artigo que descreve estes resultados será publicado na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
ScienceDaily
Astronomy Now
Astronomy
engadget

Quasar:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Exposição prolongada a raios cósmicos galácticos leva a alterações cognitivas parecidas com demência (via UCI News)
O que acontece ao cérebro de um astronauta durante uma missão a Marte? Nada de bom. De acordo com um estudo de radiação oncológica, da Universidade da Califórnia em Irvine, publicado na edição de 1 de maio da revista Science Advances, o cérebro é cercado por partículas destrutivas que podem prejudicar para sempre a cognição. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M51: A Galáxia do Redemoinho
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Martin Pugh
 
Siga a "pega" da Ursa Maior na direção oposta à da "frigideira" até alcançar a sua última estrela brilhante (Alkaid). Aí, deslize o seu telescópio um pouco para cima e para a direita e poderá encontrar este impressionante par de galáxias em interação, a 51.ª entrada do famoso catálogo de Charles Messier. Talvez a sua nebulosa espiral original, a grande galáxia, com os seus braços espirais bem definidos, também está catalogada como NGC 5194. Os braços espirais e as correntes de poeira "varrem" claramente em frente da sua galáxia companheira (direita), NGC 5195. O par encontra-se a cerca de 31 milhões de anos-luz de distância e situa-se oficialmente dentro dos limites da constelação de Cães de Caça. Embora M51 pareça fraca e desfocada ao olho humano, as imagens fotográficas como esta podem revelar cores impressionantes e os detritos de maré em redor da galáxia mais pequena.
 

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