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Edição n.º 1271
13/05 a 16/05/2016
 
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10/05/16 a 01/06/16 - ROSETTA NO RASTO DO COMETA
Nesta exposição temporária, poderá ficar a saber mais sobre os cometas, acompanhando a viagem da sonda Rosetta e do módulo Philae desde o seu lançamento em 2004 até à aproximação ao cometa em 2014, com o objetivo de investigar in loco o cometa 67 P Churyumov-Gerasimenko. A exposição aborda ainda conceitos relativos a outros astros como meteoros, asteroides e a sua importância no Sistema Solar. A exposição é composta por painéis interativos, um jogo multimédia e um modelo do cometa impresso em 3D a partir de dados reais adquiridos pela sonda desde a sua aproximação a 6 de Agosto de 2014. Esta exposição foi produzida pela Cité de l´espace, membro do grupo para o Espaço do Ecsite, a que o Centro Ciência Viva do Algarve também pertence.
Local: CCVAlg
Preço: Gratuito com a compra da entrada no centro
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 

27/05/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “O tamanho do Sistema Solar”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 13/05: 134.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1713, nascia Alexis Claude Clairaut, astrónomo, matemático e geofísico francês, conhecido pelo seu teorema de Clairaut e pela sua co-computação do regresso do Halley em 1759, entre outros.
Em 1733, num registo de um eclipse solar transmitido para a Sociedade Real, o astrónomo sueco Bigerus Vassenius torna-se na primeira pessoa a notar o brilho da Terra na Lua durante a totalidade.

Ele escreve que o seu telescópio, com um diâmetro focal de 6,4 metros, consegue observar algumas das principais características da Lua durante a obscuridade total.
Em 1861, o Grande Cometa de 1861 é descoberto por John Tebbutt em Windsor, Nova Gales do Sul, Austrália.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 18:02.
Ao anoitecer, olhe para cima da Lua e encontre Régulo. O planeta Júpiter brilha mais para a esquerda e para cima. Descem todos a sudoeste com o passar da noite.

Dia 14/05: 135.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1674, nascia Peder Horrebow, astrónomo holandês que inventou um método de determinar a latitude de um local a partir das estrelas, agora conhecido como Método Horrebow-Talcott.
Em 1861, um meteorito condrito de 859 gramas atinge a Terra perto de Barcelona e é apelidado de meteorito Canellas.
Em 1973, lançamento da primeira estação espacial americana, a Skylab.

É a última descolagem do foguetão Saturno V.
Observações: Os dois astros mais brilhantes do céu noturno estão esta noite separados por poucos graus: a Lua e Júpiter. O terceiro é Marte, baixo a sudeste depois do cair da noite.

Dia 15/05: 136.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618, Johannes Kepler confirma a sua descoberta, previamente rejeitada, da terceira lei do movimento planetário (descobriu-a primeiro a 8 de março mas rejeitou a ideia após ter feito alguns cálculos iniciais).
Em 1836, Francis Baily, um explorador e corretor de bolsa Britânico virado para a Astronomia aos 50 anos, observa na Escócia um eclipse total do Sol, no qual explica o fenómeno que ocorre no princípio e no fim da totalidade, agora conhecido como Contas de Baily. Baily ajudou a fundar a Real Sociedade de Astronomia em Londres, reviu catálogos estelares e estudou meteorologia. Morreu a 30 de agosto de 1844.
Em 1857, nascia Williamina Fleming, astrónoma escocesa que ajudou a desenvolver uma designação comum para as estrelas e catalogou milhares de estrelas e outros fenómenos astronómicos.

É especialmente famosa pela sua descoberta da Nebulosa Cabeça de Cavalo em 1888. 
Em 1859, nascia Pierre Curie, físico francês, pioneiro na cristalografia, magnetismopiezoelectricidade e radioatividade. Em 1903, recebeu o Prémio Nobel da Física, juntamente com a sua mulher (Marie Curie) e Henri Becquerel.
Em 1958, lançamento do Sputnik 3.
Em 1960, a União Soviética lança o Sputnik 4
Em 1963, lançamento da última missão do programa Mercury, o Mercury-Atlas 9 com o astronauta L. Gordon Cooper a bordo. Torna-se no primeiro americano a ficar mais de um dia no espaço.
Observações: Ocultação de Calisto, entre as 00:51 e as 04:31.
A Lua Crescente passou agora para o lado esquerdo do planeta Júpiter. A estrela brilhante para a direita é Régulo, da constelação de Leão.

Dia 16/05: 137.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1925, nascia Nancy Roman, astrónoma americana. Ao longo da sua carreira, foi oradora pública, educadora e defensora das mulheres nas ciências. É tida como a "mãe" do Telescópio Hubble.
Em 1969, a sonda soviética, Venera 5, aterra em Vénus.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour aterra em segurança após o seu voo inaugural
Em 1997, a STS-84 atraca com a MIR para a sexta missão STS-MIR.

É o 122.º dia de Jerry Linenger como membro da tripulação da MIR.
No mesmo ano, imagens de todo o mundo do Cometa Halle-Bopp são colocadas online.
Em 2011, a STS-134 (sequência ULF6 da construção da ISS) é lançada a partir do Centro Espacial Kennedy, o 25.º e último voo do vaivém Endeavour.
Observações: Trânsito de Io, entre as 00:47 e as 03:06.
Trânsito da sombra de Io, entre as 02:02 e as 04:19.
Eclipse de Ganimedes, entre as 18:42 e as 22:10.
Ocultação de Io, entre as 22:07 e as 00:26 (já de dia 17).
Eclipse de Io, entre as 23:19 e as 01:38 (já de dia 18).

 
CURIOSIDADES


Um planeta anão é um corpo que orbita em torno do Sol com gravidade suficiente para ter uma geometria quase esférica, mas que é incapaz de limpar a sua órbita de outros objectos de tamanho quase idêntico e não é um satélite (ex: Ceres, Plutão, Eris e Makemake).

 
 

CanSat - do inglês "can" (lata) + sat (satélite), é também o nome do desafio lançado anualmente aos alunos do Ensino Secundário para projetar e construir um modelo funcional de microssatélite. 

A final do projeto teve lugar este ano no passado mês de abril e contou com a presença de equipas de alunos de escolas do Algarve, honrando a região com classificações de destaque.

É no sentido de divulgar o que de melhor se faz em Educação e Tecnologia nas escolas aqui tão perto que o CCVAlg se junta a estas equipas.

PROGRAMA

14h30 - Abertura do evento e breve contextualização – professora Cristina Veiga-Pires – Diretora do CCVAlg
14h45 - Testemunho de participação no concurso – professor Vítor Gonçalves e alunos envolvidos – Escola Secundária José Belchior Viegas – S. Brás de Alportel
15h10 - Testemunho de participação no concurso – professor Emanuel Betencourt e alunos envolvidos – Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes – Olhão
15h35 - Testemunho de participação no concurso – professores Duarte Duarte e Vítor Guerreiro e alunos envolvidos – Escola Secundária João de Deus – Faro
16h00 - Lançamentos no exterior

16h15 - Lançamento do programa “Ovonauta”

Preço: 2€ (lugares limitados)
Inscrição aqui ou info@ccvalg.pt

 
 
MISSÃO KEPLER ANUNCIA A MAIOR COLEÇÃO DE PLANETAS JÁ DESCOBERTA
Esta impressão de artista ilustra as várias descobertas planetárias realizadas pelo telescópio espacial Kepler da NASA.
Crédito: NASA/W. Stenzel
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A missão Kepler da NASA verificou 1284 novos planetas - a maior descoberta de planetas até à data.

"Este anúncio mais do que duplica o número de planetas confirmados pelo Kepler," afirma Ellen Stofan, cientista-chefe na sede da NASA em Washington, EUA. "Isto dá-nos esperança de que lá fora, algures e em redor de uma estrela muito parecida com a nossa, podemos, eventualmente, descobrir outra Terra."

A análise teve por base o catálogo de julho de 2015 composto por candidatos a planeta do telescópio espacial Kepler, que identificou 4302 potenciais planetas. Para 1284 dos candidatos, a probabilidade de ser planeta é superior a 99% - o mínimo necessário para receber o estatuto de "planeta". Outros 1327 candidatos adicionais são provavelmente planetas reais, mas não atingem o patamar dos 99% e necessitam de estudos adicionais. Os restantes 707 são provavelmente outros fenómenos astrofísicos. Esta análise também validou 984 candidatos previamente verificados por outras técnicas.

"Antes do lançamento do telescópio espacial Kepler, nós não sabíamos se os exoplanetas eram raros ou comuns na Galáxia. Graças ao Kepler e à comunidade científica, sabemos agora que podem haver mais planetas do que estrelas," afirma Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica na sede da NASA. "Este conhecimento informa as missões futuras que serão necessárias para nos levar cada vez mais perto de descobrir se estamos sozinhos no Universo."

O Kepler captura os sinais discretos de planetas distantes - diminuições de brilho que ocorrem quando os planetas passam em frente, ou transitam, as suas estrelas - tal como o trânsito de Mercúrio pelo Sol de passado dia 9 de maio. Desde a descoberta dos primeiros planetas para lá do nosso Sistema Solar, há mais de duas décadas, que os investigadores recorrem a um laborioso processo de verificação de suspeitos planetas - um processo "um-a-um".

Os candidatos do Kepler requerem verificação para determinar se são planetas reais e não outros objetos, como uma estrela pequena, imitando um planeta.
Crédito: NASA Ames/W. Stenzel
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No entanto, este último anúncio baseia-se num método de análise estatística que pode ser aplicado simultaneamente a muitos candidatos a planeta. Timothy Morton, investigador associado da Universidade de Princeton em Nova Jersey, EUA, e autor principal do artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal, utilizou uma técnica que atribui a cada candidato a planeta do Kepler uma percentagem probabilística - o primeiro cálculo automatizado nesta escala, dado que as técnicas estatísticas anteriores se focaram apenas em subgrupos dentro da maior lista de candidatos a planeta identificados pelo Kepler.

"Podemos pensar dos candidatos a planeta como migalhas de pão," afirma Morton. "Se deixamos cair algumas migalhas grandes no chão, podemos apanhá-las uma a uma. Mas se derramamos um saco inteiro de migalhas pequenas, vamos precisar de uma vassoura. Esta análise estatística é a nossa vassoura."

No lote recém-validado de planetas, quase 550 podem ser planetas rochosos como a Terra, tendo por base o seu tamanho. Nove destes orbitam a sua estrela-mãe na zona habitável, o intervalo de distâncias a uma estrela onde os planetas podem ter temperaturas superficiais que permitem a existência de água líquida. Além destes nove, outros 21 exoplanetas já são conhecidos como membros deste grupo exclusivo.

O histograma mostra o número de descobertas planetárias por ano durante as mais de duas décadas de pesquisa exoplanetária. A barra azul mostra as descobertas anteriores feitas por outros grupos que não o do Kepler, a barra azul clara mostra as descobertas anteriores do Kepler e a barra laranja mostra os 1284 planetas agora validados.
Crédito: NASA Ames/W. Stenzel; Universidade de Princeton/T. Morton
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Eles dizem para não contar com os ovos que ainda estão dentro da galinha, mas é exatamente isto o que estes resultados nos permitem fazer com base nas probabilidades de a galinha pôr os ovos (candidato passar a planeta real)," afirma Natalie Batalha, coautora do artigo e cientista da missão Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia. "Este trabalho vai ajudar o Kepler a alcançar o seu pleno potencial, permitindo uma compreensão mais profunda do número de estrelas que abrigam planetas potencialmente habitáveis, planetas do tamanho da Terra - um número que é necessário para projetar missões futuras em busca de ambientes habitáveis e mundos com vida."

Dos cerca de 5000 candidatos a planeta encontrados até à data, mais de 3200 foram agora verificados e 2325 foram descobertos pelo Kepler. Lançada em março de 2009, a missão Kepler é a primeira missão da NASA a encontrar planetas potencialmente habitáveis do tamanho da Terra. Durante quatro anos, o Kepler monitorizou 150.000 estrelas numa única zona do céu, medindo as diminuições reveladoras no brilho estelar que podem ser produzidas por um planeta em trânsito. Em 2018, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA irá usar o mesmo método para estudar 200.000 estrelas próximas brilhantes à procura de planetas, com foco nas super-Terras e em exoplanetas do tamanho da Terra.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Princeton (comunicado de imprensa)
The Astrophysical Journal
Artigo científico (PDF)
Instituto SETI
Nature
Astronomy
Sky & Telescope
SPACE.com
EarthSky
redOrbit
ScienceDaily
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ZAP.aeiou

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

TESS:
NASA/Goddard
Wikipedia

 
ESTRELA TEM QUATRO MINI-NEPTUNOS EM RESSONÂNCIA ORBITAL

Um sistema com quatro planetas, observado há vários anos atrás pelo telescópio Kepler, é verdadeiramente raro: os planetas, todos mini-Neptunos situados perto da estrela, orbitam numa ressonância única bloqueada há milhares de milhões de anos. Por cada três órbitas do planeta mais exterior, o segundo orbita quatro vezes, o terceiro seis vezes e o mais interior oito vezes.

Estas ressonâncias orbitais não são incomuns - o nosso próprio planeta anão, Plutão, orbita o Sol duas vezes durante o mesmo período que Neptuno leva a completar três órbitas - mas uma ressonância entre quatro planetas é.

Astrónomos da Universidade de Chicago e da Universidade da Califórnia, Berkeley, que relatam a descoberta na edição online de 11 de maio da revista Nature, estão particularmente interessados neste sistema estelar porque pensa-se que os quatro planetas gigantes do nosso Sistema Solar - Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno - já tiveram órbitas ressonantes que foram perturbadas algures durante a sua história de 4,5 mil milhões de anos.

A ressonância orbital 8:6:4:3 dos quatro mini-Neptunos do sistema Kepler-223.
Crédito: W. Rebel, Wikimedia Commons
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com o coautor Howard Isaacson, astrónomo de Berkeley, o sistema Kepler-223 pode ajudar-nos a entender como o nosso Sistema Solar e outros sistemas estelares descobertos nas últimas décadas se formaram. Em particular, pode ajudar a resolver se os planetas ficam no mesmo lugar em que se formam ou se se movem para mais perto ou mais longe da estrela ao longo do tempo.

"Basicamente, este sistema é tão peculiar no modo em que está bloqueado em ressonâncias que sugere fortemente que a migração é o método pelo qual os planetas se formam - isto é, migrando para o interior depois de se formarem mais longe," afirma.

A missão Kepler da NASA revelou muitos cenários alternativos para a forma como os planetas se formam e migram num sistema planetário diferente do nosso.

"Antes de descobrirmos exoplanetas, pensávamos que cada sistema se formava como o nosso," explica Isaacson. "Graças ao Kepler, temos agora Júpiteres quentes, muitos planetas que estão mais perto da sua estrela que Mercúrio ou com um tamanho entre a Terra e Neptuno. Sem a descoberta de exoplanetas, não saberíamos que a Terra é uma espécie de 'outlier'."

Como parte da equipa de Pesquisa de Planetas da Califórnia, Isaacson obteve um espectro de Kepler-223 em 2012 usando o espectrómetro HIRES (High-Resolution Echelle Spectrometer) acoplado ao telescópio Keck-1 de 10 metros situado no topo de Mauna Kea, Hawaii. O espectro revelou uma estrela muito semelhante em tamanho e massa com o Sol, mas mais antiga - com mais de 6 mil milhões de anos.

"Nós precisamos de saber o tamanho exato da estrela para fazer a análise dinâmica e de estabilidade, que envolve estimativas da massa dos planetas," comenta. "O telescópio Keck é absolutamente fundamental a esse respeito."

Sean Mills, estudante graduado da Universidade de Chicago, e seus colaboradores, usaram em seguida dados de brilho do telescópio Kepler para analisar como os quatro planetas bloqueiam a luz estelar e mudam as órbitas uns dos outros, inferindo assim os tamanhos e massas dos planetas. A equipa realizou simulações numéricas de migração planetária que poderia ter gerado a arquitetura atual do sistema.

"Exatamente como e onde se formam planetas é uma questão importante na ciência planetária," comenta Mills. "O nosso trabalho testa essencialmente um modelo de formação planetária para um tipo de planeta que não temos no nosso Sistema Solar." A ressonância pode ter sido criada em apenas 100.000 anos, à medida que cada planeta migrava para suficientemente perto dos outros para ser capturado. Os astrónomos suspeitam da existência de circunstâncias especiais que permitiram com que a ressonância persistisse por 6 milhões de anos.

"Estas ressonâncias são extremamente frágeis," afirma o coautor Daniel Fabricky da Universidade de Chicago. "Se corpos estavam voando em redor e batendo uns nos outros, então teriam desalojado os planetas dessa ressonância."

Os cientistas suspeitam que os planetas gigantes do nosso Sistema Solar podem ter saído de ressonâncias parecidas com a de Kepler-223, possivelmente depois de interagir com inúmeros asteroides e planetas pequenos ou planetesimais. Outros processos, incluindo forças de maré que flexionam os planetas, também podem provocar a separação de ressonâncias.

"Muitos dos sistemas multiplanetários podem começar com uma cadeia de ressonâncias como esta, apesar de frágeis, o que significa que estas 'correntes' normalmente se partem em longas escalas de tempo parecidas com aquelas inferidas para o Sistema Solar," conclui Fabrycky.

Links:

Notícias relacionadas:
UC Berkeley (comunicado de imprensa)
UChicago (comunicado de imprensa)
Nature
A migração de planetas (UC Berkeley via YouTube)
Astronomy
SPACE.com
(e) Science News
PHYSORG
Astronomy Now
Space Daily
EarthSky
ars technica

Kepler-223:
Exoplanet.eu
Open Exoplanet Catalogue
Wikipedia

Ressonância orbital:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  2007 OR10: o maior mundo, sem nome, do Sistema Solar (via NASA)
Os planetas anões tendem a ser misteriosos. À excepção de Ceres, que reside na cintura principal de asteroides entre Marte e Júpiter, todos os membros desta classe de planetas menores no nosso Sistema Solar escondem-se nas profundezas para lá de Neptuno. Estão muito longe da Terra - pequenos e frios -, o que os torna difíceis de observar, até mesmo com telescópios grandes. Por isso, não é de espantar que os astrónomos só os tenham começado a descobrir na última década. Ler fonte
     
  "Apanhado" ao vento solar (via NASA)
A partir do nosso ponto de vista no chão, o Sol parece uma bola de luz calma. Mas, na realidade, borbulha com atividade. As erupções a que chamamos proeminências solares e ejeções de massa coronal explodem na atmosfera quente do Sol, a coroa, enviando luz e partículas altamente energéticas para o espaço. A coroa liberta também, constantemente, um fluxo de partículas carregadas conhecido como vento solar. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 7023: A Nebulosa da Iris
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Federico Pelliccia
 
Estas nuvens cósmicas floresceram a 1300 anos-luz de distância nos férteis campos estelares da constelação de Cefeu. Chamada Nebulosa da Iris, NGC 7023 não é a única nebulosa no céu a evocar a imagem de flores. Ainda assim, esta exposição de céu profundo mostra em grande detalhe a gama de cores e simetrias da Nebulosa da Iris. Dentro da Iris, o material nebular e poeirento rodeia uma estrela jovem e quente. A cor dominante da nebulosa de reflexão mais brilhante é o azul, característico de grãos de poeira que refletem luz estelar. Os filamentos centrais da nebulosa de reflexão brilham com um tom avermelhado mas ténue, pois alguma poeira efetivamente converte a radiação ultravioleta e invisível da estrela em luz vermelha visível. As observações infravermelhas indicam que esta nebulosa pode conter moléculas de carbono complexas, conhecidas como PAHs (hidrocarbonetos aromáticos policíclios). As bonitas pétalas azuis da Nebulosa da Iris abrangem cerca de 6 anos-luz. O campo de visão da imagem cobre quase cinco Luas Cheias no céu.
 

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