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Edição n.º 1280
14/06 a 16/06/2016
 
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24/06/16 - "SOLSTÍCIO DE JUNHO" + OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA NOTURNA
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “Solstício de Junho”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 14/06: 166.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1627, nascia Johann Abraham Ihle, astrónomo amador alemão que descobriu o primeiro enxame globular, M22, no dia 26 de agosto de 1665, enquanto observava Saturno em Sagitário.
Em 1949, Albert II, um macaco-rhesus, viaja a bordo de um foguetão V2, até uma altitude de 134 km, tornando-se por isso no primeiro macaco no espaço.
Em 1962, a ESRO (European Space Research Organisation) é fundada em Paris - mais tarde tornando-se na ESA (European Space Agency). 
Em 1967 era lançada a Mariner 5 (EUA): missão de voo rasante por Vénus (3.900 km a 19 de Outubro de 1967).
Em 1975, lançamento da Venera 10, uma sonda soviética com destino Vénus.

Chegou ao planeta no dia 25 de outubro de 1975. O módulo de aterragem transmitiu imagens a preto e branco da superfície venusiana. 
Em 2002, o asteróide 2002 MN falha a Terra por 121.000 km, aproximadamente um-terço da distância entre a Terra e a Lua.
Observações: Procure Espiga, de 1.ª magnitude, por baixo da Lua esta noite.

Dia 15/06: 167.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 763 AC, os assírios registam um eclipse solar que é mais tarde usado para corrigir a cronologia da história da Mesopotâmia.
Em 2000, cientistas descobrem açúcar no espaço.

A descoberta da molécula de açúcar, glicoaldeído, numa nuvem gigante de gás e poeira perto do centro da nossa Via Láctea, foi feita por cientistas usando o telescópio de 12 metros de Kitt Peak, no Arizona.
Observações: Olhe bem alto a nordeste em busca da Ursa Maior, apoiada na sua "pega". A estrela do meio da "pega" é Mizar, acompanhada da pequena Alcor mesmo ao lado. De que lado de Mizar deve procurar Alcor? Como sempre, no lado virado para Vega! Que brilha agora a este-nordeste.

Dia 16/06: 168.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1888, nascia Alexander Friedmann, físico e matemático soviético, conhecido pela sua teoria da expansão do Universo, regida por um conjunto de equações por ele desenvolvidas, agora conhecidas como as equações de Friedmann.
Em 1911, um meteorito rochoso com 772 g atinge a Terra perto de Kilbourn, no estado americano do Wisconsin, danificando um celeiro.
Em 1963, Valentina Tereshkova torna-se na primeira mulher a ir ao espaço, a bordo da nave soviética Vostok 6.

O seu voo solitário é ainda único. Vinte anos mais tarde, no dia 18, Sally Ride torna-se na primeira americana em órbita, a bordo do vaivém espacial.
Em 1999, maior aproximação do asteroide 1685 Toro pela Terra (0,757 UA).
Em 2012, a China lança com sucesso a nave Shenzhou 9, que transporta três astronautas - incluindo a primeira astronauta chinesa, Liu Yang - até ao módulo orbital Tiangong-1. No mesmo dia, o avião robótico espacial dos EUA, Boeing X-37B, regressa à Terra após uma missão orbital secreta de 469 dias.
Observações: Marte brilha para baixo da Lua esta noite. O Planeta Vermelho está 200 vezes mais distante que o nosso satélite natural.
Trânsito de Io, entre as 21:22 e as 23:41.
Trânsito da sombra de Io, entre as 22:37 e as 00:56 (já de dia 17).

 
CURIOSIDADES


O céu noturno está a desaparecer: devido à poluição luminosa, mais de um-terço da humanidade - incluindo 60% dos europeus e quase 80% dos norte-americanos - já não consegue ver a Via Láctea.

 
PROVÁVEL NOVO PLANETA PODERÁ ESTAR EM LENTA ESPIRAL DA MORTE

Astrónomos que procuravam os planetas mais jovens da Galáxia descobriram evidências convincentes da existência de um planeta diferente de qualquer outro, um recém-nascido "Júpiter quente" cujas camadas exteriores estão a ser arrancadas pela estrela que orbita a cada 11 horas.

"Um punhado de planetas conhecidos estão em semelhantes órbitas pequenas mas, dado que esta estrela tem apenas 2 milhões de anos, é um dos exemplos mais extremos," afirma Christopher Johns-Krull, astrónomo da Universidade Rice e autor principal de um novo estudo que divulga o caso de um gigante gasoso em redor da estrela PTFO8-8695 na constelação de Orionte. O estudo revisto por pares será publicado na revista The Astrophysical Journal e já está disponível online.

"Nós ainda não temos provas absolutas de que é um planeta porque ainda não temos um valor firme da massa, mas as nossas observações ajudam à verificação," afirma Johns-Krull. "Nós comparámos as nossas evidências contra qualquer outro cenário que podíamos imaginar e a comparação sugere que é um dos planetas mais jovens já observados."

Impressão de artista de um exoplaneta cujas camadas superiores da atmosfera estão a ser arrancadas.
Crédito: Wikimedia
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Apelidado de "PTFO8-8695 b", o planeta suspeito orbita uma estrela a cerca de 1100 anos-luz de distância da Terra e tem quase o dobro da massa de Júpiter. A equipa que compilou as evidências foi coliderada por Johns-Krull, por Lisa Prato, astrónoma do Observatório Lowell e incluiu outros 10 coautores de Rice, Lowell, da Universidade do Texas em Austin, da NASA, do Caltech e do Instituto Nacional Aeroespacial da Espanha.

"Ainda não sabemos o destino final deste planeta," comenta Johns-Krull. "Provavelmente formou-se mais longe da estrela e migrou para dentro, até um ponto onde está sendo destruído. Nós sabemos que existem planetas com órbitas íntimas em redor de estrelas de meia-idade e presumivelmente em órbitas estáveis. O que não sabemos é a rapidez com que este jovem planeta vai perder a sua massa e se vai sobreviver."

Os astrónomos já descobriram mais de 3300 exoplanetas, mas quase todos orbitam estrelas de meia-idade como o Sol. No dia 26 de maio, Johns-Krull, Prato e coautores anunciaram a descoberta de "CI Tau b", o primeiro exoplaneta em redor de uma estrela tão jovem que ainda mantém um disco circunstelar de gás. Johns-Krull disse que a descoberta de planetas tão jovens é um desafio porque existem relativamente poucos candidatos estelares jovens o suficiente e brilhantes o suficiente para ver em detalhe com telescópios existentes. A pesquisa é ainda mais complicada pelo facto de que as estrelas jovens são muitas vezes ativas, com explosões visuais e diminuições de brilho, fortes campos magnéticos e enormes manchas estelares que podem imitar a existência de planetas onde estes não existem.

PTFO8-8695 b foi identificado como um candidato a planeta em 2012 pelo levantamento PTF (Palomar Transit Factory) em Orionte. A órbita do planeta, por vezes, faz com que passe entre a sua estrela e a linha de visão da Terra e, portanto, os astrónomos podem usar uma técnica conhecida como método de trânsito para determinar tanto a presença como o raio aproximado do planeta tendo por base a percentagem de diminuição de brilho estelar aquando do "trânsito" exoplanetário.

"Em 2012, não havia nenhuma evidência sólida para planetas em torno de estrelas com 2 milhões de anos," comenta Prato. "As curvas de luz e as variações desta estrela forneceram uma técnica intrigante para confirmar ou refutar tal planeta. A outra coisa que era também muito interessante, era o período orbital de apenas 11 horas. Isso significava que não teríamos de voltar, noite após noite, ou ano após ano. Podíamos, potencialmente, ver algo a acontecer numa só noite. E foi isso que fizemos. Olhámos para a estrela uma noite inteira."

A análise espectroscópica da luz proveniente da estrela revelou excesso de emissão na linha espectral H-alfa, um tipo de luz emitida pelos átomos altamente energizados de hidrogénio. A equipa descobriu que a luz H-alfa é emitida por dois componentes, um que corresponde ao muito pequeno movimento da estrela e outro que parece orbitá-la.

Astrónomos usaram o Telescópio Harlan J. Smith do Observatório McDonald para estudar o exoplaneta PTFO8-8695 b.
Crédito: Ethan Tweedie
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Vimos um componente da emissão de hidrogénio começar num lado da estrela e, em seguida, passar para o outro lado," explica Prato. "Quando um planeta transita uma estrela, podemos determinar o período orbital do planeta e quão rápido se desloca na nossa direção ou na direção oposta. Então pensámos: 'Se o planeta é real, qual é a velocidade do planeta em relação à estrela?' E descobriu-se que a velocidade do planeta era exatamente onde esta informação extra da emissão H-alfa se movia para trás e para a frente."

Johns-Krull disse que as observações dos trânsitos revelaram que o planeta tem apenas 3 a 4% o tamanho da estrela, mas que a emissão H-alfa do planeta parece ser quase tão brilhante quanto a emissão proveniente da estrela.

"Não existe nada confinado à superfície do planeta que possa produzir tal efeito," afirma. "O gás tem de estar a preencher uma região muito maior onde a gravidade do planeta já não é forte o suficiente para a segurar. A gravidade da estrela ganha à gravidade do planeta e, eventualmente, o gás cai sobre a estrela."

A equipa observou a estrela PTFO8-8695 dúzias de vezes no Observatório McDonald da Universidade do Texas em Austin perto de Fort Davis e com o telescópio de 4 metros do Observatório Nacional Kitt Peak no estado americano do Arizona.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
03/06/2016 - Astrónomos encontram planeta gigante em torno de estrela muito jovem

Notícias relacionadas:
Universidade Rice (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
SPACE.com
redOrbit
(e) Science News
PHYSORG

PTFO8-8695:
Open Exoplanet Catalogue

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

 
SATÉLITES DA NASA REVELAM PADRÕES SAZONAIS NAS TEMPESTADES MARCIANAS DE AREIA
Este gráfico mostra dados atmosféricos de temperatura como "cortinas" sobre uma imagem de Marte captada durante uma tempestade regional de poeira. Os perfis de temperatura prolongam-se desde a superfície até cerca de 80 km de altitude. As temperaturas variam em função da cor, desde -153º C (púrpura) até -23º C (vermelho).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Após décadas de investigação para discernir padrões sazonais nas tempestades de poeira marcianas com recurso a imagens, só o padrão mais claro foi captado através da medição da temperatura na atmosfera do Planeta Vermelho.

Para seis anos marcianos, os registos de temperatura de satélites da NASA revelam um padrão de três tipos de grandes tempestades regionais de poeira que ocorrem em sequência às mesmas épocas a cada ano durante a primavera e o verão no hemisfério sul. Cada ano marciano dura cerca de dois anos terrestres.

"Quando olhamos para a estrutura da temperatura em vez da poeira visível, nós finalmente vemos alguma regularidade nas grandes tempestades de poeira," afirma David Kass do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. Ele é cientista do instrumento MCS (Mars Climate Sounder) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) e o autor principal de um artigo sobre estes achados, publicado a semana passada na revista Geophysical Research Letters.

"O reconhecimento de padrões na ocorrência de tempestades regionais de poeira é um passo em frente na compreensão das propriedades atmosféricas fundamentais que as controla," explica. "Nós ainda temos muito a aprender, mas isto abre-nos uma janela valiosa."

Este gráfico mostra dados da temperatura atmosférica marciana relacionados com padrões sazonais na ocorrência de grandes tempestades regionais de areia. Os dados vistos aqui foram recolhidos pelo instrumento MCS a bordo da MRO ao longo de meio-ano marciano, durante 2012 e 2013. As cores indicam temperaturas diurnas de uma camada atmosférica centrada aproximadamente 25 km acima da superfície, correspondendo à barra na porção inferior do gráfico.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A poeira levantada pelos ventos marcianos está diretamente ligada com a temperatura atmosférica: a poeira absorve luz solar, assim que o Sol aquece mais o ar empoeirado do que o ar limpo. Em alguns casos, isto pode ser dramático, com uma diferença de mais de 35 graus Celsius entre o ar poeirento e o ar limpo. Este aquecimento também afeta a distribuição global do vento, que pode produzir movimentos descendentes que aquecem o ar fora das regiões aquecidas pela poeira. Assim sendo, as observações de temperatura capturam os efeitos diretos e indiretos das tempestades de areia na atmosfera.

O melhoramento da capacidade de prever tempestades de poeira potencialmente perigosas e em larga-escala em Marte trará benefícios de segurança para o planeamento de missões robóticas e humanas à superfície do planeta. Além disso, através do reconhecimento de padrões e categorias das tempestades de areia, os investigadores avançam em direção à compreensão de como os eventos locais sazonais afetam o clima global num típico ano marciano.

A NASA opera orbitadores em Marte, continuamente, desde 1997. O MCS a bordo da MRO, que chegou a Marte em 2006, e o TES (Thermal Emission Spectrometer) a bordo da Mars Global Surveyor, que estudou Marte entre 1997 e 2006, usaram observações infravermelhas para avaliar a temperatura atmosférica. Kass e coautores analisaram dados de temperatura representativos de uma camada ampla centrada a cerca de 25 km acima da superfície marciana - alta o suficiente para ser mais afetada por tempestades regionais do que por tempestades locais.

A maioria das tempestades de poeira de Marte são localizadas, com tamanhos inferiores a mais ou menos 2000 km de diâmetro e que se dissipam em poucos dias. Algumas tornam-se regionais, afetando até um-terço do planeta e persistindo até três semanas. Algumas rodeiam Marte, cobrindo o hemisfério sul mas não todo o planeta. Desde 1997, duas tempestades globais de poeira cobriram Marte completamente. O comportamento de grandes tempestades regionais de areia durante anos marcianos que incluem tempestades globais é atualmente incerto, e os anos com uma tempestade global não foram incluídos na nova análise.

Três grandes tempestades regionais, apelidadas de tipo A, B e C, apareceram em cada dos seis anos marcianos investigados.

Pequenas tempestades múltiplas formam-se sequencialmente perto do polo norte do planeta durante o outono, semelhantes às tempestades árticas da Terra que surgem sequencialmente na América do Norte.

"Em Marte, algumas deslocam-se mais para sul ao longo de caminhos favoráveis," comenta Kass. "Se cruzam até ao hemisfério sul, onde é primavera, ficam mais quentes e podem explodir para tempestades de poeira muito maiores do Tipo A."

A primavera e verão no hemisfério sul de Marte, na atualidade, são muito mais quentes do que a primavera e verão no hemisfério norte, porque a excentricidade da órbita de Marte coloca o planeta mais próximo do Sol perto do final da primavera austral. A primavera e verão no sul há muito que são reconhecidas como as épocas mais poeirentas do ano marciano e a estação de tempestades globais de poeira, embora o padrão mais detalhado documentado no novo artigo não tenha sido descrito anteriormente.

Quando uma tempestade to Tipo A, a norte, se move para a primavera no hemisfério sul, a luz solar, sobre a poeira, faz aquecer a atmosfera. Essa energia aumenta a velocidade dos ventos. Ventos mais fortes levantam mais poeira, ampliando ainda mais a área e o alcance vertical da tempestade.

Em contraste, uma tempestade do Tipo B começa perto do polo sul antes do início do verão. Pode ter origem nos ventos gerados na borda da calote de dióxido de carbono gelado. Tempestades múltiplas podem contribuir para uma névoa regional.

A tempestade do Tipo C começa após o fim da tempestade do Tipo B. Tem origem no norte, durante o inverno (verão no sul) e move-se para o hemisfério sul como a tempestade do Tipo A. De um ano para o outro, a tempestade do Tipo C varia mais em força, em termos de pico de temperatura e duração, em comparação com os Tipos A e B.

A longevidade da MRO da NASA permitiu estudos dos padrões sazonais de Marte como este.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Geophysical Research Letters)
Astronomy
COSMOS
PHYSORG
engadget

Marte:
O clima de Marte (Wikipedia)
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

MRO:
NASA 
JPL 
Wikipedia

Mars Global Surveyor: 
NASA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Novo planeta é o maior já descoberto em redor de dois sois (via NASA)
Se olhar na direção da constelação de Cisne, estará a olhar na direção do maior planeta já descoberto em redor de um sistema duplo de estrelas. É demasiado ténue para ser visto a olho nu, mas uma equipa liderada por astrónomos do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e da Universidade Estatal de San Diego usou o Telescópio Espacial Kepler para identificar o novo exoplaneta, Kepler-1647b. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 6888: A Nebulosa Crescente
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Michael MillerJimmy Walker
 
NGC 6888, também conhecida como Nebulosa Crescente, é uma bolha cósmica com cerca de 25 anos-luz de diâmetro, soprada por ventos da sua brilhante e massiva estrela central. Este retrato colorido da nebulosa usa dados de banda-estreita que isolam a luz dos átomos de hidrogénio e oxigénio. Os átomos de oxigénio produzem os tons azul-esverdeados que parecem rodear os filamentos e dobras detalhadas. A estrela central de NGC 6888 está classificada como uma estrela Wolf-Rayet (WR 136). A estrela está a libertar o seu invólucro exterior num forte vento estelar, ejetando o equivalente à massa do Sol a cada 10.000 anos. As complexas estruturas da nebulosa são provavelmente o resultado deste vento forte que interage com o material expelido numa fase anterior. Queimando combustível a um ritmo extraordinário e perto do fim da sua vida, esta estrela deverá morrer numa espetacular explosão de supernova. Situada na constelação rica em nebulosas de Cisne, NGC 6888 encontra-se a aproximadamente 5000 anos-luz da Terra.
 

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