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Edição n.º 1511
31/08 a 03/09/2018
 
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ASTRONOMIA NO VERÃO DO CCVAlg

Atividades astronómicas planeadas para o mês de setembro:

12/09 - Observação astronómica noturna - Castelo de Paderne, Albufeira, junto ao Castelo, a partir das 20:30

15/09 - Observação astronómica noturna - Alto da Fóia, Monchique, a partir das 21:30

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis)

 
EFEMÉRIDES

Dia 31/08: 243.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913 nascia Bernard Lovell, físico e radioastrónomo inglês. Foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, desde 1945 até 1980.
Em 1998, a Coreia do Norte lança, alegadamente, o seu 1.º satélite, chamado Kwangmyŏngsŏng-1.

Observações:

Dia 01/09: 244.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1804, Juno, um dos maiores asteroides da cintura principal, é descoberto pelo astrónomo alemão Karl Ludwig Harding.
Em 1859, o físico solar Richard Carrington observa a primeira proeminência solar.

Uma intensa aurora ocorreu no dia seguinte.
Em 1979, voo rasante da Pioneer 11 por Saturno (maior aproximação, 20.900 km). A Pioneer 11 mapeou a magnetosfera e o campo magnético de Saturno e descobriu que a sua maior lua, Titã, era fria demais para suportar vida.
Em 2000, um objeto com meio quilómetro, conhecido como 2000 QW7 - apenas descoberto a 26 de agosto de 2000, com o sistema NEAT da NASA/JPL - passou pela Terra a uma distância ligeiramente maior que 12 vezes a distância à Lua. 
Observações:

Dia 02/09: 245.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1859, uma super tempestade solar afeta serviços telegráficos por toda a Europa, América, Japão e Austrália.
Em 1970, a NASA anuncia o cancelamento de duas missões Apollo à Lua, a Apollo 15 (a mesma designação é re-usada numa missão posterior) e a Apollo 19.

Em 1971, lançamento da soviética Luna 18, missão de recolha de amostras lunares. Colidiu com a Lua no dia 11 de setembro e as comunicações foram imediatamente perdidas.
Observações:

Dia 03/09: 246.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1976, a sonda Viking 2 aterrava na Planície Utopia, em Marte

Em 1985, aterragem da missão STS-51-I, do vaivém espacial Discovery da NASA.
Observações:

 
CURIOSIDADES

Contagem mais recente de exoplanetas: 3823 planetas em 2860 sistemas planetários, 632 dos quais são sistemas múltiplos.
 
COMO PROCURAR ÁGUA NAS PROFUNDEZAS DA GRANDE MANCHA VERMELHA DE JÚPITER
Impressão de artista de Júpiter, criada a partir de imagens captadas pela sonda Juno da NASA, que tem vindo a estudar o planeta desde que aí chegou no dia 4 de julho de 2016.
Crédito: NASA/JPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas trabalham já há séculos para compreender a composição de Júpiter. Não é de admirar: este planeta misterioso é de longe o maior do nosso Sistema Solar e, quimicamente, o mais parecido com o Sol. A compreensão de Júpiter é fundamental para aprender mais sobre como o nosso Sistema Solar se formou e até sobre como outros sistemas solares se desenvolvem.

Mas uma questão fundamental tem intrigado os astrónomos durante gerações: será que existe água nas profundezas da atmosfera de Júpiter e, em caso afirmativo, quanta?

Gordon L. Bjoraker, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, relatou num recente artigo publicado na The Astronomical Journal que ele e a sua equipa aproximaram a comunidade de investigação joviana da resposta.

Ao observar com telescópios terrestres comprimentos de onda sensíveis à radiação térmica que escapa das profundezas da persistente tempestade de Júpiter, a Grande Mancha Vermelha, detetaram as assinaturas químicas da água acima das nuvens mais profundas do planeta. A pressão da água, concluíram os investigadores, combinada com as suas medições de outro gás contendo oxigénio, o monóxido de carbono, implica que Júpiter tem 2 a 9 vezes mais oxigénio do que o Sol. Este achado suporta modelos teóricos e de computador que previram água abundante (H2O) em Júpiter composta por oxigénio (O) ligada ao hidrogénio molecular (H2).

A revelação foi emocionante, uma vez que a experiência da equipa podia ter falhado facilmente. A Grande Mancha Vermelha está repleta de nuvens densas, o que torna difícil a fuga de energia eletromagnética e difícil de ensinar aos astrónomos mais sobre a química interna.

"Acontece que não são espessas o suficiente para bloquear a nossa capacidade de ver as profundezas," realça Bjoraker. "Foi uma surpresa agradável."

Novas tecnologias espectroscópicas e pura curiosidade deram à equipa um impulso para investigar as profundezas de Júpiter, que tem uma atmosfera com milhares de quilómetros de espessura, explicou Bjoraker: "Nós pensámos, bem, vamos tentar ver o que há por lá."

Os dados que Bjoraker e a sua equipa recolheram vão complementar a informação que a sonda Juno da NASA está a reunir enquanto orbita o planeta de norte a sul a cada 53 dias.

Entre outras coisas, a Juno está à procura de água com o seu próprio espectrómetro infravermelho e com um radiómetro de micro-ondas que pode estudar mais profundamente do que alguém já tentou - até 100 bares, ou 100 vezes a pressão atmosférica à superfície da Terra (a altitude em Júpiter é medida em bares, que representa a pressão atmosférica, já que o planeta não tem uma superfície, como a Terra, para medir a elevação).

Se a Juno transmitir descobertas similares de água, apoiando, portanto, a técnica terrestre de Bjoraker, poderá abrir-se uma nova janela para resolver o problema da água, realçou Amy Simon, também de Goddard, especialista em atmosferas planetárias.

"Se funcionar, então talvez possamos aplicá-la noutros lugares, como Saturno, Úrano ou Neptuno, onde não temos uma Juno," comenta.

A Juno é a sonda mais recente encarregada de encontrar água, provavelmente em forma de gás, neste gigantesco planeta gasoso.

A água é uma molécula importante e abundante no nosso Sistema Solar. Contribuiu para a formação da vida na Terra e agora lubrifica muitos dos seus processos mais essenciais, incluindo o clima. É também um fator crítico no clima turbulento de Júpiter e para determinar se o planeta tem um núcleo rochoso ou gelado.

Pensa-se que Júpiter tenha sido o primeiro planeta formado no Sistema Solar, absorvendo os elementos que sobraram da formação do Sol, à medida que este coalescia a partir de uma nebulosa amorfa para a ardente bola de gases que vemos hoje. Uma teoria amplamente aceite até há várias décadas atrás afirmava que Júpiter era idêntico em composição com o Sol; uma bola de hidrogénio com uma "pitada" de hélio - só gás, sem núcleo.

Mas há cada vez mais evidências de que Júpiter tem um núcleo, possivelmente com 10 vezes a massa da Terra. As naves espaciais que anteriormente visitaram o planeta descobriram evidências químicas de que formou um núcleo de rocha e água gelada antes de misturar gases da nebulosa solar para perfazer a sua atmosfera. A maneira como a gravidade de Júpiter puxa a Juno também suporta esta teoria. Há até raios e trovões no planeta, fenómenos alimentados pela humidade.

"As luas que orbitam Júpiter são principalmente água gelada, de modo que toda a vizinhança tem muita água," salienta Bjoraker. "Porque não haveria o planeta - este enorme poço de gravidade, para onde cai tudo - de ser também rico em água?"

A questão da água tem deixado os cientistas planetários a coçar a cabeça; virtualmente de cada vez que as evidências de H2O se materializam, acontece alguma coisa para os afastar das pistas. Um exemplo favorito entre os especialistas é a Galileo da NASA, que lançou uma sonda na atmosfera em 1995, que acabou numa região anormalmente seca. "É como enviar uma sonda para a Terra, aterrar num deserto, e daí concluir que a Terra é seca," explicou Bjoraker.

Na sua busca pela água, Bjoraker e a sua equipa usaram dados de radiação recolhidos no cume do Maunakea, Hawaii, em 2017. Contaram com o telescópio infravermelho mais sensível da Terra, no Observatório W. M. Keck, e também com um novo instrumento que pode detetar uma ampla gama de gases acoplado ao IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA.

A Grande Mancha Vermelha é a mancha escura no meio desta imagem infravermelha de Júpiter. É escura devido às espessas nuvens que bloqueiam a radiação térmica. A faixa amarela realça a porção da Grande Mancha usada na análise do astrofísico Gordon L. Bjoraker.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Gordon Bjoraker
 

A ideia era analisar a radiação emitida através das nuvens de Júpiter a fim de identificar as altitudes das suas camadas de nuvens. Isso ajudaria os cientistas a determinar a temperatura e outras condições que influenciam os tipos de gases que podem sobreviver nessas regiões.

Os especialistas em atmosferas planetárias esperam que existam três camadas de nuvens em Júpiter: uma camada inferior composta por água gelada e líquida, uma intermédia de amónia e enxofre, e uma camada de superior de amónia.

Para obter uma confirmação por meio de observatórios no solo, a equipa de Bjoraker observou os comprimentos de onda no espectro infravermelho, onde a maior parte dos gases não absorvem calor, permitindo o escape das assinaturas químicas. Especificamente, analisaram os padrões de absorção de uma forma do gás metano. Dado que Júpiter é demasiado quente para o metano congelar, a sua abundância não deve mudar de um lugar para outro no planeta.

"Se virmos que a força das linhas do metano varia de dentro para fora da Grande Mancha Vermelha, isso não é porque há mais metano 'aqui' do que 'ali'," realça Bjoraker, "é porque as nuvens são mais profundas e espessas e bloqueiam a radiação na Grande Mancha Vermelha."

A equipa de Bjoraker encontrou evidências para as três camadas de nuvens na Grande Mancha Vermelha, suportando modelos anteriores. A camada mais profunda de nuvens está a 5 bares, concluiu a equipa, exatamente onde a temperatura atinge o ponto de solidificação da água, realça Bjoraker, "de modo que posso afirmar que muito provavelmente encontrámos uma nuvem de água." A localização da nuvem de água, mais a quantidade de monóxido de carbono que os cientistas identificaram em Júpiter, confirma que Júpiter é rico em oxigénio e, portanto, em água.

A técnica de Bjoraker agora precisa de ser testada noutras partes de Júpiter para obter uma imagem completa da abundância global de água, e os seus dados comparados com os da Juno.

"A abundância de água de Júpiter dir-nos-á muito sobre como o planeta gigante se formou, mas somente se pudermos descobrir quanta água existe em todo o planeta," acrescenta Steven M. Levin, cientista do projeto Juno no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (The Astronomical Journal)
Artigo científico (arXiv.org)
Voando na Grande Mancha Vermelha de Júpiter com a Juno da NASA (NASA via YouTube)
Space Daily
PHYSORG

Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Grande Mancha Vermelha de Júpiter (Wikipedia)

Missão Juno:
NASA
SwRI
Facebook
Twitter
Wikipedia

Galileo:
NASA
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

NASA IRTF:
Página oficial
Wikipedia

 
UMA BASE DE DADOS PARA A EXPLORAÇÃO ESTELAR DOS EXOPLANETAS

Uma cientista do SwRI (Southwest Research Institute) está a usar grandes quantidades de dados para ajudar a comunidade científica a caracterizar exoplanetas, particularmente mundos alienígenas que orbitam estrelas próximas. De particular interesse são os exoplanetas que podem abrigar vida.

"No início, os cientistas focaram-se nas temperaturas, procurando exoplanetas na zona habitável - nem muito perto, nem muito longe da estrela, onde a água líquida pode existir," comenta a Dra. Natalie Hinkel, astrofísica planetária do SwRI. "Mas a definição de habitabilidade está evoluindo para lá da água líquida e de uma temperatura agradável."

Os planetas também precisam de blocos de construção para a vida (como hidrogénio, carbono, azoto, oxigénio e fósforo), bem como uma composição rochosa (incluindo elementos como ferro, silício e magnésio) para que sejam habitáveis. Além disso, são necessários ciclos geoquímicos ativos para distribuir esses elementos por todo o planeta. Tal como visto na Terra, uma atmosfera protetora é também um requisito para a vida.

A Dra. Natalie Hinkel do SwRI fazia parte de uma equipa que observava a vizinhança bastante ocupada em torno da estrela próxima TRAPPIST-1. Com base nos seus modelos, um planeta na denominada zona de habitabilidade é um mundo de água, composto de até 25% de água.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Com a tecnologia atual, não podemos medir a composição da superfície de um exoplaneta, muito menos o seu interior," explica Hinkel. "Mas podemos medir espectroscopicamente a abundância de elementos numa estrela, estudando como a luz interage com os elementos nas camadas superiores de uma estrela. Usando estes dados, os cientistas podem deduzir a composição dos planetas em órbita, usando a composição estelar como um 'proxy' para os seus planetas."

Hinkel construiu uma base de dados disponível publicamente, de nome Catálogo Hipácia, para ajudar os investigadores a explorar milhares de estrelas, bem como potenciais sistemas de estrela-exoplaneta, observados nos últimos 35 anos. É a maior base de dados de estrelas e dos seus elementos para a população até 500 anos-luz do nosso Sol. Na última contagem, Hipácia tinha dados da abundância química estelar de 6156 estrelas, 365 das quais são conhecidas por abrigar planetas. A base de dados também cataloga 72 elementos estelares, desde o hidrogénio até ao chumbo.

"O Catálogo Hipácia e outras grandes bases de dados de abundâncias químicas estelares abrem uma nova era de exploração exoplanetária," realça Hinkel. Ela fez parte de uma equipa de cientistas que recentemente modelou a água nos planetas em órbita da estrela vizinha TRAPPIST-1. "Descobrimos que alguns dos planetas, incluindo um na zona habitável, são provavelmente 'mundos de água', composto por 5 a 25% de água, o que afetaria fortemente a sua habitabilidade. Em comparação, a Terra tem 0,02% de água."

Hinkel trabalha agora com uma variedade de algoritmos de aprendizado de máquina para explorar as formas inéditas de como a presença de um planeta pode influenciar a química da estrela.

Links:

Notícias relacionadas:
SwRI (comunicado de imprensa)
Space Daily
PHYSORG

Catálogo Hipácia:
Página principal

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

 
ÀS PORTAS DE ULTIMA THULE: NEW HORIZONS FAZ PRIMEIRA DETEÇÃO DO SEU PRÓXIMO ALVO DE "FLYBY"

A sonda New Horizons da NASA fez a primeira deteção do seu próximo alvo de passagem rasante, o objeto da Cintura de Kuiper apelidado Ultima Thule, mais de quatro meses antes do encontro do dia de Ano Novo de 2019.

Os membros da equipa da missão ficaram entusiasmados - se não um pouco surpresos - que o instrumento LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) da New Horizons tivesse sido capaz de ver o objeto pequeno e ténue a mais de 1,6 milhões de quilómetros de distância e contra um fundo denso de estrelas. Obtida no dia 16 de agosto e transmitida através da DSN (Deep Space Network) da NASA nos dias seguintes, o conjunto de 48 imagens marcou a primeira tentativa da equipa em encontrar Ultima com as próprias câmaras da sonda.

A figura à esquerda é uma composição produzida através da soma de 48 diferentes exposições obtidas pelo LORRI da New Horizons, cada com 29,967 segundos, obtidas no dia 16 de agosto de 2018. A posição prevista do objeto da Cintura de Kuiper, com a alcunha de Ultima Thule, está no centro da caixa amarela e é indicada pela mira, logo acima e para a esquerda de uma estrela próxima que é mais ou menos 17 vezes mais brilhante que Ultima. À direita temos uma imagem ampliada da região na caixa amarela, depois da subtração de um "modelo" do campo estelar de fundo obtido pelo LORRI em setembro de 2017 antes de detetar o próprio objeto. Ultima é claramente visível nesta imagem subtraída e está muito próximo da posição prevista pelos cientistas, indicando à equipa que a New Horizons está apontada na direção correta. Os muitos artefactos na imagem subtraída são provocados ou por pequenos erros de registo entre as novas imagens do LORRI e o "modelo", ou por variações intrínsecas de brilho estelar. À altura destas observações, Ultima Thule estava a 172 milhões de quilómetros da sonda New Horizons e a 6,5 mil milhões de quilómetros do Sol.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O campo da imagem é extremamente rico em estrelas de fundo, o que torna difícil a deteção de objetos fracos," comenta Hal Weaver, cientista do projeto New Horizons e investigador principal do LORRI no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland. "É como encontrar uma agulha num palheiro. Nestas primeiras imagens, Ultima aparece apenas como uma 'protuberância' no lado de uma estrela de fundo aproximadamente 17 vezes mais luminosa, mas Ultima ficará mais brilhante - e mais fácil de ver - à medida que a nave espacial se aproximar."

Esta primeira deteção é importante porque as observações que a New Horizons fizer de Ultima nos próximos quatro meses ajudarão a equipa a aperfeiçoar a trajetória da sonda em direção à maior aproximação do objeto, pelas 05:33 (hora portuguesa) do dia 1 de janeiro de 2019. O facto de que Ultima está onde os cientistas da missão esperavam que estivesse - precisamente na posição prevista, usando dados recolhidos pelo Telescópio Espacial Hubble - indica que a equipa já tem uma boa ideia da órbita de Ultima.

O "flyby" por Ultima será a primeira exploração de perto de um pequeno objeto da Cintura de Kuiper e a mais longínqua para qualquer corpo planetário na história da Humanidade, quebrando o recorde que a própria New Horizons estabeleceu em Plutão em julho de 2015 em cerca de 1,6 mil milhões de quilómetros. Estas imagens são também as mais distantes do Sol já captadas, quebrando o recorde estabelecido pela imagem da Terra, "Pálido Ponto Azul" da Voyager 1, em 1990 (a New Horizons estabeleceu o recorde de imagem mais distante da Terra em dezembro de 2017).

"A nossa equipa trabalhou arduamente para determinar se Ultima era detetado pelo LORRI a uma distância tão grande, e o resultado é um claro sim," comenta Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, Colorado, EUA. "Agora temos Ultima na nossa 'mira', muito mais longe do que se imaginava ser possível. Estamos à porta de Ultima, e espera-nos uma exploração incrível!"

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG
ScienceNews
Gizmodo
The Verge

Ultima Thule (2014 MU69):
Wikipedia 
NASA

New Horizons:
Página oficial
NASA
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TAMBÉM EM DESTAQUE
  InSight da NASA tem um termómetro para Marte (via NASA)
Alpinistas ambiciosos, esqueçam o Monte Evereste. Sonhem com Marte. O Planeta Vermelho tem algumas das montanhas mais altas do Sistema Solar. Estas incluem Olympus Mons, um vulcão com quase três vezes a altura do Evereste. Fica na fronteira da região do planalto Tharsis, onde outros três vulcões igualmente inspiradores dominam a paisagem. Ler fonte
     
  Júpiter teve problemas de crescimento (via Universidade de Zurique)
Investigadores das Universidades de Zurique e Berna e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Zurique mostram como Júpiter foi formado. Dados recolhidos de meteoritos indicaram que o crescimento do planeta gigante foi "atrasado" dois milhões de anos. Agora sabemos porquê: colisões com blocos de vários quilómetros geraram demasiada energia, o que significa que nesta fase quase nenhuma acreção de gás podia ter ocorrido e o planeta só podia crescer lentamente. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrela Variável RS Pup
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAEquipa do Legado Hubble; Reconhecimento: Howard Bond (STScI & Universidade Estatal da Pennsylvania)
 
No centro está uma das estrelas mais importantes do céu. Em parte porque, por coincidência, está rodeada por uma deslumbrante nebulosa de reflexão. A pulsante RS Puppis, a estrela mais brilhante no centro da imagem, tem cerca de dez vezes a massa do nosso Sol e é em média 15.000 vezes mais luminosa. De facto, RS Pup é uma estrela variável do tipo Cefeida, uma classe de estrelas cujo brilho é usado para estimar distâncias a galáxias vizinhas, um dos primeiros passos para estabelecer a escala de distâncias cósmicas. Como RS Pup pulsa durante um período de aproximadamente 40 dias, as suas variações periódicas de brilho são também observadas ao longo da nebulosa, mas atrasadas no tempo, criando efetivamente um eco de luz. Usando as medições no atraso de tempo e no tamanho angular da nebulosa, a velocidade conhecida da luz permite aos astrónomos determinarem geometricamente a distância até RS Pup de 6500 anos-luz, com um incrível e pequeno erro de mais ou menos 90 anos-luz. Um feito impressionante para a astronomia estelar, a distância medida do eco também estabelece com precisão o verdadeiro brilho de RS Pup, e por extensão de outras cefeidas, melhorando o conhecimento das distâncias de galáxias para lá da Via Láctea. A imagem em destaque foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble.
 

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