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Edição n.º 1523
12/10 a 15/10/2018
 
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12/10/18 - VIAGEM INTERESTELAR

No âmbito da Semana Mundial do Espaço, irá realizar-se uma Observação Astronómica em Carvoeiro - "Viagem Interestelar", no anfiteatro do Forte da N.ª Sr.ª da Encarnação, às 20h00 de dia 12 de outubro. A atividade, em formato de aula de astronomia interativa, contará com projeção dos astros observados no Forte da N.ª Sr.ª da Encarnação (em Carvoeiro). Esta ação, de carácter gratuito, tem a coordenação do Município de Lagoa e do Centro Ciência Viva do Algarve, e será dinamizada pelo Eng.º Filipe Dias.

Inscrições e informações
Telefone: 282 380 456
E-mail: jose.vieira@cm-lagoa.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 12/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais. 

Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus
Em 2005, segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportou dois astronautas durante cinco dias em órbita.
Observações: Plutão na sua quadratura este, pelas 04:49.
Olhe para baixo e para a esquerda da Lua ao anoitecer, perto do horizonte a sudoeste. Consegue avistar a alaranjada Antares? Está a 9º da Lua, menos do que um punho à distância do braço esticado.
Para a direita de Antares brilha, mais intensamente, Júpiter.

Dia 13/10: 286.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1773, Charles Messier descobria a Galáxia do Rodamoinho (M51).

Em 1884, Greenwich, em Londres, Inglaterra, é estabelecida como o meridiano de longitude para a Hora Universal
Em 1892 (noite de 13 para 14), Edward Emerson Barnard descobre D/1892 T1, o primeiro cometa descoberto por meios fotográficos. 
Em 1933, criação da Sociedade Interplanetária Britânica.
Observações: A Lua encontra-se a sudoeste depois do pôr-do-Sol. Quão cedo, ao lusco-fusco, consegue avistar Saturno, cerca de 15º para a esquerda da Lua?
De seguida, tente procurar Antares, mais ténue e mais difícil, a mais ou menos a mesma distância mas para baixo e para a direita da Lua.

Dia 14/10: 287.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, a sonda soviética Mars 1960B falha a inserção na órbita da Terra. 
Em 1968 tem lugar a primeira transmissão televisiva em direto de uma nave espacial, a Apollo 7.
Em 2012, Felix Baumgartner salta da estratosfera e quebra o recorde de maior queda livre, a uma altitude de 39.068 metros. É também a primeira pessoa a quebrar a barreira do som sem recurso a um veículo.

Observações: A Lua moveu-se para mais perto de Saturno, em comparação com a observação de ontem. Está a apenas 4º para a esquerda do nosso satélite natural.

Dia 15/10: 288.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1582, o papa Gregório XIII implementava o calendário gregoriano. O dia 4 de outubro deste ano é seguido diretamente pelo 15 de outubro.
Em 1608 nascia Evangelista Torricelli, físico italiano famoso por ter inventado o barómetro. 
Em 1829 nascia Asaph Hall, astrónomo americano famoso por ter descoberto as luas de Marte, Fobos e Deimos.

Determinou também as órbitas de satélites de outros planetas e de estrelas duplas, a rotação de Saturno e a massa de Marte.
Em 1997, era lançada a sonda Cassini para Saturno a partir de Cabo Canaveral. 
Em 2001, a sonda Galileu da NASA passa a 181 km da lua de Júpiter, Io
Em 2003, a China lança a Shenzhou 5, a sua primeira missão espacial tripulada.
Observações: A Lua continua a deslocar-se no seu percurso orbital. Agora, da perspetiva do céu da Terra, a Lua deslocou-se para a esquerda de Saturno, planeta este que está agora a mais ou menos 7º para a sua direita.

 
CURIOSIDADES

Para fugir à atração gravitacional da Terra, um veículo precisa, teoricamente, de atingir uma velocidade de escape de 11,2 km/s.
 
CONHEÇA A MISSÃO EUROPEIA BEPICOLOMBO

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol (aproxima-se a pouco mais de 46 milhões de quilómetros durante o periélio) e é também o mais pequeno do Sistema Solar, e estas circunstâncias fazem com que o seu estudo com sondas espaciais seja mais complicado do que o habitual neste tipo de missões. A ESA, em conjunto com a agência espacial japonesa (JAXA), lançará o seu primeiro satélite para o planeta a 20 de outubro, a bordo de um foguetão Ariane 5, a partir de Kourou, e fá-lo-á com o objetivo de descobrir muitos dos segredos que Mercúrio ainda guarda zelosamente.

BepiColombo, que é o nome da missão, será a terceira sonda a visitar o planeta depois das sondas da NASA Mariner 10, em meados dos anos 70, e MESSENGER, entre 2011 e 2015. Levará mais de sete anos para chegar ao seu destino, auxiliada por uma assistência gravitacional na Terra, duas em Vénus e seis no próprio Mercúrio, até atingir a sua órbita científica, prevista para março de 2026, uma jornada muito longa para um planeta que está mais próximo da Terra do que, por exemplo, Júpiter. Mas Mercúrio apresenta os seus próprios desafios.

Impressão de artista da nave BepiColombo pouco depois do lançamento, à medida que a "tampa" do Ariane 5 cai. A sonda está na sua configuração de lançamento, o MTM (Mercury Transfer Module) em baixo, o MPO (Mercury Planetary Orbiter) no meio, e a MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter) dentro do escudo de calor no topo. Neste estágio, os painéis solares estão fechados.
Crédito: ESA/ATG medialab
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Os desafios de BepiColombo

Mauro Casale, responsável pelo desenvolvimento do segmento científico da missão, resume tudo o que a ESA e a indústria aeroespacial europeia tiveram de inovar no satélite, afirmando que "podemos dizer que BepiColombo está a promover a tecnologia espacial por ter construído um satélite capaz de voar num 'forno de pizza' e suportar o calor em Mercúrio." Cerca de 85% da tecnologia a bordo da BepiColombo teve de ser projetada especificamente para isso, porque as condições extremas no planeta tornavam impossível que a tecnologia de outras missões pudesse ser reutilizada.

"Mudanças de temperatura que vão de -170º a 450º C, radiação solar dez vezes mais intensa e um fluxo infravermelho 20 vezes maior que na Terra, radiação ultravioleta muito intensa, o vento solar a soprar a uma velocidade de 400 km/s , etc.", Mauro detalha um ambiente no planeta que obrigou a redesenhar muitos componentes de BepiColombo a partir do zero, especialmente nos painéis solares e no seu isolamento térmico. Além disso, também utiliza uma propulsão elétrica solar que é inédita para missões de exploração do Sistema Solar da ESA. Ao longo deste processo de construção do satélite, participaram 83 empresas de doze países.

Os desafios não param na tecnologia. As operações científicas e o que a missão estudará em Mercúrio também apresentam os seus próprios desafios. Para começar, BepiColombo é na verdade composta por dois satélites: MPO (Sonda Planetária de Mercúrio) e MMO (Sonda Magnetosférica de Mercúrio). O primeiro é aquele que observará o planeta a partir da sua órbita, estudando a composição, a topografia e a morfologia da sua superfície e o seu interior, e o segundo focar-se-á no estudo do ambiente do planeta e da sua magnetosfera. Será a primeira vez que duas sondas fazem observações coordenadas e simultâneas de diferentes pontos do ambiente de Mercúrio, com as dificuldades operacionais que isso acarreta.

Impressão de artista da BepiColombo na sua configuração de cruzeiro, em aproximação a Mercúrio. Durante a sua viagem de 7,2 anos até ao planeta mais interior do Sistema Solar, a BepiColombo passará pela Terra uma vez, duas vezes por Vénus e seis vezes por Mercúrio antes de entrar em órbita.
À direita pode ser visto o módulo MTM (Mercury Transfer Module), com os seus motores iónicos ligados e os painéis solares estendidos, que medem de ponta a ponta 30 metros. A asa solar de 7,5 metros do MPO (Mercury Planetary Orbiter), no meio, pode ser visto estendendo-se no topo. O MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter) está escondido dentro do escudo de calor para a esquerda nesta orientação.
Crédito: nave - ESA/ATG medialab; Mercúrio - NASA/JPL
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Contribuição espanhola

A indústria espanhola participou neste desenvolvimento desde o início. "A missão BepiColombo tem sido um desafio para o setor, já que tiveram que desenvolver tecnologias específicas para atender às exigentes especificações da missão," diz María del Pilar Román, do CDTI, delegada espanhola do Comité de Programas Científicos da missão da ESA. Acrescenta ainda que, "no entanto, estes desafios resultaram em novos produtos ou capacidades em áreas de tecnologia que abriram novas oportunidades de negócios."

Porque razão Mercúrio é assim

O que a missão tentará resolver é a razão por que Mercúrio é como o vemos atualmente, como teve origem e como evoluiu desde então até aos dias de hoje. Para tal, estudará a sua superfície e o seu interior, a composição e dinâmica da sua exosfera, a estrutura e a dinâmica da sua magnetosfera e a origem do seu campo magnético e, de passagem, serão realizadas experiências para testar a teoria da Relatividade Geral de Einstein. Mauro oferece mais dados sobre esses objetivos científicos: "BepiColombo ajudar-nos-á a entender melhor a formação e a evolução do nosso Sistema Solar e, dessa forma, contribuirá para a compreensão de como os planetas mais internos de outros sistemas extrassolares são formados e evoluem. Por exemplo, uma das medições da Messenger parece indicar que Mercúrio se formou muito mais longe do Sol (mesmo um pouco mais longe que Marte) e depois se aproximou numa etapa mais tardia."

A missão buscará a confirmação da existência de gelo e se este provém dos impactos de cometas, por exemplo, e tentará responder por que o seu campo magnético está a 400 km de distância em relação ao centro do planeta. Todos estes dados científicos serão recebidos no ESAC, de onde as operações científicas serão coordenadas com as equipas responsáveis pelos instrumentos, a programação científica da missão será levada a cabo e os dados científicos serão processados. Além disso, operar um satélite tão próximo do Sol também será uma ótima experiência de aprendizagem para a própria agência. Mauro ressalta ainda que "como a vida da missão é limitada, é muito importante que as operações científicas sejam extremamente otimizadas, não se pode perder nem um minuto; portanto, é necessário um alto nível de automação, um curto tempo de reação e máxima flexibilidade possível."

A aventura BepiColombo está prestes a começar.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Science

Mercúrio:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

BepiColombo:
ESA
JAXA
Wikipedia

Sonda MESSENGER:
NASA 
JHUAPL
Wikipedia

 
A COMPOSIÇÃO DOS PLANETAS
Investigadores usaram bases de dados e ferramentas estatísticas para caracterizar exoplanetas e as suas atmosferas.
Crédito: iStock.com/Arkadlusz Wargula
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Investigadores da Universidade de Zurique analisaram a composição e estrutura de exoplanetas distantes usando ferramentas estatísticas. A sua análise indica se um planeta é parecido com a Terra, se é composto por rocha pura ou um mundo de água. Quanto maior o planeta, mais hidrogénio e hélio tem.

Será que existe uma segunda Terra no espaço? O nosso conhecimento de sistemas planetários distantes está a evoluir constantemente, à medida que surgem novas tecnologias que continuam a melhorar as nossas observações astronómicas. Até à data já foram descobertos mais de 3700 planetas para lá do nosso Sistema Solar. As massas e os raios dos planetas podem ser usados para inferir a sua densidade média, mas não a sua composição e estrutura química exatas. A intrigante questão sobre o aspeto desses planetas está, portanto, ainda em aberto.

"Teoricamente, podemos assumir várias composições, como um mundo de água pura, um mundo de rocha pura, planetas com atmosfera de hidrogénio-hélio e explorar quais os raios esperados," explica Michael Lozovsky, candidato a doutoramento no grupo do professor Ravit Helled do Instituto de Ciência Computacional da Universidade de Zurique.

Limites para a composição planetária

Lozovksy e colaboradores usaram bases de dados e ferramentas estatísticas para caracterizar os exoplanetas e as suas atmosferas. Estes são bastante comuns e estão rodeados por uma camada volátil de hidrogénio e hélio. No entanto, os dados medidos anteriormente por via direta não permitem com que os cientistas determinem a estrutura exata, dado que diferentes composições podem levar à mesma massa e raio. Além da precisão dos dados relativos à massa e ao raio, a equipa de investigação também investigou a estrutura interna, a temperatura e a radiação refletida em 83 dos 3700 exoplanetas conhecidos, para os quais as massas e raios estão bem determinados.

"Usámos uma análise estatística para definir limites em possíveis composições. Usando uma base de dados de exoplanetas detetados, descobrimos que cada estrutura planetária teórica tem um 'limite de raio', um raio planetário acima do qual não existem planetas desta composição," explica Michael Lozovsky. A quantidade de elementos, na camada gasosa, mais pesados do que o hélio, a percentagem de hidrogénio e hélio, bem como a distribuição de elementos na atmosfera, são fatores importantes na determinação do limite de raio.

Super-Terras e mini-Neptunos

Os investigadores do Instituto de Ciência Computacional descobriram que os planetas com um raio até 1,4 vezes o da Terra (6371 quilómetros) podem ser semelhantes à Terra, isto é, com uma composição semelhante à da Terra. Os planetas com raios acima deste limite têm uma maior proporção de silicatos ou outros materiais leves. A maioria dos planetas com um raio acima de 1,6 raios terrestres deve ter uma camada gasosa de hidrogénio-hélio ou água além do seu núcleo rochoso, enquanto aqueles com mais de 2,6 raios terrestres não podem ser mundos oceânicos e, portanto, devem estar rodeados por uma atmosfera. Espera-se que os planetas com raios superiores a 4 raios terrestres sejam muito gasosos e tenham, pelo menos, de 10% de hidrogénio e hélio, parecidos a Úrano e Neptuno.

As descobertas deste estudo fornecem novas informações sobre o desenvolvimento e diversidade desses planetas. Um limite particularmente interessante diz respeito à diferença entre grandes planetas terrestres - também conhecidos como super-Terras - pequenos planetas gasosos, também referidos como mini-Neptunos. Segundo os cientistas, este limite situa-se num raio de três vezes o da Terra. Abaixo deste limite, é possível encontrar planetas semelhantes à Terra na vasta extensão da Galáxia.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Zurique (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Artigo científico (The Astrophysical Journal)
EurekAlert!
PHYSORG

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

 
ARQUEOLOGIA GALÁCTICA

Uma equipa internacional de investigadores descobriu uma estrela com uma baixíssima metalicidade, uma das mais antigas da Via Láctea e, por essa razão, uma excelente mensageira do Universo primitivo.

A estrela Pristine 221.8781+9.7844 é uma das estrelas mais antigas da Via Láctea. Nós sabemos isto graças à sua atmosfera. Logo após o Big Bang, o Universo estava repleto de hidrogénio e hélio, tinha muito pouco lítio e não existiam elementos mais pesados porque estes são sintetizados no interior das estrelas. David Aguado, do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias), afirma: "Dado que a atmosfera da estrela que analisámos é muito pobre em metais, podemos dizer com confiança que este é um dos objetos mais antigos da Via Láctea e, claro, muito mais antigo do que o Sol". E acrescenta que "esta estrela vai ajudar-nos a entender melhor algumas características da origem da Via Láctea e de como as primeiras estrelas se formaram."

A estrela Pristine 221.8781+9.7844 foi formada a partir do material expelido pelas primeiras supernovas.
Crédito: Gabriel Pérez, SMM (IAC)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Para chegar a esta conclusão, foram realizados estudos detalhados com o espectrógrafo ISIS acoplado ao Telescópio William Herschel e com o espectrógrafo IDS acoplado ao Telescópio Isaac Newton, ambos pertencentes ao Grupo de Telescópios Isaac Newton situado no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma). "Os dados espectroscópicos com resolução intermédia obtidos com o Telescópio Isaac Newton e com o Telescópio William Herschel permitiram-nos mostrar o baixo teor de carbono, que normalmente é muito abundante neste tipo de estrelas," explica Carlos Allende, professor do IAC e um dos investigadores deste projeto.

O estudo destas estrelas muito antigas, que foram catalogadas e analisadas no levantamento Pristine, liderado pelo Instituto Leibniz de Astrofísica (Potsdam, Alemanha) e pela Universidade de Estrasburgo (França), ajuda-nos a aprender mais sobre o estado do Universo nos seus primeiros tempos, logo após o Big Bang. Para realizar as primeiras deteções destas estrelas, que são sobreviventes dos primeiros estágios do Universo, e têm atmosferas pristinas, a equipa usou um filtro especial de cores acoplado ao Telescópio do Canadá-França-Hawaii no topo do Mauna Kea (Hawaii).

Neste estudo foi utilizada espectroscopia de alta resolução obtida com o espectrógrafo UVES no telescópio VLT (Paranal, ESO). "Os dados espectroscópicos de alta resolução do UVES e do VLT permitiram-nos medir a abundância de lítio na atmosfera desta estrela, o que nos dá informações adicionais sobre a origem da Universo," realça Jonay González, investigador do IAC e colaborador do projeto Pristine.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
EPFL (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
EurekAlert!
COSMOS
spaceref
PHYSORG

Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

WHT (William Herschel Telescope):
Página principal
Wikipedia

ING (Isaac Newton Group of Telescopes):
Página principal
Wikipedia

Observatório do Canadá-França-Hawaii (CFHT):
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Ganimedes mostra sinais de atividade tectónica (via Universidade do Hawaii)
Um estudo publicado recentemente por investigadores da Universidade do Hawaii revela que Ganimedes, uma lua gelada de Júpiter, parece ter atravessado por períodos complexos de atividade geológica. É o primeiro estudo a considerar exaustivamente o papel da atividade geológica da lua. Ler fonte
     
  Como as "sementes" dos planetas ganham forma (via Caltech)
Numa investigação teórica que poderá explicar tudo, desde a formação planetária, passando pelos fluxos estelares, até à cinza vulcânica, investigadores do Caltech descobriram um novo mecanismo que explica como o o acto da poeira a mover-se através de gás leva a aglomerados de poeira. Embora já se soubesse que os aglomerados de poeira desempenhavam um papel na formação de novos planetas, o "como" era desconhecido até agora. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 1672: Galáxia Espiral Barrada pelo Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Arquivo do Legado HubbleNASAESA; Processamento e direitos de autor: Domingo Pestana & Raul Villaverde
 
Muitas galáxias espirais têm barras que atravessam os seus centros. Pensa-se que mesmo até a nossa Via Láctea tenha uma modesta barra central. A proeminente galáxia espiral barrada NGC 1672, na imagem acima, foi capturada em espetacular detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble. São visíveis correntes de poeira escura filamentar, jovens enxames de estrelas azuis e brilhantes, nebulosas vermelhas e brilhantes de emissão de hidrogénio gasoso, uma longa e brilhante barra de estrelas que atravessa o centro e um núcleo ativo que provavelmente contém um buraco negro supermassivo. A luz de NGC 1672 demora cerca de 60 milhões de anos até chegar à Terra e tem um diâmetro de aproximadamente 75.000 anos-luz. NGC 1672, situada na direção da constelação de Dourado, está a ser estudada com o objetivo de descobrir como uma barra espiral contribui para a formação estelar nas regiões centrais de uma galáxia.
 

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