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Edição n.º 1524
16/10 a 18/10/2018
 
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EFEMÉRIDES

Dia 16/10: 289.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2012, é descoberto o exoplaneta Alpha Centauri Bb.

Em outubro de 2015, astrónomos publicaram um artigo científico que refuta a existência do planeta. Isto levou o autor principal do artigo original a voltar atrás no anúncio.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 19:02. Ao cair da noite, a Lua brilha a sul com Marte para a sua esquerda, Saturno para baixo e para a direita e Altair bem para cima.

Dia 17/10: 290.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604, o astrónomo Johannes Kepler observa uma supernova na constelação de Ofíuco.

Observações: Esta noite, a Lua brilha para a direita de Marte, que está 260 vezes mais distante. Bem para baixo e para a esquerda encontrará Fomalhaut.

Dia 18/10: 291.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 320, Pappus de Alexandria, um filósofo grego, observa um eclipse do Sol e escreve um comentário no Almagest.
Em 1959, a sonda soviética Luna 3 envia as primeiras fotos do outro lado da Lua.
Em 1967, a sonda soviética Venera 4 entra na atmosfera de Vénus e torna-se na primeira a medir a atmosfera de outro planeta.

Em 1977, Charles Kowal descobre Chiron, o primeiro de uma população de pequenos objetos gelados, conhecida como centauros, que reside no Sistema Solar exterior. 
Em 1989, a sonda Galileu era lançada a partir da missão STS-34.
Observações: A Lua brilha agora para a esquerda (este) de Marte. Procure para baixo e para a esquerda, cerca de dois punhos à distância do braço esticado, por Fomalhaut.

 
CURIOSIDADES

O maior buraco negro conhecido é o buraco negro supermassivo do quasar TON 618, com uma massa equivalente a 66 mil milhões de sóis. Está situado a 10,4 mil milhões de anos-luz.
 
QUAL É O ASPETO DE UM BURACO NEGRO?
Imagem simulada de um buraco negro com acreção. O horizonte de eventos encontra-se no meio da imagem e a sombra pode ser vista com um disco de acreção em seu redor.
Crédito: Bronzwaer/Davelaar/Moscibrodzka/Falcke/Universidade Radboud
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No centro da nossa Galáxia encontra-se um buraco negro supermassivo rodopiante chamado Sagitário A* ou Sgr A*, para abreviar. Durante milhares de milhões de anos, o gás e poeira em redor têm caído na sua direção. E aproximadamente a cada 10.000 anos engole uma estrela próxima.

Sgr A* é o maior buraco negro do nosso céu noturno, mas não sabemos qual o seu aspeto porque nunca conseguimos tirar uma fotografia do objeto. Isto é verdade para todos os buracos negros. São omnipresentes no nosso Universo, mas são tão pequenos no céu que não temos imagens detalhadas de nenhum.

As fotos que vemos na internet ou em documentários televisivos são ilustrações ou simulações com base em evidências indiretas - observações da região do espaço em redor do buraco negro. Os cientistas não duvidam que os buracos negros existam, mas, sem uma imagem, não podem ter a certeza.

Mas tudo isto está prestes a mudar.

Nos últimos quatro anos, o professor de astrofísica John Wardle tem trabalhado com uma equipa de aproximadamente 200 cientistas e engenheiros para criar uma imagem de Sgr A* que será a primeira de um buraco negro. A iniciativa, de nome EHT (Event Horizon Telescope), terminou de recolher dados em abril de 2017. Os investigadores estão atualmente a analisá-los. Dependendo dos resultados, a imagem que produzirem de Sgr A* pode parecer-se com uma destas:

Simulações de computador das imagens que os investigadores do EHT esperam obter. As regiões brilhantes são gás quente em redor do buraco negro. A região escura e circular é uma sombra provocada pela forte gravidade do buraco negro.
Crédito: EHT
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pode não parecer grande coisa, mas a criação desta imagem grosseira de Sgr A* é o equivalente a ler uma manchete de um jornal situado na Lua, a partir da Terra. De facto, é boa o suficiente para responder a algumas das nossas maiores dúvidas sobre um dos fenómenos mais misteriosos do Universo: qual o aspeto da luz e da matéria quando caem em direção a um buraco negro? Qual é a composição das correntes de energia que são expelidas dos buracos negros? Qual é o papel dos buracos negros na formação das galáxias?

Embora improvável, os resultados do EHT podem até exigir ajustes na teoria geral da relatividade de Einstein. Mas antes de sabermos se um dos maiores cientistas de todos os tempos não está completamente certo, temos que começar com o básico.

Os factos

Normalmente, os buracos negros surgem quando uma estrela muito massiva queima o seu combustível nuclear e colapsa cataclismicamente num ponto incrivelmente denso, ou singularidade. Quando o gás, as estrelas e outros materiais chegam perto o suficiente do buraco negro, são atraídos para o seu horizonte de eventos, uma concha imaginária em redor da singularidade. Nada que atravesse o limiar do horizonte de eventos pode escapar à atração gravitacional do buraco negro. À medida que a matéria cai, o buraco negro torna-se mais massivo e o horizonte de eventos expande-se.

Os buracos negros estão por toda a parte. Os supermassivos encontram-se no centro da maioria das galáxias. Os buracos negros menos massivos são muito mais comuns. A nossa Galáxia, a Via Láctea, tem provavelmente uns 100 milhões de buracos negros, embora só tenhamos identificado algumas dúzias.

Quanto a Sgr A*, está a mais ou menos 26.000 anos-luz da Terra e tem uma massa equivalente a quatro milhões de vezes a massa do Sol. Isso torna-o "fraco" em comparação com outros buracos negros supermassivos, comenta Wardle. O outro buraco negro supermassivo que o EHT estuda, Messier 87 (M87), situado no centro do enxame galáctico de Virgem, tem uma massa de quase sete mil milhões de vezes a massa do Sol. O EHT escolheu Sgr A* e M87 porque são os maiores buracos negros supermassivos quando vistos da Terra. São os candidatos mais fáceis e acessíveis para estudo.

Mas como é que podemos tirar uma foto de um buraco negro quando este é, como o nome indica, negro?

Na realidade, os buracos negros são tão escuros quanto a escuridão do espaço. Qualquer luz que lá entre, nunca escapa. Mas, em redor de um buraco negro, existe luz de um redemoinho luminoso de matéria superaquecida que ainda não caiu no buraco negro. Quando a luz passa perto do horizonte de eventos, é dobrada e distorcida pela forte força da gravidade do buraco negro.

Este efeito delimita uma região escura chamada sombra do buraco negro. Pensa-se que o tamanho da sombra seja duas vezes e meia o tamanho do horizonte de eventos. O tamanho do horizonte de eventos é proporcional à massa do buraco negro. Para Sgr A*, o seu diâmetro ronda os 24 milhões de quilómetros. E o diâmetro de M87, o outro buraco negro que o EHT está a estudar, é mil vezes superior.

Ou seja: através do estudo da sombra do buraco negro, os investigadores do EHT podem descobrir muito sobre o buraco negro. De modo que, tecnicamente falando, os cientistas do EHT não vão produzir uma imagem de um buraco negro. Vão usar a informação sobre a sombra para deduzir informação sobre o buraco negro.

Mas já que fotografar um buraco negro não é uma opção (pelo menos no presente), os cientistas consideram uma imagem da sombra uma evidência conclusiva da existência de um buraco negro.

E é aqui que entra John Wardle. Quando Wardle começou a sua carreira em astrofísica, no final da década de 1960, analisando as ondas de rádio emitidas pelas galáxias, "os buracos negros eram apenas uma curiosidade que podia ou não existir," explica. "Era um campo mais ou menos desonroso para um astrónomo."

Mas, alguns anos mais tarde, o campo floresceu e, dado que os buracos negros libertam jatos energéticos que emitem ondas de rádio, ele foi naturalmente atraído na sua direção. Como parte do Grupo de Radioastronomia Brandeis, Wardle estuda as "galáxias ativas", um tipo relativamente raro de galáxia superluminosa com buracos negros supermassivos no seu centro.

A rede

Sgr A* é tão pequeno no céu que não temos um único telescópio na Terra que possa observá-lo com detalhe suficiente a fim de criar uma fotografia de alta-resolução. Os cientistas do EHT superaram este obstáculo ligando sete telescópios espalhados pelo globo através de uma técnica chamada VLBI (very long baseline interferometry). O resultado foi um "telescópio virtual" com o poder de resolução de um telescópio do tamanho do diâmetro da Terra.

Durante uma semana em abril de 2017, todos os sete telescópios do EHT captaram sinais de Sgr A*. Sete relógios atómicos registaram o tempo de chegada dos sinais em cada telescópio. A natureza dos sinais e o tempo de chegada em cada telescópio vai permitir com que os cientistas trabalhem para trás e construam uma imagem de Sgr A*. Isto vai demorar algum tempo. Os telescópios do EHT recolheram suficientes dados para encher 10.000 portáteis.

O EHT consiste de sete telescópios em rede. O telescópio na Gronelândia está tão para norte que não pode ver Sgr A*, que se encontra muito mais para sul.
Crédito: APEX, IRAM, G. Narayanan, J. McMahon, JCMT/JAC, S. Hostler, D. Harvey, ESO/C. Malin
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Grandes jatos

Wardle está especialmente interessado em descobrir mais sobre os enormes jatos de energia que fluem dos buracos negros. Os jatos formam-se quando a matéria fora de um buraco negro é aquecida a milhares de milhões de graus. Gira no que é chamado de disco de acreção. Parte passa pelo ponto de não retorno, o horizonte de eventos, e entra no buraco negro.

Mas os buracos negros produzem muita bagunça quando comem. Alguma da matéria é cuspida sob a forma de jatos bem focados (colimados). Os jatos viajam por milhares de anos-luz perto da velocidade da luz.

É possível que não existam atualmente jatos oriundos de Sgr A*. Não tem estado muito ativo nas últimas décadas. Mas caso existam, os telescópios do EHT terão captado os seus sinais de rádio. E a equipa científica pode usar a informação para tentar e responder ao que Wardle diz serem as grandes perguntas sobre os jatos:

  • De que são feitos? Eletrões e positrões, eletrões e protões, ou campos eletromagnéticos?
  • Como é que começam?
  • Como é que aceleram até perto da velocidade da luz?
  • Como é que permanecem tão focados?

E agora, finalmente, chegamos a Einstein

Até muito recentemente, as evidências em suporte da teoria da relatividade geral vieram de observações do nosso Sistema Solar. Mas as condições na nossa minúscula zona do Universo são muito calmas. As condições extremas encontradas perto de um buraco negro vão submeter a teoria da relatividade geral ao teste final.

A teoria da relatividade geral deve descrever com precisão como a luz se curva à medida que a enorme atração gravitacional do buraco negro curva o espaço-tempo e atrai tudo na sua direção. Os dados recolhidos pelo EHT vão fornecer medições deste fenómeno que podem então ser comparados com as previsões de Einstein.

As fórmulas da relatividade geral também sugerem que a sombra projetada pelo disco de acreção em redor de Sgr A* será quase circular. Se tiver a forma de um ovo, isso também nos dirá que algo está errado na teoria da relatividade geral.

Wardle pensa que a teoria da relatividade geral vai resistir aos testes. Ainda assim, há sempre a hipótese de "ter que ser ajustada", realça. "Estaremos então em 'maus lençóis', porque não podemos fazer alterações que estragam todas as outras partes que estão a funcionar. Isso seria muito excitante."

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
31/03/2017 - Os astrónomos vão tentar fotografar a região mais próxima do buraco negro da Via Láctea

Notícias relacionadas:
Universidade Brandeis (comunicado de imprensa)

Sagitário A*:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo de M87:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

EHT (Event Horizon Telescope):
Página oficial
Wikipedia

 
ESTRELA MORIBUNDA "SUSSURRA"

Uma equipa de investigadores do Caltech observou a morte peculiar de uma estrela massiva que explodiu como uma supernova surpreendentemente fraca e que rapidamente desvaneceu. Estas observações sugerem que a estrela tem uma companheira invisível, desvinculando gravitacionalmente a massa da estrela para deixar para trás uma estrela "despida" que explodiu como uma rápida supernova. Pensa-se que a explosão tenha resultado numa estrela de neutrões moribunda que orbita a sua companheira densa e compacta, sugerindo que, pela primeira vez, os cientistas testemunharam o nascimento de um sistema binário e compacto composto por estrelas de neutrões.

A investigação foi conduzida pelo estudante Kishalay De e está descrita num artigo publicado na edição de 12 de outubro da revista Science. O trabalho foi feito principalmente no laboratório de Mansi Kasliwal, professora assistente de astronomia. Kasliwal é a investigadora principal do projeto GROWTH (Global Relay of Observatories Watching Transients Happen), liderado pelo Caltech.

Quando uma estrela massiva - com pelo menos oito vezes a massa do Sol - fica sem combustível para queimar no seu núcleo, o núcleo colapsa sobre si próprio e depois rebate para fora numa poderosa explosão chamada supernova. Depois da explosão, todas as camadas exteriores da estrela foram destruídas, deixando para trás uma densa estrela de neutrões - mais ou menos do tamanho de uma cidade pequena, mas contendo mais massa do que o Sol. Uma colher de chá de uma estrela de neutrões pesaria tanto quanto uma montanha.

Os três painéis representam momentos antes, durante e depois da ténue supernova iPTF 14gqr, visível no painel do meio, ter aparecido nas orlas de uma galáxia espiral situada a 920 milhões de anos-luz. A estrela massiva que morreu na supernova deixou para trás uma estrela de neutrões num sistema binário muito íntimo. Estes densos remanescentes estelares vão, em última análise, espiralar um para o outro e fundir-se numa espetacular explosão, libertando ondas gravitacionais e eletromagnéticas.
Crédito: SDSS/Caltech/Keck
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Durante uma supernova, a estrela moribunda repele todo o material nas suas camadas exteriores. Normalmente, corresponde a algumas vezes a massa do Sol. No entanto, o evento que Kasliwal e colegas observaram, denominado iPTF 14gqr, expeliu matéria com apenas um-quinto da massa do Sol.

"Nós observámos o colapso desta estrela massiva, mas vimos uma quantidade notavelmente pequena de massa ejetada," realça Kasliwal. "Chamamos a isto uma supernova de invólucro ultra-despojado e há muito que se previa a sua existência. Esta é a primeira vez que vimos, de forma convincente, o colapso do núcleo de uma estrela massiva que está tão desprovida de matéria."

O facto da estrela sequer ter conseguido explodir implica que devia estar previamente envolvida por uma grande quantidade de material, ou o seu núcleo nunca se teria tornado massivo o suficiente para colapsar. Mas onde estava então a massa perdida?

Os cientistas inferiram que a massa deve ter sido roubada - a estrela deve ter algum tipo de companheira densa e compacta, ou uma anã branca, uma estrela de neutrões ou um buraco negro - suficientemente perto para extrair gravitacionalmente a sua massa antes que explodisse. A estrela de neutrões que ficou para trás, aquando da supernova, deve então ter nascido em órbita daquela companheira densa. A observação de iPTF 14gqr foi na realidade a observação do nascimento de um sistema binário compacto composto por duas estrelas de neutrões. Dado que esta nova estrela de neutrões e a sua companheira estão tão perto uma da outra, eventualmente fundir-se-ão numa colisão semelhante ao evento de 2017 que produziu tanto ondas gravitacionais como ondas eletromagnéticas.

Não só iPTF 14gqr é um evento notável como o facto de sequer ter sido observado foi fortuito, uma vez que estes fenómenos são raros e de curta duração. De facto, foi somente através das observações das fases iniciais da supernova que os investigadores puderam deduzir as origens da explosão como uma estrela massiva.

"Precisamos de levantamentos de transientes rápidos e uma rede bem coordenada de astrónomos, espalhados pelo mundo, para realmente capturar a fase inicial de uma supernova," realça De. "Sem os dados na sua infância, não podíamos ter concluído que a explosão deve ter originado no núcleo em colapso de uma estrela massiva com um invólucro de aproximadamente 500 vezes o raio do Sol."

O evento foi visto pela primeira vez no Observatório de Palomar como parte do iPTF (intermediate Palomar Transient Factory), um levantamento noturno do céu que procura eventos cósmicos transitórios, ou de curta duração, como supernovas. Dado que o levantamento iPTF mantém um olhar tão atento no céu, iPTF 14gqr foi observado nas primeiras horas após a explosão. À medida que a Terra girava e o telescópio Palomar se movia para fora do campo de observação, os astrónomos de todo o mundo colaboraram para monitorizar iPTF 14gqr, observando continuamente a sua evolução com uma série de telescópios que hoje formam a rede GROWTH de observatórios.

O Complexo Transiente Zwicky, o sucessor do iPTF no Observatório Palomar, está a examinar o céu de forma ainda mais ampla e frequente na esperança de capturar mais destes eventos raros, que representam apenas 1% de todas as explosões observadas. Estes levantamentos, em parceria com redes de acompanhamento coordenado como o GROWTH, permitirá que os astrónomos entendam melhor como os sistemas binários evoluem a partir de estrelas binárias massivas.

Links:

Notícias relacionadas:
Caltech (comunicado de imprensa)
Carnegie Science (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Artigo científico (Science)
SPACE.com
Discover
ScienceDaily
COSMOS
Inverse
Astronomy Now
Astrobiology Magazine
EurekAlert!
ScienceNews
ScienceAlert
PHYSORG
Newsweek
Gizmodo

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

Supernova:
Wikipedia

Projeto GROWTH:
Caltech
Projeto ZTF (Caltech)

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  "Pulsar numa caixa" revela imagem surpreendente dos arredores de uma estrela de neutrões (via NASA)
Uma equipa internacional de cientistas que estudava o que pode ser interpretado como um "pulsar numa caixa" está a ganhar novos conhecimentos sobre o ambiente complexo e altamente energético em redor de estrelas de neutrões giratórias, também chamadas pulsares. O modelo traça os percursos das partículas carregadas em campos elétricos e magnéticos perto da estrela de neutrões, revelando comportamentos que podem ajudar a explicar como os pulsares emitem pulsos de raios-gama e rádio com um "timing"ultrapreciso. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Orionte em Vermelho e Azul
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: David Lindemann
 
Quando é que Orionte se tornou tão vistosa? Esta representação colorida de parte da constelação de Orionte vem da luz vermelha emitida pelo hidrogénio e pelo enxofre (SII), e da luz azul-verde emitida pelo oxigénio (OIII). Os tons da imagem em destaque foram então reatribuídos digitalmente a fim de indicarem as suas origens elementares - mas também para o olho humano. A composição de tirar o fôlego foi meticulosamente composta a partir de centenas de imagens que levaram quase 200 horas para recolher. Na foto, o Loop de Barnard, no fundo da imagem, parece conter construções interestelares que incluem a Nebulosa de Orionte, vista para a direita do centro. A Nebulosa da Chama também pode ser localizada rapidamente, mas é preciso um olho cuidadoso para identificar o ligeiro recorte da Nebulosa Cabeça de Cavalo. No que toca à ostentação de Orionte - uma explicação para a origem do Loop de Barnard é uma explosão de supernova que ocorreu há cerca de dois milhões de anos.
 

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