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Edição n.º 1548
08/01 a 10/01/2019
 
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EFEMÉRIDES

Dia 08/01: 8.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1587 nascia Johann(es) Fabricius, astrónomo alemão, descobridor das manchas solares (em 1610), independentemente de Galileu.
Em 1942 nascia Stephen Hawking, físico teórico, cosmólogo e autor.

Entre os seus importantes trabalhos científicos, destacamos os teoremas da singularidade gravitacional no contexto da relatividade geral, a previsão teórica que os buracos negros emitem radiação e a união da teoria geral da relatividade com a mecânica quântica.
Em 1973 era lançada a missão espacial soviética Luna 21
Em 1994, o cosmonauta russo Valeri Polyakov parte para a Mir a bordo da Soyuz TM-18. Permaneceria na estação espacial até 22 de março de 1995, completando um recorde de 437 dias no espaço.
Observações: Depois da hora de jantar, o enorme complexo de Andrómeda-Pégaso vai do zénite até ao horizonte a oeste.
Perto do zénite, aviste o pé alto de Andrómeda, Gamma Andromedae (Almach), de magnitude 2, ligeiramente laranja. Andrómeda apoia-se na sua cabeça, sobre o Grande Quadrado de Pégaso. O Grande Quadrado está a meio do caminho entre o zénite e o horizonte a oeste, apoiado num canto. Marte brilha para a esquerda do canto mais baixo.
A partir do canto inferior do Quadrado, siga as estrelas que compõem o pescoço e a cabeça de Pégaso, terminando no seu nariz: a estrela de segunda magnitude, Enif, para oeste e também um pouco alaranjada.

Dia 09/01: 9.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1839, a Academia Francesa de Ciências anuncia o processo de fotografia por daguerreótipo. No mesmo dia, o astrónomo escocês Thomas Henderson é o primeiro a medir a distância até uma estrela (Alpha Centauri) que não o Sol usando paralaxe.

Em 1986, Stephen Synott (em imagens obtidas pela Voyager 2) descobre Cressida, uma lua de Úrano.
Em 1990, lançamento da missão STS-32 do vaivém Columbia.
Observações: Os Gémeos estão de lado nestas noites de janeiro, para a esquerda de Orionte. As estrelas que correspondem às suas cabeças, Castor e Pollux, são as mais afastadas da constelação do caçador, uma sobre a outra (Castor é a estrela de cima). Os pés da figura de Castor estão logo para a esquerda da muito ténue moca de Orionte.

Dia 10/01: 10.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1936 nascia Robert Woodrow Wilson, astrónomo americano laureado com o prémio Nobel da Física em 1978. Juntamente com Arno Allan Penzias, descobriu em 1964 a radiação cósmica de fundo em microondas.
Em 1962, a NASA anuncia planos para construir o veículo de lançamento C-5.

Ficou mais conhecido pelo nome Saturno V, lançado em cada uma das missões Apollo. 
Em 1969, lançamento da Venera 6 (USSR). Alcançou Vénus a 17 de maio de 1969. Enviou dados até 11 km da superfície, antes de ser despedaçada pela pressão do planeta.
Observações: Ao lusco-fusco, olhe quase dois punhos à distância do braço esticado por baixo da Lua Crescente (e um pouco para a esquerda) em busca de Fomalhaut, a "Estrela de Outono", agora de saída do nosso céu. Quão mais tarde, quer nesta noite, quer nas próximas noites da estação de inverno, consegue avistar Fomalhaut?

 
CURIOSIDADES

Dezenas de milhares de nomes e desejos para a New Horizons foram transmitidos para a Cintura de Kuiper na véspera de Ano Novo pela antena de 18 metros no complexo de comunicações do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, à medida que a sonda New Horizons passava pelo seu alvo, Ultima Thule.
 
ALMA DESCOBRE PROTOESTRELA COM DISCO DEFORMADO

Impressão de artista de um disco deformado em torno de uma protoestrela. O ALMA observou a protoestrela IRAS04368+2557 na nuvem escura L1527 e descobriu que a protoestrela tem um disco com duas partes desalinhadas.
Crédito: RIKEN
(clique na imagem para ver versão maior)

 

Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) no Chile, investigadores observaram, pela primeira vez, um disco deformado em torno de uma jovem protoestrela formada há apenas algumas dezenas de milhares de anos. Isto implica que o desalinhamento das órbitas planetárias em muitos sistemas planetários, incluindo o nosso, pode ser provocado por distorções no disco de formação planetária no início da sua existência.

Os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol em planos que estão, no máximo, desviados do equador do próprio Sol até cerca de sete graus. Sabe-se há algum tempo que muitos sistemas exoplanetários têm planetas que não estão alinhados com um único plano ou com o equador da estrela. Uma explicação para isto é que alguns dos planetas podem ter sido afetados por colisões com outros objetos no sistema ou por estrelas que passaram pelo sistema, ejetando-os do plano inicial.

No entanto, sempre permaneceu a possibilidade de que a formação planetária fora do plano normal era na realidade provocada por uma deformação no disco de acreção a partir da qual os planetas nascem. Recentemente, imagens de discos protoplanetários, discos giratórios onde se formam planetas em torno de uma estrela, mostraram de facto uma tal deformação. Mas ainda não se sabia quão cedo isto acontecia.

Ilustração que mostra a estrutura do disco deformado em torno da protoestrela, com um disco interno e outro externo.
Crédito: RIKEN
 

As descobertas mais recentes, publicadas na revista Nature, pelo grupo do RIKEN CPR (Cluster for Pioneering Research) e da Universidade Chiba, no Japão, descobriram que L1527, uma jovem protoestrela ainda incorporada dentro de uma nuvem, tem um disco com duas partes, uma mais interna que gira num plano e outra externa situada num plano diferente. O disco é muito jovem e ainda está a crescer. L1527, situada a aproximadamente 450 anos-luz de distância na Nuvem Molecular de Touro, é um bom objeto de estudo, pois tem um disco que está quase de lado a partir do nosso ponto de vista da Terra.

De acordo com Nami Sakai, que liderou o grupo de investigação, "esta observação mostra que é concebível que o desalinhamento das órbitas planetárias possa ser provocado por uma estrutura deformada produzida nos primeiros estágios da formação planetária. Teremos que investigar mais sistemas para descobrir se isto é um fenómeno comum ou não."

A questão que ainda permanece é saber a razão da deformação do disco. Sakai sugere duas explicações razoáveis. "Uma possibilidade, diz, "é que as irregularidades no fluxo de gás e poeira na nuvem protoestelar ainda estão preservadas e manifestam-se como um disco distorcido. Uma segunda possibilidade é que o campo magnético da protoestrela está num plano diferente do plano rotacional do disco e que o disco interno está a ser puxado para um plano diferente do resto do disco pelo campo magnético." Ela diz que a equipa planeia determinar o responsável pela deformação do disco.

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
RIKEN (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Nature)
ScienceDaily
PHYSORG
Futurism

Discos protoplanetários:
Wikipedia
Formação planetária (Wikipedia)

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
VIA LÁCTEA RUMA A COLISÃO CATASTRÓFICA

A Via Láctea está em rota de colisão com uma galáxia vizinha que poderá lançar o nosso Sistema Solar para o espaço.

A Grande Nuvem de Magalhães pode atingir a nossa Galáxia daqui a 2 mil milhões de anos.

Esta colisão galáctica aconteceria muito antes do impacto previsto entre a Via Láctea e outra vizinha, Andrómeda, que os cientistas dizem irá colidir com a nossa Galáxia daqui a 8 mil milhões de anos.

Buraco negro ativo

A união com a Grande Nuvem de Magalhães poderia despertar o buraco negro sonolento da nossa Galáxia, que começaria a devorar gás em redor e aumentaria até dez vezes de tamanho.

À medida que devora matéria, o agora ativo buraco negro ejetaria radiação altamente energética.

Embora esses fogos de artifício provavelmente não vão afetar a vida na Terra, os investigadores dizem que há uma pequena chance de que a colisão inicial possa empurrar o nosso Sistema Solar para o espaço.

Imagem, pelo Telescópio Espacial Hubble, que representa uma fusão entre duas galáxias (M51a e M51b) parecidas em massa com a Via Láctea e com a Grande Nuvem de Magalhães.
Crédito: NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), e equipa Hubble Heritage (STScI/AURA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Matéria escura

A Grande Nuvem de Magalhães é a mais brilhante galáxia satélite da Via Láctea e só entrou na nossa vizinhança há cerca de 1,5 mil milhões de anos. Está situada a mais ou menos 163.000 anos-luz da nossa Galáxia.

Até recentemente, os astrónomos pensavam que ou orbitaria a Via Láctea durante muitos milhares de milhões de anos ou, uma vez que se move tão rapidamente, escaparia à atração gravitacional da nossa Galáxia.

No entanto, medições recentes indicam que a Grande Nuvem de Magalhães tem quase o dobro de matéria escura do que se pensava anteriormente.

Sistema Solar

Os cientistas dizem que, uma vez que tem uma massa maior do que o esperado, a Grande Nuvem de Magalhães está rapidamente a perder energia e está condenada a colidir com a nossa Galáxia, o que poderá ter consequências para o nosso Sistema Solar.

O líder da investigação, o Dr. Marius Cautun, pós-doutorado do Instituto para Cosmologia Computacional da Universidade de Durham, disse: "Há uma pequena hipótese de não escaparmos ilesos da colisão entre as duas galáxias, que poderá expulsar-nos da Via Láctea e para o espaço entre as galáxias."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Durham (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
SPACE.com
Science alert
Astronomy Now
EarthSky
New Scientist
PHYSORG
Futurism
Inverse
Forbes
ars technica
ZAP.aeiou

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS
Galáxias satélites da Via Láctea (Wikipedia)

Grande Nuvem de Magalhães:
Wikipedia
SEDS.org

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Matéria escura em movimento (via Universidade de Surrey)
Os cientistas encontraram evidências de que a matéria escura pode ser aquecida e mover-se, como resultado da formação estelar em galáxias. Os achados fornecem a primeira evidência observacional para o efeito conhecido como "aquecimento da matéria escura", e dão novas pistas para a composição desta misteriosa substância. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Estrelas, Meteoros e um Cometa em Touro
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Juan Carlos Casado (TWANEarth and Stars)
 
Foi uma noite invulgar para olhar na direção da constelação de Touro. É sempre bem conhecida por hospedar dois brilhantes enxames estelares - as Plêiades, visível à direita, e as comparativamente mais difusas Híades, à esquerda. No entanto, no mês passado foi atipicamente o pico da chuva de meteoros das Geminídeas, de modo que vários meteoros foram capturados a passar pela constelação com rastos paralelos. Ainda mais invulgar, o Cometa Wirtanen encontrava-se à deriva na constelação, aparecendo aqui perto do fundo da imagem e cercado por uma cabeleira esverdeada. O cometa estava perto do seu brilho máximo quando passou pela Terra. A estrela laranja no canto superior esquerdo é Aldebarã, considerada o olho do Touro. Aldebarã é a estrela mais brilhante da constelação e a 15.ª mais brilhante do céu. A imagem em destaque é uma combinação de quase 800 exposições obtidas a partir da vila espanhola de Albanyà.
 

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