11/07/19 - Observação Noturna + palestra - VEM AÍ O VERÃO!
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema astronómico, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável). Local:CCVAlg Adultos: 2€ | Jovens: 1€ Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 09/07 190.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1911, nascia John Archibald Wheeler, físico teórico americano que popularizou o termo "buraco negro" e "buraco de minhoca".
Em 1979, a sonda Voyager 2 efetuava o seu "flyby" por Júpiter.
A descoberta de atividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta desta passagem. Observações: Saturno em oposição, pelas 17:48. Encontra-se por estas noites para a esquerda do "Bule de Chá" de Sagitário e com magnitude 0,1. Esta semana está o mais alto a sul, ideal para observações telescópicas, a partir da meia-noite e meia e até às duas e meia da manhã.
Espiga brilha, durante e após o lusco-fusco, para baixo da Lua.
Trânsito de Europa, entre as 22:09 e as 00:41 (já de dia 10).
Trânsito da sombra de Europa, entre as 23:28 e as 02:06 (já de dia 10).
Dia 10/07: 191.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita. Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 20:15 e as 23:06.
Depois do cair da noite, Altair brilha a este-sudeste. É a segunda estrela mais brilhante do céu a este, depois de Vega para cima e para a sua esquerda (Júpiter e Saturno não contam).
Para cima de Altair, a um dedo à distância do braço esticado, está a pequena e alaranjada Tarazed. A pouco mais de um punho à distância do braço esticado, para baixo e para a esquerda de Altair, encontra-se a constelação de Golfinho, saltando para a esquerda.
Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano. História: Cálculos matemáticos sugerem que neste dia, em 1735, Plutão moveu-se para dentro da órbita de Neptuno pela última vez antes de 1979. Plutão esteve mais perto do Sol do que Neptuno entre 1979 e 1999.
Em 1801, o astrónomo francês Jean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História.
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.
A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada do oeste da Austrália.
Em 2012, astrónomos anunciam a descoberta de Estige, a quinta lua de Plutão. Observações: Uma hora depois do pôr-do-Sol, à medida que o lusco-fusco desaparece e as estrelas começam a aparecer, encontrará as duas estrelas mais brilhantes do verão, Vega e Arcturo, igualmente perto do zénite: Vega a este, Arcturo a sudoeste (dependendo da posição geográfica do observador).
Curiosidades
Dos 194 satélites naturais, conhecidos, que orbitam os planetas e planetas anões do Sistema Solar, 19 são grandes o suficiente para serem gravitacionalmente redondos, e assim seriam considerados como planetas ou planetas anões se orbitassem diretamente o Sol.
Estrelas massivas crescem da mesma forma que estrelas leves, apenas maiores
Os astrónomos obtiveram a primeira vista detalhada, de face, de um disco gasoso que alimenta o crescimento de uma enorme estrela bebé. Eles descobriram que partilha muitas características usuais com estrelas bebés mais leves, o que implica que o processo de formação é o mesmo, independentemente da massa final. Esta descoberta abre o caminho para uma melhor compreensão da formação estelar.
Uma protoestrela, uma estrela bebé ainda no processo de formação, é alimentada por um disco de gás circundante que cai em direção ao centro. Os detalhes do processo, como o porquê das estrelas se formarem com uma gama ampla de massas, ainda não são claros. As estrelas de baixa massa que se formam na vizinhança do Sistema Solar permitem que os astrónomos observem de perto o processo. Por outro lado, as protoestrelas massivas são raras e até as mais próximas estão bem longe de nós.
Imagem ALMA da protoestrela massiva G353.273+0.641. A emissão compacta em torno da protoestrela central, do disco e do invólucro gasoso é vista em tons avermelhados, amarelados e azulados. A assimetria no disco é claramente visível com as observações de alta resolução do ALMA.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Motogi et al.
Kazuhito Motogi, professor assistente da Universidade de Yamaguchi, Japão, e a sua equipa utilizaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para observar uma protoestrela massiva chamada G353.273+0.641 (abreviada G353). Localizada a 5500 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião, G353 tem dez vezes a massa do Sol e ainda está a crescer. É um alvo único entre as protoestrelas massivas, porque podemos observar o seu disco gasoso a partir de cima. O ALMA revelou vistas detalhas de várias outras enormes estrelas infantis; no entanto, a maioria delas são vistas de lado, dificultando a observação das regiões internas dos discos.
As observações do ALMA capturaram um disco giratório em torno de G353 com um raio oito vezes maior do que a órbita de Neptuno. Pode parecer gigantesco, mas é um dos discos mais pequenos já encontrados em torno de uma protoestrela enorme. O ALMA também descobriu um invólucro de gás em torno do sistema três vezes maior do que o disco.
"Nós medimos o ritmo de acreção do gás do invólucro externo para o disco interno," comentou Motogi. "Isto ajuda-nos a estimar a idade da estrela bebé. Surpreendentemente, tem apenas 3000 anos, a mais jovem das protoestrelas massivas conhecidas. Estamos a testemunhar a primeira fase do crescimento de uma estrela gigante."
Representação artística do disco de gás e do invólucro que rodeia a protoestrela massiva G353.273+0.641.
Crédito: NAOJ
Curiosamente, o disco não é uniforme; o seu lado sudeste é mais brilhante do que outras partes, sendo a primeira vez que os astrónomos veem um disco assimétrico em torno de uma protoestrela massiva. A equipa também encontrou instabilidade no disco, disco este que parece que se vai fragmentar; o que pode estar a provocar a assimetria. Estas características são observadas frequentemente em torno de protoestrelas mais pequenas, sugerindo que os processos físicos essenciais são os mesmos na formação de estrelas de baixa massa e massa elevada.
"Estudos anteriores haviam sugerido que o processo de formação podia ser diferente para estrelas de massas diferentes," disse Motogi. "As nossas observações mostram a similaridade: um passo importante para entender como as protoestrelas massivas ganham massa a partir dos seus arredores."
Raios-X assinalam buracos negros através do oceano cósmico
Os astrónomos utilizaram o Chandra para medir a rotação de cinco quasares, cada um consistindo de um buraco negro supermassivo que consome rapidamente matéria de um disco de acreção circundante. O efeito da lente gravitacional de cada um destes quasares, por uma galáxia interveniente, criou várias imagens de cada quasar, como visto nestas imagens do Chandra de quatro dos alvos. A matéria num destes vórtices cósmicos gira a mais de 70% da velocidade da luz.
Crédito: NASA/CXC/Universidade do Oklahoma/X. Dai et al.
Como redemoinhos no oceano, os buracos negros giratórios no espaço criam uma torrente rodopiante em seu redor. No entanto, os buracos negros não criam redemoinhos de vento ou água. Ao invés, produzem discos de gás e poeira aquecidos a centenas de milhões de graus que brilham em raios-X.
Usando dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA e alinhamentos fortuitos ao longo de milhares de milhões de anos-luz, os astrónomos utilizaram uma nova técnica para medir a rotação de cinco buracos negros supermassivos. A matéria num destes vórtices cósmicos gira a mais de 70% da velocidade da luz.
Os astrónomos tiraram proveito de um fenómeno natural conhecido como lente gravitacional. Com o alinhamento certo, a flexão do espaço-tempo por um objeto massivo, como por exemplo uma galáxia grande, pode ampliar e produzir imagens múltiplas de um objeto distante, como previsto por Einstein.
Nesta mais recente investigação, os astrónomos usaram o Chandra e o efeito de lentes gravitacionais para estudar seis quasares, cada um consistindo de um buraco negro supermassivo que consome rapidamente matéria de um disco de acreção circundante. O efeito da lente gravitacional de cada um destes quasares, por uma galáxia interveniente, criou várias imagens de cada quasar, como visto nestas imagens do Chandra de quatro dos alvos. Para separar as imagens de cada quasar foi necessária a capacidade do Chandra em obter imagens muito detalhadas.
O principal avanço feito pelos investigadores neste estudo foi que tiraram proveito das "microlentes", onde estrelas individuais na galáxia interveniente forneceram uma ampliação adicional da luz do quasar. Uma ampliação maior significa que uma região mais pequena está a produzir a emissão de raios-X.
Os cientistas, seguidamente, usaram a propriedade de que um buraco negro giratório arrasta o espaço em seu redor e permite que a matéria orbite mais perto do buraco negro do que é possível para um buraco negro não giratório. Portanto, uma região emissora mais pequena, correspondente a uma órbita rígida, geralmente implica um buraco negro com maior rotação. Os autores concluíram, a partir da sua análise de microlentes, que os raios-X vêm de uma região tão pequena que os buracos negros devem estar a girar muito depressa.
Os resultados mostraram que um dos buracos negros, no quasar de lente chamado "Cruz de Einstein", está a girar ao (ou quase) ritmo máximo possível. Isto corresponde ao horizonte de eventos, o ponto de não retorno do buraco negro, girando à velocidade da luz, 300.000 km/s. Quatro outros buracos negros na amostra estão a girar, em média, a cerca de metade dessa velocidade (o sexto não permitiu uma estimativa da rotação).
Para a Cruz de Einstein a emissão de raios-X é de uma parte do disco inferior a 2,5 vezes o tamanho do horizonte de eventos, e para os outros 4 quasares os raios-X vêm de uma região com quatro a cinco vezes o tamanho do horizonte de eventos.
Como é que estes buracos negros podem girar tão depressa? Os investigadores pensam que estes buracos negros supermassivos cresceram, provavelmente, acumulando a maior parte do seu material ao longo de milhares de milhões de anos a partir de um disco de acreção com orientação e direção de rotação semelhantes, em vez de direções aleatórias. Como um carrossel que continua a ser empurrado na mesma direção, os buracos negros continuaram a ganhar velocidade.
Os raios-X detetados pelo Chandra são produzidos quando o disco de acreção em redor do buraco negro cria uma nuvem, ou coroa, com vários milhões de graus, acima do disco perto do buraco negro. Os raios-X desta coroa são refletidos da orla interna do disco de acreção e as fortes forças gravitacionais perto do buraco negro distorcem o espectro refletido de raios-X, isto é, a quantidade de raios-X vistos a diferentes energias. As grandes distorções vistas nos espectros de raios-X dos quasares aqui estudados implicam que a orla interna do disco deve estar próxima dos buracos negros, mais evidências de que devem estar a girar depressa.
Os quasares estão localizados a distâncias que variam de 8,8 a 10,9 mil milhões de anos-luz, e os buracos negros têm massas entre 160 e 500 milhões de vezes a do Sol. Estas observações de quasares sob o efeito de lentes gravitacionais foram as mais longas já feitas com o Chandra, com tempos totais de exposição que variam entre 1,7 e 5,4 dias.
O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 2 de julho da revista The Astrophysical Journal e está disponível online.
Impressão de artista de uma gigantesca colisão "toque e fuga" no asteroide Vesta.
Crédito: Mikiko Haba
A cintura de asteroides entre Marte e Júpiter preserva os processos de formação planetária, congelados no tempo. Vesta, o segundo maior asteroide nesta cintura, fornece uma excelente oportunidade para os cientistas investigarem a origem e a formação dos planetas. Em particular, Vesta manteve a sua crosta, manto e núcleo metálico, tal como a Terra. O mapeamento cuidadoso de Vesta pela missão Dawn da NASA mostrou que a crosta no polo sul de Vesta é excecionalmente espessa.
Num artigo publicado recentemente na revista Nature Geoscience, a Dra. Yi-Jen Lai, do Centro de Investigação Planetária da Universidade Macquarie e colegas propuseram uma nova história evolutiva de Vesta, envolvendo um impacto gigantesco. Isto é baseado em determinações precisas de idade dos cristais de zircónio dos mesossideritos, um tipo enigmático de meteorito Vestano, e resolve passadas incertezas sobre a evolução de Vesta.
Os mesossideritos são um tipo de meteorito rochoso de ferro, consistindo de materiais da crosta e do núcleo derretido de um asteroide/asteroides. Estes misteriosos e raros meteoritos proporcionam uma visão única da catastrófica fragmentação de asteroides diferenciados (com camadas), provavelmente Vesta.
A autora principal do estudo, a Dra. Makiko Haba do Instituto de Tecnologia de Tóquio, diz que "o principal desafio é que menos de 10 grãos de zircónio, favoráveis à datação, foram relatados ao longo de algumas décadas. Desenvolvemos um novo método para encontrar zircónio em mesossideritos e, eventualmente, preparámos grãos suficientes para este estudo."
A equipa realizou uma datação de alta precisão usando os isótopos de urânio e chumbo de duas dúzias de grãos de zircónio em mesossideritos na principal universidade de investigação de geociências do mundo, a ETH Zurique na Suíça.
A Dra. Yi-Jen Lai comentou: "Nós descobrimos duas datas significativas: há 4.558,5 e 4.525,39 milhões de anos, que se relacionam com a formação da crosta inicial e com a mistura de metal-silicato provocada por uma colisão cósmica de 'toque e fuga'."
O modelo proposto descreve uma colisão entre Vesta como o corpo principal dos mesossideritos e um planetesimal mais pequeno com um-décimo da massa do asteroide. O impacto resultou numa grande "moça" no hemisfério norte de Vesta, seguida da acreção dos detritos no hemisfério sul, explicando a espessa crosta observada pela missão Dawn da NASA.
Crédito: Makiko Haba
Os cientistas propõem a nova explicação de "toque e fuga" para estes dois importantes novos momentos. No novo modelo, depois de Vesta já se ter diferenciado em camadas distintas de crosta, manto e núcleo, outro asteroide com aproximadamente um-décimo do tamanho de Vesta colidiu com ele, provocando a rutura em grande escala do hemisfério norte. Os destroços desse impacto, compostos de todas as três camadas de Vesta, ficaram presos no hemisfério sul de Vesta, explicando a crosta anormalmente espessa que a sonda Dawn da NASA detetou no polo sul de Vesta. O novo modelo também explica com sucesso a forma distinta de Vesta e a ausência do mineral olivina do manto nos meteoritos Vestanos.
A equipa pensa que o conceito pode ser aplicado a outros corpos planetários a fim de reconstruir as suas histórias.
Tempestades de poeira rodopiam no polo norte de Marte (via ESA)
A sonda Mars Express da ESA tem vindo a acompanhar tempestades locais e regionais de poeira no polo norte do Planeta Vermelho ao longo do último mês, observando a sua dispersão em direção ao equador. Duram alguns dias ou semanas e estão confinadas a uma pequena área, mas as mais extremas podem cobrir todo o planeta durante muitos meses. Ler fonte
Saturno nunca mostra uma fase crescente - da Terra. Mas, quando visto para lá do "Senhor dos Anéis", o majestoso planeta gigante pode mostrar uma pequena e invulgar "fatia". Esta imagem a cores naturais de Saturno crescente foi captada pela sonda Cassini em 2007. A imagem em destaque captura os anéis majestosos do lado do plano oposto ao Sol - o lado não iluminado - outra vista não possível da Terra. A imagem contém muitas maravilhas fotogénicas de Saturno, incluindo as cores subtis das bandas de nuvens, as sombras complexas dos anéis no planeta e a sombra do planeta nos anéis. Um olhar cuidadoso poderá encontrar Mimas (posição das duas horas) e Jano (posição das quatro horas), mas o verdadeiro desafio é encontrar Pandora (posição das oito horas). Saturno está agora em oposição ao Sol (no lado oposto à nossa estrela, no nosso céu) e pode ser visto à noite, começando logo após o pôr-do-Sol e durante o resto da noite.
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