Atividades planeadas para o restante mês de setembro:
06/09 - Olhão, a partir das 21:00, na Marina de Olhão - Jardim dos Pescadores (atividade realizada pelo CCVAlg)
11/09 - Tavira, a partir das 21:30, junto Forte do Rato em Tavira (atividade realizada pelo CCVTavira)
(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)
Efemérides
Dia 06/09: 249.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1892, nascia Edward Victor Appleton, físico inglês que em 1947 ganhou o Prémio Nobel da Física ao provar a existência da ionosfera em 1924.
Em 1899, era fundada a Sociedade Astronómica e Astrofísica da América, agora com o nome Sociedade Astronómica Americana.
Em 1997 era descoberta a primeira lua irregular de Úrano, Caliban, por Brett J. Galdman (Instituto Canadiano para a Astrofísica Teórica), Philip D. Nicholson (Universidade de Cornell), Joseph A. Burns (Universidade de Cornell) e JJ Kavelaars (Universidade McMaster).
Estavam usando o telescópio Hale de 5 metros do monte Palomar. Úrano tem 27 luas conhecidas. Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 04:10.
Trânsito de Io, entre as 19:29 e as 21:46.
A Lua Crescente continua a sua viagem pelo céu. Hoje, encontra-se para a esquerda de Júpiter e para a direita de Saturno (mais longe).
As duas estrelas mais brilhantes destas noites de setembro
são Vega, alta quase por cima das nossas cabeças, e Arcturo a oeste. Ambas têm magnitude 0. Desenhe uma linha de Vega até Arcturo. A um-terço do caminho atravessa a constelação de Hércules. A dois-terços do caminho encontra o ténue semicírculo de Coroa Boreal que tem apenas uma estrela de brilho modesto: Alphecca, a jóia da coroa. Bem para a direita de Arcturo, a noroeste, a Ursa Maior gira para ficar cada vez mais nivelada.
Dia 07/09: 250.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1914, nascia James Van Allen, cientista americano, instrumental no estabelecimento do campo da pesquisa magnetosférica no espaço.
As cinturas de Van Allen têm o seu nome.
Em 1995, lançamento da missão STS-69 do vaivém espacial Endeavour. Foi o 100.º voo espacial bem sucedido da NASA. Observações: Torne a observar a Lua esta noite. Note que a sua posição mudou em relação aos planetas Saturno e Júpiter e a ontem. Hoje, está mais perto de Saturno do que de Júpiter.
Dia 08/09: 251.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1966 estreia a série televisiva "Star Trek", inspirando o interesse de uma geração pelo espaço, astronomia, tecnologia, efeitos especiais e sistemas sociais alternativos.
Em 1967, lançamento da sonda Surveyor 5. Aterrou no Mar da Tranquilidade 3 dias depois e enviou mais de 19.000 imagens para a Terra.
Em 1999, passagem mais próxima do asteroide699 Hela pela Terra (0,644 UA).
Em 2000, lançamento da missão STS-106 do vaivém Atlantis.
Em 2004, a sonda Genesis da NASA colide com a Terra quando o seu pára-quedas falha em abrir.
Em 2016, a NASA lança a OSIRIS-REx, a primeira missão de recolha de amostras de um asteroide da agência espacial. A sonda vai visitar 101955 Bennu e espera-se que regresse em 2023 à Terra com amostras do astro. Observações: Júpiter na sua quadratura este, pelas 16:10.
A Lua está agora já para a esquerda de Saturno, também perto do "Bule de Chá" de Sagitário.
Dia 09/09: 252.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1789 nascia William Cranch Bond, astrónomo americano e o primeiro diretor do Observatório de Harvard College. Pioneiro na fotografia celeste, descobriu o sétimo satélite de Saturno, Hiperião, juntamente com o seu filho George.
Em 1839, John Herschel faz a primeira fotografia em chapa de vidro.
Curiosamente, a foto era do telescópio de 12 metros do seu pai, William Herschel, que caíra em desuso durante algumas décadas e que foi depois desmontado.
Em 1892, o astrónomo Edward Emerson Barnard, do Observatório Lickdescobre o satélite mais interior de Júpiter, Amalteia.
Em 1975, lançamento da Viking 2, orbitador e módulo de aterragem marciano. No solo, o módulo operou durante 1316 dias (ou 1281 sols). Em órbita, a sonda enviou quase 16.000 imagens em 706 órbitas.
Em 1994, lançamento da missão STS-64 do vaivém Discovery.
Em 2006, lançamento da missão STS-115 do vaivém espacial Atlantis. Observações: Quanto tempo depois do pôr-do-Sol consegue avistar o grande Triângulo de Verão? Olhe para este. Vega, a estrela mais brilhante do Triângulo, está quase no zénite (para observadores a latitudes médias norte). Deneb é a primeira estrela brilhante para este-nordeste de Vega. Altair brilha um pouco mais baixa a sudeste.
Eclipse de Ganimedes, entre as 18:18 e as 21:16.
Curiosidades
A ESA lançou um website que permite ao público seguir as comunicações com as missões espaciais da agência. O ESTRACK mostra exatamente quais as naves ou missões que estão a contactar atualmente com as antenas terrestres.
Elemento químico potássio detetado em atmosfera exoplanetária
Impressão de artista de um Júpiter quente (direita) e da sua estrela fria hospedeira.
Crédito: AIP/Kristin Riebe
Desde as primeiras previsões teóricas, há 20 anos atrás, que se esperava que os elementos químicos potássio e sódio fossem detetáveis nas atmosferas de "Júpiteres quentes", planetas gasosos com temperaturas na ordem dos milhares de Kelvin que orbitam perto de estrelas distantes. Enquanto o sódio foi detetado com observações de alta resolução bastante cedo, o potássio não o foi, o que criou um quebra-cabeças para a química e física atmosféricas.
Os elementos podem ser descobertos analisando o espectro de luz da estrela quando o planeta passa à sua frente, a partir do ponto de vista da Terra. Diferentes elementos provocam sinais de absorção específicos no espectro, linhas escuras que sugerem a composição química da atmosfera. No entanto, a presença de nuvens nas atmosferas dos Júpiteres quentes enfraquece fortemente qualquer característica de absorção espectral e, portanto, dificulta a sua deteção.
Até para HD 189733b, o Júpiter quente mais bem estudado, até agora os cientistas possuíam apenas um conhecimento muito vago e impreciso da absorção do potássio. O exoplaneta, situado a 64 anos-luz de distância e com aproximadamente o tamanho de Júpiter, orbita a sua estrela - uma anã com 0,8 vezes a massa do Sol - em 53 horas e está 30 vezes mais próxima da sua estrela do que a Terra do Sol.
Foi necessária a capacidade de captação de luz do LBT (Large Binocular Telescope) de 2x8,4 m e a alta resolução espectral do PEPSI (Potsdam Echelle Polarimetric and Spectroscopic Instrument) para medir, definitivamente, o potássio pela primeira vez em alta resolução nas camadas atmosféricas acima das nuvens.
Com estas novas medições, os cientistas podem agora comparar os sinais de absorção de potássio e sódio e, assim, aprender mais sobre processos como condensação ou fotoionização nessas atmosferas exoplanetárias.
Deteção do potássio em HD 189733b. A imagem mostra o excesso de absorção na linha do potássio na atmosfera do exoplaneta durante o trânsito. O eixo horizontal mostra o tempo em minutos, 0 significa que o exoplaneta está no meridiano central, perto do meio do disco estelar. As linhas tracejadas verticais indicam a duração do trânsito. A linha azul mostra a absorção planetária modelada.
Crédito: AIP/Engin Keles, Kristin Riebe
A técnica aplicada neste estudo com o LBT é denominada espectroscopia de transmissão. Exige que o exoplaneta transite a estrela hospedeira. "Obtivemos uma série temporal de espectros de luz durante o trânsito e comparámos a profundidade de absorção," disse o autor principal do estudo, Engin Keles, estudante de doutoramento do Instituto Leibniz para Astrofísica em Potsdam e do grupo de Física Estelar e Exoplanetas. "Durante o trânsito, detetámos a assinatura do potássio, que desapareceu antes e depois do trânsito como esperado, o que indica que a absorção é induzida pela atmosfera planetária."
As investigações de outras equipas já tinham tentado detetar potássio no mesmo exoplaneta; no entanto, nada foi encontrado ou o que foi encontrado era muito fraco para ser estatisticamente significativo. Até agora, não havia uma deteção significativa de potássio em observações de alta resolução para qualquer exoplaneta.
"As nossas observações claramente conseguiram alcançar este feito," enfatiza o co-líder do projeto, o Dr. Matthias Mallonn, vice-investigador principal do PEPSI, atrás do professor Klaus Strasseier: "O PEPSI está adequado para esta tarefa devido à sua alta resolução espectral que permite recolher mais fotões por pixel de linhas espectrais muito estreitas do que qualquer outra combinação telescópio-espectrógrafo."
"Tanto como espectrógrafo quando espectropolarímetro, o PEPSI já fez contribuições significativas para a física estelar," acrescenta Christian Veillet, Diretor do Observatório LBT. "Esta forte deteção de potássio na atmosfera de um exoplaneta estabelece o PEPSI como uma ferramenta incrível para a caracterização dos exoplanetas, bem como um recurso único para a comunidade do LBT."
A equipa incluiu colegas da Dinamarca, Países Baixos, Suíça, Itália e Estados Unidos e apresentou os resultados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
O antigo campo magnético de Mercúrio provavelmente evoluiu ao longo do tempo
Um novo estudo diz que os antigos polos magnéticos de Mercúrio estavam longe da localização dos seus polos de hoje, implicando que o seu campo magnético, como o da Terra, mudou com o tempo.
Alguns planetas têm núcleos metálicos líquidos. Os cientistas geralmente pensam que o campo magnético de um planeta provém dos movimentos fluídos do seu núcleo metálico. O campo magnético cria uma magnetosfera que rodeia o planeta. A magnetosfera da Terra bloqueia grande parte da radiação cósmica e solar, permitindo que a vida exista.
Mercúrio é o outro corpo do Sistema Solar, além da terra, com um núcleo fundido confirmado capaz de gerar um campo magnético.
Imagem com cores melhoradas do terreno de Mercúrio, captada pela MESSENGER.
Crédito: NASA/JHUAPL/Instituto Carnegie
Uma nova investigação publicada na revista Journal of Geophysical Research: Planets descobriu que os antigos polos magnéticos de Mercúrio, chamados paleopolos, mudaram ao longo do seu passado. O novo estudo também sugere que o legado magnético de Mercúrio pode ser mais complicado do que se pensava anteriormente.
O estudo dos campos magnéticos dos outros planetas ajuda os cientistas a entender como os campos magnéticos evoluem, inclusive na Terra. A observação do comportamento de outros núcleos metálicos ajuda os cientistas a entender mais sobre a formação inicial e subsequente maturação dos planetas no Sistema Solar.
Os cientistas sabem que Mercúrio evoluiu ao longo do tempo, mas não podem dizer definitivamente como, disse Joana S. Oliveira, astrofísica do ESTEC (European Space Research and Technology Centre) da ESA em Noordwijk, Países Baixos, autora principal do estudo.
Turbulência magnética no Sistema Solar
As alterações no campo magnético não são específicas a Mercúrio. O polo norte magnético da Terra vagueia entre 55 e 60 km por ano enquanto o polo magnético sul da Terra cerca de 10 a 15 km. A orientação do seu campo magnético já inverteu mais de 100 vezes ao longo dos seus 4,5 mil milhões de anos.
Os cientistas usam rochas para estudar como os campos magnéticos dos planetas evoluem. As rochas ígneas, criadas a partir do arrefecimento de lava, podem preservar um registo de como o campo magnético era no momento em que as rochas arrefeceram. O material magnético de arrefecimento das rochas alinha-se com o campo do núcleo. Este processo é chamado de magnetização termo-remanescente. Os geólogos analisaram rochas ígneas para determinar que a última inversão do campo magnético da Terra ocorreu há mais ou menos 780.000 anos atrás.
A Terra e a Lua são os únicos estudos de caso que os cientistas possuem para mudanças nos polos magnéticos dos corpos planetários, porque não há amostras de rochas de outros planetas.
"Se queremos encontrar pistas do passado, fazendo uma espécie de arqueologia do campo magnético, as rochas precisam de ser magnetizadas de maneira mais permanente," disse Oliveira.
A trajetória da descida da sonda MESSENGER pela superfície de Mercúrio, com as localizações de crateras assinaladas a branco.
Crédito: União Geofísica Americana
Usando a arqueologia planetária para descobrir a história magnética de Mercúrio
Investigações anteriores já tinham estudado o campo magnético atual de Mercúrio, mas não havia como estudar o campo magnético da crosta sem observações a baixa altitude. Então, em 2015, a sonda MESSENGER começou a sua descida até à superfície de Mercúrio. Recolheu três meses de informações a baixa altitude sobre Mercúrio durante a sua descida. Algumas dessas informações revelaram detalhes sobre a magnetização crustal de Mercúrio. O novo estudo examinou essas diferentes regiões crustais para extrapolar a estrutura magnética do núcleo antigo de Mercúrio.
"Existem vários modelos da evolução do planeta, mas ninguém usou o campo magnético da crosta para obter a evolução do planeta," disse Oliveira.
Os dados a baixa altitude da MESSENGER, durante o seu percurso de descida, detetaram crateras antigas com diferentes assinaturas magnéticas do que a maioria dos terrenos observados pela MESSENGER. Os investigadores pensavam que as crateras, formadas há cerca de 4,1 a 3,8 mil milhões de anos, podiam conter pistas sobre os paleopolos de Mercúrio.
As crateras são mais propensas a ter rochas magnetizadas termo-remanescentes. Durante a sua formação, a energia de um impacto faz com que o solo derreta, dando ao material magnético a hipótese de se realinhar com o atual campo magnético do planeta. À medida que esse material solidifica, preserva a direção e a posição do campo magnético do planeta como um instantâneo no tempo.
Oliveira e colegas usaram observações de naves espaciais de cinco crateras com irregularidades magnéticas. Eles suspeitavam que essas crateras tinham sido formadas durante uma altura com uma diferente orientação de campo magnético da de hoje. Eles modelaram o antigo campo magnético de Mercúrio com base nos dados da cratera para estimar as possíveis localizações dos paleopolos de Mercúrio. A área que a MESSENGER sobrevoou e registou durante a sua queda fatídica foi limitada, de modo que os cientistas só puderam usar medições de parte do hemisfério norte.
Surpresas no paleopolo
Os investigadores descobriram que os antigos polos magnéticos de Mercúrio estavam longe do atual polo sul geográfico do planeta e podem ter mudado ao longo do tempo, o que foi inesperado. Eles esperavam que os polos se agrupassem em dois pontos mais próximos do eixo de rotação de Mercúrio no norte e sul geográficos do planeta. No entanto, os polos estavam distribuídos aleatoriamente e eram todos encontrados no polo sul.
Os paleopolos não se alinham com o atual polo norte magnético de Mercúrio ou com o polo geográfico sul, indicando que o campo magnético dipolar do planeta se moveu. Os resultados reforçam a teoria de que a evolução magnética de Mercúrio foi muito diferente da da Terra ou até mesmo de outros planetas no Sistema Solar. Eles também sugerem que o planeta pode ter mudado ao longo do seu eixo, num evento chamado verdadeira caminhada polar, onde as localizações geográficas dos polos norte e sul mudam.
A Terra tem um campo dipolar com dois polos, mas Mercúrio tem um campo dipolar-quadrupolar com dois polos e uma mudança no equador magnético. O seu antigo campo magnético pode ter sido parecido com um destes, ou até mesmo ser multipolar com "linhas de campo parecidas a esparguete," finalizou Oliveira. Não há como saber sem várias amostras físicas de rochas de Mercúrio, concluiu.
Oliveira espera que a nova missão a Mercúrio, BepiColombo, recolha mais dados do campo magnético e potencialmente restrinja as conclusões do estudo.
Metais lunares: nova investigação considera o que está por baixo da superfície da Lua
Esta paisagem da superfície da Lua foi fotografada pelos astronautas da Apollo 10 em maio de 1969.
Crédito: NASA
Um novo estudo realizado por geólogos no Canadá e nos Estados Unidos sugere que um repositório de metais preciosos pode estar trancado bem abaixo da superfície da Lua.
James Brenan, professor do Departamento de Ciências da Terra e Ambientais da Universidade Dalhousie, Canadá, e autor principal do estudo publicado na revista Nature Geoscience, diz que ele e outros investigadores foram capazes de traçar paralelos entre os depósitos minerais encontrados na Terra e na Lua.
"Conseguimos ligar o conteúdo de enxofre das rochas vulcânicas lunares com a presença de sulfeto de ferro nas profundezas da Lua," disse o Dr. Brenan, que colaborou com geólogos da Universidade Carleton e do Laboratório Geofísico em Washington, D.C. para o artigo publicado no dia 19 de agosto.
"A análise de depósitos minerais na Terra sugere que o sulfeto de ferro é um ótimo local para armazenar metais preciosos, como platina e paládio."
Sob a superfície da Lua
Os geólogos há muito que especulam que a Lua foi formada pelo impacto de um objeto massivo do tamanho de um planeta com a Terra há 4,5 mil milhões de anos. Por causa desta história comum, pensa-se que os dois corpos tenham uma composição semelhante. Medições anteriores das concentrações de metais preciosos nas rochas vulcânicas lunares realizadas em 2006, no entanto, mostraram níveis invulgarmente baixos, levantando uma questão que deixou os cientistas perplexos durante mais uma década sobre a razão destes valores tão baixos.
O Dr. Brenan diz que se pensava que estes baixos níveis refletiam uma depleção geral dos metais preciosos na Lua como um todo.
Esta nova investigação fornece uma explicação dos níveis surpreendentemente baixos e acrescenta informações valiosas sobre a composição da Lua.
"Os nossos resultados mostram que o enxofre nas rochas vulcânicas lunares é uma impressão digital da presença de sulfeto de ferro no interior rochoso da Lua, onde pensamos que os metais preciosos foram deixados para trás quando as lavas foram criadas," explicou.
Uma recriação científica
Brenan, juntamente com os colegas Jim Mungall da Universidade Carleton e Neil Bennett, anteriormente do Laboratório Geofísico dos EUA, fizeram experiências para recriar a pressão e a temperatura extremas do interior da Lua a fim de determinar quanto sulfeto de ferro se formaria.
Eles mediram a composição da rocha e do sulfeto de ferro resultantes e confirmaram que os metais preciosos seriam ligados pelo sulfeto de ferro, tornando-os indisponíveis para os magmas que fluíram para a superfície lunar. Brenan esclareceu que provavelmente não havia suficiente para formar um depósito de minério, mas "certamente o suficiente para explicar os baixos níveis nas lavas lunares."
O Dr. Brenan disse que precisarão de amostras da parte rochosa e profunda da Lua, onde as lavas lunares tiveram origem, para confirmar as suas descobertas.
Território não forjado
Os geólogos têm acesso a amostras científicas de centenas de quilómetros de profundidade do interior da Terra, mas material a essas profundezas ainda não foi recuperado da Lua.
"Estudamos a superfície da Terra há já muito tempo, pelo que temos uma boa ideia da sua composição, mas com a Lua já não é o caso," disse.
"Temos um total de 400 kg de amostras trazidas pelas missões Apollo e por outras missões lunares... é uma quantidade muito pequena de material. Assim sendo, para descobrir algo sobre o interior da Lua, precisamos de 'começar do fim' e inverter o nosso estudo da composição das lavas que chegaram até à superfície."
Estudos remotos por satélites sugerem a existência de afloramentos das partes mais profundas da Lua, reveladas após impactos massivos terem formado as crateras Schrödinger e Zeeman na bacia Aitken do polo sul.
"É muito emocionante pensar que vamos voltar à Lua," disse Brenan. "E, a ser verdade, o polo sul parece ser um bom local para recolha de amostras."
Batimentos cardíacos estelares (via Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica)
A missão Kepler descobriu uma nova classe de binário estelar que mostrou evidências de distorções de maré na sua superfície (e curva de luz) à medida que a companheira passava mais perto, e estes sistemas foram denominados estrelas de "batimento cardíaco". A morfologia das distorções pode ser usada para refinar detalhes da órbita binária mesmo quando a estrela companheira não passa através da nossa linha de visão para eclipsar a primária. Ler fonte
Álbum de fotografias - A Grande Nuvem de Magalhães
O navegador português do século XVI, Fernão de Magalhães, e a sua tripulação, tiveram muito tempo para estudar o céu do hemisfério sul durante a primeira circumnavegação do planeta Terra. Como resultado, os dois objetos difusos facilmente visíveis a olho nu para os observadores do hemisfério sul são conhecidos como as Nuvens de Magalhães, que se sabe agora serem galáxias satélites da nossa muito maior Galáxia, a Via Láctea. A cerca de 160.000 anos-luz de distância na direção da constelação de Dourado, a Grande Nuvem de Magalhães é aqui vista nesta incrivelmente detalhada imagem colorida. Abrangendo cerca de 15.000 anos-luz, é a galáxia satélite mais massiva da Via Láctea e o lar da supernova mais próxima dos tempos modernos, SN 1987A. A mancha proeminente por baixo do centro é 30 Dourado, também conhecida como a magnífica Nebulosa da Tarântula, uma região gigante de formação estelar com mais ou menos 1000 anos-luz de diâmetro.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
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