14/02/20 - Noites Astronómicas em Tavira
No dia 14 de fevereiro realiza-se mais uma sessão de Noites Astronómicas em Tavira no Forte do Rato. Nesta sessão será dada especial atenção às constelações de Orionte e Touro. Iremos também observar uma fase do planeta Vénus. Esta atividade é gratuita. Data: 14 de fevereiro, 19:30 Local:Forte do Rato Público-alvo: Público em geral
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA
(a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas). Telefones: 281 326 231; 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
21/03/20 - Eratóstenes e o Equinócio 12:00-14:00 - Atividade para membros do AstroClube do Centro Ciência Viva do Algarve (> 15 anos) Preço: 30€ (o valor refere-se ao pagamento de 5 sessões do Astroclube)
Venha fazer parte do nosso Clube de Astronomia! Inscrições para membros do AstroClube: info@ccvalg.pt Contacte-nos para mais informações e adesões ao AstroClube. Mais informações
Efemérides
Dia 14/02: 45.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1898, nascia Fritz Zwick, o primeiro a identificar as supernovas como uma classe separada de objetos e a sugerir a possibilidade das estrelas de neutrões; Zwicky também catalogou galáxias em enxames e desenhou motores a jato.
Em 1989, o primeiro de 24 satélites GPS é colocado em órbita.
Em 1990, as câmaras da Voyager 1 apontaram para o Sol e tiraram uma série de imagens da estrela e dos planetas, fazendo o primeiro "retrato" do nosso Sistema Solar visto de fora.
Em 2000, a sonda NEAR torna-se na primeira a orbitar um asteroide, 433 Eros. Observações: Pelas 20 ou 21 horas, a Ursa Maior encontra-se na vertical, apoiada na sua "pega" a nordeste. A noroeste, Cassiopeia também está apoiada numa das suas extremidades a mais ou menos a mesma altura. Entre estas duas constelações encontra-se a Estrela Polar. Aproxima-se o final do inverno.
Dia 15/02: 46.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1564 nascia Galileu Galilei, um dos astrónomos mais famosos de sempre, considerado o pai da astronomia observacional. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observar os céus, avistando as manchas solares e também os satélites de Júpiter.
Em 1996, no Centro Espacial Xichang na China, um foguetão Long March 3, que transportava um Intelsat 708, colide com uma vila rural depois da descolagem, matando inúmeras pessoas.
Em 1999, lançamento do IKONOS 2 (Athena 2).
Em 2013, um meteoro explode por cima da Rússia e a sua onda de choque acaba ferindo 1500 pessoas, estilhaçando vidros e agitando edifícios.
Isto inesperadamente acontece apenas horas antes da mais próxima passagem esperada do maior e não relacionado asteroide 367943 Duende. Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 22:17.
Dia 16/02: 47.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1948 é descoberta a lua de Úrano, Miranda, por Gerard Kuiper.
Em 1961, é lançado o Explorer 9 (S-56a). Observações: A Lua nasce pelas 01:30,
seguida logo depois pela cabeça da constelação de Escorpião. Ao amanhecer, estão mais altas a sul-sudeste. Antares é a estrela mais brilhante para baixo da Lua e a última a desaparecer entre o lusco-fusco.
Dia 17/02: 48.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1600, o astrónomo Giordano Bruno é queimado vivo no Campo de' Fiori, Roma, por heresia.
Em 1723, nascia Tobias Mayer, astrónomo alemão, famoso pelos seus estudos da Lua.
Em 1740, nascia Horace-Bénédict de Saussure, astrónomo suiço, considerado o primeiro construtor bem-sucedido do forno solar.
Em 1959, é lançado o Vanguard 2 - o primeiro satélite meteorológico a medir a distribuição das nuvens.
Em 1965, a sonda Ranger 8 é lançada com a missão de fotografar o Mar da Tranquilidade na Lua, em preparação para as missões tripuladas Apollo. Mare Tranquilitatis tornar-se-ia no local escolhido para a aterragem da Apollo 11.
Em 1996, começa o Programa Discovery da NASA, à medida que a sonda NEAR Shoemaker é lançada na sua primeira missão de orbitar e aterrar num asteroide, 433 Eros.
Em 2004, Michael Brown, Chad Trujillo e David Rabinowitz descobrem 90482 Orcus, um objeto da Cintura de Kuiper, provavelmente um planeta anão. Observações: Depois do anoitecer, nesta altura do ano, quatro constelações "carnívoras" sobem em fila de nordeste para sudeste. São vistas todas em perfil, e os narizes estão apontados para cima e para a direita e os seus pés (se os tiverem) estão para a direita: Ursa Maior a nordeste, Leão a este, Hidra a sudeste (Júpiter brilha entre as cabeças de Leão e Hidra) e Cão Maior a sul.
Curiosidades
O asteroide Pallas contém 7% da massa total da cintura de asteroides.
Modelos apontam para uma formação mais longa de Marte
O Sistema Solar primitivo era um lugar caótico, com evidências indicando que Marte provavelmente foi atingido por planetesimais, pequenos protoplanetas com até 1900 km em diâmetro, no início da sua história. Cientistas do SwRI (Southwest Research Institute) modelaram a mistura de materiais associados a estes impactos, revelando que o Planeta Vermelho pode ter sido formado numa escala de tempo mais longa do que se pensava anteriormente.
Uma importante questão em aberto na ciência planetária é a determinação de como Marte se formou e até que ponto a sua evolução inicial foi afetada por colisões. Esta questão é difícil de responder, dado que milhares de milhões de anos apagaram constantemente evidências de eventos iniciais de impacto. Felizmente, parte desta evolução está registada nos meteoritos marcianos. Dos aproximadamente 61.000 meteoritos encontrados na Terra, pensa-se que apenas mais ou menos 200 sejam de origem marciana, ejetados do Planeta Vermelho por colisões mais recentes.
Uma equipa do SwRI realizou simulações de impacto de partículas suaves, em alta resolução, de vários grandes projéteis que atingiram Marte depois da formação do seu núcleo e manto. As partículas do núcleo e do manto dos projéteis têm cor castanha e verde, respetivamente, mostrando concentrações locais dos materiais assimilados no manto marciano.
Crédito: SwRI
Estes meteoritos exibem grandes variações de elementos que "gostam" de ferro, como tungsténio e platina, que têm uma afinidade moderada a alta por ferro. Estes elementos tendem a migar do manto de um planeta para o núcleo central de ferro durante a formação. As evidências destes elementos no manto marciano, amostrados por meteoritos, são importantes porque indicam que Marte foi bombardeado por planetesimais algum tempo após o fim da sua formação primária do núcleo. O estudo de isótopos de elementos específicos produzidos localmente no manto através de processos de decaimento radioativo ajuda os cientistas a entender quando a formação do planeta ficou completa.
"Nós sabíamos que Marte recebeu elementos como platina e ouro de grandes colisões iniciais. Para investigar este processo, realizámos simulações hidrodinâmicas de impacto de partículas suaves," disse a Dra. Simone Marchi, do SwRI, autora principal do artigo que descreve estes resultados, publicado na revista Science Advances. "Com base no nosso modelo, as colisões iniciais produzem um manto marciano heterogéneo, semelhante a um bolo de mármore. Estes resultados sugerem que a visão predominante da formação de Marte pode estar influenciada pelo número limitado de meteoritos disponíveis para estudo."
Com base na proporção de isótopos de tungsténio nos meteoritos marcianos, argumentou-se que Marte cresceu rapidamente cerca de 2-4 milhões de anos após o início da formação do Sistema Solar. No entanto, grandes colisões precoces podem ter alterado o balanço isotópico do tungsténio, o que poderá suportar uma escala de tempo para a formação de Marte de até 20 milhões de anos, como mostra o novo modelo.
Os cientistas desenvolveram esta ilustração do aspeto primitivo de Marte, mostrando sinais de água líquida, atividade vulcãnica a larga escala e bombardeamento pesado de projéteis planetários. O SwRI está a modelar como estes impactos podem ter afetado Marte a fim de ajudar a responder perguntas sobre a história evolutiva de Marte.
Crédito: SwRI
"As colisões de projéteis grandes o suficiente para terem os seus próprios núcleos e mantos podem resultar numa mistura heterogénea desses materiais no início do manto marciano," disse a Dra. Robin Canup, vice-presidente assistente da Divisão de Ciência e Engenharia do SwRI. "Isto pode levar a interpretações sobre o momento da formação de Marte diferentes daquelas que assumem que todos os projéteis são pequenos e homogéneos."
Os meteoritos marcianos que caíram na Terra provavelmente partiram de apenas alguns locais em redor do planeta. A nova investigação mostra que o manto marciano pode ter recebido adições variadas de materiais projetáveis, levando a concentrações variáveis de elementos siderófilos. A próxima geração de missões em Marte, incluindo planos para enviar amostras à Terra, fornecerá novas informações para melhor entender a variabilidade destes elementos nas rochas marcianas e a evolução inicial do Planeta Vermelho.
"Para entender completamente Marte, precisamos de entender o papel que as colisões mais antigas e energéticas tiveram na sua evolução e composição," conclui Marchi.
Cientistas descobrem o "planeta gigante bebé" mais próximo
Impressão de artista de um planeta massivo em órbita de uma estrela jovem e fria. No caso do sistema descoberto pelos astrónomos, o planeta tem 10 vezes a massa de Júpiter e a órbita do planeta em torno da sua estrela hospedeira é quase 600 vezes a distância Terra-Sol.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC-Caltech)
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Rochester descobriram um planeta massivo recém-nascido mais próximo da Terra do que qualquer outro com a mesma tenra idade encontrado até hoje. Este planeta gigante bebé, chamado 2MASS 1155-7919 b, está localizado na Associação Epsilon Chamaeleontis e fica a apenas 330 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar.
A descoberta, publicada na revista Research Notes of the American Astronomical Society, fornece aos investigadores uma nova e interessante maneira de estudar como os gigantes gasosos se formam.
"O objeto escuro e frio que encontrámos é muito jovem e tem apenas 10 vezes a massa de Júpiter, o que significa que provavelmente estamos a olhar para um planeta jovem, talvez ainda no meio da formação," disse Annie Dickson-Vandervelde, autora principal e estudante de doutoramento em ciências astrofísicas de West Columbia, S.C. "Embora já tenham sido descobertos muitos outros planetas graças à missão Kepler e a outras como ela, quase todos são planetas 'antigos'. Este é também apenas o quarto ou quinto exemplo de um planeta gigante tão longe da sua estrela 'mãe', e os teóricos estão a lutar para explicar como se formaram ou como acabaram nessa posição."
Os cientistas usaram dados do Observatório Espacial Gaia para fazer a descoberta. O planeta gigante bebé orbita uma estrela com apenas 5 milhões de anos, mil vezes mais jovem do que o nosso Sol. O planeta orbita a sua estrela a 600 vezes a distância Terra-Sol. Como este planeta jovem e gigante pode ter ficado tão longe da sua jovem estrela "mãe" é um mistério. Os autores esperam que observações de acompanhamento ajudem os astrónomos a entender como planetas massivos podem acabar em órbitas tão largas.
Estudo revela detalhes do "asteroide da bola de golfe"
Duas imagens do asteroide Pallas, que os investigadores determinaram ser o objeto mais craterado na cintura de asteroides.
Crédito: Marsset, et al.
Os asteroides têm inúmeras formas e tamanhos, e agora astrónomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) observaram um asteroide com tantas crateras que o apelidaram de "asteroide da bola de golfe".
O asteroide é chamado Pallas, em homenagem à deusa grega da sabedoria, e foi originalmente descoberto em 1802. Pallas é o terceiro maior objeto na cintura de asteroides e tem cerca de um-sétimo do tamanho da Lua. Durante séculos, os astrónomos notaram que o asteroide orbita ao longo de um percurso significativamente inclinado em comparação com a maioria dos objetos na cintura de asteroides, embora o motivo da sua inclinação permaneça um mistério.
Num artigo publicado na revista Nature Astronomy, investigadores revelam pela primeira vez imagens detalhadas de Pallas, incluindo da sua superfície altamente craterada.
Os cientistas suspeitam que a superfície craterada de Pallas é resultado da órbita inclinada do asteroide: enquanto a maioria dos objetos na cintura de asteroides viaja mais ou menos ao longo do mesmo percurso em torno do Sol, tal como carros numa pista de corrida, a órbita inclinada de Pallas é tal que o asteroide precisa de abrir caminho através da cintura de asteroides num ângulo. Quaisquer colisões que Pallas sofra ao longo deste percurso seriam cerca de quatro vezes mais prejudiciais do que colisões entre dois asteroides na mesma órbita.
"A órbita de Pallas implica impactos a uma velocidade muito alta," diz Michaël Marsset, autor principal do artigo e pós-doc no Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. "A partir destas imagens, podemos dizer agora que Pallas é o objeto mais craterado que conhecemos na cintura de asteroides. É como descobrir um novo mundo."
Os coautores de Marsset incluem colaboradores de 21 instituições de pesquisa em todo o mundo.
"Uma história violenta"
A equipa, liderada pelo investigador principal Pierre Vernazza do Laboratório de Astrofísica de Marselha, na França, obteve imagens de Pallas usando o instrumento SPHERE no VLT (Very Large Telescope) do ESO, um conjunto de quatro telescópios, cada um com um espelho de 8 metros, situados nas montanhas do Chile. Em 2017, e novamente em 2019, Marsset e colegas reservaram um dos quatro telescópios vários dias de cada vez para ver se podiam capturar imagens de Pallas no ponto orbital mais próximo da Terra.
A equipa obteve 11 séries de imagens ao longo de duas campanhas de observação, capturando Pallas a partir de diferentes ângulos enquanto girava. Depois de compilarem as imagens, os investigadores criaram uma reconstrução 3D da forma do asteroide, juntamente com um mapa de crateras dos seus polos, juntamente com partes da sua região equatorial.
Ao todo, identificaram 36 crateras maiores do que 30 km em diâmetro - cerca de um-quinto do diâmetro da cratera Chicxulub da Terra, cujo impacto original provavelmente matou os dinossauros há 65 milhões de anos. As crateras de Pallas parecem cobrir pelo menos 10% da superfície do asteroide, o que é "sugestivo de uma violenta história colisional," como afirmam os cientistas no seu artigo científico.
Para ver quão violenta a história provavelmente foi, a equipa executou uma série de simulações de Pallas e das suas interações com a restante cintura de asteroides ao longo dos últimos 4 mil milhões de anos - quase a idade do Sistema Solar. Fizeram o mesmo para Ceres e Vesta, tendo em consideração o tamanho, massa e propriedades orbitais de cada asteroide, bem como as distribuições de velocidade e tamanho de objetos dentro da cintura de asteroides. Registaram cada vez que uma colisão simulada produzia uma cratera, em Pallas, Ceres ou Vesta, com pelo menos 40 km de largura (o tamanho da maioria das crateras que observaram em Pallas).
Descobriram que uma cratera com 40 quilómetros em Pallas podia ser criada a partir de uma colisão com um objeto muito mais pequeno em comparação com uma cratera do mesmo tamanho em Ceres ou Vesta. Dado que os asteroides pequenos são muito mais numerosos, na cintura de asteroides, do que os maiores, isso implica que Pallas tem uma maior probabilidade de sofrer impactos de alta velocidade do que os outros dois asteroides.
"Pallas teve duas a três vezes mais colisões do que Ceres ou Vesta, e a sua órbita inclinada é uma explicação direta para a superfície muito estranha que não vemos nos outros dois asteroides," acrescentou Marsset.
Uma família fragmentada
Os investigadores fizeram duas descobertas adicionais graças às suas imagens: uma mancha curiosamente brilhante no hemisfério sul do asteroide e uma bacia de impacto extremamente grande ao longo do equador do asteroide.
Para esta última descoberta, a equipa procurou explicações para o que pode ter provocado um impacto tão grande, estimado em cerca de 400 km de diâmetro.
Simularam vários impactos ao longo do equador e também rastrearam os fragmentos que provavelmente foram lançados para o espaço, a partir da superfície de Pallas, como resultado de cada impacto.
A partir das suas simulações, a equipa conclui que a grande bacia de impacto foi provavelmente o resultado de uma colisão há cerca de 1,7 mil milhões de anos, por um objeto com 20 a 40 km, que posteriormente ejetou pedaços do asteroide para o espaço, num padrão que efetivamente combina com uma família de fragmentos que se sabe seguirem Pallas.
"Esta característica no equador pode muito bem estar relacionada com a atual família de fragmentos de Pallas," diz o coautor Miroslav Brož, do Instituto Astronómico da Universidade Charles em Praga.
Quanto à mancha brilhante descoberta no hemisfério sul de Pallas, os investigadores ainda não sabem o que poderá ser. A sua teoria principal é que a região pode ser um depósito muito grande de sal. A partir da sua reconstrução tridimensional do asteroide, os investigadores estimaram o volume de Pallas e, em combinação com a sua massa conhecida, calculam que a sua densidade é diferente da de Ceres ou Vesta e que provavelmente se formou originalmente a partir de uma mistura de água gelada e silicatos. Com o tempo, à medida que o gelo no interior do asteroide derretia, provavelmente hidratou os silicatos, formando depósitos de sal que podem ter ficado expostos após um impacto.
Uma evidência que suporta esta hipótese pode vir de mais perto da Terra. Durante cada mês de dezembro, os observadores podem ver uma exibição deslumbrante conhecida como Gemínidas - uma chuva de meteoros que são fragmentos do asteroide Phaethon, ele próprio considerado um fragmento de Pallas que escapou e eventualmente chegou à órbita da Terra. Os astrónomos há muito tempo que observam uma variedade de conteúdo de sódio nos meteoros das Gemínidas, que Marsset e colegas agora pensam que podem ter tido origem nos depósitos de sal de Pallas.
"Já foram propostas missões a Pallas com satélites muito pequenos e baratos," realça Marsset. "Não sei se podem vir a acontecer, mas poderiam dizer-nos mais sobre a superfície de Pallas e sobre a origem da mancha brilhante."
A Nebulosa Trífida, também conhecida como Messier 20, é fácil de encontrar com um pequeno telescópio. Com cerca de 30 anos-luz de diâmetro e a 550 anos-luz de distância, é uma paragem bem conhecida da constelação rica em nebulosas de Sagitário. Tal como o seu nome sugere, as imagens óticas mostram a nebulosa dividida em três partes por faixas de poeira obscurante. Mas esta penetrante imagem infravermelha revela filamentos de nuvens brilhantes de poeira e estrelas recém-nascidas. Esta espetacular imagem a cores falsas é cortesia do Telescópio Espacial Spitzer. Os astrónomos usaram os dados infravermelhos do Spitzer para contar as estrelas recém-nascidas e embrionárias que de outra forma permaneceriam ocultas nas nuvens natais de poeira e gás deste berçário estelar impressionante. Lançado em 2003, o Spitzer explorou o Universo infravermelho a partir de uma órbita que segue a da Terra até que as suas operações científicas foram encerradas no início deste ano, no dia 30 de janeiro.
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