26/08 - Castro Marim, a partir das 21:30, no parque de estacionamento do Agrupamento de Escolas de Castro Marim (atividade realizada pelo CCVTavira)
Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de setembro:
01/09 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)
(obrigatório utilizar equipamento de proteção individual - máscara ou viseira - e seguir as instruções de higienização e distanciamento social; número limitado de presenças nas atividades seguindo as atuais regras de segurança da DGS; todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição obrigatória)
Efemérides
Dia 21/08: 234.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento da Gemini 5.
Em 1993, a NASA perdia o contato com a sonda Mars Observer três dias antes da entrada planeada na atmosfera de Marte.
Em 2017, um eclipse solar atravessa os EUA continental. Observações:
Dia 22/08: 235.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1989 era descoberto, definitivamente, o primeiro anel de Neptuno, graças à Voyager 2. Observações:
Dia 23/08: 236.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1962 estreia a série televisiva, "The Jetsons", uma produção da Hanna-Barbara que introduziu a uma geração um futuro com base na tecnologia.
Em 1966, a Lunar Orbiter 1 tira a primeira fotografia da Terra a partir de órbita lunar.
Em 1993, a sonda Galileu descobre uma lua, mais tarde chamada Dactyl, em torno de 243 Ida, a primeira lua conhecida em torno de um asteroide. Observações:
Dia 24/08: 237.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1492 Cristovão Colombo partia pela segunda vez para o Novo Mundo.
Em 1966, a Luna 11 era lançada de uma plataforma em órbita da Terra.
Esta missão soviética tinha como objetivo estudar a composição química e anomalias gravitacionais da Lua.
Em 2006, a União Astronómica Internacional (UAI)redefine o termo "planeta", e Plutão é a partir daí considerado um planeta anão. Observações:
Curiosidades
A razão porque a Via Láctea é mais visível no início das noites de verão, está associada ao facto de nesta altura do ano estarmos voltados para o Centro da Galáxia que fica entre as constelações de Escorpião e Sagitário.
Descobertos 100 mundos frios perto do Sol
Impressão de artista de uma das descobertas deste estudo, o par com grande separação que se conhece há mais tempo constituído por uma anã branca e agora com uma anã castanha fria. A pequena bola branca representa a anã branca (o remanescente de uma estrela parecida com o Sol, há muito morta), enquanto a anã castanha (objeto no plano da frente) faz parte das descobertas recentes. Esta anã castanha não foi detetada anteriormente porque o binário está situado bem no plano da Via Láctea.
Crédito: NOIRLab/NSF/AURA/P. Marenfeld; Reconhecimento: William Pendrill
Quão completo é o nosso censo dos vizinhos mais próximos do Sol? Os astrónomos e uma equipa de voluntários, investigadores de dados que participam no Backyard Worlds: Planet 9, um projeto de ciência cidadã, descobriram cerca de 100 mundos frios perto do Sol - objetos mais massivos do que planetas mas mais leves que estrelas, conhecidos como anãs castanhas.
Com a ajuda do Observatório W. M. Keck em Maunakea, no Hawaii, a equipa de investigação descobriu que vários destes mundos recém-descobertos estão entre os mais frios conhecidos, com alguns perto da temperatura da Terra - frios o suficiente para abrigar nuvens de água.
O estudo foi publicado ontem na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.
A descoberta e a caracterização de objetos astronómicos próximos do Sol são fundamentais para a nossa compreensão do nosso lugar no Universo e da sua história. Mesmo assim, os astrónomos ainda estão a descobrir novos residentes da vizinhança solar. A nova descoberta do Backyard Worlds preenche uma lacuna na gama de anãs castanhas de baixa temperatura, identificando um elo perdido e há muito procurado dentro da população de anãs castanhas.
"Estes mundos frios fornecem a oportunidade de novas informações sobre a formação e atmosferas dos planetas para lá do Sistema Solar," disse o autor principal Aaron Meisner do NOIRLab da NSF. "Esta coleção de anãs castanhas frias também nos permite estimar com precisão o número de mundos flutuantes vagueando pelo espaço interestelar perto do Sol".
Para identificar várias das mais ténues e frias anãs castanhas recém-descobertas, o professor de física Adam Burgasser, da Universidade da Califórnia em San Diego, e investigadores do Cool Star Lab usaram o sensível instrumento NIRES (Near-Infrared Echellette Spectrometer) do Observatório W. M. Keck.
"Usámos os espectros do NIRES para medir a temperatura e os gases presentes nas suas atmosferas. Cada espectro é essencialmente uma impressão digital que nos permite distinguir uma anã castanha fria de outros tipos de estrelas," disse Burgasser, coautor do estudo.
Observações de acompanhamento usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, o Observatório Mont Mégantic e o Observatório Las Campanas também contribuíram para as estimativas de temperatura das anãs castanhas.
As anãs castanhas ficam algures entre os planetas mais massivos e as estrelas mais pequenas. Sem a massa necessária para sustentar as reações nucleares no seu núcleo, as anãs castanhas são às vezes chamadas de "estrelas falhadas". A sua baixa massa, baixa temperatura e ausência de reações nucleares internas tornam-nas extremamente fracas - e, portanto, extremamente difíceis de detetar. Por causa disso, ao procurar as anãs castanhas mais frias, os astrónomos só podem esperar detetar estes objetos relativamente perto do Sol.
Para ajudar a encontrar as vizinhas mais próximas e frias do nosso Sol, os astrónomos do projeto Backyward Worlds recorreram a uma rede mundial de mais de 100.000 cientistas cidadãos. Estes voluntários inspecionam diligentemente biliões de pixéis de imagens telescópicas para identificar os movimentos subtis de anãs castanhas e planetas próximos. Apesar dos avanços da aprendizagem de máquina e dos supercomputadores, ainda não há substituto para o olho humano no que toca a encontrar objetos fracos em movimento.
Os voluntários do Backyard Worlds já descobriram mais de 1500 estrelas e anãs castanhas perto do Sol; esta nova descoberta representa cerca de 100 das mais frias nessa amostra. Meisner diz que este é um recorde para qualquer programa de ciência cidadã, e 20 dos cientistas cidadãos estão listados como autores do estudo.
A disponibilidade de décadas de catálogos astronómicos por meio do Astro Data Lab do NOIRLab ajudou a tornar as descobertas possíveis.
"O fardo técnico de fazer download de catálogos astronómicos com milhares de milhões de objetos astronómicos é tipicamente intransponível para investigadores individuais - incluindo a maioria dos astrónomos profissionais," disse Meisner. "Felizmente, o portal web aberto e acessível do Astro Data Lab permite que os cientistas cidadãos do Backyard Worlds consultem facilmente catálogos enormes em busca de candidatos a anãs castanhas."
Conjuntos de dados do satélite WISE da NASA, bem como observações de arquivo de telescópios do Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo e do Observatório Nacional de Kitt Peak também foram fundamentais para a descoberta destas anãs castanhas.
"É empolgante terem sido avistadas primeiro por cientistas cidadãos," disse Meisner. "As descobertas do Backyard Worlds mostram que os membros do público podem desempenhar um papel importante na reformulação da compreensão científica da nossa vizinhança solar."
Gás misterioso descoberto perto do centro da Via Láctea
A Via Láctea com o APEX no plano da frente.
Crédito: ESO/B. Tafreshi/TWAN (twanight.org)
Uma equipa internacional de investigadores descobriu gás frio e denso que foi lançado do centro da Via Láctea "como balas".
Exatamente como o gás foi ejetado ainda é um mistério, mas a equipa de investigação, que inclui a professora Naomi McClure-Griffiths da Universidade Nacional Australiana, afirma que os achados podem ter implicações importantes para o futuro da nossa Galáxia.
"As galáxias podem ser realmente boas em 'disparar no próprio pé'," disse a professora McClure-Griffiths.
"Quando expulsamos muita massa, perdemos parte do material que poderia ser usado para formar estrelas e, se perder massa suficiente, a galáxia não poderá mais formar estrelas.
"Assim sendo, ser capaz de ver indícios de que a Via Láctea está a perder este gás formador de estrelas é um tanto ou quanto excitante - faz-nos perguntar o que vai acontecer a seguir!"
O estudo também levanta novas questões sobre o que está a acontecer agora no nosso Centro Galáctico.
"O vento no centro da Via Láctea tem sido tema de muitos debates desde a descoberta, há uma década, das chamadas Bolhas de Fermi - duas esferas gigantes cheias de gás quente e raios cósmicos," disse a professora McClure-Griffiths.
"Observamos que não há apenas gás quente vindo do centro da nossa Galáxia, mas também gás frio e muito denso.
"Este gás frio é muito mais massivo, de modo que se move menos facilmente."
O centro da Via Láctea é o lar de um buraco negro supermassivo, mas não está claro se este buraco negro expeliu o gás ou se foi soprado por milhares de estrelas massivas no centro da nossa Galáxia.
"Não sabemos como o buraco negro ou a formação estelar podem produzir este fenómeno. Ainda estamos à procura de evidências incontornáveis, mas fica mais complicado de cada vez que aprendemos mais sobre ele," disse o autor principal, Dr. Enrico Di Teodoro, da Universidade Johns Hopkins.
"Esta é a primeira vez que algo deste género foi observado na nossa Galáxia. Vemos este tipo de processos a acontecer noutras galáxias. Mas, com galáxias distantes temos buracos negros muito mais massivos, a formação estelar é maior, o que torna mais fácil a galáxia expelir material.
"E estas outras galáxias estão, obviamente, muito longe, não podemos vê-las com grande detalhe.
"A nossa própria Galáxia é quase como um laboratório em que podemos realmente entrar e tentar entender como as coisas funcionam observando-as de perto."
O gás foi observado usando o APEX (Atacama Pathfinder EXperiment) operado pelo ESO no Chile.
O Sol pode ter começado a sua vida com uma companheira binária
Impressão de artista de uma potencial companheira solar, que os teóricos pensam ter sido desenvolvida no enxame natal do Sol e mais tarde perdida. Se confirmada, a teoria da companheira solar forneceria evidências adicionais às teorias de que a nuvem de Oort se formou como a vemos hoje, e que o Planeta Nove foi capturado em vez de ter sido formado naquele lugar.
Crédito: M. Weiss
Uma nova teoria publicada na revista The Astrophysical Journal Letters por cientistas da Universidade de Harvard sugere que o Sol pode ter tido uma companheira binária de massa semelhante. Se confirmada, a presença de uma companheira estelar precoce aumenta a probabilidade de que a nuvem de Oort se tenha formado conforme observado e que o Planeta Nove tenha sido capturado em vez de formado dentro do Sistema Solar.
O Dr. Avi Loeb, professor de Ciências de Harvard, e Amir Siraj, estudante de Harvard, postularam que a existência de uma companheira estelar binária no enxame natal do Sol - a coleção de estrelas formadas juntamente com o Sol a partir da mesma nuvem densa de gás molecular - poderia explicar a formação da nuvem de Oort como a observamos hoje.
A teoria popular associa a formação da nuvem de Oort com detritos deixados para trás da formação do Sistema Solar e dos seus vizinhos, onde objetos foram espalhados pelos planetas a grandes distâncias e alguns foram trocados entre estrelas. Mas um modelo binário pode ser a peça que faltava no puzzle e, segundo Siraj, não deve ser uma surpresa para os cientistas. "Os modelos anteriores tiveram dificuldade em produzir a proporção esperada objetos dispersos do disco e objetos da nuvem de Oort. O modelo de captura binária fornece melhorias e refinamentos significativos, o que é aparentemente óbvio em retrospetiva: a maioria das estrelas parecidas com o Sol nascem com companheiras binárias."
Se a nuvem de Oort foi realmente capturada com a ajuda de uma companheira estelar precoce, as implicações para a nossa compreensão da formação do Sistema Solar seriam significativas. "Os sistemas binários são muito mais eficientes na captura de objetos do que estrelas simples," disse Loeb. "Se a nuvem de Oort se formou conforme observado, isso implicaria que o Sol de facto teve uma companheira de massa semelhante que se perdeu antes de deixar o enxame onde nasceu."
Mais do que apenas redefinir a formação do nosso Sistema Solar, a evidência de uma nuvem de Oort capturada poderia responder a perguntas sobre a origem da vida na Terra. "Objetos na nuvem de Oort podem ter desempenhado papéis importantes na história da Terra, como possivelmente transportar água para a Terra e provocar a extinção dos dinossauros," comentou Siraj. "Compreender as suas origens é importante."
O modelo também tem implicações para o hipotético Planeta Nove, que Loeb e Siraj pensam não estar sozinho. "O puzzle não é apenas em relação às nuvens de Oort, mas também a objetos trans-Neptunianos extremos, como o potencial Planeta Nove," disse Loeb. "Não está claro de onde vieram, e o nosso novo modelo prevê que devem existir mais objetos com uma orientação orbital semelhante à do Planeta Nove."
Tanto a nuvem de Oort quanto a localização proposta do Planeta Nove estão tão distantes do Sol que a observação direta e a avaliação são um desafio para os investigadores de hoje. Mas o Observatório Vera C. Rubin, que verá a sua primeira luz no início de 2021, irá confirmar ou negar a existência do Planeta Nove e suas origens. Siraj está otimista: "Se o Observatório Vera C. Rubin verificar a existência do Planeta Nove, e uma origem capturada, e também encontrar uma população de planetas anões capturados de forma semelhante, o modelo binário será favorecido em detrimento da história estelar solitária que tem sido assumida há tanto tempo."
Se o Sol teve uma companheira precoce que contribuiu para a formação do Sistema Solar exterior, a sua ausência atual levanta a questão: para onde foi? "As estrelas do enxame natal teriam removido a companheira do Sol por meio da sua influência gravitacional," disse Loeb. "Antes da perda do binário, no entanto, o Sistema Solar já teria capturado o seu invólucro externo de objetos, ou seja, a nuvem de Oort e a população do Planeta Nove." Siraj acrescentou: "A companheira há muito perdida do Sol pode estar agora em qualquer lugar da Via Láctea."
Estudo diz que supernovas podem ter provocado extinção em massa na Terra (via Universidade de Illinois em Urbana-Champaign)
Imagine lever à luz de uma estrela que explodiu, mais brilhante que a Lua Cheia - pode ser divertido pensar nisso, mas esta cena é o prelúdio de um desastre quando a radiação devastar vida como a conhecemos. Os mortíferos raios cósmicos de supernovas vizinhas podem ser os culpados por trás de pelo menos um evento de extinção em massa, dizem os investigadores, e a descoberta de certos isótopos radioativos no registo rochoso da Terra pode confirmar este cenário. Ler fonte
Álbum de fotografias - NGC 6814: Grande Galáxia Espiral pelo Hubble
No centro deste redemoinho estelar sereno está provavelmente um buraco negro monstruoso. O redemoinho em seu torno varre milhares de milhões de estrelas, que aqui podem ser vistas como as partes mais brilhantes e azuis. A amplitude e beleza da cena dá ao rodopio a designação de grande galáxia espiral. O monstro central mostra evidências de ser um buraco negro supermassivo com aproximadamente 10 milhões de vezes a massa do nosso Sol. Esta criatura feroz devora estrelas e gás e está rodeada por um fosso de plasma quente que emite surtos de raios-X. A violenta atividade central dá-lhe também a designação de galáxia Seyfert. Em conjunto, a bela e o monstro têm o nome de catálogo NGC 6814 e podem ser vistos na direção de constelação de Águia há já aproximadamente mil milhões de anos.
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