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  Astroboletim #1806  
  29/06 a 01/07/2021  
     
 
Efemérides

Dia 29/06: 180.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1818, nascia Angelo Secchi, astrónomo italiano. Foi Diretor do Observatório da Universidade Gregoriana Pontifical durante 28 anos. Foi um pioneiro na espectroscopia astronómica, um dos primeiros cientistas a afirmar autoritariamente que o Sol era uma estrela.
Em 1868, nascia George Hale, astrónomo solar americano.

Foi quem sugeriu a Einstein (após este lhe ter perguntado) que a sua teoria da curvatura da luz devido à gravidade só poderia ser testada durante um eclipse solar total do Sol. 
Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1995, a missão STS-71 do vaivém Atlantis doca pela primeira vez com a estação espacial Mir.
Observações: Esta é a altura do ano em que, depois do cair da noite, a pequena Ursa Menor flutua para cima da Estrela Polar - como um balão de hélio preso a um fio que escapou de uma festa de verão. No entanto, através da poluição luminosa, tudo o que poderá ver da Ursa Menor é a Polar em baixo e Kochab, no topo.

Dia 30/06: 181.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade especial.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.

Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula. Permanecem os únicos humanos a não ter morrido na Terra.
Em 1972, é adicionado o primeiro segundo ao sistema UTC
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.
Observações: Agora que Escorpião está prestes a chegar, Antares e a cabeça estrela de Escorpião estão o mais alto a sul pouco depois do final dos longos lusco-fuscos de verão. A cabeça da constelação de Escorpião é a fila quase vertical de três estrelas para cima e para a direita de Antares. A estrela de cima é Beta Scorpii ou Graffias, uma boa estrela dupla para telescópios.
A apenas 1º para baixo ou para baixo e para a esquerda (uma ponta de um dedo à distância do braço esticado) está o par largo Omega^1 e Omega^2 Scorpii, visível a olho nu, quase na vertical. Têm ambas magnitude 4. Os binóculos mostram a sua ligeira diferença de cor; são do tipo espectral B9 e G2.
Para cima e para a esquerda de Beta, a cerca de 1,6º, está Nu Scorpii (Jabbah), outro bom duplo telescópico. Ou melhor, triplo. Um alto poder de ampliação e um céu limpo e escuro revelam que o componente mais brilhante de Nu é ele próprio uma estrela dupla, com uma separação de 2 segundos de arco.
E mais: no mesmo campo binocular de Antares, ou quase lá, estão dois enxames globulares muito diferentes. M4 é grande e difuso e relativamente próximo. M80 é mais ténue e muito mais compacto, embora minúsculo; de facto, pode ser difícil distingui-lo com binóculos de uma estrela de magnitude 8. É um enxame maior e mais denso do que M4 mas está mais de quatro vezes mais longe.

Dia 01/07: 182.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2,2 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2,5 m chega ao Monte Wilson.

O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobrain em França.
Em 2004, inserção orbital da Cassini-Huygens em Saturno.
Em 2013, descoberta da lua Hipocampo de Neptuno
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 22:10.

 
 
   
Amanhecer cósmico ocorreu 250 a 350 milhões de anos após o Big Bang

De acordo com um novo estudo liderado por investigadores da UCL (University College Londeo) e da Universidade de Cambridge, o amanhecer cósmico, quando as estrelas se formaram pela primeira vez, ocorreu 250 milhões a 350 milhões de anos após o início do Universo.

O estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, sugere que o Telescópio Espacial James Webb da NASA, com lançamento previsto para novembro, será sensível o suficiente para observar diretamente o nascimento das galáxias.

 
Imagem a cores falsas do enxame galáctico usado para detetar uma das seis galáxias, MACS0416-JD. Esta galáxia tem uma idade estimada em 351 milhões de anos, o que significa que foi formada 178 milhões de anos após o Big Bang. A massa estelar desta galáxia é mil milhões de vezes a massa do nosso Sol. Este objeto é atualmente a galáxia mais distante já detetada com o ALMA.
Crédito: ESA/Hubble, NASA, HST Frontier Fields
 

Analisando imagens do Hubble e do Telescópio Espacial Spitzer, os investigadores calcularam que a idade destas galáxias varia entre 200 a 300 milhões de anos, permitindo uma estimativa de quando as suas estrelas se formaram pela primeira vez.

A equipa de investigação do Reino Unido examinou seis das galáxias mais distantes atualmente conhecidas, cuja luz levou a maior parte da vida do Universo para chegar até nós. Eles descobriram que a distância destas galáxias correspondia a olhar para trás no tempo, até mais de 13 mil milhões de anos, quando o Universo tinha apenas 550 milhões de anos.

O autor principal, Dr. Nicolas Laporte (Universidade de Cambridge), que começou o projeto enquanto estava na UCL, disse: "Os teóricos especulam que o Universo era um lugar escuro nas primeiras centenas de milhões de anos, antes da formação das primeiras estrelas e galáxias.

"Testemunhar o momento em que o Universo foi banhado pela primeira vez pela luz das estrelas é um dos grandes objetivos da astronomia.

"As nossas observações indicam que o amanhecer cósmico ocorreu entre 250 e 350 milhões de anos após o início do Universo e, no momento da sua formação, galáxias como as que estudámos teriam sido suficientemente luminosas para serem vistas com o Telescópio Espacial James Webb."

Os investigadores analisaram a luz estelar das galáxias, conforme registada pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, examinando um marcador na sua distribuição de energia indicativo da presença de hidrogénio atómico nas suas atmosferas estelares. Isto fornece uma estimativa da idade das estrelas que contêm.

Esta assinatura de hidrogénio aumenta em força à medida que a população estelar envelhece, mas diminui quando a galáxia tem mais de mil milhões de anos. A dependência da idade surge porque as estrelas mais massivas que contribuem para este sinal queimam o seu combustível nuclear mais rapidamente e, portanto, morrem primeiro.

O coautor Dr. Romain Meyer (UCL e Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha), disse: "Este indicador de idade é usado para datar estrelas no nosso próprio bairro na Via Láctea, mas também pode ser usado para datar galáxias extremamente remotas, vistas num período muito inicial do Universo.

"Usando este indicador podemos inferir que, mesmo nestes primeiros tempos, as nossas galáxias têm entre 200 e 300 milhões de anos."

Ao analisarem os dados do Hubble do Spitzer, os investigadores precisaram estimar o "desvio para o vermelho" de cada galáxia, o que indica a sua distância cosmológica e, portanto, a época em que existiam no Universo. Para conseguir isto, realizaram medições espectroscópicas usando o arsenal completo de poderosos telescópios terrestres - o ALMA (Atacama Large Millimetre Array), o VLT e o Telescópio Gemini-Sul no Chile e os telescópios gémeos Keck no Hawaii.

Estas medições permitiram à equipa confirmar que observar estas galáxias correspondia a olhar para uma época em que o Universo tinha 550 milhões de anos.

O coautor e professor Richard Ellis (UCL), que rastreou galáxias cada vez mais distantes ao longo da sua carreira, disse: "Na última década, os astrónomos empurraram para trás as fronteiras do que podemos observar até uma época em que o Universo tinha apenas 4% da sua idade atual. No entanto, devido à transparência limitada da atmosfera da Terra e às capacidades dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, atingimos o nosso limite.

"Aguardamos agora ansiosamente o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, que acreditamos ter a capacidade de testemunhar diretamente o amanhecer cósmico.

"A busca para ver este momento importante na história do Universo tem sido um santo Graal na astronomia durante décadas. Uma vez que somos feitos de material processado nas estrelas, esta é, em certo sentido, a busca pelas nossas próprias origens."

// University College London (comunicado de imprensa)
// Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

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Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Telescópio Espacial Spitzer:
Caltech
NASA
Centro Científico Spitzer 
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
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VLT:
ESO
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Observatório Gemini:
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Observatório W. M. Keck:
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JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
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Estudo examina mais de perto os sinais da água subterrânea em Marte

Em 2018, cientistas que trabalhavam com dados do orbitador Mars Express da ESA anunciaram uma descoberta surpreendente: sinais de um instrumento de radar refletidos do polo sul de Marte pareciam revelar um lago subterrâneo líquido. Desde então foram anunciadas outras reflexões do mesmo tipo.

Num artigo publicado na revista Geophysical Research Letters, dois cientistas do JPL da NASA no sul da Califórnia descrevem a descoberta de dezenas de reflexos de radar semelhantes em torno do polo sul após analisarem um conjunto mais amplo de dados da Mars Express, mas muitos estão em áreas que deveriam ser frias demais para que a água permaneça líquida.

"Não temos a certeza se esses sinais são água líquida ou não, mas parecem estar muito mais difundidos do que o artigo original deu a entender," disse Jeffrey Plaut do JPL, coinvestigador principal do instrumento MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ionospheric Sounding), que foi construído em conjunto pela Agência Espacial Italiana e pelo JPL. "Ou a água líquida é comum por baixo do polo sul de Marte ou estes sinais são indicativos de outra coisa."

 
A região brilhante desta imagem mostra a calote polar que cobre o polo sul de Marte, composta por água gelada e dióxido de carbono gelado. A sonda Mars Express da ESA fotografou esta área no dia 17 de dezembro de 2012, no infravermelho, em luz verde e azul, usando a sua câmara HRSC (High Resolution Stereo Camera).
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin/Bill Dunford
 

Cápsula do tempo congelada

Os sinais de radar originalmente interpretados como água líquida foram encontrados numa região de Marte conhecida como SPLD (South Polar Layered Deposits), onde existem camadas alternadas de água gelada, gelo seco (dióxido de carbono congelado) e poeira que assentaram ali ao longo de milhões de anos. Pensa-se que estas camadas fornecem um registo de como a inclinação no eixo de Marte mudou ao longo do tempo, assim como as mudanças na inclinação da Terra criaram idades do gelo e períodos mais quentes ao longo da história do nosso planeta. Quando Marte teve uma inclinação axial menor, neve e camadas de poeira acumularam-se na região e eventualmente formaram a espessa camada de gelo encontrada lá hoje.

Ao irradiar ondas de rádio para a superfície, os cientistas podem observar abaixo destas camadas de gelo, mapeando-as em detalhe. As ondas de rádio perdem energia quando passam pelo material na subsuperfície; conforme são refletidas de volta para a sonda, geralmente têm um sinal mais fraco. Mas, em alguns casos, os sinais que retornavam da subsuperfície desta região eram mais brilhantes do que aqueles na superfície. Alguns cientistas interpretaram estes sinais como implicando a presença de água líquida, que reflete fortemente as ondas de rádio.

Plaut e Aditya Khuller, estudante de doutoramento na Universidade Estatal do Arizona que trabalhou no artigo enquanto estagiava no JPL, não têm certeza do que os sinais indicam. As áreas com hipótese de conter água líquida abrangem cerca de 10 a 20 quilómetros numa área relativamente pequena do polo sul marciano. Khuller e Plaut expandiram a busca por fortes sinais de rádio semelhantes para 44.000 medições espalhadas por 15 anos de dados do MARSIS em toda a região polar sul marciana.

 
Os pontos coloridos representam locais onde foram avistados brilhantes reflexos de radar pela sonda Mars Express da ESA na calote polar sul de Marte. Estes reflexos foram anteriormente interpretados como água líquida subsuperficial. A sua prevalência e proximidade com a superfície fria sugere que podem ser outra coisa.
Crédito: ESA/NASA/JPL-Caltech
 

"Lagos" inesperados

A análise revelou dúzias de reflexos brilhantes de radar adicionais numa faixa muito maior de área e profundidade do que nunca. Em alguns lugares, estavam a menos de 1,6 km da superfície, onde as temperaturas são estimadas em -63º C - tão frio que a água congelaria, mesmo que contivesse minerais salgados conhecidos como percloratos, que podem diminuir o ponto de congelamento da água.

Khuller notou um artigo de 2019 no qual os investigadores calcularam o calor necessário para derreter o gelo subterrâneo nesta região, descobrindo que apenas um vulcanismo recente sob a superfície poderia explicar a potencial presença de água líquida sob o polo sul.

"Eles descobriram que seria necessário o dobro do fluxo de calor geotérmico marciano estimado para manter esta água líquida," disse Khuller. "Uma forma possível de obter esta quantidade de calor é por meio do vulcanismo. No entanto, não vimos nenhuma evidência forte de vulcanismo recente no polo sul, de modo que parece improvável que a atividade vulcânica permitisse a presença de água líquida subterrânea em toda a região."

O que explica os reflexos brilhantes se não são água líquida? Os autores não podem dizer com certeza. Mas o artigo fornece aos cientistas um mapa detalhado da região que contém pistas da história climática de Marte, incluindo o papel da água nas suas várias formas.

"O nosso mapeamento deixa-nos alguns passos mais perto de compreender a extensão e a causa destes intrigantes reflexos de radar," disse Plaut.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Geophysical Research Letters)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
02/10/2020 - Mars Express descobre mais lagos subterrâneos em Marte
27/07/2018 - Mars Express deteta água líquida escondida sob o polo sul de Marte

Mars Express:
ESA 
Wikipedia

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

 
   
Biosferas tipo-Terra, noutros planetas, podem ser raras

Uma nova análise de exoplanetas conhecidos revelou que as condições semelhantes às da Terra em planetas potencialmente habitáveis podem ser muito mais raras do que se pensava anteriormente. O trabalho foca-se nas condições necessárias para que a fotossíntese com base no oxigénio se desenvolva num planeta, o que possibilitaria biosferas complexas do tipo encontrado na Terra. O estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O número de planetas confirmados na nossa própria Galáxia, a Via Láctea, chega agora aos milhares. No entanto, os planetas semelhantes à Terra e na zona habitável - a região em torno de uma estrela onde a temperatura é ideal para a existência de água líquida à superfície - são muito menos comuns.

 
Impressão artística do planeta potencialmente habitável Kepler-442b (esquerda), em comparação com a Terra.
Crédito: Ph03nix1986 / Wikimedia Commons
 

De momento, apenas são conhecidos alguns destes exoplanetas rochosos e potencialmente habitáveis. No entanto, a nova investigação indica que nenhum deles tem as condições teóricas para sustentar uma biosfera semelhante à da Terra por meio da fotossíntese "oxigénica" - o mecanismo que as plantas na Terra usam para converter luz e dióxido de carbono em oxigénio e nutrientes.

Apenas um destes planetas chega perto de receber a radiação estelar necessária para sustentar uma grande biosfera: Kepler-442b, um planeta rochoso com cerca de duas vezes a massa da Terra, orbitando uma estrela moderadamente quente a cerca de 1200 anos-luz de distância.

O estudo analisou em detalhe quanta energia da sua estrela hospedeira é recebida por um planeta, e se os organismos vivos seriam capazes de produzir com eficiência nutrientes e oxigénio molecular, ambos elementos essenciais para a vida complexa como a conhecemos, por meio da fotossíntese oxigénica normal.

Ao calcular a quantidade de radiação fotossinteticamente ativa que um planeta recebe da sua estrela, a equipa descobriu que as estrelas com cerca de metade da temperatura do nosso Sol não podem sustentar biosferas semelhantes à da Terra porque não fornecem energia suficiente na gama correta de comprimentos de onda. A fotossíntese oxigénica ainda seria possível, mas tais planetas não poderiam sustentar uma biosfera rica.

Planetas em torno de estrelas ainda mais frias, conhecidas como anãs vermelhas, que "ardem" com aproximadamente um-terço da temperatura do nosso Sol, não podiam receber energia suficiente para nem mesmo ativar a fotossíntese. As estrelas que são mais quentes que o nosso Sol são muito mais brilhantes e emitem até dez vezes mais radiação na gama necessária para uma fotossíntese eficaz do que as anãs vermelhas; no entanto, geralmente não vivem o suficiente para a evolução de vida complexa.

"Uma vez que as anãs vermelhas são, de longe, o tipo mais comum de estrela na nossa Galáxia, este resultado indica que condições semelhantes à Terra, noutros planetas, podem ser muito menos comuns do que poderíamos esperar," comenta o professor Giovanni Covone da Universidade de Nápoles, autor principal do estudo.

Ele acrescenta: "Este estudo impõe fortes restrições ao espaço de parâmetros para a vida complexa, de modo que, infelizmente, parece que o 'ponto ideal' para hospedar uma biosfera semelhante à da Terra não é tão amplo."

Futuras missões como a do Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para o final deste ano, terão a sensibilidade para observar mundos distantes em torno de outras estrelas e lançar uma nova luz sobre o que realmente é necessário para um planeta hospedar vida como a conhecemos.

// Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
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Kepler-442b:
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Exoplanet.eu
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Exoplanetas:
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Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
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NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

 
   
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  Matéria escura: real ou gravidade incompreendida? (via Universidade de Amesterdão)
Há já muitos anos que os astrónomos e físicos estão em conflito. A misteriosa matéria escura que observamos nas profundezas do Universo é real ou o que vemos é o resultado de desvios subtis das leis da gravidade como a conhecemos? Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - As Auroras Dançantes de Saturno
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASACassini, Equipa VIMSU. ArizonaU. LeicesterJPLASI
 
O que impulsiona as auroras em Saturno? Para ajudar a descobrir, os cientistas analisaram centenas de imagens infravermelhas de Saturno obtidas pela nave Cassini para outros fins, tentando encontrar imagens de auroras suficientes para correlacionar mudanças e fazer filmes. Depois, alguns filmes mostram claramente que as auroras de Saturno podem mudar não apenas com o ângulo do Sol, mas também com a rotação do planeta. Além disso, algumas mudanças aurorais parecem relacionadas a ondas na magnetosfera de Saturno, provavelmente provocadas pelas luas de Saturno. A imagem em destaque é uma a cores falsas obtida em 2007 que mostra Saturno em três bandas de luz infravermelha. Os anéis refletem a luz do Sol relativamente azul, enquanto o próprio planeta brilha num vermelho de energia comparativamente baixa. É visível, a verde, uma banda de aurora a sul. Recentemente, descobriu-se que as auroras aquecem a atmosfera superior de Saturno. Compreender as auroras de Saturno é um caminho para uma melhor compreensão das auroras da Terra.
 
   
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