Dia 15/10: 288.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1582, o papa Gregório XIII implementava o calendário gregoriano. O dia 4 de outubro deste ano é seguido diretamente pelo 15 de outubro.
Em 1608 nascia Evangelista Torricelli, físico italiano famoso por ter inventado o barómetro.
Em 1829 nascia Asaph Hall, astrónomo americano famoso por ter descoberto as luas de Marte, Fobos e Deimos.
Determinou também as órbitas de satélites de outros planetas e de estrelas duplas, a rotação de Saturno e a massa de Marte.
Em 1997, era lançada a sonda Cassini para Saturno a partir de Cabo Canaveral.
Em 2001, a sonda Galileu da NASA passa a 181 km da lua de Júpiter, Io.
Em 2003, a China lança a Shenzhou 5, a sua primeira missão espacial tripulada. Observações: Aviste Vénus baixo a oeste ao cair da noite. Para baixo e para a sua esquerda, a 0,5º, procure a alaranjada Antares. Vénus ficará a esta distância da estrela durante os próximos dois dias, mas note que a sua orientação muda.
Dia 16/10: 289.º dia do calendário gregoriano. História: Em 2012, é descoberto o exoplanetaAlpha Centauri Bb.
Em outubro de 2015, astrónomos publicaram um artigo científico que refuta a existência do planeta. Isto levou o autor principal do artigo original a voltar atrás no anúncio. Observações: Esta é a altura do ano em que, pouco depois do cair da noite, a constelação em forma de W, Cassiopeia, apoia-se verticalmente a nordeste - e quando, para a sua esquerda a norte, a pequena e ténue constelação de Ursa Menor estende-se diretamente para a esquerda da Polar.
Dia 17/10: 290.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1604, o astrónomo Johannes Kepler observa uma supernova na constelação de Ofíuco. Observações: Voltando novamente à constelação de Cassiopeia. O terceiro segmento do "W", contando a partir de cima, aponta quase diretamente para baixo. Estenda esse segmento duas vezes para baixo e encontrará o Enxame Duplo de Perseu. Este par de aglomerados de estrelas é fraco quando visto a olho nu sob um céu escuro (convém usar visão periférica), mas visível a partir de qualquer lado com binóculos. É esplêndido através de telescópios.
Dia 18/10: 291.º dia do calendário gregoriano. História: Em 320, Pappus de Alexandria, um filósofo grego, observa um eclipse do Sol e escreve um comentário no Almagest.
Em 1959, a sonda soviética Luna 3 envia as primeiras fotos do outro lado da Lua.
Em 1967, a sonda soviética Venera 4 entra na atmosfera de Vénus e torna-se na primeira a medir a atmosfera de outro planeta.
Em 1977, Charles Kowal descobre Chiron, o primeiro de uma população de pequenos objetos gelados, conhecida como centauros, que reside no Sistema Solar exterior.
Em 1989, a sonda Galileu era lançada a partir da missão STS-34.
Em 2019, as astronautas da NASA Jessica Meir e Christina Koch fazem o primeiro passeio espacial totalmente realizado por mulheres, quando se aventuram fora da Estação Espacial Internacional para substituir um controlador de energia. Observações: Mercúrio estacionário, pelas 02:00.
Júpiter estacionário, pelas 12:00.
Princípio da Equivalência de Einstein verificado, pela primeira vez, em quasares
De acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein, a gravidade afeta tanto a luz quanto a matéria. Uma consequência desta teoria científica, baseada no Princípio da Equivalência, é que a luz que escapa de uma região com um forte campo gravitacional perde energia pelo caminho, ficando mais vermelha, um fenómeno conhecido como desvio para o vermelho gravitacional. A sua quantificação fornece um teste fundamental da teoria da gravitação de Einstein. Até agora, este teste tinha sido realizado apenas em corpos no Universo próximo, mas graças à utilização de um novo procedimento experimental, cientistas do IAC (Instituto de Astrofísicas das Canárias) e da Universidade de Granada conseguiram medir o desvio para o vermelho gravitacional em quasares e assim estender o teste a regiões muito distantes de onde a luz foi emitida quando o nosso Universo era jovem.
Impressão de artista de um quasar.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
O Princípio da Equivalência de Einstein é a pedra angular da Teoria da Relatividade Geral, que é a nossa melhor descrição atual da gravidade e uma das teorias básicas da física moderna. O princípio afirma que é experimentalmente impossível distinguir entre um campo gravitacional e um movimento acelerado do observador, e uma das suas previsões é que a luz emitida de dentro de um campo gravitacional intenso deve sofrer uma mudança mensurável para energias espectrais mais baixas, o que para a luz significa uma mudança para o vermelho, o denominado "desvio para o vermelho".
Esta previsão foi bem e frequentemente confirmada perto da Terra, desde as primeiras medições por R.V. Pound e G.A. Rebka em Harvard em 1959 até às medições mais recentes com satélites. Também foi confirmada usando observações do Sol e de algumas estrelas, como a nossa vizinha Sirius B, e a estrela S2 perto do buraco negro supermassivo no centro da Galáxia. Mas confirmá-la com medições extragalácticas tem sido difícil, e houveram apenas alguns testes com medições complicadas e baixa precisão em enxames de galáxias relativamente perto de nós em termos cosmológicos.
A razão para esta falta de testes no Universo mais distante é a dificuldade em medir o desvio para o vermelho, pois na maioria das situações o efeito da gravidade sobre a luz é muito pequeno. Por esta razão, os buracos negros massivos com campos gravitacionais muito fortes fornecem cenários promissores para medir desvios para o vermelho gravitacionais. Em particular, os buracos negros supermassivos encontrados no centro das galáxias, que têm campos gravitacionais enormes, fornecem um dos cenários mais promissores para medir o desvio para o vermelho gravitacional. Estes estão situados nos centros de quasares extraordinariamente luminosos e distantes.
Um quasar é um objeto no céu que se parece com uma estrela, mas que está situado a uma grande distância de nós, de modo que a luz que dele recebemos foi emitida quando o Universo era muito mais jovem do que é agora. Isto significa que devem ser extremamente brilhantes. A origem desta enorme produção de energia é um disco de material quente que está sendo engolido pelo buraco negro supermassivo no seu centro. Esta energia é gerada numa região muito pequena, com apenas alguns dias-luz de tamanho.
Nas proximidades do buraco negro há um campo gravitacional muito intenso e, portanto, ao estudar a luz emitida pelos elementos químicos nesta região (principalmente hidrogénio, carbono e magnésio) esperaríamos medir desvios para o vermelho gravitacionais muito grandes. Infelizmente, a maioria dos elementos nos discos de acreção de quasares também estão presentes em regiões mais distantes do buraco negro central, onde os efeitos gravitacionais são muito menores, de modo que a luz que recebemos desses elementos é uma mistura na qual não é fácil detetar claramente os desvios para o vermelho gravitacionais.
As medições cobrem 80% da história do Universo
Agora, uma equipa de investigadores do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias) e da Universidade de Granada encontrou uma porção bem definida da luz ultravioleta emitida por átomos de ferro de uma região confinada à vizinhança do buraco negro. "Por meio da nossa investigação relacionada com as lentes gravitacionais, outra das previsões da teoria da Relatividade Geral de Einstein, descobrimos que uma característica espectral do ferro nos quasares parecia vir de uma região muito próxima do buraco negro. As nossas medições do desvio para o vermelho confirmaram este achado", explica Evencio Mediavilla, investigador do IAC, professor da Universidade de La Laguna e primeiro autor do artigo.
Usando esta característica, os investigadores foram capazes de medir com clareza e precisão os desvios para o vermelho gravitacionais de muitos quasares e, usando-os, estimar as massas dos buracos negros. "Esta técnica marca um avanço extraordinário, pois permite-nos medir com precisão os desvios para o vermelho gravitacionais de objetos individuais a grandes distâncias, o que abre possibilidades importantes para o futuro," diz Mediavilla.
Jorge Jimenez Vicente, investigador da Universidade de Granada e coautor do artigo científico, sublinha as implicações deste novo procedimento experimental, pois permite comparar o desvio para o vermelho medido com o valor teoricamente previsto: "esta técnica permite-nos pela primeira vez testar o Princípio da Equivalência de Einstein, e com ele a base da nossa compreensão da gravidade em escalas cosmológicas."
Este teste do Princípio da Equivalência realizado pelos cientistas é baseado em medições que incluem galáxias ativas na nossa vizinhança (cerca de 13,8 mil milhões de após o Big Bang) até quasares individuais a grandes distâncias, cuja luz foi emitida quando o Universo tinha apenas cerca de 2,2 mil milhões de anos, cobrindo assim cerca de 80% da história do Universo. "Os resultados, com uma precisão comparável às das experiências realizadas dentro da nossa Galáxia, validam o Princípio da Equivalência neste vasto período de tempo", realça Jiménez-Vicente.
O artigo científico foi publicado na revista The Astrophysical Journal e selecionado recentemente pela Sociedade Astronómica Americana, que publicou uma entrevista com os investigadores na secção "AAS Journal Author Series" do seu canal no YouTube, cujo objetivo é vincular os autores com os seus artigos, as suas histórias pessoais e com a comunidade astronómica em geral.
Sinais de rádio de estrelas distantes sugerem planetas ocultos
Usando a antena de rádio mais poderosa do mundo, os cientistas descobriram estrelas que lançam ondas de rádio inesperadamente, possivelmente indicando a existência de planetas ocultos.
O Dr. Benjamin Pope, da Universidade de Queensland, na Austrália, e colegas do observatório nacional ASTRON dos Países Baixos têm procurado planetas usando o radiotelescópio mais poderoso do mundo, o LOFAR (Low Frequency Array), situado nos Países Baixos.
"Nós descobrimos sinais de 19 estrelas anãs vermelhas distantes, quatro das quais são melhor explicados pela existência de planetas em órbita," disse o Dr. Pope.
Uma anã vermelha com uma aurora. Impressão de artista da aurora de uma anã vermelha (esquerda) devido à interação com um exoplaneta (direita).
Crédito: Daniëlle Futselaar (artsource.nl)
"Há muito tempo que sabemos que os planetas no nosso próprio Sistema Solar emitem ondas de rádio poderosas à medida que os seus campos magnéticos interagem com o vento solar, mas ainda não tinham sido captados sinais de rádio de planetas para lá do nosso Sistema Solar.
"Esta descoberta é um passo importante para a radioastronomia e pode levar à descoberta de planetas por toda a Galáxia."
Anteriormente, os astrónomos só eram capazes de detetar as estrelas mais próximas em emissão de rádio constante, e tudo o mais no céu era gás interestelar, ou exótico, como buracos negros.
Agora, os radioastrónomos são capazes de ver estrelas antigas quando fazem as suas observações e, com esta informação, podemos investigar quaisquer planetas em torno dessas estrelas.
A equipa concentrou-se em estrelas anãs vermelhas, que são muito mais pequenas que o Sol e conhecidas por terem intensa atividade magnética que impulsiona proeminências estelares e emissões de rádio.
Mas algumas estrelas velhas e magneticamente inativas também apareceram, desafiando a compreensão convencional.
O Dr. Joseph Callingham da Universidade de Leiden, ASTRON e autor principal da descoberta, disse que a equipa está confiante de que estes sinais vêm da ligação magnética das estrelas e planetas invisíveis em órbita, de modo idêntico à interação entre Júpiter e a sua lua, Io.
"A nossa própria Terra tem auroras, frequentemente denominadas como auroras boreais e austrais, mas também emite poderosas ondas de rádio - isto deve-se à interação do campo magnético do planeta com o vento solar," explicou.
"Mas no caso das auroras de Júpiter, estas são muito mais fortes, pois a sua lua vulcânica Io está a lançar material para o espaço, enchendo o ambiente de Júpiter com partículas que impulsionam auroras excecionalmente poderosas.
"O nosso modelo para esta emissão de rádio das nossas estrelas é uma versão ampliada de Júpiter e Io, com um planeta envolto no campo magnético de uma estrela, alimentando material em vastas correntes que similarmente impulsionam auroras brilhantes.
"É um espetáculo que atraiu a nossa atenção a anos-luz de distância."
A equipa de investigação agora queria confirmar se os planetas propostos existem.
"Não podemos ter 100% a certeza de que as quatro estrelas que pensamos terem planetas são de facto, hospedeiras planetárias, mas podemos dizer que a interação planeta-estrela é a melhor explicação para o que estamos a observar," disse o Dr. Pope.
"Observações de acompanhamento descartaram planetas mais massivos do que a Terra, mas não há nada que diga que um planeta mais pequeno não faria também isto."
As descobertas do LOFAR são apenas o começo, mas o telescópio só tem a capacidade de monitorizar estrelas que estão relativamente próximas, até 165 anos-luz de distância.
Com o radiotelescópio SKA (Square Kilometre Array) da Austrália e da África do Sul finalmente em construção, com início de operações previsto para 2029, a equipa espera ser capaz de ver centenas de estrelas relevantes a distâncias muito maiores.
Este trabalho demonstra que a radioastronomia está prestes a revolucionar a nossa compreensão dos planetas para lá do nosso Sistema Solar."
A investigação foi publicada na revista Nature Astronomy e na The Astrophysical Journal Letters.
Conheça os 42: O ESO obtém imagens de alguns dos maiores asteroides do nosso Sistema Solar
Esta imagem composta mostra os 42 maiores objetos da cintura de asteroides, situada entre as órbitas de Marte e Júpiter. A maioria destes asteroides tem uma dimensão superior a 100 km, sendo os dois maiores Ceres and Vesta, com cerca de 940 e 520 km de diâmetro, respetivamente, e os dois mais pequenos Urânia e Ausonia, ambos com apenas 90 km. As imagens dos asteroides foram obtidas com o instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch) montado no VLT do ESO.
Crédito: ESO/M. Kornmesser/Vernazza et al./algoritmo MISTRAL (ONERA/CNRS)
Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO no Chile, os astrónomos obtiveram imagens de 42 dos maiores objetos da cintura de asteroides, situada entre as órbitas de Marte e Júpiter. Nunca tinham sido obtidas até à data imagens tão nítidas de um grupo de asteroides tão extenso. As observações revelam uma grande variedade de formas peculiares, desde esféricas a "osso de cão", e estão a ajudar os astrónomos a traçar as origens dos asteroides do nosso Sistema Solar.
As imagens detalhadas destes 42 objetos são um grande passo em frente na exploração dos asteroides, possível graças a telescópios colocados no solo, e contribuem para responder à "derradeira questão da vida, do universo e de tudo".
"Até à data, apenas tinham sido obtidas imagens com um elevado grau de detalhe para três grandes asteroides da cintura principal, Ceres, Vesta e Lutécia, na altura em que foram visitados pelas sondas das missões espaciais Dawn da NASA e Rosetta da ESA," explica Pierre Vernazza, do Laboratoire d’Astrophysique de Marseille em França, que liderou este estudo publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. "As nossas observações mostram agora imagens muito nítidas de muito mais objetos, 42 no total."
O anteriormente pequeno número de observações detalhadas de asteroides implicava que, até agora, muitas características cruciais, tais como a forma tridimensional ou a densidade, permaneciam essencialmente desconhecidas. Entre 2017 e 2019, Vernazza e a sua equipa decidiram colmatar esta falha, levando a cabo um rastreio meticuloso dos corpos principais da cintura de asteroides.
A maior parte dos 42 objetos desta amostra tem uma dimensão superior a 100 km; em particular, a equipa obteve imagens de praticamente todos os asteroides da cintura maiores que 200 km, ou seja, 20 dos 23. Os dois maiores objetos observados foram Ceres e Vesta, com cerca de 940 e 520 km de diâmetro, respetivamente, enquanto os mais pequenos foram Urânia e Ausonia, ambos com apenas 90 km.
Este poster mostra 42 dos maiores objetos da cintura de asteroides, situada entre Marte e Júpiter (as órbitas não estão à escala). As imagens na circunferência exterior foram obtidas pelo instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch) montado no VLT do ESO. A amostra de asteroides observados contém 39 objetos com dimensões superiores a 100 km de diâmetro, incluindo 20 com diâmetros maiores que 200 km. O poster destaca alguns asteroides, como Ceres (o maior da cintura), Urânia (o mais pequeno observado), Calíope (o mais denso) e Lutécia, que foi visitado pela missão Rosetta da Agência Espacial Europeia.
Crédito: ESO/M. Kornmesser/Vernazza et al./algoritmo MISTRAL (ONERA/CNRS)
Ao reconstruir as formas dos objetos, a equipa percebeu que os asteroides observados estão essencialmente divididos em duas famílias. Alguns são quase perfeitamente esféricos, tais como Hígia e Ceres, enquanto outros têm formas "alongadas" mais peculiares, sendo Cleópatra a rainha incontestável deste subgrupo com a sua forma em "osso de cão".
Ao combinar as formas dos asteroides com informação sobre as suas massas, a equipa descobriu que as densidades mudam significativamente ao longo da amostra. Os quatro asteroides menos densos, que incluem Lamberta e Sílvia, têm densidades de cerca de 1,3 gramas por centímetro cúbito, aproximadamente a densidade do carvão. Os mais densos, Psique e Calíope, têm densidades de 3,9 e 4,4 gr/cm3, respetivamente, mais elevadas que a densidade do diamante (3,5 gr/cm3).
A grande diferença de densidades sugere que a composição dos asteroides varia significativamente, dando aos astrónomos pistas importantes sobre as suas origens. "As nossas observações apoiam fortemente uma migração substancial destes corpos depois da sua formação. Em suma, uma tal variedade nas suas composições apenas pode ser compreendida se os corpos tiverem tido origem em regiões distintas do Sistema Solar," explica Josef Hanuš da Universidade Charles em Praga, República Checa, um dos autores do estudo. Em particular, os resultados apoiam a teoria de que os asteroides menos densos se formaram nas regiões remotas do Sistema Solar, para lá da órbita de Neptuno, tendo migrado posteriormente para a sua posição atual.
Estes resultados foram possíveis graças à sensibilidade do instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch) montado no VLT do ESO. "As capacidades melhoradas do SPHERE, aliadas ao facto de pouco se conhecer relativamente à forma dos maiores asteroides da cintura principal, permitiram-nos avançar substancialmente nesta área de estudo," diz o coautor Laurent Jorda, também do Laboratoire d'Astrophysique de Marseille.
Os astrónomos irão conseguir obter imagens muito detalhadas de ainda mais asteroides com o futuro ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em construção no Chile e que deverá começar a suas operações no final desta década. "Observações de asteroides da cintura principal levadas a cabo com o ELT permitir-nos-ão estudar objetos com diâmetros entre 35 e 80 km, dependendo da sua localização na cintura, e crateras com dimensões aproximadamente entre 10 e 25 km," diz Vernazza. "Adicionalmente, se dispusermos de um instrumento do tipo do SPHERE montado no ELT, poderemos inclusivamente obter imagens de um conjunto de objetos semelhante, mas situados na distante Cintura de Kuiper! Deste modo poderíamos caracterizar, a partir do solo, a história geológica de uma amostra muito maior de pequenos corpos."
Será que Vénus já teve oceanos? (via Universidade de Genebra)
O planeta Vénus pode ser visto como o gémeo maléfico da Terra. À primeira vista, tem massa e tamanho comparáveis, consiste principalmente de material rochoso, retém um pouco de água e possui uma atmosfera. No entanto, um olhar mais atento revela diferenças marcantes: a espessa atmosfera de CO2, a temperatura e pressão extremas à superfície e as nuvens de ácido sulfúrico são de facto um contraste gritante com as condições necessárias para a vida na Terra. Isso pode, no entanto, nem sempre ter sido o caso. Estudos anteriores sugeriram que Vénus pode ter sido um lugar muito mais hospitaleiro no passado, com os seus próprios oceanos de água líquida. Uma equipe de astrofísicos investigou se o gémeo do nosso planeta realmente teve períodos mais amenos. Os resultados, publicados na revista Nature, sugerem que não. Ler fonte
Com as primeiras amostras marcianas armazenadas, Perseverance dá início a incrível missão de envio de amostras (via NASA)
A missão MSR (Mars Sample Return) é uma campanha de várias missões desenhadas para enviar as amostras recolhidas pelo rover Perseverance. Atualmente em estágio de desenvolvimento de conceitos e de tecnologia, a campanha é um dos feitos mais ambiciosos na história do voo espacial, envolvendo várias naves espaciais, lançadores e dúzias de agências governamentais. Ler fonte
Álbum de fotografias - NGC 7822: Ponto de Interrogação Cósmico
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Yizhou Zhang
Pode parecer um grande ponto de interrogação cósmico, mas a grande questão é na verdade como o gás brilhante e a poeira escura contam a história da formação estelar desta nebulosa. No limite de uma nuvem molecular gigante em direção à constelação de Cefeu no hemisfério norte, a brilhante região de formação estelar NGC 7822 fica a cerca de 3000 anos-luz de distância. Dentro da nebulosa, bordas brilhantes e formas escuras destacam-se nesta paisagem colorida e detalhada do céu. O mosaico de 9 painéis, feito ao longo de 28 noites com um pequeno telescópio no estado norte-americano do Texas, inclui dados de filtros de banda estreita, mapeando a emissão do oxigénio atómico, hidrogénio e enxofre em tons de azul, verde e vermelho. A linha de emissão e a combinação de cores tornaram-se conhecidas como a paleta Hubble. A emissão atómica é alimentada por radiação energética das estrelas centrais quentes. Os seus poderosos ventos e radiação esculpem e corroem as formas de pilares mais densas e limpam uma cavidade característica com anos-luz no centro da nuvem natal. As estrelas podem ainda formar-se dentro dos pilares devido ao colapso gravitacional, mas como os pilares sofrem erosão, quaisquer estrelas em formação acabarão sendo cortadas do seu reservatório de matéria estelar. Este campo de visão estende-se por mais de 40 anos-luz à distância estimada de NGC 7822.
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