Noites Astronómicas em Tavira Data: 6 de maio Hora: 21:30 Local:Forte do Rato
No dia 6 de maio realiza-se a sessão de Noites Astronómicas em Tavira no Forte do Rato pelas 21:30. Nesta sessão vamos ter oportunidade de observar a Lua e algumas constelações que nos acompanham nesta estação. Será também possível fazer um registo fotográfico da Lua e das suas crateras com auxílio de telescópio.
A inscrição é gratuita mas obrigatória e o número de participantes é limitado.
Participe!
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA (a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes). Informações e inscrições:
281 326 231 | 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Apresentação às Estrelas | Entre Eclipses Data: 12 de maio de 2022 Hora: 20:30-22:30 Local:Centro Ciência Viva do Algarve
Estamos numa altura do ano propícia à ocorrência de eclipses! Vamos explicar o porquê disto, e falar no eclipse lunar que aí vem. Após a apresentação, e se a meteorologia for favorável, iremos observar o céu com telescópio. Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica com telescópio depende de condições meteorológicas favoráveis. Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 06/05: 126.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1872, nascia Willem de Sitter, matemático, físico e astrónomo holandês.
Fez grandes contribuições para o campo da cosmologia física. Foi coautor, juntamente com Einstein, de um artigo onde explicavam que deveria existir grandes quantidades de matéria que não emitia luz, atualmente chamada matéria escura. É também famoso pela sua pesquisa sobre o planeta Júpiter. Observações: Três estrelas de magnitude zero brilham após o cair da noite, em maio: Arcturo alta a sudeste, Vega muito mais baixa a nordeste e Capella a noroeste. Aparecem-nos tão brilhantes porque cada uma é pelo menos 60 vezes mais luminosa do que o Sol e porque estão todas relativamente perto: 37, 25 e 42 anos-luz, respetivamente.
Pico da chuva de meteoros das Eta Aquáridas.
Dia 07/05: 127.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, era lançado o Observatório Espacial de raios-X, Explorer 53.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour descolava pela primeira vez (STS-49).
Em 1997, a sonda Galileo fazia o seu quarto voo rasante por Ganimedes. Observações: Depois do anoitecer, aviste a Lua a oeste. Hoje encontra-se na direção da constelação de Caranguejo. Usando binóculos, "deslize" o campo de visão um pouco para a esquerda da Lua e poderá encontrar o enxame aberto M44.
Conhece o asterismo do Diamante de Virgem? Mede cerca de 50º de altura e abrange cinco constelações. Encontra-se atualmente na vertical, a sul, depois das estrelas aparecerem. Comece com Espiga, a sua parte mais baixa. Para cima e para a esquerda está a brilhante Arcturo. Quase à mesma distância, para cima e para a direita de Arcturo (se se voltar para sul) está a mais ténue Cor Caroli, de terceira magnitude, quase por cima das nossas cabeças. À mesma distância, mas para baixo e para a direita, está Denébola, a ponta da cauda de Leão, com magnitude 2. E finalmente voltamos a Espiga. As três estrelas mais baixas, que são também as mais brilhantes, formam um triângulo equilátero quase perfeito. Talvez devêssemos chamar-lhes de "Triângulo da Primavera", em paralelo com o de verão e o de inverno?
Se tiver acesso a um céu escuro ou binóculos, olhe para o ponto médio entre Cor Caroli e Denébola para avistar o grande e disperso enxame estelar de Cabeleira de Berenice. Abrange 4º, mais ou menos do tamanho de uma bola de ping-ping à distância do braço esticado.
Dia 08/05: 128.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, era lançado o primeiro foguetão Atlas Centauro. Observações:Durante estas noites de primavera, a longa mas ténue serpente marinha, Hidra, desliza pelo céu a sul. Encontre a sua cabeça, um asterismo bem fraco com aproximadamente o tamanho do polegar à distância do braço esticado, para sudoeste (está para baixo e para a direita de Régulo, a cerca de dois punhos à distância do braço esticado. Também, uma linha de Castor, passando por Pollux, aponta para lá a cerca de 2,5 punhos à distância do braço esticado). Para baixo e para a esquerda está o coração de Hidra, a alaranjada Alphard. A cauda de Hidra estica-se até Balança a sudeste. O padrão atual de Hidra, desde a cabeça até à ponta da cauda, mede 95º. Corresponde a mais de um-quarto da esfera celeste.
Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, lançamento da Mariner 8.
Tinha como objetivo entrar em órbita de Marte e enviar imagens e dados, mas o veículo de lançamento falhou e nem conseguiu alcançar órbita terrestre. Observações:Lua em Quarto Crescente, pelas 01:21.
A Lua encontra-se, esta noite, na direção da "foice" de Leão, entre Algieba e Régulo.
Curiosidades
Após oito anos, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) vai terminar operações o mais tardar no dia 30 de setembro. O SOFIA é um avião Boeing 747SP modificado que transporta um telescópio refletor.
Um raro binário "viúva negra", com a órbita mais curta até agora
O clarão de uma estrela próxima atraiu os astrónomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) para um novo e misterioso sistema a 3000 anos-luz da Terra. Este estranho objeto estelar parece ser um novo binário "viúva negra" - uma estrela de neutrões com rotação rápida, ou pulsar, que está a circular e a consumir lentamente uma estrela companheira mais pequena, como o homónimo aracnídeo faz ao seu companheiro.
Os astrónomos conhecem cerca de duas dúzias de "binários de viúvas negras" na Via Láctea. Este novo candidato, chamado ZTF J1406+1222, tem o período orbital mais curto até agora identificado, com o pulsar e a estrela companheira a orbitarem-se um ao outro a cada 62 minutos. O sistema é único, na medida em que parece abrigar uma terceira estrela, distante, que orbita em torno das duas estrelas interiores de 10.000 em 10.000 anos.
Ilustração de um pulsar "viúva negra" e da sua companheira estelar. As emissões de raios-gama do pulsar (magenta) aquecem fortemente o lado frontal da estrela (laranja). O pulsar está gradualmente a evaporar a sua companheira. Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Cruz deWilde
Esta provável viúva negra tripla está a levantar questões sobre como um tal sistema pode ter sido formado. Com base nas suas observações, a equipa do MIT propõe uma história de origem: tal como a maioria dos binários de viúvas negras, o sistema triplo provavelmente surgiu de uma densa constelação de estrelas velhas conhecida como enxame globular. Este enxame em particular pode ter-se dirigido para o centro da Via Láctea, onde a gravidade do buraco negro central foi suficiente para fragmentar o enxame, deixando intacta a viúva negra tripla.
"É um cenário complicado de nascimento," diz Kevin Burdge, pós-doutorado no Departamento de Física do MIT. "Este sistema flutua provavelmente na Via Láctea há mais tempo do que o Sol."
Burdge é o autor de um estudo publicado na revista Nature que detalha a descoberta da equipa. Os investigadores utilizaram uma nova abordagem para detetar o sistema triplo. Enquanto a maioria dos binários de viúvas negras são encontrados através dos raios-gama e raios-X emitidos pelo pulsar central, a equipa utilizou a luz visível, e especificamente o piscar da estrela companheira do binário, para detetar ZTF J1406+1222.
"Este sistema é realmente único até no que toca às viúvas negras, porque encontrámo-lo no visível, e devido à sua ampla companheira e ao facto de ter vindo do Centro Galáctico," explica Burdge. "Ainda há muito que não compreendemos sobre ele. Mas temos uma nova forma de procurar estes sistemas no céu."
Os coautores do estudo são colaboradores de múltiplas instituições, incluindo a Universidade de Warwick, do Caltech, da Universidade de Washington, da Universidade McGill e da Universidade de Maryland.
Dia e noite
Os binários de viúvas negras são alimentados por pulsares - estrelas de neutrões de rotação rápida que são os núcleos colapsados de estrelas massivas. Os pulsares têm um período de rotação vertiginoso, girando a cada poucos milissegundos e emitindo no processo flashes de raios-gama e raios-X altamente energéticos.
Normalmente, os pulsares diminuem a sua rotação e morrem relativamente depressa à medida que queimam uma enorme quantidade de energia. Mas de vez em quando, uma estrela passageira pode dar uma nova vida ao pulsar. Quando uma estrela se aproxima, a gravidade do pulsar retira material da estrela, o que fornece nova energia à sua rotação. O pulsar "reciclado" começa então a reirradiar energia que retira ainda mais material à estrela, eventualmente destruindo-a.
"Estes sistemas são chamados de viúvas negras devido à forma como o pulsar consome o objeto que a reciclou, tal como a aranha come o seu companheiro," diz Burdge.
Todos os binários de viúvas negras até à data foram detetados através dos flashes de raios-gama e raios-X do pulsar. ZTF J1406+1222 foi o primeiro sistema do género a ser detetado graças ao flash ótico da estrela companheira.
Ao que parece, o lado diurno da estrela companheira - o lado perpetuamente virado para o pulsar - pode ser muitas vezes mais quente do que o seu lado noturno, devido à constante radiação altamente energética que recebe do pulsar.
"Pensei, em vez de procurar diretamente o pulsar, tentar procurar a estrela que este está a 'cozinhar'," salientou Burdge.
Ele argumentou que se os astrónomos observassem uma estrela cujo brilho mudava periodicamente em grande quantidade, isso seria um sinal forte de que estava num binário com um pulsar.
Movimento estelar
Para testar esta teoria, Burdge e colegas examinaram dados óticos obtidos pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), um observatório no estado norte-americano da Califórnia que recolhe imagens de campo amplo do céu noturno. A equipa estudou o brilho das estrelas para ver se alguma estava a mudar dramaticamente por um factor de 10 ou mais, numa escala de tempo de cerca de uma hora ou menos - sinais que indicam a presença de um pulsar em órbita íntima.
A equipa foi capaz de discernir a dúzia de binários de viúvas negras conhecidos, validando a precisão do novo método. Depois avistaram uma estrela cujo brilho mudava por um factor de 13, a cada 62 minutos, indicando que fazia provavelmente parte de um novo binário viúva negra, que rotularam de ZTF J1406+1222.
Procuraram a estrela em observações feitas pelo Gaia, um telescópio espacial operado pela ESA que mantém medições precisas da posição e movimento das estrelas no céu. Analisando medições da estrela para trás no tempo, graças aos dados do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), a equipa descobriu que o binário estava a ser seguido por outra estrela distante. A julgar pelos seus cálculos, esta terceira estrela parecia estar a orbitar o binário interior a cada 10.000 anos.
Curiosamente, os astrónomos não detetaram diretamente emissões de raios-gama ou raios-X do pulsar no binário, que é a forma típica de confirmação das viúvas negras. ZTF J1406+1222, portanto, é considerado um candidato a binário viúva negra, que a equipa espera confirmar com futuras observações.
"A única coisa que sabemos ao certo é que vemos uma estrela com um lado diurno muito mais quente do que o lado noturno, orbitando algo a cada 62 minutos," acrescenta Burdge. "Tudo parece apontar para o facto de ser um binário viúva negra. Mas há aqui algumas coisas estranhas, por isso é possível que seja algo inteiramente novo."
A equipa planeia continuar a observar o novo sistema, bem como a aplicar a técnica ótica para iluminar mais estrelas de neutrões e viúvas negras no céu.
Astrónomos descobrem sistema de quatro planetas com um processo de migração peculiar
Uma investigação internacional, na qual participa o IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias), descobriu um novo sistema planetário composto por 4 planetas em órbita da estrela TOI-500. Este é o primeiro sistema conhecido por acolher um análogo terrestre com um período orbital inferior a um dia e 3 planetas adicionais de baixa massa cuja configuração orbital pode ser explicada através de um cenário de migração não violento e suave. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.
Impressão de artista de um sistema planetário composto por planetas rochosos e de baixa massa orbitando a sua estrela.
Crédito: Gabriel Pérez Diaz (IAC)
O planeta interior, apelidado TOI-500b, é um planeta chamado de período ultracurto, uma vez que o seu período orbital é de apenas 13 horas. É considerado um planeta análogo à Terra, ou seja, um planeta rochoso semelhante à Terra com raio, massa e densidade comparáveis aos do nosso planeta. "Em contraste com a Terra, porém, a sua proximidade com a estrela torna-o tão quente (cerca de 1350º C) que a sua superfície é muito provavelmente uma imensa extensão de lava," diz Luisa Maria Serrano, investigadora do Departamento de Física da Universidade de Turim e primeira autora do trabalho. O novo planeta poderia ser um verdadeiro reflexo de como será a Terra no futuro, quando o Sol se tornar numa gigante vermelha, muito maior e mais brilhante do que é agora.
TOI-500b foi inicialmente identificado como um candidato a planeta pelo satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, um telescópio espacial concebido para procurar planetas em órbita de estrelas próximas usando o método de trânsito. Este método mede a diminuta diminuição de brilho de uma estrela à medida que o planeta atravessa o disco estelar visto pelo telescópio. TOI-500b foi subsequentemente confirmado graças a uma campanha de observação de um ano realizada pela Universidade de Turim com o espectrógrafo HARPS no ESO.
A análise dos dados TESS e HARPS forneceu medições precisas da massa, raio e parâmetros orbitais do planeta de período ultracurto TOI-500b. "As medições HARPS também nos permitiram detetar 3 planetas adicionais de baixa massa em órbita de TOI-500 a cada 6,6, 26,2 e 61,3 dias. TOI-500 é um sistema planetário notável, importante para compreender o destino dinâmico dos planetas," disse Davide Gandolfi, investigador do Departamento de Física da Universidade de Turim e coautor do artigo.
A novidade apresentada pelo artigo recentemente publicado reside no processo de migração que levou o sistema planetário à sua configuração atual. "É geralmente aceite que os planetas de período ultracurto não se formaram nas suas órbitas atuais, uma vez que as regiões mais interiores do seu disco protoplanetário natal têm densidade e temperatura inadequadas para formar planetas. Devem ter tido origem mais para fora e depois migrado para dentro, para perto da sua estrela hospedeira," diz Hans J. Deeg, investigador do IAC que participou no estudo.
Embora não haja consenso sobre o processo de migração, pensa-se que muitas vezes este ocorra através de um processo violento, envolvendo a dispersão de planetas, que encolheria e excitaria as órbitas. No seu estudo, os autores mostram que os planetas que orbitam TOI-500 podem ter estado em órbitas quase circulares, e depois migraram para dentro, seguindo um chamado processo de migração secular e quási-estática que durou cerca de 2 mil milhões de anos. "Este é um padrão calmo de migração, em que os planetas se movem lentamente para órbitas cada vez mais próximas da sua estrela, sem esbarrarem uns nos outros e sem saírem das suas órbitas," explica Felipe Murgas, investigador do IAC e coautor do artigo científico.
"Este artigo demonstra a importância de associar a descoberta de sistemas que hospedam planetas de período ultracurto com simulações numéricas a fim de testar possíveis processos migratórios que os possam ter levado à sua configuração orbital atual," diz Enric Pallé, investigador do IAC e coautor do artigo. "A aquisição de dados através de uma linha de base de longo prazo torna possível revelar a arquitetura interna de sistemas semelhantes a TOI-500 e compreender como os planetas se instalaram nas suas órbitas," conclui.
Exoplanetas mais jovens são candidatos melhores na procura por outras Terras
À medida que a comunidade científica procura mundos em órbita de estrelas próximas que possam potencialmente abrigar vida, uma nova investigação conduzida pelo SwRI (Southwest Research Institute) sugere que os exoplanetas rochosos mais jovens são mais propensos a suportar climas temperados, semelhantes ao da Terra.
No passado, os cientistas concentraram-se em planetas situados dentro da zona habitável de uma estrela, onde não é demasiado quente nem demasiado frio para a existência de uma superfície de água líquida. Contudo, mesmo dentro desta zona habitável, os planetas ainda podem desenvolver climas inóspitos à vida. A manutenção de climas temperados também requer que um planeta tenha calor suficiente para alimentar um ciclo de carbono à escala planetária. Uma fonte chave desta energia é o decaimento dos isótopos radioativos de urânio, tório e potássio. Esta fonte de calor crítica pode alimentar a convecção do manto de um exoplaneta rochoso, um movimento lento da região entre o núcleo e a crosta de um planeta que eventualmente derrete à superfície. A desgaseificação vulcânica superficial é uma fonte primária de CO2 para a atmosfera, o que ajuda a manter um planeta quente. Sem a desgaseificação do manto, é pouco provável que os planetas suportem climas temperados e habitáveis como o da Terra.
O planeta Terra tem vulcanismo ativo, o que ajuda à habitabilidade e à presença de um clima temperado. Na imagem, a erupção do vulcão Plosky Tolbachik, em Kamchatka, Rússia.
Crédito: AirPano
"Sabemos que estes elementos radioativos são necessários para regular o clima, mas não sabemos por quanto tempo estes elementos podem fazer isto, porque decaem com o tempo," disse o Dr. Cayman Unterborn, autor principal de um artigo na revista The Astrophysical Journal Letters sobre a investigação. "Além disso, os elementos radioativos não estão distribuídos uniformemente por toda a Galáxia e, à medida que os planetas envelhecem, podem ficar sem calor e a desgaseificação cessa. Dado que os planetas podem ter mais ou menos destes elementos do que a Terra, queríamos compreender como esta variação pode afetar quanto tempo os exoplanetas rochosos podem suportar climas temperados, semelhantes ao da Terra."
O estudo dos exoplanetas é um desafio. A tecnologia atual não consegue medir a composição da superfície de um exoplaneta, muito menos a do seu interior. Os cientistas podem, contudo, medir espectroscopicamente a abundância de elementos numa estrela, estudando como a luz interage com os elementos das camadas superiores de uma estrela. Usando estes dados, os cientistas podem inferir a composição dos planetas em órbita usando a composição estelar como uma aproximação das dos planetas.
"Utilizando estrelas hospedeiras para estimar a quantidade destes elementos que entrariam nos planetas ao longo da história da Via Láctea, calculámos durante quanto tempo podemos esperar que os planetas tenham vulcanismo suficiente para suportar um clima temperado antes de ficarem sem energia," disse Unterborn. "Sob as condições mais pessimistas, estimamos que este espaço crítico de tempo seja de apenas cerca de 2 mil milhões para um planeta de massa terrestre e de 5-6 mil milhões de anos para planetas de massa superior em condições mais otimistas. Para os poucos planetas para os quais temos idades, descobrimos que apenas alguns eram suficientemente jovens para dizermos com confiança que hoje em dia podem ter desgaseificação superficial de carbono, quando os observássemos, digamos, com o Telescópio Espacial James Webb."
Ilustração de um exoplaneta com desgaseificação ativa.
Crédito: Goddard da NASA/Laboratório de Imagem Conceptual, Michael Lentz, animador/Genna Duberstein, produtora
Esta investigação combinou dados observacionais diretos e indiretos com modelos dinâmicos para compreender quais os parâmetros que mais afetam a capacidade de um exoplaneta em suportar um clima temperado. Mais experiências de laboratório e modelação computacional vão quantificar a gama razoável destes parâmetros, particularmente na era do Telescópio Espacial James Webb, que proporcionará uma caracterização mais profunda dos alvos individuais. Com o telescópio Webb, será possível medir a variação tridimensional das atmosferas exoplanetárias. Estas medições vão aprofundar o conhecimento dos processos atmosféricos e das suas interações com a superfície e o interior do planeta, o que permitirá aos cientistas estimar melhor se um exoplaneta rochoso na zona habitável é demasiado antigo para ser parecido com a Terra.
"Os exoplanetas sem desgaseificação ativa são mais suscetíveis de serem planetas frios, tipo bola de neve," disse Unterborn. "Embora não possamos dizer que os outros planetas não tenham desgaseificação hoje em dia, podemos dizer que exigiriam condições especiais para o fazer, tais como ter aquecimento de maré ou placas tectónicas. Isto inclui os exoplanetas de alto perfil descobertos no sistema estelar TRAPPIST-1. Independentemente disso, os planetas mais jovens com climas temperados podem ser os locais mais simples para procurar outras Terras."
Experiências medem ponto de congelação dos oceanos extraterrestres para ajuda na procura de vida (via Universidade de Washington)
Investigadores da Universidade de Washington e da Universidade da Califórnia, Berkeley, realizaram experiências que mediram os limites físicos da existência de água líquida em mundos extraterrestres gelados. Esta mistura de geociência e engenharia foi feita para ajudar na busca de vida extraterrestre e na próxima exploração robótica dos oceanos nas luas de outros planetas. Ler fonte
Cientistas começam a estudar amostras lunares recolhidas pela Apollo 17 (via NASA)
Cientistas do Centro Espacial Goddard da NASA receberam recentemente amostras da superfície lunar que foram armazenadas num congelador no Centro Espacial Johnson da NASA desde que os astronautas da Apollo 17 as trouxeram para a Terra em dezembro de 1972. Esta investigação faz parte do Programa ANGSA (Apollo Next Generation Sample Analysis), um esforço para estudar as amostras do Programa Apollo antes das próximas missões Artemis ao polo sul da Lua. Ler fonte
Álbum de fotografias - Planetas Sobre Pirâmide Egípcia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Osama Fatehi
O desfile planetário matinal continua. Visíveis em todo o mundo, os planetas Júpiter, Vénus, Marte e Saturno têm estado alinhados no céu antes do amanhecer desde meados de abril. Na imagem em destaque, obtida no mês passado, estes planetas foram capturados sobre a Pirâmide de Degraus de Djoser, Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Localizada na necrópole de Saqqara no Egipto, a pirâmide foi construída no 27.º século AC e é uma das mais antigas pirâmides conhecidas. A composição feita a partir de duas imagens inclui uma exposição em primeiro plano tirada durante a hora azul do crepúsculo e uma imagem de fundo captada no mesmo local na manhã seguinte. O alinhamento planetário matinal está a mudar lentamente. No final do mês passado, os planetas Júpiter e Vénus trocaram de lugar, enquanto que no final deste mês, Júpiter e Marte vão trocar de lugar depois de passarem a um grau um do outro. Claro, este pitoresco alinhamento planetário é coincidência, pois todos estes mundos continuam a orbitar o Sol como o têm feito há milhares de milhões de anos, muito antes da antiga Pirâmide de Djoser ter sido construída.
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8000-250, Faro
Portugal
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8800-311, Tavira
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