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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1966  
  10/01 a 12/01/2023  
     
 

APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
Os planetas mais próximos

Data: 12 de janeiro de 2023
Hora: 18:30-20:30
Que planeta fica mais próximo da Terra? Esta pergunta pode ter várias interpretações e, por isso, vamos dar várias respostas nesta sessão! E para cada uma vamos dizer onde no céu os podemos procurar!
Adulto:
 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis.
Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt)
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido.
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 

NOITES ASTRONÓMICAS EM TAVIRA
Observação noturna

Data: 17 de janeiro de 2023
Hora: 18:30
Local: Forte do Rato
No próximo dia 17 de janeiro realiza-se a primeira sessão das Noites Astronómicas de 2023 e será possível a observação de constelações de inverno e planetas. A sessão gratuita decorre pelas 18h30 no Forte do Rato e a inscrição é obrigatória.
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes.
Informações e inscrições:
281 326 231 | 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt

 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 10/01: 10.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1936 nascia Robert Woodrow Wilson, astrónomo americano laureado com o prémio Nobel da Física em 1978. Juntamente com Arno Allan Penzias, descobriu em 1964 a radiação cósmica de fundo em microondas.
Em 1962, a NASA anuncia planos para construir o veículo de lançamento C-5.

Ficou mais conhecido pelo nome Saturn V, lançado em cada uma das missões Apollo. 
Em 1969, lançamento da Venera 6 (USSR). Alcançou Vénus a 17 de maio de 1969. Enviou dados até 11 km da superfície, antes de ser despedaçada pela pressão do planeta.
HOJE, NO COSMOS:
Cisne, com Deneb no topo, está na vertical a oeste-noroeste à hora de jantar. Quão vertical depende da latitude do observador.

 

DIA 11/01: 11.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1787, William Herschel descobre Oberon e Titânia, os maiores satélites de Úrano.

Em 1996, missão STS-72 do vaivém Endeavour, no seu 10.º voo.
HOJE, NO COSMOS:
Agora que a Lua está fora do céu ao início da noite, caso o local onde se encontre seja razoavelmente escuro, tente observar a Via Láctea de inverno. Ao início da noite, estende-se a partir do horizonte a oeste-noroeste, passando por Cisne, subindo por Cefeu e depois por Cassiopeia alta a norte, começando a descer por Perseu e Cocheiro, pelos pés de Gémeos e pela ténue "moca" de Orionte, até ao horizonte a este-sudeste entre Procyon e Sirius.

 

DIA 12/01: 12.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 1986, lançamento da STS-61-C, do vaivém Columbia. Foi a última missão antes do desastre do vaivém Challenger.
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos.

HOJE, NO COSMOS:
Nesta época do ano a pequena Ursa Menor apoia-se como que "pregada" a partir da Polar. A Ursa Maior, entretanto, sobe a norte-nordeste. A sua "pega" está baixa e a "frigideira" está para cima e para a direita.

 
 
   
Telescópio James Webb revela galáxias semelhantes à Via Láctea no Universo jovem

Novas imagens, pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA, revelam pela primeira vez galáxias com barras estelares - características alongadas de estrelas que se estendem dos centros das galáxias para os seus discos exteriores - numa altura em que o Universo tinha apenas 25% da sua idade atual. A descoberta das chamadas galáxias barradas, semelhantes à nossa Via Láctea, tão cedo no Universo, vai exigir que os cientistas refinem as suas teorias sobre a evolução galáctica.

Antes do Webb, as imagens do Telescópio Espacial Hubble nunca tinham detetado barras em épocas tão jovens. Numa imagem Hubble, uma galáxia, EGS-23205, é pouco mais do que uma mancha em forma de disco, mas na imagem obtida pelo Webb no verão passado, é uma bela galáxia em espiral com uma clara barra estelar.

 

O poder do JWST em mapear galáxias a alta resolução e em comprimentos de onda infravermelhos mais longos do que o Hubble, permite-lhe olhar através da poeira e revelar a estrutura subjacente e a massa de galáxias distantes. Isto pode ser visto nestas duas imagens da galáxia EGS23205, vista como era há cerca de 11 mil milhões de anos atrás. Na imagem Hubble (esquerda, tirada com o filtro infravermelho próximo), a galáxia é pouco mais do que uma mancha em forma de disco obscurecida pela poeira e impactada pelo brilho de estrelas jovens, mas na imagem JWST correspondente no infravermelho médio (tirada no verão passado), é uma bela galáxia em espiral com uma clara barra estelar.
Crédito: NASA/CEERS/Universidade do Texas em Austin

 

"Olhei para estes dados e disse: 'Vamos largar tudo o resto!'", disse Shardha Jogee, professora de astronomia na Universidade do Texas em Austin. "As barras dificilmente visíveis nos dados do Hubble saltaram à vista na imagem do Webb, mostrando o tremendo poder do telescópio em ver a estrutura subjacente nas galáxias", disse, descrevendo os dados do CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science Survey), liderado pelo professor Steven Finkelsetin da Universidade do Texas em Austin.

A equipa identificou outra galáxia barrada, EGS-24268, há cerca de 11 mil milhões de anos, o que faz com que duas galáxias barradas existam mais longe no tempo do que qualquer outra galáxia anteriormente descoberta.

Num artigo aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters, destacam estas duas galáxias e mostram exemplos de quatro outras galáxias barradas vistas há mais de 8 mil milhões de anos.

"Para este estudo, estamos perante um novo regime onde ninguém tinha utilizado este tipo de dados ou feito este tipo de análise quantitativa antes", disse Yuchen "Kay" Guo, estudante que liderou a análise, "por isso tudo é novo. É como entrar numa floresta em que nunca ninguém tinha entrado".

As barras desempenham um papel importante na evolução galáctica ao canalizarem gás para as regiões centrais, impulsionando a formação estelar.

"As barras resolvem o problema da cadeia de abastecimento nas galáxias", disse Jogee. "Tal como precisamos de trazer matéria-prima do porto para as fábricas para fazer novos produtos, uma barra transporta poderosamente gás para a região central, onde o gás é rapidamente convertido em novas estrelas a um ritmo tipicamente 10 a 100 vezes mais depressa do que no resto da galáxia".

 

Montagem de imagens obtidas pelo James Webb mostrando seis exemplos de galáxias barradas, duas das quais representam os tempos mais antigos identificados e caracterizados até à data. Os rótulos na parte superior esquerda de cada figura mostram o tempo de retrocesso de cada galáxia, variando de 8,4 a 11 mil milhões de anos atrás, quando o Universo tinha apenas 40% a 20% da sua idade actual.
Crédito: NASA/CEERS/Universidade do Texas em Austin

 

As barras também ajudam a fazer crescer buracos negros supermassivos nos centros das galáxias, canalizando o gás parte do caminho.

A descoberta de barras durante tais épocas iniciais abala de várias maneiras os cenários de evolução galáctica.

"Esta descoberta das primeiras barras significa que os modelos de evolução galáctica têm agora um novo percurso, através das barras, para acelerar a produção de novas estrelas nas primeiras épocas", disse Jogee.

E a própria existência destas primeiras barras desafia os modelos teóricos, uma vez que precisam de acertar a física galáctica a fim de prever a abundância correta de barras. A equipa irá testar diferentes modelos nos seus próximos trabalhos.

O Telescópio Espacial James Webb pode desvendar estruturas em galáxias distantes melhor do que o Hubble por duas razões: em primeiro lugar, o seu espelho maior dá-lhe mais capacidade de recolha de luz, permitindo-lhe ver mais longe e com maior resolução. Em segundo lugar, consegue ver melhor através da poeira, pois observa em comprimentos de onda infravermelhos mais longos do que o Hubble.

Os estudantes Eden Wise e Zilei Chen desempenharam um papel fundamental na investigação ao rever visualmente centenas de galáxias, procurando aquelas que pareciam ter barras, o que ajudou a reduzir a lista a algumas dezenas para que os outros investigadores pudessem analisar com uma abordagem matemática mais intensiva.

Outros coautores da Universidade do Texas em Austin são Steven Finkelstein, Micaela Bagley e Maximilien Franco. Dúzias de coautores de outras instituições são originários de outras partes dos EUA, do Reino Unido, Japão, Espanha, França, Itália, Austrália e Israel.

// Universidade do Texas em Austin (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG

Galáxias espirais barradas:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Evolução galáctica:
Wikipedia

CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science Survey):
Página principal
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JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
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Instagram
Blog do JWST (NASA)
Programas GO do Webb (STScI)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
   
Astrónomos descobrem oito novas estrelas superquentes
 
Imagem centrada na recém-descoberta estrela O(H) J203959.5-034117 (J2039).
Crédito: Tom Watts (AOP), STScI NASA, DES (Dark Energy Survey)
 

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu oito das estrelas mais quentes do Universo, todas com superfícies acima dos 100.000º C. O trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O artigo baseia-se em dados recolhidos utilizando o SALT (Southern African Large Telescope), o maior telescópio ótico único do hemisfério sul, com um espelho de 10x11 metros. O estudo descreve como um levantamento de estrelas subanãs ricas em hélio levou à descoberta de várias estrelas anãs brancas muito quentes e pré-anãs brancas, a mais quente das quais tem uma temperatura superficial de 180.000º C. Para efeitos de comparação, a superfície do Sol tem apenas 5800º C.

Uma das estrelas identificadas é a estrela central de uma nebulosa planetária recentemente descoberta, com um ano-luz de diâmetro. Duas das outras são estrelas pulsantes, ou "variáveis". Todas estas estrelas estão numa fase avançada do seu ciclo de vida e estão a aproximar-se do fim da sua vida como anãs brancas. Devido às suas temperaturas extremamente elevadas, cada uma destas novas descobertas é mais de cem vezes mais brilhante do que o Sol, o que é considerado invulgar para as estrelas anãs brancas.

As anãs brancas têm aproximadamente o mesmo tamanho que o planeta Terra, mas são um milhão de vezes mais massivas, com massas próximas das do Sol. São as estrelas mais densas que existem e que consistem de matéria normal. As anãs pré-brancas são algumas vezes maiores e irão encolher para se tornarem anãs brancas em poucos milhares de anos.

Simn Jeffery, astrónomo do Observatório e Planetário Armagh, que liderou a investigação, diz: "Estrelas com temperaturas efetivas de 100.000 graus Celsius ou mais são incrivelmente raras. Foi uma verdadeira surpresa encontrar tantas destas estrelas no nosso levantamento. Estas descobertas vão ajudar a aumentar a nossa compreensão das fases finais da evolução estelar e demonstram que o SALT é um telescópio fantástico para o nosso projeto". Ele acrescenta: "Tem sido emocionante trabalhar com uma equipa experiente, que coletivamente permitiu a descoberta das estrelas, a análise das suas atmosferas e a descoberta de pulsações e de uma nebulosa num espaço de tempo muito curto".

Klaus Werner, professor da Universidade de Tuebingen, coautor do artigo, comenta: "Estou orgulhoso por ter ajudado a desenvolver esta investigação inovadora. A descoberta de oito estrelas anãs brancas e pré-anãs brancas muito quentes e de uma nova nebulosa planetária é extremamente significativa, e esperamos que estas descobertas ajudem a lançar nova luz sobre a formação da nossa Galáxia".

O Dr. Itumeleng Monageng, do Departamento de Astronomia da Universidade de Cidade do Cabo, e do Observatório Astronómico Sul Africando, observa: "É uma honra ter desempenhado um papel nesta incrível descoberta. O levantamento SALT de subanãs quentes ricas em hélio destinava-se a explorar percursos evolutivos entre grupos de estrelas altamente evoluídas.

"É fascinante ter descoberto oito novas estrelas extremamente quentes no processo, uma das quais está rodeada por uma nebulosa planetária".

// Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
// Universidade de Tuebingen (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)

 


Quer saber mais?

Anãs brancas:
NASA
Wikipedia

SALT (South African Large Telescope):
Página oficial
Wikipedia

 
   
Astrónomos usam "pequenos furacões" para pesar e datar planetas em torno de estrelas jovens

Pequenos "furacões" que se formam nos discos de gás e poeira em torno de estrelas jovens podem ser usados para estudar certos aspetos da formação planetária, mesmo para planetas mais pequenos que orbitam as suas estrelas a grandes distâncias e estão fora de alcance para a maioria dos telescópios.

Investigadores da Universidade de Cambridge e do Instituto de Estudos Avançados desenvolveram uma técnica que utiliza observações destes "furacões" pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimetre Array) para colocar alguns limites à massa e idade dos planetas num sistema estelar jovem.

 
Imagem do disco protoplanetário em torno de HL Tauri, pelo ALMA.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
 

O processo de formação planetária começa em nuvens de gases, poeira e gelo semelhantes a panquecas que rodeiam estrelas jovens - conhecidas como discos protoplanetários. Através de um processo conhecido como acreção do núcleo, a gravidade faz com que as partículas do disco se colem umas às outras, acabando por formar corpos sólidos maiores, tais como asteroides ou planetas. À medida que os planetas jovens se formam, começam a esculpir lacunas no disco protoplanetário, como sulcos num disco de vinil.

Mesmo um planeta relativamente pequeno - tão pequeno quanto um-décimo da massa de Júpiter de acordo com alguns cálculos recentes - pode ser capaz de criar tais lacunas. Dado que estes planetas "super-Neptunos" podem orbitar a sua estrela a uma distância maior do que Plutão orbita o Sol, os métodos tradicionais de deteção exoplanetária não podem ser utilizados.

Para além dos sulcos, as observações do ALMA mostraram outras estruturas distintas em discos protoplanetários, tais como arcos em forma de banana ou amendoim e tufos. Pensava-se que pelo menos algumas destas estruturas eram também conduzidas por planetas.

"Algo deve estar a causar a formação destas estruturas", disse o professor Roman Rafikov do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge e do Instituto para Estudos Avançados em Princeton, New Jersey, EUA. "Um dos mecanismos possíveis para produzir estas estruturas - e certamente o mais intrigante - é que as partículas de poeira que vemos como arcos e tufos estão concentradas nos centros de vórtices fluídos: essencialmente pequenos furacões que podem ser desencadeados por uma instabilidade particular nas bordas das lacunas esculpidas em discos protoplanetários pelos planetas".

Trabalhando com o seu aluno de doutoramento Nicolas Cimerman, Rafikov usou esta interpretação para desenvolver um método para restringir a massa ou a idade de um planeta caso um vórtice seja observado num disco protoplanetário. Os seus resultados foram aceites para publicação em dois artigos separados da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

"É extremamente difícil estudar planetas mais pequenos que estão longe da sua estrela, observando-os diretamente: seria como tentar avistar um pirilampo em frente de um farol", disse Rafikov. "Precisamos de outros métodos para aprender mais sobre estes planetas".

Para desenvolver o seu método, os dois investigadores primeiro calcularam teoricamente o tempo que levaria um vórtice a ser produzido no disco por um planeta. Depois utilizaram estes cálculos para restringir as propriedades dos planetas em discos com vórtices, basicamente estabelecendo limites mais baixos sobre a massa ou a idade do planeta. Chamam a estas técnicas "pesagem de vórtices" e "datação de vórtices" dos planetas.

Quando um planeta em crescimento se torna suficientemente grande, começa a empurrar material do disco, criando a lacuna indicadora no disco. Quando isto acontece, o material no exterior da divisão torna-se mais denso do que o material no interior. À medida que a lacuna se torna mais profunda e as diferenças de densidade se tornam grandes, pode ser desencadeada uma instabilidade. Esta instabilidade perturba o disco e pode eventualmente produzir um vórtice.

"Com o tempo, múltiplos vórtices podem fundir-se, evoluindo para uma grande estrutura que se parece com os arcos que observámos com o ALMA", disse Cimerman. Como os vórtices precisam de tempo para se formarem, os investigadores dizem que o seu método é como um relógio que pode ajudar a determinar a massa e a idade do planeta.

"Planetas mais massivos produzem vórtices mais cedo no seu desenvolvimento devido à sua gravidade mais forte, pelo que podemos usar os vórtices para colocar algumas restrições à massa do planeta, mesmo que não possamos ver o planeta diretamente", disse Rafikov.

Utilizando vários pontos de dados como espectros, luminosidade e movimento, os astrónomos podem determinar a idade aproximada de uma estrela. Com esta informação, os investigadores de Cambridge calcularam a massa mais baixa possível de um planeta que poderia ter estado em órbita em torno da estrela desde que o disco protoplanetário se formou e foi capaz de produzir um vórtice que podia ser visto pelo ALMA. Isto ajudou-os a colocar um limite inferior na massa do planeta sem o observar diretamente.

Ao aplicar esta técnica a vários discos protoplanetários conhecidos com arcos proeminentes, sugestivos de vórtices, os investigadores descobriram que os supostos planetas que criam estes vórtices devem ter massas de pelo menos várias dezenas de massas terrestres, na gama dos super-Neptunos.

"No meu trabalho diário, concentro-me frequentemente nos aspetos técnicos da realização das simulações", disse Cimerman. "É emocionante quando as coisas encaixam bem e podemos utilizar as nossas descobertas teóricas para aprender algo sobre sistemas reais".

"As nossas restrições podem ser combinadas com os limites fornecidos por outros métodos para melhorar a nossa compreensão das características planetárias e dos percursos de formação planetária nestes sistemas", disse Rafikov. "Ao estudar a formação dos planetas noutros sistemas planetários, podemos aprender mais sobre a forma como o nosso próprio Sistema Solar evoluiu".

// Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico #2 (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   

Álbum de fotografias
De Onde Vieram os Elementos do Nosso Corpo

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Wikipedia (Cmglee); Dados - Jennifer Johnson (OSU)
 
O hidrogénio no seu corpo, presente em cada molécula de água, veio do Big Bang. Não existem outras fontes apreciáveis de hidrogénio no Universo. O carbono no seu corpo foi feito por fusão nuclear no interior das estrelas, tal como o oxigénio. Grande parte do ferro no seu corpo foi feito durante supernovas de estrelas que ocorreram há muito tempo e muito longe. O ouro nas suas joias foi provavelmente feito por estrelas de neutrões durante colisões que podem ter sido visíveis como explosões de raios-gama de curta duração ou eventos de ondas gravitacionais. Elementos como o fósforo e o cobre estão presentes no nosso corpo apenas em pequenas quantidades, mas são essenciais para o funcionamento de toda a vida conhecida. A tabela periódica em destaque está codificada por cores para indicar o melhor palpite da humanidade quanto à origem nuclear de todos os elementos conhecidos. Os locais de criação nuclear de alguns elementos, tais como o cobre, não são realmente bem conhecidos e são tópicos contínuos de investigação observacional e computacional.
 
   
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