DIA 13/06: 164.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1831 nascia James Clerk Maxwell, físico escocês que formulou uma série de equações que descrevem a eletricidade, magnetismo e ótica como manifestações do mesmo fenómeno, nomeadamente, o campo eletromagnético.
Em 1983 a sonda Pioneer 10 torna-se o primeiro artefacto humano a abandonar o sistema planetário solar, quando passa para lá da órbita de Neptuno (o planeta mais longínquo do Sol na altura).
Em 2010, a cápsula da sonda Hayabusa, contendo partículas do asteroide 25143 Itokawa, regressa à Terra. HOJE, NO COSMOS:
Vénus está a passar pelo enxame do Presépio (M44), na direção da constelação de Caranguejo. O brilhante planeta e o ténue enxame estão separados por praticamente 1º. Use binóculos ou um telescópio com um campo largo. O modesto planeta Marte passou quase pelo mesmo caminho há cerca de dez dias atrás.
DIA 14/06: 165.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1627, nascia Johann Abraham Ihle, astrónomo amador alemão que descobriu o primeiro enxame globular, M22, no dia 26 de agosto de 1665, enquanto observava Saturno em Sagitário.
Em 1949, Albert II, um macaco-rhesus, viaja a bordo de um foguetão V2, até uma altitude de 134 km, tornando-se por isso no primeiro macaco no espaço.
Em 1962, a ESRO (European Space Research Organisation) é fundada em Paris - mais tarde tornando-se na ESA (European Space Agency).
Em 1967 era lançada a Mariner 5 (EUA): missão de voo rasante por Vénus (3.900 km a 19 de outubro de 1967).
Em 1975, lançamento da Venera 10, uma sonda soviética com destino Vénus.
Chegou ao planeta no dia 25 de outubro de 1975. O módulo de aterragem transmitiu imagens a preto e branco da superfície venusiana.
Em 2002, o asteroide 2002 MN falha a Terra por 121.000 km, aproximadamente um-terço da distância entre a Terra e a Lua.
Em 2015, a supernova ASASSN-15lh é vista por dois telescópios operados pelo ASASSN (All Sky Automated Survey for SuperNovae) e torna-se o caso mais extremo, até agora, de uma supernova superluminosa. HOJE, NO COSMOS:
Antes e durante o amanhecer, Júpiter brilha a um par de graus para baixo da Lua, quase Nova. Procure o par baixo a este.
DIA 15/06: 166.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 763 AC, os assírios registam um eclipse solar que é mais tarde usado para corrigir a cronologia da história da Mesopotâmia.
Em 2000, cientistas descobrem açúcar no espaço.
A descoberta da molécula de açúcar, glicoaldeído, numa nuvem gigante de gás e poeira perto do centro da nossa Via Láctea, foi feita por cientistas usando o telescópio de 12 metros de Kitt Peak, no Arizona. HOJE, NO COSMOS:
Denébola, a estrela de segunda magnitude que corresponde à cauda de Leão, alta a sul-sudoeste após o lusco-fusco, forma um triângulo quase perfeitamente equilátero com a mais brilhante Espiga, para a sua esquerda, e com Arcturo, ainda mais brilhante, para cima. Todos os lados do triângulo têm perto de 35º (35,3º, 35,1º e 32,8º).
CHEOPS explora os misteriosos mini-Neptunos quentes
A missão exoplanetária CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite) da ESA confirmou a existência de quatro exoplanetas quentes em órbita de quatro estrelas da nossa Via Láctea. Estes exoplanetas têm tamanhos entre o da Terra e o de Neptuno e orbitam as suas estrelas mais perto do que Mercúrio orbita o nosso Sol.
Estes chamados mini-Neptunos são diferentes de qualquer planeta do nosso Sistema Solar e constituem um "elo perdido" entre os planetas semelhantes à Terra e os planetas semelhantes a Neptuno, elo este que ainda não é compreendido. Os mini-Neptunos estão entre os tipos mais comuns de exoplanetas conhecidos e os astrónomos estão a começar a encontrar cada vez mais em órbita de estrelas brilhantes.
Infográfico que ilustra a órbita e a temperatura dos quatro novos exoplanetas estudados pelo CHEOPS, ao mesmo tempo comparando as mesmas características com um Júpiter quente típico e com Mercúrio do nosso próprio Sistema Solar.
Crédito: ESA/ATG
Os mini-Neptunos são objetos misteriosos. São mais pequenos, mais frios e mais difíceis de encontrar do que os chamados Júpiteres quentes, que já foram encontrados em abundância. Enquanto os Júpiteres quentes orbitam a sua estrela numa questão de horas ou dias e têm tipicamente temperaturas de superfície superiores a 1000° C, os mini-Neptunos quentes demoram mais tempo a orbitar as suas estrelas hospedeiras e têm temperaturas de superfície mais frias de apenas cerca de 300° C.
O primeiro sinal da existência destes quatro novos exoplanetas foi encontrado pela missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. No entanto, esta nave espacial apenas observou cada estrela durante 27 dias. Para cada estrela foi detetado uma evidência de trânsito - uma queda no brilho da luz estelar quando um planeta passa em frente da sua estrela, a partir do nosso ponto de vista. Durante a sua missão alargada, o TESS revisitou estas estrelas e o mesmo trânsito foi visto novamente, o que implica a existência de planetas.
Os cientistas calcularam os períodos orbitais mais prováveis e apontaram o CHEOPS para as mesmas estrelas na altura em que esperavam que os planetas fizessem o seu trânsito. Durante estes eventos, o CHEOPS foi capaz de medir um trânsito para cada um dos exoplanetas, confirmando a sua existência, descobrindo os seus verdadeiros períodos orbitais e dando o passo seguinte na sua caracterização.
Os quatro planetas recentemente descobertos têm órbitas entre 21 e 53 dias em torno de quatro estrelas diferentes. A sua descoberta é essencial porque aproxima a nossa amostra de exoplanetas conhecidos daquelas órbitas mais longas que encontramos no nosso próprio Sistema Solar.
Uma das questões pendentes sobre os mini-Neptunos é de que são feitos. Os astrónomos preveem que tenham um núcleo rochoso de ferro com camadas exteriores espessas de material mais leve. Diferentes teorias preveem diferentes camadas exteriores: terão oceanos profundos de água líquida, uma atmosfera inchada de hidrogénio e hélio ou uma atmosfera de puro vapor de água?
A descoberta da composição dos mini-Neptunos é importante para compreender a história da formação deste tipo de planetas. Os mini-Neptunos ricos em água formaram-se provavelmente longe, nas regiões geladas do seu sistema planetário, antes de migrarem para o interior, enquanto que as combinações de rocha e gás nos diriam que estes planetas se mantiveram no mesmo sítio enquanto se formaram.
As novas medições do CHEOPS ajudaram a determinar o raio dos quatro exoplanetas, enquanto a sua massa pôde ser determinada usando observações com telescópios terrestres. A combinação da massa e do raio de um planeta dá uma estimativa da sua densidade global.
A densidade, por sua vez, só pode dar uma primeira estimativa da massa do núcleo de ferro e rocha. Embora este novo dado sobre a densidade seja um importante passo em frente na compreensão dos mini-Neptunos, não contém informação suficiente para fornecer uma conclusão sobre as camadas exteriores.
Os quatro exoplanetas recentemente confirmados orbitam estrelas brilhantes, o que os torna os candidatos perfeitos para observações de acompanhamento pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA ou pela futura missão ARIEL (Atmospheric Remote-sensing Infrared Exoplanet Large-survey) da ESA. Estas missões espectroscópicas podem dar uma resposta definitiva acerca da composição das suas atmosferas.
É necessária uma caracterização completa para compreender como é que estes corpos se formaram. Conhecer a composição destes planetas dir-nos-á através de que mecanismo se formaram durante os primeiros anos dos respetivos sistemas planetários. Isto, por sua vez, ajuda-nos a compreender melhor as origens e a evolução do nosso próprio Sistema Solar.
Apesar dos melhores esforços dos campos magnéticos, a formação estelar continua em 30 Doradus
30 Doradus, também conhecida como a Nebulosa da Tarântula, é uma região na Grande Nuvem de Magalhães. As linhas de fluxo mostram a morfologia do campo magnético a partir dos mapas de polarização obtidos pelo HAWC+ do SOFIA. Estes são sobrepostos numa imagem composta captada pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO e pelo VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy).
Crédito: fundo - ESO, M.-R. Cioni/Levantamento VMC; agradecimento - CASU (Cambridge Astronomical Survey Unit); Linhas de fluxo - NASA/SOFIA
Uma nova investigação do SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) mostrou que os campos magnéticos em 30 Doradus - uma região de hidrogénio ionizado no coração da Grande Nuvem de Magalhães - podem ser a chave para o seu comportamento surpreendente.
A maior parte da energia em 30 Doradus, também chamada Nebulosa da Tarântula, provém do gigantesco enxame estelar perto do seu centro, R136, que é responsável por múltiplas e gigantescas conchas de matéria em expansão. Mas nesta região perto do núcleo da nebulosa, a cerca de 25 parsecs de R136, as coisas são um pouco estranhas. A pressão do gás, aqui, é mais baixa do que deveria ser, perto da intensa radiação estelar de R136, e a massa da área é inferior ao esperado para que o sistema se mantenha estável.
Utilizando o instrumento HAWC+ (High-resolution Airborne Wideband Camera Plus), os astrónomos estudaram a interação entre os campos magnéticos e a gravidade em 30 Doradus. Os campos magnéticos são, afinal, o ingrediente secreto da região.
O estudo recente, publicado na revista The Astrophysical Journal, descobriu que os campos magnéticos nesta região são simultaneamente complexos e organizados, com grandes variações de geometria relacionadas com as estruturas de grande escala, em expansão, que estão em jogo.
Mas como é que estes campos complexos, mas organizados, ajudam 30 Doradus a sobreviver?
Na maior parte da área, os campos magnéticos são incrivelmente fortes. São fortes o suficiente para resistir à turbulência, para poderem continuar a regular o movimento do gás e a manter intacta a estrutura da nuvem. São também suficientemente fortes para evitar que a gravidade assuma o controlo e faça a nuvem colapsar para formar mais estrelas.
No entanto, o campo é mais fraco em alguns pontos, permitindo que o gás escape e infle as conchas gigantes. À medida que a massa nestas conchas cresce, as estrelas podem continuar a formar-se apesar dos fortes campos magnéticos.
Observar a região com outros instrumentos pode ajudar os astrónomos a compreender melhor o papel dos campos magnéticos na evolução de 30 Doradus e de outras nebulosas semelhantes.
O SOFIA foi um projeto conjunto da NASA e da DLR (Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt e.V., a Agência Espacial Alemã). A DLR forneceu o telescópio, a manutenção programada da aeronave e outros apoios para a missão. O Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, na Califórnia, geriu o programa SOFIA, a ciência e as operações da missão em cooperação com a USRA (Universities Space Research Association), com sede em Columbia, no estado norte-americano de Maryland, e com o Instituto SOFIA na Universidade de Estugarda, Alemanha. O SOFIA atingiu a capacidade operacional total em 2014 e concluiu o seu último voo científico a 29 de setembro de 2022.
União Astronómica Internacional dá nome a mais 20 sistemas exoplanetários
Impressão de artista do exoplaneta WASP-19 b e da sua estrela hospedeira, que receberam o nome Banksia e Wattle, respetivamente. São nomes da flora australiana.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
O concurso NameExoWorlds 2022 da UAI (União Astronómica Internacional) selecionou 20 pares de nomes para exoplanetas e para as suas estrelas hospedeiras. O concurso foi organizado no âmbito das celebrações do 10.º aniversário do OAO (Office for Astronomy Outreach) da UAI. Com 603 participações de 91 países, a campanha atraiu mais de 8800 pessoas, trabalhando em equipas, que propuseram iniciativas de divulgação que estimularam a participação direta de quase 12 milhões de pessoas em todo o mundo.
O concurso NameExoWorlds 2022 foi criado para reconhecer e homenagear os esforços das pessoas cujo árduo trabalho é popularizar a astronomia de uma forma acessível e amigável às suas comunidades. O concurso estava aberto a qualquer pessoa que formasse uma equipa, realizasse um evento de divulgação da astronomia e propusesse um nome para um dos 20 sistemas exoplanetários, cada um com um exoplaneta conhecido e respetiva estrela hospedeira. Os nomes das estrelas e dos planetas deveriam estar ligados por um tema comum, permitindo que outros planetas, se descobertos no futuro, fossem batizados de acordo com o mesmo tema. Estes 20 sistemas foram selecionados porque encontravam-se entre os primeiros sistemas exoplanetários observados pelo JWST (James Webb Space Telescope).
O concurso atraiu mais de 8800 astrónomos profissionais e amadores, estudantes e professores, e entusiastas da astronomia em equipas que organizaram eventos de astronomia. Desde eventos íntimos para vizinhos a grandes palestras online, os eventos de divulgação da astronomia criados para o NameExoWorlds 2022 mostraram a diversidade e a criatividade que é possível nas práticas de divulgação desta ciência. Por exemplo, os alunos da Escola JaHo, em Taipé, criaram um jogo participativo que ajudou o público a envolver-se com o JWST, enquanto os alunos da Escola Internacional de Chittagong, no Bangladesh, criaram um festival de uma semana, inclusivo em termos de género, que incluiu exposições, sessões de perguntas e respostas e projeções de filmes.
Através das iniciativas NameExoWorlds, a UAI reconhece a importância das ligações entre o céu e as nossas diversas culturas. Em reconhecimento desta ligação e do Ano Internacional das Línguas Indígenas 2019 da ONU, os falantes de línguas indígenas foram incentivados a propor nomes nessas línguas. Sete dos nomes selecionados são de etimologia indígena.
Os nomes recentemente adotados homenageiam a fauna e a flora nativas com significado cultural, por exemplo, Batsũ̀ (LHS 3844) & Kua'kua (LHS 3844 b), da Costa Rica, são as palavras na língua Bribri para "beija-flor" e "borboleta"; enquanto Wattle (WASP-19) & Banksia (WASP-19 b), e Añañuca (GJ 367) e Tahay (GJ 367 b) são nomes da flora nativa da Austrália e do Chile, respetivamente, cujas características aludem às propriedades dos objetos celestes. Os nomes selecionados também destacam marcos geográficos significativos: Zembra (HATS-72) e Zembretta (HATS-72 b) são reservas da biosfera da UNESCO na Tunísia, enquanto Wouri (WASP-69) é um rio nos Camarões e Makombé (WASP-69 b) o seu afluente.
Alguns nomes também celebram obras literárias, como Kosjenka (WASP-63) e Regoč (WASP-63 b), que se referem à obra da escritora croata Ivana Brlić-Mažuranić, e Filetdor (WASP-166) e Catalineta (WASP-166 b), que se referem aos contos populares maiorquinos registados pelo escritor Antoni Maria Alcover i Sureda. Outros nomes celebram contos populares, mitologias e tradições de todo o mundo, incluindo palavras em Maa, Cherokee, Taino, Zoque, Chinês e Coreano. A lista completa dos nomes selecionados pode ser consultada no website do NameExoWorlds.
Vários exoplanetas notáveis foram batizados nesta campanha. O exoplaneta de trânsito de referência, GJ 1214 b - um dos "sub-Neptuno" mais estudados, de tamanho intermédio entre a Terra e Neptuno -, recebeu o nome de Enaiposha, que se refere a uma grande massa de água, como um lago ou mar, na língua Maa do Quénia e da Tanzânia. Dois "Neptunos quentes" bem estudados, designados GJ 436 b e GJ 3470 b, que orbitam muito perto das suas estrelas, mas em órbitas altamente inclinadas, quase perpendiculares ao equador das suas estrelas e que mostram evidências observacionais de atmosferas em evaporação, foram também nomeados. GJ 436 b foi batizado Awohali - Cherokee para águia - referindo-se a uma lenda em que uma águia foi enviada ao Sol por um guerreiro para fazer uma oração. GJ 3470 b foi batizado Phailinsiam - tailandês para "safira siamesa azul" - aludindo à cor azul do planeta inferida a partir da deteção de dispersão de Rayleigh na sua atmosfera. O recém-descoberto exoplaneta quente de dimensão sub-Terra, GJ 367 b, orbita a sua estrela a cada oito horas e tem uma densidade que sugere que é um planeta muito rico em ferro, como Mercúrio. Foi batizado de Tahay, em homenagem a uma flor que floresce apenas cerca de oito horas por ano, semelhante à duração do "ano" para este planeta de período ultracurto. Awohali, Phailinsiam e Tahay orbitam estrelas anãs vermelhas próximas, a 33 anos-luz da Terra.
No centro do processo de decisão destes 20 nomes estiveram os membros do Comité Executivo do Grupo de Trabalho de Nomenclatura de Sistemas Exoplanetários, em consulta com os descobridores dos planetas, que se juntaram para a seleção dos novos nomes a partir de 134 candidaturas nacionais.
Eric Mamajek, presidente da campanha NameExoWorlds 2022, realçou: "Os nomes bem pensados para estes recentemente descobertos planetas e para as suas estrelas mostram que as campanhas públicas de atribuição de nomes da UAI podem atrair a imaginação de pessoas de todo o mundo."
Debra Elmegreen, Presidente da UAI, comentou: "Parabéns aos que propuseram nomes vencedores para estes sistemas exoplanetários e a todos os que participaram. Este grande envolvimento de crianças em idade escolar, do público e de astrónomos profissionais no concurso é um tributo adequado aos esforços do Gabinete de Divulgação Astronómica da UAI ao longo da última década. Muito obrigado ao Grupo de Trabalho de Nomenclatura de Sistemas Exoplanetários e ao OAO pela organização do concurso."
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rolando Ligustri
Este mês, o brilhante planeta Marte e o brilhante planeta Vénus são os faróis celestes proeminentes nos céus ocidentais do planeta Terra depois do pôr-do-sol. Passeando pela constelação de Caranguejo, o Planeta Vermelho foi captado aqui na noite de 3 de junho, perto das estrelas do enxame aberto Messier 44. Reconhecido desde a antiguidade, este enxame estelar próximo visível a olho nu é também conhecido como Presépio ou Enxame da Colmeia. Um enxame de estrelas, todas muito mais jovens do que o Sol, o enxame do Presépio está apenas a 600 anos-luz de distância. Visto com uma tonalidade amarelada, Marte está a cerca de 17 minutos-luz de distância. Vénus vai também posar ao lado das estrelas de M44. Mas a luz ofuscante de Vénus tornará as estrelas do enxame difíceis de ver apenas a olho nu.
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