APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
O Regresso dos Gigantes Data: 13 de julho Hora: 21:30-23:00
Nesta sessão falaremos dos planetas gigantes que durante este verão começam a surgir acima do horizonte ao início da madrugada! Na segunda parte da atividade faremos uma observação noturna com telescópio, se o tempo o permitir.
Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito. Inscrição obrigatória
(info@ccvalg.pt)
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido. Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 20/06: 171.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1944, o foguetão V-2 torna-se no primeiro objeto artificial a atravessar o limite do espaço, a Linha de Kármán, com o lançamento V-177.
Em 1976, o módulo de aterragem da Viking 1 pousava em Marte.
Em 1990, era descoberto o asteroide Eureka. HOJE, NO COSMOS:
As estrelas centrais da constelação de Lira, que formam um pequeno triângulo e paralelograma, apoiam-se para baixo e para a direita de Vega a este. As duas estrelas mais brilhantes do padrão, depois de Vega, são as estrelas que perfazem a parte de baixo do paralelograma: Beta e Gamma Lyrae (Sheliak e Sulafat, respetivamente). Estão atualmente alinhadas na vertical. Beta é a que está no topo.
Beta Lyrae é um binário eclipsante. Compare-o com Gamma sempre que observar Lira. Normalmente, Beta é apenas um ligeiramente mais ténue do que Gamma. Eventualmente, apanhará Beta quando é obviamente mais ténue do que o normal.
DIA 21/06: 172.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1863, nascia Max Wolf, astrónomo alemão e pioneiro no campo da astrofotografia.
Em 2003, quase 20 anos depois da sua viagem ao espaço, Sally Ride entra para o Corredor da Fama dos Astronautas, tornando-se na primeira mulher a ser honrada por esta instituição.
Em 2004, o SpaceShipOne torna-se no primeiro avião espacial privado a voar no espaço.
Em 2006, as recém-descobertas luas de Plutão são oficialmente denominadas Nix e Hydra. HOJE, NO COSMOS:
Bem-vindo, verão! O solstício ocorre hoje pelas 15:58. É quando o Sol está o mais norte possível durante o ano da Terra e começa a sua viagem de seis meses para sul. No hemisfério sul, começa o inverno. Para nós, que estamos a norte, é o dia mais longo do ano e a noite mais curta do ano.
É também o dia (para latitudes temperadas norte) em que o Sol do meio-dia passa o mais perto que pode do zénite, e portanto a nossa sombra torna-se a mais pequena possível àquela localização. Isto ocorre ao meio-dia aparente local (meio-dia solar), que provavelmente é bastante diferente do meio-dia do nosso relógio (em Faro, pelas 13:30).
E se tiver um horizonte desimpedido a oeste-noroeste, marque precisamente o ponto onde o Sol se põe. Daqui a poucos dias deverá conseguir detetar que o Sol começou novamente a pôr-se um pouco para sul (esquerda) desse ponto.
Ao lusco-fusco, observe a Lua, que forma um par com o brilhante planeta Vénus. O ponto alaranjado para a esquerda do par é o planeta Marte.
DIA 22/06: 173.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1633, a Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, força Galileu a retirar a sua visão que o Sol, não a Terra, era o centro do Universo.
Em 1675 era fundado o Observatório Real de Greenwich
Em 1978 James Christy, do Observatório Naval dos Estados Unidos em Flagstaff, Arizona, descobre o satélite de Plutão, Caronte. Plutão foi também descoberto em Flagstaff (no Observatório Lowell) em 1930. HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua quase que forma uma linha com Marte e Vénus, que estão para baixo e para a direita. Observe também Régulo que, com magnitude 1,3, é mais brilhante do que Marte, que tem magnitude 1,7.
A Lua forma também um triângulo quase isósceles com Régulo e com a mais ténue Gamma Leonis para cima. Estas duas são as estrelas
mais brilhantes da "foice" de Leão.
Descoberta de pulsar de anã branca lança luz sobre a evolução estelar
Impressão artística de um pulsar de anã branca. Neste sistema estelar binário, uma anã branca em rotação rápida (à direita) acelera os eletrões até quase à velocidade da luz. Estas partículas altamente energéticas produzem surtos de radiação que atingem a estrela anã vermelha que a acompanha (esquerda), fazendo com que todo o sistema pulse desde o rádio até aos raios-X.
Crédito: M. Garlick/Universidade de Warwick/ESO
A descoberta de um tipo raro de sistema estelar, com uma anã branca, permitiu uma nova compreensão da evolução estelar.
As anãs brancas são estrelas pequenas e densas, tipicamente do tamanho de um planeta. Formam-se quando uma estrela de baixa massa queima todo o seu combustível, perdendo as suas camadas exteriores. Por vezes referidas como "fósseis estelares", fornecem uma visão sobre diferentes aspetos da formação e evolução das estrelas.
Um tipo raro de pulsar de anã branca foi descoberto apenas pela segunda vez, numa investigação liderada pela Universidade de Warwick. Os pulsares de anãs brancas incluem um remanescente estelar em rápida rotação, de nome anã branca, que atinge a sua vizinha - uma anã vermelha - com poderosos feixes de partículas elétricas e radiação, fazendo com que todo o sistema dramaticamente aumente e diminua de brilho em intervalos regulares. Isto deve-se aos fortes campos magnéticos, mas os cientistas não sabem ao certo o que os provoca.
Uma teoria chave que explica os fortes campos magnéticos é o "modelo do dínamo" - que as anãs brancas têm dínamos (geradores elétricos) no seu núcleo, tal como a Terra, mas muito mais potentes. Mas para que esta teoria pudesse ser testada, os cientistas precisavam de procurar outros pulsares de anãs brancas para ver se as suas previsões se confirmavam.
Publicado na revista Nature Astronomy, os cientistas financiados pelo STFC (Science and Technology Facilities Council) do Reino Unido descrevem o pulsar de anã branca recém-detetado, J191213.72-441045.1 (J1912-4410 para abreviar). É apenas a segunda vez que um sistema estelar deste género é encontrado, após a descoberta de AR Scorpii (Ar Sco) em 2016.
A 773 anos-luz da Terra e girando 300 vezes mais depressa do que o nosso planeta, o pulsar de anã branca tem um tamanho semelhante ao da Terra, mas uma massa pelo menos tão grande quanto o Sol. Isto significa que uma colher de chá de material de uma anã branca pesaria cerca de 15 toneladas. As anãs brancas começam as suas vidas a temperaturas extremamente quentes antes de arrefecerem ao longo de milhares de milhões de anos, e a baixa temperatura de J1912-4410 aponta para uma idade avançada.
A Dra. Ingrid Pelisoli, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, afirmou: "A origem dos campos magnéticos é uma grande questão em aberto em muitos domínios da astronomia, e isto é particularmente verdade para as anãs brancas. Os campos magnéticos das anãs brancas podem ser mais de um milhão de vezes mais fortes do que o campo magnético do Sol e o modelo do dínamo ajuda a explicar porquê. A descoberta de J1912-4410 constituiu um avanço fundamental nesta área.
"Usámos dados de alguns levantamentos diferentes para encontrar candidatos, concentrando-nos em sistemas com características semelhantes às de AR Sco. Seguimos todos os candidatos com a ULTRACAM (na altura situada no NTT, ou New Technology Telescope), que deteta as variações muito rápidas de luz esperadas dos pulsares de anãs brancas. Depois de observarmos algumas dezenas de candidatos, encontrámos um que apresentava variações de luz muito semelhantes às de AR Sco. A nossa campanha de acompanhamento com outros telescópios revelou que, aproximadamente de cinco em cinco minutos, este sistema enviava um sinal de rádio e de raios-X na nossa direção.
"Isto confirmou que existem mais pulsares de anãs brancas, tal como previsto por modelos anteriores. Havia outras previsões feitas pelo modelo de dínamo que foram confirmadas pela descoberta de J1912-4410. Devido à sua idade avançada, as anãs brancas no sistema de pulsares devem ser frias. As suas companheiras devem estar suficientemente próximas para que a atração gravitacional da anã branca tenha sido, no passado, suficientemente forte para capturar massa da companheira, o que faz com que girem rapidamente. Todas estas previsões se aplicam ao novo pulsar encontrado: a temperatura da anã branca é inferior a 13.000 K, gira sobre o seu eixo uma vez a cada cinco minutos e a atração gravitacional da anã branca tem um forte efeito na companheira.
"Esta investigação é uma excelente demonstração de que a ciência funciona - podemos fazer previsões e pô-las à prova e é assim que qualquer ciência progride".
Axel Schwope, do Instituto Leibniz para Astrofísica em Potsdam, que lidera um estudo complementar publicado sob a forma de carta na revista Astronomy and Astrophysics, acrescentou: "Estamos entusiasmados por termos encontrado, de forma independente, o objeto no levantamento de raios-X de todo o céu realizado com o SRG/eROSITA. A investigação de acompanhamento com o satélite XMM-Newton da ESA revelou as pulsações no regime de raios-X altamente energéticos, confirmando assim a natureza invulgar do novo objeto e estabelecendo firmemente os pulsares de anãs brancas como uma nova classe".
Rara lente gravitacional deforma a luz de uma supernova distante em quatro imagens
As quatro imagens duplicadas de SN Zwicky, observadas com a mais alta resolução possível com o Observatório W. M. Keck. Os arredores foram observados a uma resolução mais baixa.
Crédito: Joel Johansson
Os astrónomos captaram uma imagem bizarra de uma supernova, a poderosa explosão de uma estrela, cuja luz foi tão distorcida pela gravidade de uma galáxia, que aparece como múltiplas imagens no céu. Este efeito, conhecido como lente gravitacional, ocorre quando a gravidade de um objeto denso distorce e aumenta a luz de um objeto por trás dele.
Uma equipa liderada por Ariel Goobar, do Centro Oskar Klein da Universidade de Estocolmo, descobriu que a invulgar supernova de Tipo Ia, designada "SN Zwicky", sofreu um efeito quádruplo de lente, o que significa que quatro imagens da mesma supernova podiam ser vistas da Terra.
Os resultados, que incluem observações do Observatório W. M. Keck em Maunakea, no Hawaii, foram publicados na revista Nature Astronomy.
Poucas semanas depois de detetar a supernova no ZTF (Zwicky Transient Facility), no Observatório Palomar, Goobar e a sua equipa usaram o instrumento NIRC2 (Near-Infrared Camera 2) do Observatório Keck, emparelhado com o seu sistema de ótica adaptativa, e resolveram com sucesso SN Zwicky, revelando que a lente da supernova era suficientemente forte para ter criado múltiplas imagens do mesmo objeto.
"Eu estava a observar nessa noite e fiquei absolutamente espantado quando vi a imagem da lente de SN Zwicky", diz Christoffer Fremling, um astrónomo do COO (Caltech Optical Observatory) que lidera o levantamento ZTF de supernovas, chamado BTS (Bright Transient Survey). "Captamos e classificamos milhares de transientes com o Bright Transient Survey, o que nos dá uma capacidade única para encontrar fenómenos muito raros como SN Zwicky."
"Com o ZTF, temos a capacidade única de apanhar e classificar supernovas quase em tempo real. Notámos que SN Zwicky era mais brilhante do que deveria ser, dada a sua distância, e rapidamente percebemos que estávamos a ver um fenómeno muito raro chamado lente gravitacional forte", diz Goobar, autor principal do estudo e diretor do Centro Oskar Klein da Universidade de Estocolmo. "Estes objetos que sofrem efeito de lente gravitacional podem ajudar-nos a sondar de forma única a quantidade e distribuição de matéria no núcleo interno das galáxias."
Também foram utilizados neste estudo o VLT (Very Large Telescope), o Telescópio Espacial Hubble da NASA, o Telescópio Hobby-Eberly, o Telescópio Liverpool e o NOT (Nordic Optical Telescope).
Tal como previsto por Albert Einstein há mais de um século, a luz de um objeto cósmico que encontra um objeto denso no seu caminho até nós pode sofrer o efeito de lente gravitacional. O objeto denso atua como uma lente que pode dobrar e focar a luz. Dependendo da densidade da lente e da distância até nós, este efeito de deformação pode variar em intensidade. Com lentes fortes, a luz do objeto cósmico é tão distorcida que é ampliada e dividida em várias cópias da mesma imagem.
Imagens de SN Zwicky captadas com o ZTF (em segundo plano), com o VLT (em cima à esquerda) e com o Observatório W. M. Keck (em cima à direita). O poder de resolução do instrumento NIRC2 do Observatório Keck e o sistema de ótica adaptativa revelaram que a supernova invulgarmente brilhante consistia em quatro imagens, da mesma explosão, criadas por lentes gravitacionais extremas.
Crédito: J. Johansson
Os astrónomos têm observado a curvatura gravitacional da luz desde 1919, poucos anos depois de Einstein ter desenvolvido a teoria, mas a natureza transiente das supernovas torna eventos como SN Zwicky, também conhecida como SN 2022qmx, muito difíceis de detetar. De facto, embora os cientistas já tenham detetado muitas vezes imagens duplicadas de objetos distantes chamados quasares, apenas foram encontradas algumas supernovas duplicadas devido às lentes gravitacionais. Um exemplo clássico, chamado iPTF16geu, foi descoberto pela iPTF (intermediate Palomar Transient Factory), antecessora do ZTF.
"SN Zwicky é o sistema de lentes gravitacionais resolvidas mais pequeno já encontrado com telescópios óticos. iPTF16geu era um sistema mais largo, mas com uma ampliação maior", diz Goobar.
SN Zwicky é o que é conhecido como uma supernova do Tipo Ia. Trata-se de estrelas moribundas que terminam as suas vidas com um espetáculo de luz que tem sempre o mesmo brilho de evento para evento. Esta propriedade única foi usada para revelar a expansão acelerada do nosso Universo em 1998, devido a um fenómeno ainda desconhecido chamado energia escura.
"As supernovas do Tipo Ia, com lentes fortes, permitem-nos ver mais longe no tempo porque estão ampliadas. A observação de mais supernovas dar-nos-á uma oportunidade sem precedentes de explorar a natureza da energia escura", afirma Joel Johansson, pós-doutorado na Universidade de Estocolmo e coautor do estudo.
"Quais são os componentes em falta necessários para modelar a história da expansão do Universo? O que é a matéria escura que constitui a grande maioria da massa das galáxias? À medida que formos descobrindo mais 'SN Zwickys' com o ZTF e com o futuro Observatório Vera Rubin, teremos mais uma ferramenta para desvendar os mistérios do Universo e encontrar respostas", afirma Goobar.
Erupção estelar pode estar relacionada com disco "infernal" de um jovem planeta
Uma simulação das fases iniciais do processo. Um Júpiter quente é empurrado para muito perto da sua estrela e começa a evaporar-se, libertando as suas camadas exteriores para o disco circundante. O material extra torna o disco muito mais quente do que antes do surto. Quando o planeta perde a maior parte da sua massa, é completamente destruído através do processo de esparguetificação, bem conhecido da destruição de estrelas por buracos negros supermassivos. A morte do planeta termina o surto.
Crédito: Sergei Nayakshin/Vardan Elbakyan, Universidade de Leicester
O mistério de uma erupção estelar um trilião de vezes mais poderosa do que a maior das erupções solares pode ter sido resolvido por uma equipa de cientistas que pensa que um planeta jovem e massivo está a "arder" numa sopa superaquecida de matéria-prima que gira à sua volta.
Liderados pela Universidade de Leicester e financiados pelo STFC (Science and Technology Facilities Council) do Reino Unido, os cientistas sugeriram que um planeta cerca de dez vezes maior do que Júpiter está a sofrer uma "evaporação extrema" perto da estrela em crescimento, com o "inferno" a arrancar material do planeta e a atirá-lo para a estrela.
As suas descobertas foram publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. As estatísticas deste tipo de erupções em sistemas solares em desenvolvimento sugerem que cada um deles poderá testemunhar até uma dúzia de eventos semelhantes de eliminação planetária.
Os cientistas focaram a sua atenção na protoestrela FU Ori, localizada a 1200 anos-luz do nosso sistema solar, que aumentou significativamente o seu brilho há 85 anos e ainda não diminuiu para a luminosidade normalmente esperada.
Embora os astrónomos pensem que o aumento da luminosidade de FU Ori se deva à queda de mais material sobre a protoestrela, proveniente de uma nuvem de gás e poeira chamada disco protoplanetário, os pormenores dessa queda permanecem um mistério.
O autor principal, o professor Sergei Nayakshin, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, afirmou: "Estes discos alimentam as estrelas em crescimento com mais material, mas também alimentam os planetas. Observações anteriores forneceram pistas tentadoras de um planeta jovem e massivo a orbitar esta estrela muito perto. Foram avançadas várias ideias sobre a forma como o planeta pode ter incentivado esse surto, mas os pormenores não encaixaram. Descobrimos um novo processo a que se pode chamar um 'disco infernal' de planetas jovens".
Os investigadores de Leicester criaram uma simulação para FU Ori, modelando um planeta gigante gasoso formado muito longe no disco por instabilidade gravitacional, em que um disco massivo se fragmenta para formar enormes aglomerados mais massivos do que o nosso Júpiter, mas muito menos densos.
A simulação mostra como uma tal semente planetária migra muito rapidamente para perto da sua estrela hospedeira, atraída pela sua força gravitacional. Quando atinge o equivalente a um-décimo da distância entre a Terra e o nosso Sol, a matéria em torno da estrela fica tão quente que efetivamente inflama as camadas exteriores da atmosfera do planeta. O planeta torna-se então uma fonte massiva de material fresco que alimenta a estrela e a faz crescer e brilhar mais intensamente.
O Dr. Vardan Elbakyan, coautor do estudo, também de Leicester, acrescenta: "Esta foi a primeira estrela que foi observada a sofrer este tipo de erupção. Atualmente, temos algumas dúzias de exemplos deste tipo de erupções noutras estrelas jovens em formação no nosso canto da Galáxia. Embora os eventos de FU Ori sejam extremos em comparação com estrelas jovens normais, pela duração e observabilidade de tais eventos, os observadores concluíram que a maioria dos sistemas solares emergentes se inflamam assim uma dúzia de vezes enquanto o disco protoplanetário está por perto".
O professor Nayakshin acrescenta: "Se o nosso modelo estiver correto, então poderá ter implicações profundas para a nossa compreensão da formação das estrelas e dos planetas. Os discos protoplanetários são frequentemente designados berçários de planetas. Mas descobrimos agora que estes berçários não são lugares calmos como os investigadores do Sistema Solar primitivo imaginavam que fossem, são antes lugares tremendamente violentos e caóticos onde muitos - talvez mesmo a maioria - dos jovens planetas são "queimados" e literalmente comidos pelas suas estrelas.
"É agora importante perceber se outras estrelas com atividade extrema podem ser explicadas com o mesmo cenário."
Lua de Júpiter, Europa, pode ter tido uma evolução lenta (via Universidade Estatal do Arizona)
A lua de Júpiter, Europa, é ligeiramente mais pequena do que a Lua da Terra e é um dos locais mais promissores para a procura de vida extraterrestre. No sistema joviano, Europa é de particular interesse para os cientistas devido às fortes evidências de nutrientes, água e energia que potencialmente proporcionam um ambiente habitável para alguma forma de vida para além da Terra. Em adição, pensa-se que Europa é constituída por quatro camadas (da superfície para o centro): uma concha de gelo, um oceano de água salgada, um manto rochoso e um núcleo metálico. Ler fonte
Webb descarta atmosfera espessa de dióxido de carbono em exoplaneta rochoso (via NASA)
Uma equipa internacional de investigadores utilizou o Telescópio Espacial James Webb da NASA para calcular a quantidade de energia térmica proveniente do exoplaneta rochoso TRAPPIST-1 c. O resultado sugere que a atmosfera do planeta - se é que existe - é extremamente fina. Com uma temperatura diurna de cerca de 380 K, TRAPPIST-1 c é agora o exoplaneta rochoso mais frio alguma vez caracterizado com base na emissão térmica. A precisão necessária para estas medições demonstra ainda mais a utilidade do Webb na caracterização de exoplanetas rochosos semelhantes em tamanho e temperatura aos do nosso próprio sistema solar. Ler fonte
Placas tectónicas não são necessárias para o aparecimento da vida (via Universidade de Rochester)
Os cientistas fizeram uma viagem ao passado para desvendar os mistérios do início da história da Terra, utilizando pequenos cristais minerais chamados zircões para estudar as placas tectónicas há milhares de milhões de anos. A investigação lança luz sobre as condições que existiam no início da Terra, revelando uma interação complexa entre a crosta terrestre, o núcleo e o aparecimento da vida. Ler fonte
Messier 15 é um imenso enxame com mais de 100.000 estrelas. Uma relíquia com 13 mil milhões de anos dos primeiros anos de formação da nossa Galáxia, é um dos cerca de 170 enxames globulares que ainda vagueiam pelo halo da Via Láctea. Centrado nesta nítida imagem reprocessada do Hubble, M15 encontra-se a cerca de 35.000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Pégaso. O seu diâmetro é de cerca de 200 anos-luz, mas mais de metade das suas estrelas estão concentradas nos cerca de 10 anos-luz centrais, formando uma das mais densas concentrações de estrelas conhecidas. Medições, pelo Hubble, das velocidades crescentes das estrelas centrais de M15 são evidência de que um buraco negro massivo reside no centro do denso enxame. Sabe-se também que M15 alberga uma nebulosa planetária. Chamada Pease 1 (ou PN Ps 1), pode ser vista nesta imagem como uma pequena mancha azul abaixo e mesmo à direita do centro.
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8000-250, Faro
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