APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
O Regresso dos Gigantes Data: 13 de julho Hora: 21:30-23:00
Nesta sessão falaremos dos planetas gigantes que durante este verão começam a surgir acima do horizonte ao início da madrugada! Na segunda parte da atividade faremos uma observação noturna com telescópio, se o tempo o permitir.
Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito. Inscrição obrigatória
(info@ccvalg.pt)
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido. Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 23/06: 174.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que as duas estrelas mais brilhantes do verão, Arcturo e Vega, estão igualmente altas pouco depois do anoitecer: Arcturo a sudoeste, Vega a este.
Arcturo e Vega estão a 37 e 25 anos-luz, respetivamente. Representam os dois tipos mais comuns de estrelas visíveis a olho nu: Arcturo é uma estrela gigante amarelo-alaranjada do tipo K, e Vega uma estrela A, branca, de sequência principal. São 150 e 50 vezes mais brilhantes do que o Sol, respetivamente - razão por que, em combinação
com a sua proximidade, dominam o céu.
DIA 24/06: 175.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 451, 10.ª passagem registada do Cometa Halley.
Em 1881, Sir William Huggins faz o seu primeiro espectro fotográfico de um cometa (1881 III) e descobre a emissão do cianogénio (CN) em comprimentos de onda ultravioleta, o que causa histeria em massa quando a Terra passa pela cauda do cometa Halley 29 anos mais tarde.
Em 1883, nascia Victor Hess, físico austríaco-americano, que descobriu os raios cósmicos.
Em 1915, nascia Fred Hoyle, astrónomo britânico.
É principalmente famoso pela sua contribuição para a teoria da nucleosíntese estelar e pela sua posição bastante controversa acerca de outros assuntos cosmológicos e científicos - particularmente pela sua rejeição da teoria do Big Bang, um termo originalmente da sua autoria.
Em 1929, nascia Carolyn S. Shoemaker, astrónoma americana e codescobridora do cometa Cometa Shoemaker-Levy 9. Já deteve o recorde do maior número de descobertas cometárias por um único indivíduo.
Em 1938, um meteorito de 450 toneladas (aquando da entrada na atmosfera) atinge a Terra perto de Chicora, Pennsylvania, EUA.
Em 1985, o vaivém Discovery completa a sua missão STS-51-G, mais conhecida por ter a bordo o Sultão bin Salman Al Saud, o primeiro árabe e o primeiro muçulmano no espaço. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, quase em Quarto Crescente, brilha depois do cair da noite a cerca de um punho à distância do braço esticado para baixo de Denébola, a estrela da cauda de Leão.
DIA 25/06: 176.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1997, a MIR colide com a nave de abastecimento Progress, o que despressuriza as cabinas e danifica os painéis solares.
No mesmo ano, a sonda Galileu passa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, praticamente em Quarto Crescente, está situada entre Denébola (a punho e meio à distância do braço esticado para cima e para a direita) e Espiga (a dois punhos à distância do braço esticado para a esquerda).
DIA 26/06: 177.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1730 nascia Charles Messier.
Conhecido caçador de cometas francês, que catalogou mais ou menos 100 nebulosas brilhantes e enxames estelares conhecidos hoje em dia pelos seus números M, porque confundia estes objetos estacionários com possíveis novos cometas, que era na realidade o que ele andava à procura.
Em 1824 nascia Lord Kelvin, físico irlandês bastante conhecido pelo desenvolvimento das bases do zero absoluto e da unidade de medição da temperatura que tem o seu nome.
Em 1973, morrem 9 pessoas no Cosmódromo de Plesetsk devido a uma explosão de um foguetão Cosmos 3-M. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Crescente, pelas 08:50.
IXPE da NASA descobriu que o buraco negro central da Via Láctea "acordou" há 200 anos
Imagens pelo IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) e pelo Observatório de raios X Chandra da NASA que foram combinadas para mostrar dados de raios X da área em redor de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia, a Via Láctea. O painel inferior combina dados do IXPE, a laranja, com dados do Chandra, a azul. O painel superior mostra um campo de visão muito mais alargado do centro da Via Láctea, cortesia do Chandra. As finas linhas brancas sobrepostas no painel superior enquadram a área realçada e indicam que a perspetiva no painel inferior foi rodada cerca de 45 graus para a direita. A combinação de dados do IXPE e do Chandra ajudou os investigadores a determinar que a luz de raios X identificada nas nuvens moleculares teve origem em Sagitário A* durante uma explosão há cerca de 200 anos.
Crédito: IXPE - NASA/MSFC/F. Marin et al; Chandra - NASA/CXC/SAO; processamento de imagem - L.Frattare, J.Major & K.Arcand
Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, é muito menos luminoso do que outros buracos negros nos centros de galáxias que podemos observar, o que significa que o buraco negro central da nossa Galáxia não tem estado a devorar ativamente o material à sua volta. No entanto, novas evidências do telescópio IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) da NASA sugerem que o velho gigante adormecido acordou recentemente - há cerca de 200 anos - para devorar gás e outros detritos cósmicos ao seu alcance.
Sagitário A* fica a mais de 25.000 anos-luz da Terra - o buraco negro supermassivo mais próximo, com uma massa estimada em milhões de vezes a do nosso Sol. Muitas vezes abreviado pelos investigadores para Sgr A* (pronuncia-se "Sagitário A-estrela"), situa-se na direção da constelação de Sagitário, no coração da Via Láctea.
Os cientistas recorreram ao IXPE para um olhar mais atento quando estudos anteriores de raios X detetaram emissões de raios X relativamente recentes provenientes de nuvens gigantes de gás na sua vizinhança. Dado que a maioria das nuvens cósmicas, chamadas "nuvens moleculares", são frias e escuras, as assinaturas de raios X destas nuvens deveriam ter sido ténues. Em vez disso, brilharam intensamente.
"Um dos cenários para explicar porque é que estas nuvens moleculares gigantes estão a brilhar é que estão, de facto, a ecoar um flash de luz de raios X que já passou há muito tempo, indicando que o nosso buraco negro supermassivo não estava assim tão quiescente há alguns séculos atrás", disse Frédéric Marin, astrónomo do Observatório Astronómico de Estrasburgo, França, autor principal do novo estudo publicado na revista Nature.
O IXPE, que mede a polarização dos raios X, ou a direção e intensidade médias do campo elétrico das ondas de luz, foi apontado para estas nuvens moleculares durante dois períodos de estudo, em fevereiro e março de 2022. Quando os astrónomos combinaram os dados resultantes com imagens do Observatório de Raios X Chandra da NASA e os compararam com observações de arquivo da missão XMM-Newton da ESA, puderam isolar o sinal de raios X refletido e descobrir o seu ponto de origem.
"O ângulo de polarização atua como uma bússola, apontando-nos para a misteriosa fonte de iluminação há muito desaparecida", disse Riccardo Ferrazzoli, astrofísico do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), em Roma. "E o que se encontra nessa direção? Nada mais nada menos do que Sgr A*".
Analisando os dados, a equipa descobriu que os raios X das nuvens moleculares gigantes eram luz refletida de uma erupção intensa e de curta duração produzida por ou perto de Sgr A*, possivelmente causada pelo buraco negro que consumiu abruptamente material próximo.
Os dados também ajudaram os investigadores a estimar a luminosidade e a duração do surto original - sugerindo que o evento ocorreu há cerca de 200 anos terrestres, ou aproximadamente no início do século XIX.
O próximo objetivo da equipa é repetir a observação e reduzir as incertezas da medição, disse Steven Ehlert, cientista do projeto IXPE no Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, no estado norte-americano do Alabama.
Os dados de acompanhamento poderão melhorar as estimativas de quando a erupção ocorreu e qual a sua intensidade no pico, e ajudarão a determinar a distribuição tridimensional das nuvens moleculares gigantes que rodeiam o buraco negro quiescente.
Mais importante ainda, disse, estes estudos ajudam os investigadores a compreender melhor os processos físicos necessários para despertar Sgr A* novamente - mesmo que apenas temporariamente - do seu sono inquieto.
"O IXPE está a desempenhar um papel fundamental para nos ajudar a compreender melhor a escala de tempo em que o buraco negro no centro da nossa Galáxia está a mudar", disse Ehlert. "Sabemos que as mudanças podem ocorrer, nas galáxias ativas e nos buracos negros supermassivos, ao longo de uma escala humana de tempo. Estamos a aprender mais sobre o comportamento deste buraco com o passar do tempo, a sua história de erupções e estamos ansiosos por observá-lo mais para determinar que mudanças são típicas e quais são únicas."
Encontrado no espaço interestelar um aminoácido essencial à vida
Composição artística de moléculas de triptofano na região de formação estelar IC 348, localizada na constelação de Perseu.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz (IAC)
A investigadora Susana Iglesias-Groth, do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias), descobriu a existência de triptofano, um aminoácido essencial para a formação de proteínas e para o desenvolvimento de organismos vivos, num sistema estelar da Nuvem de Perseu. Para o efeito, utilizou dados do Observatório Espacial Spitzer. Os resultados desta descoberta foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
O triptofano é um dos 20 aminoácidos considerados essenciais para a formação das proteínas, que são macromoléculas fundamentais para o desenvolvimento da vida na Terra. Este aminoácido tem muitas características espectrais no infravermelho, como já tinha sido caracterizado Iglesias Groth.
Usando dados do Observatório Espacial Spitzer, ela identificou mais de 10 bandas de emissão desta molécula, as mais fortes de acordo com as suas medições laboratoriais. "Dada a cobertura espectral no infravermelho e a grande base de dados espectroscópicos do telescópio Spitzer, este aminoácido era o candidato óbvio a procurar no espaço", explica a astrofísica.
O estudo teve em conta dados de muitas regiões de formação estelar e planetária, mas foi numa das regiões mais próximas e mais bem conhecidas, o complexo de nuvens moleculares em Perseu, e em particular no sistema estelar IC 348, que a combinação de todos os dados espectroscópicos do satélite permitiu atingir a sensibilidade máxima e identificar linhas que o triptofano produz em laboratório.
"IC 348 é uma região excecional de formação estelar e um laboratório químico extraordinário; graças à sua proximidade com a Terra, podemos realizar algumas das buscas mais sensíveis de moléculas no meio interestelar", observa Iglesias-Groth, que recentemente detetou na mesma região evidências de outras moléculas como água (H20), dióxido de carbono (CO2), cianeto de hidrogénio (HCN), acetileno (C2H), benzeno (C6H6), HAPs (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) e fulerenos, entre outros.
"A novidade deste trabalho é que o triptofano nunca havia sido detetado no meio interestelar e, além disso, apesar de décadas de investigação, não houve deteção confirmada de outros aminoácidos em nenhuma outra região de formação estelar", enfatiza a cientista.
O estudo apresenta evidências de que as linhas de emissão associadas ao triptofano podem também estar presentes noutras regiões de formação estelar e sugere que a sua presença, e possivelmente a de outros aminoácidos, é comum no gás a partir do qual as estrelas e os planetas se formam. "É provável que os aminoácidos, os blocos de construção das proteínas, possam estar a enriquecer o gás nos discos protoplanetários e nas atmosferas de exoplanetas jovens, recém-formados e talvez a acelerar o aparecimento de vida nesses locais", afirma Iglesias-Groth.
A análise das bandas de emissão desta molécula também permitiu estimar a temperatura a que o gás desta nuvem se encontra: cerca de 280 Kelvin, ou seja, perto de 0º C, uma temperatura muito semelhante à medida para o hidrogénio molecular e para a água no meio interestelar de IC 348 em estudos anteriores publicados por Iglesias-Groth. O novo trabalho apresenta também uma estimativa da abundância de triptofano na mesma região: cerca de dez mil milhões de vezes menos abundante do que o hidrogénio molecular.
"É sabido que os aminoácidos fazem parte dos meteoritos e podem ter estado presentes desde a formação do Sistema Solar", explica Iglesias-Groth. "A descoberta do triptofano e, esperemos, de outros aminoácidos no futuro, pode indicar que os agentes de construção de proteínas, que são fundamentais para o desenvolvimento de organismos vivos, existem naturalmente nas regiões onde as estrelas e os sistemas planetários se formam, e que a vida pode ser mais comum na nossa Galáxia do que poderíamos prever", conclui.
Pesando os misteriosos buracos negros que se escondem no coração das galáxias
Um buraco negro supermassivo emite um jato de partículas energéticas nesta ilustração.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Perto do centro da Via Láctea está um objeto imenso a que os astrónomos chamam Sagitário A*. Este buraco negro "supermassivo" pode ter crescido em conjunto com a nossa Galáxia e não é único. Os cientistas suspeitam que gigantes semelhantes se escondem no coração de quase todas as grandes galáxias do cosmos.
Alguns podem tornar-se realmente grandes, disse Joseph Simon, investigador pós-doutorado do Departamento de Ciências Astrofísicas e Planetárias da Universidade da Califórnia em Boulder.
"O buraco negro no centro da nossa Galáxia tem milhões de vezes a massa do Sol, mas também vemos outros que pensamos terem milhares de milhões de vezes a massa do Sol", afirmou.
O astrofísico tem dedicado a sua carreira a estudar o comportamento destes objetos difíceis de observar. Num estudo recente, utilizou simulações de computador, ou "modelos", para prever as massas dos maiores buracos negros supermassivos do Universo - um conceito matemático conhecido como função de massa do buraco negro.
Por outras palavras, Simon procurou determinar o que se poderia encontrar se fosse possível colocar cada um destes buracos negros, um a um, numa escala gigantesca.
Os seus cálculos sugerem que, há milhares de milhões de anos, os buracos negros podem ter sido, em média, muito maiores do que os cientistas suspeitavam. As descobertas poderão ajudar os investigadores a desvendar um mistério ainda maior, elucidando as forças que moldaram objetos como Sagitário A*, à medida que se transformaram de pequenos buracos negros nos gigantes que são hoje.
"Estamos a começar a ver, a partir de uma variedade de fontes diferentes, que houve coisas bastante massivas no Universo desde muito cedo", disse Simon.
Simon publicou as suas descobertas a 30 de maio na revista The Astrophysical Journal Letters.
Em 2022, os cientistas do EHT (Event Horizon Telescope) obtiveram a primeira imagem de Sagitário A*, o buraco negro no centro da Via Láctea.
Crédito: Colaboração EHT
Sinfonia galáctica
Para Simon, essas "coisas bastante massivas" são o seu ganha-pão.
O astrofísico faz parte de um segundo esforço de investigação chamado NANOGrav (North American Nanohertz Observatory for Gravitational Waves). Através deste projeto, Simon e centenas de outros cientistas dos EUA e do Canadá passaram 15 anos à procura de um fenómeno conhecido como "fundo estocástico de ondas gravitacionais". O conceito refere-se ao fluxo constante de ondas gravitacionais, ou ondulações gigantes no espaço e no tempo, que vagueiam pelo Universo num ritmo quase constante.
Esta agitação cósmica deve também a sua origem aos buracos negros supermassivos. Simon explicou que, se duas galáxias chocam uma com a outra no espaço, os seus buracos negros centrais podem também colidir e até fundir-se. Giram à volta um do outro antes de colidirem como dois pratos de uma orquestra - só que este choque de pratos gera ondas gravitacionais, distorcendo literalmente o tecido do Universo.
No entanto, para compreender o fundo de ondas gravitacionais, os cientistas precisam primeiro de saber quão massivos são realmente os buracos negros supermassivos do Universo. Címbalos maiores, disse Simon, fazem um estrondo maior e produzem ondas gravitacionais muito maiores.
Só há um problema:
"Temos medições muito boas das massas dos buracos negros supermassivos para a nossa Galáxia e para as galáxias vizinhas", disse. "Não temos o mesmo tipo de medições para galáxias mais distantes. Temos de adivinhar".
Buracos negros em ascensão
Na sua nova investigação, Simon decidiu adivinhar de uma forma totalmente nova.
Primeiro, reuniu informações sobre centenas de milhares de galáxias, algumas com milhares de milhões de anos (a luz só pode viajar a uma certa velocidade, por isso, quando os humanos observam galáxias que estão mais longe, estão a olhar para trás no tempo). Simon usou essa informação para calcular a massa aproximada dos buracos negros das maiores galáxias do Universo. Em seguida, utilizou modelos informáticos para simular o fundo de ondas gravitacionais que essas galáxias poderiam criar e que atualmente se abatem sobre a Terra.
Os resultados de Simon revelam toda a variedade de massas de buracos negros supermassivos no Universo até há 4 mil milhões de anos. Também reparou em algo estranho: parecia haver muito mais galáxias grandes espalhadas pelo Universo há milhares de milhões de anos do que alguns estudos anteriores previam. Isso não fazia muito sentido.
"Há a expetativa de que só se veriam estes sistemas realmente massivos no universo próximo", disse Simon. "Leva tempo para os buracos negros crescerem".
A sua investigação, no entanto, vem juntar-se a um conjunto crescente de evidências que sugerem que os buracos negros podem não precisar de tanto tempo como os astrofísicos pensavam. A equipa do NANOGrav, por exemplo, já viu indícios semelhantes de buracos negros gigantes escondidos no Universo há milhares de milhões de anos.
Para já, Simon espera explorar toda a gama de buracos negros que se estendem ainda mais para trás no tempo - revelando pistas sobre o modo como a Via Láctea surgiu e, eventualmente, o nosso próprio Sistema Solar.
"Compreender as massas dos buracos negros é fundamental para algumas destas questões fundamentais, como o fundo de ondas gravitacionais, mas também para a forma como as galáxias crescem e como o nosso Universo evoluiu", disse Simon.
Observações de "sementes" de estrelas massivas desafiam modelos (via NAOJ)
Os astrónomos mapearam 39 nuvens interestelares onde se espera que se formem estrelas de massa elevada. Este grande conjunto de dados mostra que o modelo aceite de formação de estrelas de baixa massa precisa de ser expandido para explicar a formação de estrelas de alta massa. Isto sugere que a formação de estrelas de massa elevada é fundamentalmente diferente da formação de estrelas de massa baixa e não apenas uma questão de escala. Ler fonte
Álbum de fotografias O Centro da Nebulosa da Lagoa
O centro da Nebulosa da Lagoa é um turbilhão de espetacular formação estelar. Visíveis perto do centro da imagem, pelo menos duas longas nuvens em forma de funil, cada uma com cerca de meio ano-luz, formadas por ventos estelares extremos e luz estelar intensa e energética. Uma estrela vizinha tremendamente brilhante, Herschel 36, ilumina a área. Vastas paredes de poeira escondem e avermelham outras estrelas jovens e quentes. À medida que a energia destas estrelas se deposita na poeira fria e no gás, podem ser criadas grandes diferenças de temperatura em regiões adjacentes, gerando ventos velozes que formam os funis. Esta imagem, que abrange cerca de 15 anos-luz, combina imagens obtidas em quatro cores pelo Telescópio Espacial Hubble. A Nebulosa da Lagoa, também conhecida como M8, situa-se a cerca de 5000 anos-luz na direção da constelação de Sagitário.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
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Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
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Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
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