APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
O Regresso dos Gigantes Data: 13 de julho Hora: 21:30-23:00
Nesta sessão falaremos dos planetas gigantes que durante este verão começam a surgir acima do horizonte ao início da madrugada! Na segunda parte da atividade faremos uma observação noturna com telescópio, se o tempo o permitir.
Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito. Inscrição obrigatória - seguir este link
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido. Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 30/06: 181.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade especial.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.
Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula. Permanecem os únicos humanos a não ter morrido na Terra.
Em 1972, é adicionado o primeiro segundo ao sistema UTC.
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha entre as estrelas da parte superior de Escorpião. A mais brilhante destas é a alaranjada Antares, a cerca de 2 ou 3 graus para baixo e para a esquerda do nosso satélite natural. A seguinte mais brilhante é Delta Scorpii, logo por cima da Lua.
Marte e Vénus
estão na sua sua separação mínima, cerca de 3,6º. Marte vai permanecer baixo ao lusco-fusco durante mais de um mês. Vénus vai esconder-se mais rapidamente.
Sempre que Marte está mais ou menos na mesma parte do céu que o planeta Vénus, Marte torna-se num astro "pequeno" e pouco vívido. Porquê? Porque Vénus é um planeta interior, de modo que não se afasta sempre muito do Sol no nosso céu, e Marte é um planeta exterior à Terra, de modo que sempre que o vemos perto de Vénus - isto é, não muito longe do Sol -, está no outro lado da sua órbita, quase tão distante quanto possível.
DIA 01/07: 182.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2,2 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2,5 m chega ao Monte Wilson.
O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobrain em França.
Em 2004, inserção orbital da Cassini-Huygens em Saturno.
Em 2013, descoberta da lua Hipocampo de Neptuno. HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua brilha entre a parte superior de Escorpião para oeste e o "bule de chá" de Sagitário para este.
Para observadores casuais ou para aqueles com uma vista impedida a norte, Cassiopeia em julho poderá soar tão errado quanto o Natal em julho. Mas Cassiopeia já passou a sua posição mais baixa no céu do ano e está gradualmente a ganhar altitude em preparação para o outono e inverno que aí vêm. Procure a sua forma de "W" achatado baixa a norte-nordeste, já desnivelada.
DIA 02/07: 183.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1967, os satélites de raios-gama Vela 3 e 4, lançados com a intenção de detetar explosões de bombas nucleares, tornam-se famosos pela sua inesperada descoberta dos GRB's (explosões de raios-gama).
Em 1985, era lançada a missão Giotto. O seu objetivo era passar pelo cometa Halley e enviar de volta as primeiras imagens do núcleo de um cometa.
O primeiro encontro ocorreu a 13 de março de 1986, a uma distância de 596 km. A Giotto também estudou o Cometa P/Grigg-Skjellerup durante a sua missão.
Em 2013, a União Astronómica Internacional dá os nomes Cérbero e Estige à 4.ª e 5.ª luas de Plutão, respetivamente. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, praticamente Cheia, brilha logo ao lado do "bule de chá" de Sagitário. Use binóculos para avistar o bule através do luar.
DIA 03/07: 184.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1969, ocorre a maior explosão na história dos foguetões quando o soviético Soyuz N-1 (5L) explode e subsequentemente destroi a sua plataforma de lançamento. Esta é também uma das maiores explosões artificiais não-nucleares da História da Humanidade.
Em 2006, o asteroide denominado 2004 XP14 passa a 432.308 km da Terra. HOJE, NO COSMOS:
Lua Cheia, pelas 12:39.
Repare que a Lua passou agora o "bule de chá" de Sagitário, que agora está para a direita do nosso satélite natural.
Após 15 anos "à escuta", encontradas as primeiras evidências do fundo estocástico de ondas gravitacionais
Astrofísicos, utilizando grandes radiotelescópios com o objetivo de observar uma coleção de "relógios" cósmicos na nossa Galáxia, encontraram evidências da existência de ondas gravitacionais que oscilam com períodos de anos a décadas, de acordo com um conjunto de artigos publicados na revista The Astrophysical Journal Letters. O sinal das ondas gravitacionais foi observado em 15 anos de dados obtidos pelo PFC (Physics Frontiers Center) do NANOGrav (North American Nanohertz Observatory for Gravitational Waves), uma colaboração de mais de 190 cientistas dos EUA e do Canadá que utilizam pulsares para procurar ondas gravitacionais. As colaborações internacionais que utilizam telescópios na Europa, Índia, Austrália e China registaram resultados semelhantes de forma independente.
Embora resultados anteriores do NANOGrav tenham revelado um sinal temporal enigmático comum a todos os pulsares observados, era demasiado ténue para revelar a sua origem. A publicação dos dados de 15 anos demonstra que o sinal é consistente com ondas gravitacionais ondulantes que passam lentamente pela nossa Galáxia.
Esta ilustração mostra estrelas, buracos negros e nebulosas dispostos sobre uma grelha que representa o tecido do espaço-tempo. As ondulações neste tecido são chamadas ondas gravitacionais. A colaboração NANOGrav detetou indícios de ondas gravitacionais criadas por buracos negros com milhares de milhões de vezes a massa do Sol.
Crédito: Colaboração NANOGrav; Aurore Simonet
"Esta é uma evidência fundamental da existência de ondas gravitacionais a frequências muito baixas", afirma o Dr. Stephen Taylor, da Universidade de Vanderbilt, que coliderou a investigação e é o atual presidente da colaboração. "Após anos de trabalho, o NANOGrav está a abrir uma janela inteiramente nova sobre o Universo das ondas gravitacionais."
Ao contrário das fugazes ondas gravitacionais de alta frequência observadas por instrumentos terrestres como o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), este sinal contínuo de baixa frequência só poderia ser percebido com um detetor muito maior do que a Terra. Para responder a esta necessidade, os astrónomos transformaram o nosso sector da Via Láctea numa enorme antena de ondas gravitacionais, recorrendo a estrelas exóticas chamadas pulsares. O esforço de 15 anos do NANOGrav recolheu dados de 68 pulsares para formar um tipo de detetor chamado PTA (pulsar timing array).
Os pulsares são remanescentes ultradensos do núcleo de uma estrela massiva após a sua morte numa explosão de supernova. Os pulsares giram rapidamente e "varrem" feixes de ondas de rádio através do espaço, de modo a parecerem "pulsar" quando vistos da Terra. Os objetos mais rápidos, chamados pulsares de milissegundo, giram centenas de vezes por segundo. Os seus pulsos são muito estáveis, o que os torna úteis como relógios cósmicos precisos.
Ao longo de 15 anos de observações com o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, com o GBT (Green Bank Telescope), no estado norte-americano da Virgínia Ocidental e com o VLA (Very Large Array), no Novo México, EUA, o NANOGrav veio a aumentar gradualmente o número de pulsares que observa. "Os pulsares são fontes de rádio muito ténues, pelo que necessitamos de milhares de horas por ano, nos maiores telescópios do mundo, para realizar esta experiência", explica a Dra. Maura McLaughlin da Universidade da Virgínia Ocidental e codiretora do PFC do NANOGrav. "Estes resultados são possíveis graças ao compromisso contínuo da NSF (National Science Foundation) com estes radiobservatórios excecionalmente sensíveis."
A teoria da relatividade geral de Einstein prevê com precisão a forma como as ondas gravitacionais devem afetar os sinais dos pulsares. Ao esticar e comprimir o tecido do espaço, as ondas gravitacionais afetam o tempo de cada pulso de uma forma pequena, mas previsível, atrasando alguns e adiantando outros. Estes desvios estão correlacionados para todos os pares de pulsares de uma forma que depende da distância a que as duas estrelas de neutrões aparecem no céu.
"O grande número de pulsares usados na análise do NANOGrav permitiu-nos ver o que pensamos serem os primeiros sinais do padrão de correlação previsto pela relatividade geral", diz o Dr. Xavier Siemens, da Universidade do Estado do Oregon, codiretor do PFC do NANOGrav.
A observação de tantos pulsares requer um enorme investimento em pessoas, infraestruturas e tempo. Em 2004, um pequeno grupo de astrónomos levou a cabo o primeiro conjunto de observações de pulsares que viria a constituir a base deste trabalho. Durante quase duas décadas, o grupo tem vindo a aumentar o número de pessoas e a diversidade de conhecimentos necessários para efetuar esta complexa pesquisa por ondas gravitacionais. Ao longo do caminho, a colaboração NANOGrav tomou forma, utilizando os conhecimentos e competências combinados dos membros para expandir a recolha de dados e melhorar a análise.
Inicialmente, a instrumentação para os pulsares não era suficientemente precisa para atingir a sensibilidade necessária para esta experiência. A equipa trabalhou para desenvolver a instrumentação de próxima geração para os telescópios de Arecibo e Green Bank. A equipa procurou pulsares conhecidos para encontrar os que eram suficientemente precisos para permitir a procura de ondas gravitacionais de baixa frequência e adicionou-os ao conjunto PTA. Paralelamente, houve avanços na teoria e descobertas em técnicas de análise de dados que estão ajustadas e otimizadas para arquiteturas modernas de computação.
Ao longo do caminho, o NANOGrav encontrou muitas utilizações para os seus valiosos dados PTA, abordando uma vasta gama de intrigantes enigmas astrofísicos. Os dados e as metodologias do NANOGrav estão descritos em artigos científicos complementares. "Esta é a primeira vez que divulgamos o software utilizado para produzir o nosso conjunto de dados juntamente com os próprios produtos dos dados", explica o Dr. Joseph Swiggum do Lafayette College, que liderou o estudo PTA. "Todas as ferramentas necessárias para reproduzir os nossos resultados são agora públicas, facilitando o envolvimento de outros cientistas. Isto irá promover melhorias no código, aumentar as nossas interações com a comunidade e proporcionar oportunidades educativas para os estudantes".
Em 2020, com pouco mais de doze anos de dados, os cientistas do NANOGrav começaram a ver indícios de um sinal, um "zumbido" extra que era comum ao comportamento temporal de todos os pulsares na matriz e que a cuidadosa consideração de possíveis explicações alternativas não conseguiu eliminar. A colaboração sentiu-se confiante de que este sinal era real e que se tornava mais fácil de detetar à medida que mais observações eram incluídas. Mas era ainda demasiado ténue para mostrar a assinatura de ondas gravitacionais prevista pela relatividade geral. Agora, os seus 15 anos de observações de pulsares estão a mostrar as primeiras evidências da presença de ondas gravitacionais, com períodos de anos a décadas.
A Dra. Sarah Vigeland, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, que, juntamente com Taylor, está a liderar os esforços do NANOGrav para determinar a origem do sinal, afirma: "Agora que temos evidências da existência de ondas gravitacionais, o próximo passo é utilizar as nossas observações para estudar as fontes que produzem este zumbido. Uma possibilidade é que o sinal provenha de pares de buracos negros supermassivos, com massas milhões ou milhares de milhões de vezes superiores à do nosso Sol. À medida que estes gigantescos buracos negros se orbitam, produzem ondas gravitacionais de baixa frequência".
Pensa-se que os buracos negros supermassivos residem nos centros das maiores galáxias do Universo. Quando duas galáxias se fundem, os buracos negros de cada uma acabam por se afundar para o centro da galáxia recém-combinada, orbitando-se mutuamente como um sistema binário muito depois da fusão inicial das galáxias. Eventualmente, os dois buracos negros fundem-se. Entretanto, a sua lenta espiral estica e comprime o tecido do espaço-tempo, gerando ondas gravitacionais que se propagam para longe da galáxia de origem como ondulações num lago, acabando por chegar à nossa.
Os buracos negros supermassivos binários, nos núcleos das galáxias, produzem ondas electromagnéticas desde o rádio aos raios gama que podem ser detetadas por telescópios na Terra e no espaço. Produzem também ondas gravitacionais que podem ser estudadas através dos seus efeitos numa matriz de pulsares. Estes dois mensageiros, ondas electromagnéticas e gravitacionais, fornecem informações extremamente valiosas que não podem ser obtidas apenas com um dos tipos de observação.
Crédito: Olena Shmahalo
Espera-se que os sinais de ondas gravitacionais destes binários gigantescos se sobreponham, como vozes numa multidão ou instrumentos numa orquestra, produzindo um "zumbido" geral de fundo que imprime um padrão único nos dados temporais dos pulsares. Este padrão é o que os cientistas do NANOGrav procuram há quase 20 anos. No seu conjunto de artigos recentemente publicados, o NANOGrav demonstra a evidência deste fundo de ondas gravitacionais.
A análise detalhada do zumbido de fundo já está a fornecer informações sobre a forma como os buracos negros supermassivos crescem e se fundem. Tendo em conta a força do sinal que o NANOGrav deteta, a população de buracos negros binários extremamente massivos no Universo deve ser de centenas de milhares, talvez mesmo milhões.
"A dada altura, os cientistas estavam preocupados com o facto de os buracos negros supermassivos binários se orbitarem uns aos outros para sempre, nunca se aproximando o suficiente para gerar um sinal como este", diz o Dr. Luke Kelley, da Universidade da Califórnia, Berkeley, e presidente do grupo de astrofísica do NANOGrav. "Mas agora temos finalmente fortes evidências de que muitos destes binários extremamente massivos e íntimos existem de facto. Quando os dois buracos negros se aproximam o suficiente para serem vistos pela PTA, nada os pode impedir de se fundirem dentro em apenas alguns milhões de anos".
A investigação futura deste sinal contribuirá para que os cientistas compreendam como o Universo evoluiu às maiores escalas, fornecendo informações sobre a frequência com que as galáxias colidem e o que leva os buracos negros a fundirem-se. Além disso, as ondulações gravitacionais do próprio Big Bang podem constituir uma fração do sinal, fornecendo uma visão sobre a formação do próprio Universo. Estes resultados têm até implicações a escalas mais pequenas, colocando limites no tipo de partículas exóticas que podem existir no nosso Universo. "Este é um marco importante no esforço multifacetado da NSF para aproveitar os sinais das ondas gravitacionais e obter uma compreensão mais clara dos fenómenos na fronteira astrofísica", afirma Michael Cavagnero, Diretor do Programa PFC da NSF.
Com o tempo, o NANOGrav espera poder detetar as contribuições de buracos negros supermassivos binários relativamente próximos. "Estamos a usar um detetor de ondas gravitacionais do tamanho da Galáxia que é feito de estrelas exóticas, o que me deixa boquiaberto", exclama o Dr. Scott Ransom, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). "Os nossos dados anteriores diziam-nos que estávamos a ouvir algo, mas não sabíamos o quê. Agora sabemos que se trata de música proveniente do Universo gravitacional. À medida que continuamos a ouvir, é provável que consigamos apanhar as notas dos instrumentos que tocam nesta orquestra cósmica. A combinação destes resultados das ondas gravitacionais com estudos da estrutura e evolução das galáxias irá revolucionar a nossa compreensão da história do Universo".
O apoio da NSF tem sido fundamental para o sucesso do NANOGrav, fornecendo suporte ao trabalho científico através do programa PFC e do acesso a vários radiotelescópios de classe mundial. Os resultados futuros do NANOGrav irão incorporar dados do telescópio CHIME do Canadá, adicionado ao projeto em 2019.
"A equipa do NANOGrav da NSF criou, na sua essência, um detetor com o tamanho da Galáxia que revela as ondas gravitacionais que permeiam o nosso universo", afirma o Diretor da NSF, Sethuraman Panchanathan. "A colaboração, que envolve instituições de investigação espalhadas pelos EUA, mostra que a inovação científica de classe mundial pode, deve e chega a todas as partes da nossa nação."
Os astrofísicos de todo o mundo têm estado ocupados a perseguir este sinal de ondas gravitacionais. Vários artigos publicados pelo PPTA (Parkes Pulsar Timing Array) na Austrália, pelo CPTA (Chinese Pulsar Timing Array) e pelo EPTA (European Pulsar Timing Array)/InPTA (Indian Pulsar Timing Array) relatam indícios do mesmo sinal nos seus dados. Através do consórcio IPTA (International Pulsar Timing Array), as colaborações regionais estão a trabalhar em conjunto para combinar os seus dados, a fim de melhor caracterizar o sinal e procurar novos tipos de fontes. "Os nossos dados combinados serão muito mais poderosos", diz Taylor. "Estamos entusiasmados por descobrir os segredos que irão revelar sobre o nosso Universo."
Missão Euclid da ESA com lançamento previsto para amanhã
Impressão de artista do telescópio espacial Euclid.
Crédito: ESA
Se tudo correr como previsto, o próximo telescópio espacial da ESA, Euclid, será lançado amanhã, dia 1 de julho, pelas 16:11 (hora portuguesa), a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX e a partir de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Flórida, EUA.
A missão Euclid da ESA foi concebida para explorar a composição e a evolução do Universo escuro. O telescópio espacial irá criar o maior e mais preciso mapa 3D do Universo no espaço e no tempo, observando milhares de milhões de galáxias até 10 mil milhões de anos-luz, em mais de um-terço do céu. O Euclid irá explorar a forma como o Universo se expandiu e como a estrutura em grande escala se distribui no espaço e no tempo, revelando mais sobre o papel da gravidade e a natureza da energia escura e da matéria escura.
A nave espacial Euclid tem cerca de 4,7 m de altura e 3,7 m em diâmetro. É constituída por dois componentes principais: o módulo de serviço e o módulo de carga útil. O módulo de carga útil é composto por um telescópio com 1,2 m de diâmetro e dois instrumentos científicos: uma câmara que funciona no visível (VIS, ou VISible) e uma câmara/espetrómetro que funciona no infravermelho próximo (NISP, ou Near-Infrared Spectrometer and Photometer). O módulo de serviço contém os sistemas do satélite: produção e distribuição de energia eléctrica, controlo de atitude, eletrónica de processamento de dados, propulsão, telecomando, telemetria, e controlo térmico.
Após o lançamento, o Euclid vai dirigir-se para o ponto de Lagrange L2 do sistema Sol-Terra. Quatro semanas depois, entrará em órbita em torno deste ponto, que se situa a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, na direção oposta à do Sol. Uma vez em órbita, os operadores da missão irão começar a verificar todas as funções do telescópio. Durante este processo, a água residual é desgaseificada e, em seguida, os instrumentos do Euclid serão ligados. Entre um e três meses após o lançamento, o Euclid passará por várias calibrações e testes de desempenho científico e preparar-se-á então para a ciência. O telescópio inicia a fase inicial do estudo do Universo três meses após o lançamento.
A missão tem uma duração nominal de seis anos, com a possibilidade de extensão (limitada pela quantidade de gás frio utilizado para a propulsão).
A ESA e a NASA têm planeados "livestreams" do lançamento nos seus respetivos canais web.
Uma surpreendente descoberta química do ALMA pode ajudar a detetar e a confirmar protoplanetas
Localizada na direção da constelação de Sagitário, a jovem estrela HD 169142 hospeda um protoplaneta gigante, incorporado no seu disco protoplanetário poeirento e rico em gás. Esta impressão artística mostra o planeta semelhante a Júpiter a interagir e a aquecer o gás molecular próximo, conduzindo fluxos vistos em várias linhas de emissão, incluindo as de moléculas de rastreio de choque como SO e SiS, e as vulgarmente vistas 12CO e 13CO.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), M. Weiss (NRAO/AUI/NSF)
Cientistas, recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para estudar o disco protoplanetário em torno de uma estrela jovem, descobriram a evidência química mais convincente até à data da formação de protoplanetas. A descoberta irá fornecer aos astrónomos um método alternativo para detetar e caracterizar protoplanetas quando não for possível fazer observações diretas ou obter imagens. Os resultados serão publicados futuramente na revista The Astrophysical Journal Letters.
HD 169142 é uma estrela jovem localizada na direção da constelação de Sagitário, que é de grande interesse para os astrónomos devido à presença do seu grande disco circunstelar, rico em poeira e gás, que é visto quase de face. Na última década, foram identificados vários candidatos a protoplanetas e, no início deste ano, cientistas da Universidade de Liège e da Universidade Monash confirmaram que um desses candidatos - HD 169142 b - é, de facto, um protoplaneta gigante semelhante a Júpiter. As descobertas reveladas numa nova análise de dados de arquivo do ALMA podem agora tornar mais fácil a deteção, confirmação e, finalmente, a caracterização de protoplanetas que se formam em torno de estrelas jovens.
"Quando observámos HD 169142 e o seu disco em comprimentos de onda submilimétricos, identificámos várias assinaturas químicas convincentes deste gigante protoplaneta gasoso recentemente confirmado," disse Charles Law, astrónomo do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian, autor principal do novo estudo. "Temos agora a confirmação de que podemos usar as assinaturas químicas para descobrir que tipo de planetas se podem estar a formar nos discos em torno de estrelas jovens."
A equipa focou-se no sistema HD 169142 porque pensavam que a presença do protoplaneta gigante HD 169142 b estaria provavelmente acompanhada por assinaturas químicas detetáveis, e com razão. A equipa de Law detetou monóxido de carbono (tanto 12CO como o seu isotopólogo 13CO) e monóxido de enxofre (SO), que já tinham sido detetados anteriormente e que se pensava estarem associados a protoplanetas noutros discos. Mas, pela primeira vez, a equipa também detetou monossulfureto de silício (SiS). Isto foi uma surpresa porque, para que a emissão de SiS seja detetável pelo ALMA, os silicatos têm de ser libertados de grãos de poeira próximos em ondas de choque massivas causadas por gás a viajar a altas velocidades, um comportamento tipicamente resultante de fluxos que são conduzidos por protoplanetas gigantes. "O monossulfureto de silício era uma molécula que nunca tínhamos visto antes num disco protoplanetário, muito menos na vizinhança de um protoplaneta gigante", disse Law. "A deteção da emissão de SiS chamou-nos a atenção porque significa que este protoplaneta deve estar a produzir poderosas ondas de choque no gás circundante."
Com esta nova abordagem química para a deteção de protoplanetas jovens, os cientistas podem estar a abrir uma nova janela para o Universo e a aprofundar a sua compreensão dos exoplanetas. Os protoplanetas, especialmente aqueles que ainda estão embebidos nos seus discos circunstelares natais, como é o caso do sistema HD 169142, fornecem uma ligação direta à população de exoplanetas conhecidos. "Há uma enorme diversidade de exoplanetas e, ao usar assinaturas químicas observadas com o ALMA, isto dá-nos uma nova forma de compreender como diferentes protoplanetas se desenvolvem ao longo do tempo e, em última análise, de relacionar as suas propriedades com as dos sistemas exoplanetários", disse Law. "Para além de fornecer uma nova ferramenta para a caça de planetas com o ALMA, esta descoberta abre um leque de química excitante que nunca vimos antes. À medida que continuamos a investigar mais discos em torno de estrelas jovens, iremos inevitavelmente encontrar outras moléculas interessantes, mas não previstas, tal como SiS. Descobertas como esta implicam que estamos apenas a arranhar a superfície da verdadeira diversidade química associada aos ambientes protoplanetários".
IceCube mostra que a Via Láctea é um deserto de neutrinos (via Universidade de Wisconsin-Madison)
A Via Láctea é uma característica inspiradora do céu noturno, dominando todos os comprimentos de onda da luz e visível a olho nu como uma faixa nebulosa de estrelas que se estende de horizonte a horizonte. Agora, num artigo publicado a 30 de junho na revista Science, a Colaboração IceCube - um grupo internacional de mais de 350 cientistas - apresenta novas evidências da emissão de neutrinos altamente energéticos da Via Láctea. Os resultados indicam que a Via Láctea produz muito menos neutrinos do que a média das galáxias distantes. Ler fonte
Supergigantes azuis observadas em detalhe (via IAC)
Investigadores do IAC (Instituto de Astrofísica de Canárias) e da ULL (Universidade de La Laguna) publicaram os primeiros resultados de um estudo pormenorizado de quase mil supergigantes azuis na Via Láctea. Esta é a maior amostra de estrelas deste tipo examinada até à data. O estudo utilizou mais de 15 anos de observações de alta qualidade efetuadas principalmente com os telescópios NOT e Mercator no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma. A análise destes dados permitirá aos investigadores melhorar os seus conhecimentos sobre a evolução das estrelas massivas. Ler fonte
Álbum de fotografias Marte no Ultravioleta, pela MAVEN
Estas duas vistas globais de Marte foram captadas em comprimentos de onda ultravioletas, para lá do espetro visível aos olhos humanos. Registadas pelo instrumento IUVS (Imaging Ultraviolet Spectrograph) da sonda MAVEN em julho de 2022 (esquerda) e janeiro de 2023, três bandas ultravioletas, de outro modo invisíveis, são mapeadas a vermelho, verde e azul. Este esquema de cores apresenta as características da superfície do Planeta Vermelho em tons de bronze e verde. A neblina e as nuvens aparecem brancas ou azuis, enquanto o ozono a grande altitude assume uma dramática tonalidade púrpura. À esquerda, a calote polar sul de Marte está em branco brilhante na parte inferior, mas está a diminuir durante o verão no hemisfério sul. À direita, a região polar do hemisfério norte é vista envolta em nuvens e ozono atmosférico. Conhecida por alguns como a nave espacial Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN, a MAVEN tem vindo a explorar a ténue atmosfera superior de Marte, a ionosfera e as suas interações com o Sol e com o vento solar desde 2014.
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