Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 08/08: 220.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1576, é colocada a pedra angular do observatório Uraniborg de Tycho Brahe, em Ven, Dinamarca.
Em 1977, a estação soviética Salyut 5 arde na atmosfera. Lançada no dia 22 de junho de 1976, a estação esteve tripulada durante 67 dias.
Em 1989 era lançada a missão STS-28, a quarta missão secreta do Departamento de Defesa americano.
Em 2001, lançamento da sonda Genesis, a primeira missão de recolha de material desde o programa Apollo, a primeira a enviar material desde para lá da órbita da Lua (amostras de vento solar). HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 11:28.
Com o avançar do verão, a Ursa Maior desce a noroeste durante a noite como se a apanhar água que irá despejar de bem alto na próxima primavera.
A brilhante estrela Arcturo move-se pelo céu a oeste, para a esquerda da Ursa Maior. Arcturo forma a ponta de baixo do "papagaio de papel" de Boieiro. O "papgaio de papel", estreito, estende-se para cima e para a direita 23º, cerca de dois punhos à distância do braço esticado. A parte de cima do "papagaio de papel" está ligeiramente entortada.
DIA 09/08: 221.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 7. A 6 de março de 1974 o "orbiter"/"lander" falha a entrada na órbita de Marte. A órbita torna-se, assim, solar.
Em 1976, lançamento da soviética Luna 24, a última missão do programa Luna e a terceira a enviar amostras lunares. A cápsula aterrou na Terra no dia 22 de agosto do mesmo ano. HOJE, NO COSMOS:
Aproveite as horas de céu noturno sem Lua, caso esteja numa zona com pouca poluição luminosa, para observar a famosa Nebulosa da América do Norte, perto de Deneb, bem alto. É famosa mas ténue, difusa e visualmente elusiva. Mede 1 ou 2 graus, de modo que use binóculos de campo largo ou o seu telescópio na ampliação mais baixa.
DIA 10/08: 222.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1945, morria Robert Goddard, um homem de visão que propôs que se enviassem foguetões à Lua já na década de 1920.
Em 1966 era lançado o Lunar Orbiter 1, missão de estudo para a série Apollo.
Em 1990, a sonda Magalhães chega a Vénus.
Em 1992, lançamento do KITSAT-A, também conhecido como Uribyol (que significa "a nossa estrela"), o primeiro satélite lançado pela Coreia do Sul.
Em 1999 os Sistemas de Ciência Espacial Malin anunciam a confirmação que descreve o nosso vizinho Marte como um local de mudanças meteorológicas e geológicas ao longo do tempo. Um planeta ativo é mais provável de conter vida.
Em 2000, uma equipa liderada por astrónomos da Universidade de Columbia descobre o mais jovem pulsar, nascido de uma explosão há cerca de 700 anos atrás. Situado no lado oposto da Via Láctea, possui características invulgares que podem forçar os cientistas a reconsiderar como os pulsares são criados e evoluem.
Em 2001, o vaivém espacial Discovery é lançado na missão STS-105 rumo à ISS, transportando os astronautas da Expedition 3 para substituir a tripulação da Expedition 2.
Em 2003, Yuri Malencheko torna-se na primeira pessoa a casar no espaço. HOJE, NO COSMOS:
Mercúrio e o mais ténue planeta Marte, baixos a oeste ao anoitecer, permanecem separados por menos de 5º até ao dia 16 de agosto.
Nova descoberta exoplanetária acrescenta à compreensão da formação dos planetas
Uma equipa internacional de cientistas descobriu um planeta invulgar, da dimensão de Júpiter, em órbita de uma estrela de baixa massa chamada TOI-4860, situada na direção da constelação de Corvo.
O gigante gasoso recém-descoberto, denominado TOI-4860 b, é um exoplaneta invulgar por duas razões: não se espera que estrelas de tão baixa massa alberguem planetas como Júpiter e o planeta parece ser particularmente enriquecido com elementos pesados.
O estudo, liderado por astrónomos da Universidade de Birmingham, foi publicado numa carta da Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Ilustração de um surpreendente planeta gigante em torno de uma estrela relativamente minúscula.
Crédito: Robert Lea
O planeta foi inicialmente identificado pelo satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA como uma queda de brilho enquanto transitava em frente da sua estrela hospedeira, mas esses dados só por si eram insuficientes para confirmar que se tratava de um planeta.
A equipa utilizou o Observatório SPECULOOS Sul, situado no deserto do Atacama, no Chile, para medir o sinal em vários comprimentos de onda e validou a sua natureza planetária. Os astrónomos também observaram o exoplaneta imediatamente antes e depois de desaparecer atrás da sua estrela hospedeira, notando que não havia qualquer alteração na luz, o que significa que não estava a emitir nenhuma. Finalmente, a equipa colaborou com um grupo japonês que utilizou o Telescópio Subaru no Hawaii. Juntos mediram a massa do exoplaneta para o confirmar completamente.
Seguir esta estrela e confirmar o seu planeta foi a iniciativa de um grupo de estudantes de doutoramento no âmbito do projeto SPECULOOS.
George Dransfield, um dos estudantes de doutoramento, que apresentou recentemente a sua tese na Universidade de Birmingham, explica: "De acordo com o modelo canónico de formação planetária, quanto menor for a massa de uma estrela, menos massivo será o disco de matéria em torno dessa estrela.
"Uma vez que os planetas são formados a partir desse disco, era de esperar que planetas de massa elevada, semelhantes a Júpiter, não se formassem. No entanto, estávamos curiosos acerca deste facto e queríamos verificar os candidatos a planetas para ver se era possível. TOI-4860 é a nossa primeira confirmação e a estrela de menor massa que alberga um exoplaneta de massa tão elevada."
Amaury Triaud, Professor de Exoplanetologia na Universidade de Birmingham, que liderou o estudo, afirmou: "Estou sempre grato aos brilhantes estudantes de doutoramento da nossa equipa por se terem proposto a observar sistemas como o de TOI-4860. O seu trabalho valeu a pena, pois planetas como TOI-4860 b são vitais para aprofundar a nossa compreensão da formação planetária.
"Uma pista do que poderá ter acontecido está escondida nas propriedades planetárias, que parecem particularmente enriquecidas em elementos pesados. Também detetámos algo semelhante na estrela hospedeira, por isso é provável que uma abundância de elementos pesados tenha catalisado o processo de formação do exoplaneta."
O novo gigante gasoso demora cerca de 1,52 dias a completar uma órbita completa em torno da sua estrela hospedeira, mas como a sua hospedeira é uma estrela fria e de baixa massa, o planeta pode ser referido como um "Júpiter Ameno". Esta é uma subclasse exoplanetária de particular interesse para os astrónomos que procuram desenvolver as suas observações iniciais e aprender mais sobre a formação deste tipo de planetas.
Mathilde Timmermans, outra estudante do projeto SPECULOOS, que trabalha na Universidade de Liège, na Bélgica, conclui: "Graças ao seu período orbital muito curto e às propriedades da sua estrela hospedeira, a descoberta de TOI-4860 b fornece uma oportunidade brilhante para estudar as propriedades atmosféricas de um Júpiter ameno e aprender mais sobre como os gigantes gasosos se formam."
Recentemente, a equipa obteve tempo de observação com o VLT (Very Large Telescope), no Chile, que pretendem utilizar para confirmar vários outros exoplanetas com propriedades semelhantes.
Telescópio Espacial Webb captura novas e impressionantes imagens da Nebulosa do Anel
Composição da Nebulosa do Anel pelo instrumento NIRCam do JWST. A imagem mostra claramente o anel principal, rodeado por um ténue haloe com muitas estruturas delicadas. O interior do anel está cheio de gás quente. A estrela que ejetou todo este material é visível bem no centro. A nebulosa foi ejetada apenas há cerca de 4000 anos.
Crédito: NASA, ESA, CSA, Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST; processamento - Roger Wesson
O Telescópio Espacial James Webb (JWST, sigla inglesa para James Webb Space Telescope) registou novas e espantosas imagens da icónica Nebulosa do Anel (Messier 57 ou M57). As imagens, divulgadas por uma equipa internacional de astrónomos, incluindo Jan Cami, Els Peeters e Nicholas Clark do Instituto para a Exploração da Terra e do Espaço da Universidade de Ontário Ocidental, mostram a beleza intrincada e etérea da nebulosa com um detalhe sem precedentes, proporcionando aos cientistas e ao público uma visão hipnotizante desta maravilha celeste.
Para muitos entusiastas do céu, a Nebulosa do Anel (localizada na direção da constelação de Lira) é um objeto bem conhecido e visível durante todo o verão. Mesmo um pequeno telescópio amador revela a caraterística estrutura de gás incandescente em forma de anel que deu o nome a M57.
"A primeira vez que vi a Nebulosa do Anel foi em criança, através de um pequeno telescópio", disse o astrofísico Jan Cami, um dos principais membros do Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST. "Nunca pensei que um dia faria parte da equipa que utilizaria o telescópio espacial mais potente alguma vez construído para observar este objeto".
A Nebulosa do Anel é muito popular entre os astrónomos, jovens e velhos, e Cami aponta frequentemente para este favorito dos fãs com o telescópio refrator da sua universidade para os visitantes do Observatório Memorial Hume Cronyn durante os eventos públicos nos meses de verão.
"Cientificamente, estou muito interessado em saber como é que uma estrela transforma o seu invólucro gasoso nesta mistura de moléculas simples e complexas e grãos de poeira, e estas novas observações vão ajudar-nos a descobrir isso", disse Cami.
Messier 57 é uma nebulosa planetária, nebulosas estas que são remanescentes de estrelas moribundas que libertam grande parte da sua massa no fim das suas vidas. A sua estrutura distinta e cores vibrantes há muito que cativam a imaginação humana. As imagens deslumbrantes captadas pelo JWST fornecem uma oportunidade sem paralelo para estudar e compreender os processos complexos que deram forma a esta obra-prima cósmica.
"O Telescópio Espacial James Webb proporcionou-nos uma visão extraordinária da Nebulosa do Anel que nunca tínhamos visto antes. As imagens de alta resolução não só mostram os detalhes intrincados da concha em expansão da nebulosa, mas também revelam a região interior em torno da anã branca central com uma nitidez requintada," disse Mike Barlow, professor emérito de física e astronomia do Colégio Universitário de Londres e cientista colíder do Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST.
"Estamos a testemunhar os capítulos finais da vida de uma estrela, uma antevisão do futuro distante do Sol, por assim dizer, e as observações do JWST abriram uma nova janela para a compreensão destes eventos cósmicos inspiradores. Podemos usar a Nebulosa do Anel como laboratório para estudar como as nebulosas planetárias se formam e evoluem".
O campo de visão completo fotografado com o instrumento NIRCam do Webb, com caixas a indicar a localização dos campos. A região A mostra a estrela central; a região B realça os milhares de aglomerados densos no anel principal; a região C mostra as "listras" radiais que aparecem no halo exterior; e a região D mostra nuvens de gás ainda mais afastadas.
Crédito: NASA, ESA, CSA, Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST; processamento - Roger Wesson
As características impressionantes de M57 são um testemunho do seu ciclo de vida estelar. A cerca de 2600 anos-luz de distância da Terra, nasceu de uma estrela moribunda que expeliu as suas camadas exteriores para o espaço. O que torna estas nebulosas verdadeiramente deslumbrantes é a sua variedade de formas e padrões, que muitas vezes incluem anéis delicados e brilhantes, bolhas em expansão ou nuvens intrincadas e finas. Estes padrões são a consequência da complexa interação de processos físicos ainda não bem compreendidos. A radiação da estrela central quente ilumina agora estas camadas. Tal como no fogo de artifício, os diferentes elementos químicos da nebulosa emitem luz de cores específicas. Isto resulta em objetos requintados e coloridos, o que permite aos astrónomos estudar em pormenor a evolução química destes objetos.
"Estas imagens são mais do que apenas atrativos estéticos; fornecem uma grande quantidade de conhecimentos científicos sobre os processos de evolução estelar. Ao estudar a Nebulosa do Anel com o JWST, esperamos obter uma compreensão mais profunda dos ciclos de vida das estrelas e dos elementos que libertam para o cosmos", disse Nick Cox, membro do ACRI-ST (França) e cientista colíder do Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST.
A equipa internacional de investigação que analisa estas imagens inclui investigadores do Reino Unido, França, Canadá, EUA, Suécia, Espanha, Brasil, Irlanda e Bélgica.
Peeters, juntamente com Cami e Clark, desempenhou um papel fundamental na investigação espetroscópica do projeto. A espetroscopia é o estudo da absorção e emissão de luz e de outras radiações pela matéria.
"A estrutura deste objeto é incrível, e pensar que tudo isto foi criado por uma única estrela moribunda", disse Peeters, astrofísica Universidade de Ontário Ocidental e membro do Projeto de Imagem da Nebulosa do Anel do JWST.
"Para além do tesouro morfológico, há também muita informação sobre a composição química do gás e da poeira nestas observações. Até encontrámos grandes moléculas carbonáceas neste objeto e ainda não temos uma ideia clara de como foram lá parar."
O Telescópio Espacial James Webb, uma colaboração conjunta entre a NASA, a ESA e a Agência Espacial Canadiana (CSA), provou ser um fator de mudança na astronomia. As suas capacidades vão além do que era possível com os telescópios espaciais anteriores, permitindo aos cientistas penetrar mais profundamente no cosmos e explorar novas fronteiras do Universo.
Estrelas frias com ventos poderosos ameçam as atmosferas exoplanetárias
Ilustração de um sistema estrela-planeta. É visível o vento estelar à volta da estrela e também o efeito na atmosfera do planeta.
Crédito: AIP/K. Riebe/J. Fohlmeister
Recorrendo a simulações numéricas de última geração, um estudo liderado por cientistas do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP) obteve a primeira caracterização sistemática das propriedades dos ventos estelares numa amostra de estrelas frias. Descobriram que as estrelas com campos magnéticos mais fortes produzem ventos mais potentes. Estes ventos criam condições desfavoráveis para a sobrevivência de atmosferas planetárias, afetando assim a possível habitabilidade destes sistemas.
O Sol está entre as estrelas mais abundantes do Universo, conhecidas como "estrelas frias". Estas estrelas estão divididas em quatro categorias (tipo F, G, K e M) que diferem em tamanho, temperatura e brilho. O Sol é uma estrela relativamente média e pertence à categoria G. As estrelas mais brilhantes e maiores do que o Sol estão na categoria F, enquanto as estrelas K são ligeiramente mais pequenas e mais frias do que o Sol. As estrelas mais pequenas e mais fracas são as estrelas M, também conhecidas como "anãs vermelhas" devido à cor com que emitem a maior parte da sua luz.
Observações de satélite revelaram que, para além da luz, o Sol emite um fluxo persistente de partículas conhecido como vento solar. Estes ventos viajam através do espaço interplanetário e interagem com os planetas do Sistema Solar, incluindo a Terra. A bela exibição de auroras perto dos polos norte e sul é, de facto, produzida por esta interação. No entanto, estes ventos também podem ser prejudiciais, pois podem corroer uma atmosfera planetária estável, como foi o caso de Marte. Embora se saiba muito sobre o vento solar - graças, em parte, a missões como a Solar Orbiter - o mesmo não acontece com outras estrelas frias. O problema é que não podemos ver estes ventos estelares diretamente, limitando-nos ao estudo da sua influência no gás rarefeito que preenche a cavidade entre as estrelas da Galáxia. No entanto, esta abordagem tem várias limitações e só é aplicável a um número reduzido de estrelas. Isto motiva o uso de simulações e modelos de computador para prever as várias propriedades dos ventos estelares sem que os astrónomos tenham de os observar.
Neste contexto, a aluna de doutoramento Judy Chebly, o cientista Dr. Julián D. Alvarado-Gómez e a professora Katja Poppenhäger, também chefe da secção de Física Estelar e Exoplanetas do Instituto, em colaboração com Cecilia Garraffo do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, realizaram o primeiro estudo sistemático das propriedades do vento estelar esperadas para as estrelas F, G, K e M. Para o efeito, utilizaram simulações numéricas empregando um dos modelos mais sofisticados atualmente disponíveis, orientado pela distribuição observada do campo magnético em grande escala de 21 estrelas bem observadas. As simulações foram efetuadas nas instalações de supercomputação do AIP e do LRZ (Leibniz Rechenzentrum).
A equipa examinou a forma como as propriedades das estrelas, tais como a gravidade, a intensidade do campo magnético e o período de rotação, afetam as características do vento em termos de velocidade ou densidade. Os resultados incluem uma caraterização exaustiva das propriedades do vento estelar em todos os tipos de espetro que, entre outros resultados, indicam a necessidade de rever os pressupostos anteriores sobre as velocidades do vento estelar quando se estimam as taxas de perda de massa associadas a partir de observações. Para além disso, as simulações permitem prever o tamanho esperado da superfície crítica de Alfvén - a fronteira entre a coroa da estrela e o seu vento estelar. Esta informação é fundamental para determinar se um sistema planetário pode ou não estar sujeito a fortes interações magnéticas estrela-planeta, que podem ocorrer quando a órbita planetária entra ou fica completamente embebida na superfície crítica de Alfvén da sua estrela hospedeira.
As suas descobertas mostram que as estrelas com campos magnéticos maiores do que o do Sol têm ventos mais rápidos. Nalguns casos, a velocidade do vento estelar pode ser até cinco vezes superior à velocidade média do vento solar, que é tipicamente de 450 km/s. A investigação permitiu avaliar a intensidade dos ventos destas estrelas nas chamadas "Zonas Habitáveis", definidas como as distâncias orbitais a que os exoplanetas rochosos podem sustentar água líquida à superfície, desde que tenham uma pressão atmosférica semelhante à da Terra. Encontraram condições mais amenas em torno de estrelas de tipo F e G, comparáveis às que a Terra experimenta em torno do Sol, de tipo G, e ambientes de ventos cada vez mais severos para estrelas de tipo K e M. Estes ventos estelares intensos afetam fortemente qualquer potencial atmosfera que o planeta possa ter.
Este fenómeno está bem documentado na física solar entre planetas rochosos e o Sol, mas não no caso de sistemas exoplanetários. Isto requer estimativas do vento estelar para avaliar processos semelhantes aos que observamos entre os ventos solares e as atmosferas planetárias. A informação sobre o vento estelar era até agora desconhecida para estrelas de sequência principal F a M, o que torna este estudo importante no contexto da habitabilidade. O trabalho apresentado neste artigo foi feito para 21 estrelas, mas os resultados são suficientemente gerais para serem aplicados a outras estrelas frias de sequência principal. Esta investigação abre caminho a futuras investigações sobre observações do vento estelar e o seu impacto na erosão de atmosferas planetárias.
O que criou esta invulgar fita espacial? A resposta: uma das explosões mais violentas alguma vez testemunhadas pelos humanos antigos. No ano 1006, a luz de uma explosão estelar na direção da constelação de Lobo chegou à Terra, criando uma "estrela convidada" no céu que parecia mais brilhante do que Vénus e que durou mais de dois anos. A supernova, agora catalogada como SN 1006, ocorreu a cerca de 7000 anos-luz de distância e deixou um grande remanescente que continua a expandir-se e a desaparecer ainda hoje. A imagem mostra uma pequena parte desse remanescente de supernova em expansão, dominada por uma frente de choquefina e exterior que aquece e ioniza o gás ambiente circundante. O remanescente de supernova SN 1006 tem atualmente um diâmetro de quase 60 anos-luz.
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