Programa em atualização
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Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 25/08: 237.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1609, Galileu Galilei demonstra o seu primeiro telescópio aos legisladores de Veneza.
Em 1864 nascia Ole Romer, astrónomo dinamarquês que propôs a primeira determinação da velocidade da luz.
Em 1981, flyby da Voyager 2 por Saturno.
Em 1989, flyby da Voyager 2 por Neptuno.
Em 2000, a revista Science anuncia descobertas a partir de dados do magnetómetro da sonda Galileu que fornecem, à data, as mais sólidas provas da existência de um oceano de água líquida salgada por baixo da superfície de uma das luas de Júpiter, Europa.
No mesmo ano, o Telescópio Espacial Hubble faz um censo de anãs castanhas galácticas. A câmara NICMOS do Hubble revela a baixa energia das anãs castanhas, estrelas que não têm massa suficiente para começar a fusão nuclear.
Em 2003, lançamento do Telescópio Espacial Spitzer.
Em 2012, a sonda Voyager 1 torna-se no primeiro objeto feito pelo Homem a entrar no espaço interestelar. HOJE, NO COSMOS:
Quanto tempo depois do pôr-do-Sol já consegue ver o grande Triângulo de Verão? Vire-se para este. Vega, a estrela mais brilhante do Triângulo, está quase no zénite (para observadores a latitudes médias norte). Deneb é a primeira estrela brilhante para este-nordeste de Vega. Altair brilha menos alta a sudeste.
DIA 26/08: 238.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1978, Sigmund Jähn torna-se no primeiro cosmonauta alemão, a bordo da Soyuz 31.
Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandra da NASA.
Estas incluem os espetaculares remanescentes de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro no centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jato energético do quasarPKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandra continuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Em 2003, a comissão que investigava o acidente do vaivém Columbia anuncia o seu relatório final. HOJE, NO COSMOS:
Através de um telescópio, consegue reparar que os anéis de Saturno são nitidamente mais brilhantes, em comparação com o globo de Saturno, do que normalmente se vê? Este é o efeito Seeliger, causado pelas partículas sólidas dos anéis que espalham a luz solar para nós quando o Sol está quase diretamente atrás de nós. As superfícies poeirentas da Lua e de Marte também apresentam este "efeito de oposição", mas as nuvens de Saturno não. No caso de Saturno, o efeito tem o nome de Hugo von Seeliger, que o estudou em pormenor e publicou as suas descobertas em 1887.
Este brilho começa vários dias antes da oposição de Saturno (que ocorre às 9 horas de amanhã), é mais forte por volta dessa data e desaparece durante vários dias depois.
DIA 27/08: 239.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1962 era lançada com êxito a sonda Mariner 2 a partir de Cabo Canaveral com destino Vénus, onde chegou 15 semanas depois.
A 14 de dezembro de 1962 tornou-se na primeira sonda a passar com sucesso por Vénus, sendo a sua aproximação máxima 34.773 km. Encontra-se agora numa órbita solar.
Em 1985, lançamento da missão STS-51-I.
Em 1999 é encontrada água extraterrestre num meteorito. Usando várias formas de análise, os cientistas do JSC encontram água nos cristais de halite de um meteorito que caiu na Terra (Texas) a 22 de março de 1998. A água capturada nos cristais pode ser mais antiga do que o Sol e do que os planetas.
Em 2003, Marte faz a sua maior aproximação à Terra em quase 60.000 anos, passando a 55.758.005 km de distância. HOJE, NO COSMOS:
Saturno em oposição, pelas 09:00.
Mesmo com a Lua para a sua direita, tente observar telescopicamente o planeta Saturno.
DIA 28/08: 240.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1789 Herschel descobria a lua de Saturno, Encélado.
Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Em 1993, "flyby" da sonda Galileu por Ida e Dactyl.
Em 1999, a missão espacial russa Soyuz TM-29 chega ao fim, terminado quase 10 anos de ocupação contínua da estação espacial Mir, à medida que esta se aproxima do final da sua vida. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, quase Cheia, brilha a sul antes da meia-noite. Bem para cima, a cerca de três ou quatro punhos à distância do braço esticado, aviste a estrela de primeira magnitude, Altair, com a sua companheira, Tarazed (magnitude 3), um pouco acima.
Para a direita da Lua temos o "bule de chá" de Sagitário. A sua "pega" de quatro estrelas é a parte mais próxima do nosso satélite natural, a menos de um punho à distância do braço esticado. Os binóculos ajudam a observar as estrelas da constelação através do luar.
Um buraco negro gigante destrói uma estrela massiva
Esta ilustração artística mostra o rescaldo do "evento de perturbação de marés" denominado ASASSN-14li, em que uma estrela foi despedaçada depois de se aproximar demasiado de um buraco negro supermassivo. Depois da estrela ter sido despedaçada, parte do seu gás (vermelho) orbitou e caiu no buraco negro, enquanto uma parte do gás foi expulsa por um vento (azul).
Os cientistas utilizaram um espetro de raios X do Chandra para sondar os elementos contidos neste vento, incluindo a deteção de azoto. Os dados de raios X indicam que a estrela do evento ASASSN-14li tinha cerca de três vezes a massa do Sol, o que faz dela uma das maiores estrelas já conhecidas a ser destruída num evento de perturbação de marés.
Crédito: NASA/CXC/Universidade de Michigan/J. Miller et al.; ilustração - NASA/CXC/M.Weiss
Os astrónomos fizeram um estudo forense minucioso de uma estrela que foi dilacerada quando se aventurou demasiado perto de um buraco negro gigante e depois teve as suas entranhas atiradas para o espaço.
O Observatório de raios X Chandra da NASA e o XMM-Newton da ESA estudaram a quantidade de azoto e de carbono perto de um buraco negro que se sabe ter despedaçado uma estrela. Os astrónomos pensam que estes elementos foram criados no interior da estrela antes desta se ter despedaçado ao aproximar-se do buraco negro.
"Estamos a ver as entranhas do que costumava ser uma estrela", disse Jon Miller, da Universidade de Michigan, que liderou o estudo. "Os elementos deixados para trás são pistas que podemos seguir para descobrir que tipo de estrela encontrou o seu fim".
Nos últimos anos, os astrónomos têm encontrado muitos exemplos de "eventos de perturbação de marés", em que as forças gravitacionais de um buraco negro massivo destroem uma estrela. Isto provoca uma erupção, frequentemente observada no visível, no ultravioleta e em raios X, à medida que os detritos da estrela são aquecidos. Este evento, denominado ASASSN-14li, destaca-se por várias razões.
À altura da descoberta, em novembro de 2014, foi a perturbação de marés mais próxima da Terra (290 milhões de anos-luz) descoberta numa década. Devido a esta proximidade, ASASSN-14li forneceu um nível extraordinário de pormenores sobre a estrela destruída. A equipa de Miller aplicou novos modelos teóricos para fazer melhores estimativas, em comparação com trabalhos anteriores, da quantidade de azoto e carbono em torno do buraco negro.
"Estes telescópios de raios X podem ser usados como ferramentas forenses no espaço", disse a coautora Brenna Mockler dos Observatórios Carnegie e da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. "A quantidade relativa de azoto e carbono que encontrámos aponta para material do interior de uma estrela condenada com cerca de três vezes a massa do Sol."
A estrela do evento ASASSN-14li é, portanto, uma das mais massivas - talvez a mais massiva - que os astrónomos viram ser destruída por um buraco negro até hoje.
"ASASSN-14li é excitante porque uma das coisas mais difíceis com as perturbações de marés é ser capaz de medir a massa da estrela azarada, como fizemos aqui," disse o coautor Enrico Ramirez-Ruiz da Universidade da Califórnia, Santa Cruz. "Observar a destruição de uma estrela massiva, por um buraco negro supermassivo, é fascinante porque se espera que as estrelas mais massivas sejam significativamente menos comuns do que as estrelas de menor massa."
No início deste ano, outra equipa de astrónomos relatou o acontecimento "Barbie assustadora", em que estimaram que uma estrela com cerca de 14 vezes a massa do Sol foi destruída por um buraco negro. No entanto, este fenómeno ainda não foi confirmado como uma perturbação de marés, com a estimativa da massa da estrela a basear-se principalmente no brilho da erupção e não numa análise detalhada do material em torno do buraco negro, como no caso de ASASSN-14li.
Outro aspeto interessante do resultado de ASASSN-14li é o que significa para estudos futuros. Os astrónomos observaram estrelas moderadamente massivas como ASASSN-14li no enxame estelar que contém o buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia. Por conseguinte, a capacidade de estimar as massas estelares de estrelas perturbadas pelas marés pode dar aos astrónomos uma forma de identificar a presença de enxames estelares em torno de buracos negros supermassivos em galáxias mais distantes.
Até este estudo, havia uma forte possibilidade de que os elementos observados em raios X pudessem ser provenientes de gás libertado em erupções anteriores do buraco negro supermassivo. O padrão de elementos aqui analisado, no entanto, parece ter vindo de uma única estrela.
Um trabalho anterior, publicado em 2017 por Chenwie Yang, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hefei, na China, utilizou dados ultravioletas do Telescópio Espacial Hubble da NASA para mostrar que há mais azoto do que carbono em ASASSN-14li, mas em menor quantidade do que a equipa de Miller encontrou utilizando dados de raios X. Esses autores calcularam que a estrela tinha apenas uma massa equivalente a 0,6 sóis.
O novo artigo científico foi publicado na edição de 20 de agosto de 2023 da revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível online. Os outros autores do artigo, para além de Miller, Mockler e Ramirez-Ruiz, são Paul Draghis (Universidade de Michigan), Jeremy Drake (Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian), John Raymond (CfA), Mark Reynolds (Universidade de Michigan), Xin Xiang (Universidade de Michigan), Sol Bin Yun (Universidade de Michigan) e Abderahmen Zoghbi (Universidade de Maryland).
Primeira evidência observacional de emissão de raios gama em estrelas jovens semelhantes ao Sol
Impressão artística de uma estrela T Tauri: um sistema formado por uma estrela central e um disco circunstelar. Este é o aspeto do nosso Sistema Solar há 4,5 mil milhões de anos. A emissão de raios gama seria produzida nas explosões mais violentas e energéticas da estrela.
Crédito: INAF-OAPa/S. Orlando
Uma equipa de cientistas da Argentina e da Espanha apresentou a primeira evidência observacional de que um tipo de estrelas jovens de baixa massa, conhecidas como estrelas T Tauri, são capazes de emitir radiação gama. O estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A radiação muito energética do céu não pode ser facilmente observada da Terra. A elevada sensibilidade do satélite Fermi ajuda a resolver este problema, observando o Universo em raios gama, a região mais energética do espetro eletromagnético. O satélite Fermi tem observado continuamente o céu desde o seu lançamento em 2008 e, a partir destas observações, sabe-se que cerca de 30% das fontes de raios gama detetadas em todo o céu noturno continuam por identificar - as origens destas deteções de raios gama são desconhecidas.
Algumas destas fontes misteriosas foram estudadas pela aluna de doutoramento Agostina Filócomo e por uma equipa de investigadores com o objetivo de determinar a sua origem. Várias das fontes de raios gama parecem ter origem em regiões de formação estelar, mas a equipa não tinha qualquer explicação para o facto, pelo que decidiram investigar. O estudo centra-se na região de formação estelar NGC 2071, que se situa na parte norte da nuvem molecular Orionte B.
Para tentar identificar a causa destas misteriosas explosões de raios gama, a equipa decidiu olhar para objetos conhecidos como "estrelas T Tauri", que são estrelas de baixa massa em formação. As estrelas T Tauri são constituídas por uma estrela central e um disco de gás e poeira que orbita à sua volta, onde se podem formar planetas. As estrelas T Tauri são conhecidas pelo seu brilho flutuante e encontram-se tipicamente perto de regiões de formação estelar ativa.
A equipa notou que três fontes gama não identificadas, observadas em diferentes intervalos de tempo, provinham da parte do céu onde se situa a jovem região de formação estelar NGC 2071. Sabe-se que pelo menos 58 estrelas classificadas como estrelas T Tauri estão a formar-se aqui. Não existem outros objetos nesta região que possam ser uma fonte de emissão de raios gama.
Uma explicação possível é que a radiação esporádica de raios gama é produzida por estrelas T Tauri durante poderosos episódios eruptivos, em que as explosões eletromagnéticas são produzidas pela energia magnética armazenada nas atmosferas das estrelas. Estas megatempestades podem estender-se a vários raios estelares e durar algumas horas. Embora exista atualmente atividade no Sol, não é da mesma escala que uma megatempestade. Estas são muito mais poderosas e, se ocorressem no Sol, seriam prejudiciais para a vida no planeta Terra.
Isto pode explicar a origem de múltiplas fontes de raios gama anteriormente desconhecidas. A compreensão dos processos físicos nas estrelas T Tauri também fornece informações sobre as condições iniciais que levaram à génese do Sol e do nosso Sistema Solar.
Agostina Filócomo, estudante de doutoramento, afirma que "esta evidência observacional é essencial para compreender a origem de fontes que permaneceram desconhecidas durante mais de uma década, o que é sem dúvida um passo em frente na astronomia. É também fundamental para compreender os processos que ocorrem durante as fases iniciais da formação estelar: se uma estrela T Tauri produz radiação de raios gama, isso irá afetar as condições do gás do disco protoplanetário e, consequentemente, a evolução da formação planetária. A descoberta deste fenómeno serve para compreender como se formou e evoluiu não só o Sol, mas também o nosso planeta, a Terra."
Levantamento do JWST revela menos buracos negros supermassivos ativos do que se pensava
Ilustração de um NGA (núcleo galáctico ativo).
Crédito: ESA/NASA, project AVO e Paolo Padovani
Um levantamento, pela Universidade do Kansas, de uma faixa do cosmos utilizando o Telescópio Espacial James Webb, revelou que os NGAs (núcleos galácticos ativos) - buracos negros supermassivos que estão a aumentar rapidamente de tamanho - são mais raros do que muitos astrónomos supunham anteriormente.
As descobertas, efetuadas com o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) do JWST, sugerem que o nosso Universo pode ser um pouco mais estável do que se pensava. O trabalho também fornece informações sobre observações de galáxias ténues, as suas propriedades e os desafios na identificação de NGAs.
Um novo artigo detalhando a investigação do JWST, realizada sob os auspícios do programa CEERS (Cosmic Evolution Early Release Science), foi disponibilizado no site arXiv, antes da publicação formal revista por pares na revista The Astrophysical Journal.
O trabalho, liderado por Allison Kirkpatrick, professora assistente de física e astronomia na Universidade do Kansas, centrou-se numa zona do cosmos há muito estudada, designada por Faixa de Groth Estendida, situada entre as constelações de Ursa Maior e Boieiro. Mas os exames anteriores da área tiveram por base uma geração menos poderosa de telescópios espaciais.
"As nossas observações foram feitas nos passados meses de junho e dezembro e o nosso objetivo era caracterizar o aspeto das galáxias durante o apogeu da formação estelar no Universo", disse Kirkpatrick. "Trata-se de uma retrospetiva de 7 a 10 mil milhões de anos no passado. Utilizámos o MIRI do Telescópio Espacial James Webb para observar a poeira em galáxias que existiam há 10 mil milhões de anos e essa poeira pode esconder a formação estelar em curso e pode esconder buracos negros supermassivos em crescimento. Por isso, realizei o primeiro levantamento para procurar estes buracos negros supermassivos escondidos nos centros destas galáxias".
Embora todas as grandes galáxias tenham um buraco negro supermassivo no seu centro, os NGAs são agitações mais espetaculares que atraem ativamente gases e apresentam uma luminosidade que não existe nos buracos negros típicos.
Kirkpatrick e muitos outros astrofísicos previram que o estudo de alta resolução do JWST iria localizar muitos mais NGAs do que um levantamento anterior, realizado com o Telescópio Espacial Spitzer. No entanto, mesmo com o aumento de potência e sensibilidade do MIRI, foram encontrados poucos NGAs adicionais no novo estudo.
Observação do MIRI (painel da direita) do JWST juntamente com observações IRAC (Infrared Array Camera, meio) e MIPS (Multiband Imaging Photometer for Spitzer, esquerda) da mesma região, mas pelo Spitzer.
Crédito: Kirkpatrick, et. al.
"Os resultados eram completamente diferentes dos que eu tinha previsto, o que me levou à primeira grande surpresa", disse Kirkpatrick. "Uma revelação importante foi a escassez de buracos negros supermassivos em rápido crescimento. Esta descoberta suscitou questões sobre o paradeiro destes objetos. Acontece que estes buracos negros estão provavelmente a crescer a um ritmo mais lento do que se pensava anteriormente, o que é intrigante, considerando que as galáxias que examinei se assemelham à nossa Via Láctea do passado. As observações anteriores com o Spitzer apenas nos permitiram estudar as galáxias mais brilhantes e massivas com buracos negros supermassivos de rápido crescimento, tornando-os fáceis de detetar".
Kirkpatrick disse que um mistério importante na astronomia reside na compreensão de como os buracos negros supermassivos típicos, como os que se encontram em galáxias como a Via Láctea, crescem e influenciam a sua galáxia hospedeira.
"As descobertas do estudo sugerem que estes buracos negros não estão a crescer rapidamente, absorvendo material limitado e talvez não tenham um impacto significativo nas galáxias que os acolhem", afirmou. "Esta descoberta abre uma perspetiva totalmente nova sobre o crescimento dos buracos negros, uma vez que a nossa compreensão atual se baseia em grande parte nos buracos negros mais massivos das maiores galáxias, que têm efeitos significativos nas suas hospedeiras, mas os buracos negros mais pequenos destas galáxias provavelmente não têm."
Outro resultado surpreendente foi a ausência de poeira nestas galáxias, disse a astrónoma da Universidade do Kansas.
"Usando o JWST, podemos identificar galáxias muito mais pequenas do que nunca, incluindo galáxias do tamanho da Via Láctea ou mesmo mais pequenas, o que era anteriormente impossível a estas distâncias cósmicas", disse Kirkpatrick. "Normalmente, as galáxias mais massivas têm poeira abundante devido às suas rápidas taxas de formação estelar. Eu tinha assumido que as galáxias de menor massa também conteriam quantidades substanciais de poeira, mas afinal não, desafiando as minhas expetativas e fornecendo outra descoberta intrigante."
De acordo com Kirkpatrick, o trabalho muda a compreensão de como as galáxias crescem, particularmente no que diz respeito à Via Láctea.
"O nosso buraco negro parece não ter qualquer atividade", disse. "Uma questão importante em relação à Via Láctea é saber se alguma vez esteve ativa ou se passou por uma fase NGA. Se a maioria das galáxias, como a nossa, não têm NGAs detetáveis, isso pode implicar que o nosso buraco negro nunca esteve mais ativo no passado. Em última análise, este conhecimento ajudará a limitar e a medir as massas dos buracos negros, lançando luz sobre as origens do crescimento dos buracos negros, que continuam a ser uma questão sem resposta".
Kirkpatrick obteve recentemente novo tempo de observação com o JWST para efetuar um estudo mais alargado do campo da Faixa de Groth Estendida com o MIRI. O seu trabalho atual incluía cerca de 400 galáxias. O seu próximo levantamento (MEGA: MIRI EGS Galaxy and AGN survey) incluirá cerca de 5000 galáxias. O trabalho está planeado para janeiro de 2024.
Chandrayaan-3 da Índia aterra com sucesso na Lua (via ESA)
A Chandrayaan-3 foi lançada a partir do Centro Espacial Satish Dhawan na região de Sriharikota, na Índia, no dia 14 de julho de 2023, numa missão destinada a demonstrar novas tecnologias e a realizar a primeira aterragem da Índia noutro corpo celeste. A nave espacial chegou a órbita lunar no dia 5 de agosto. No dia 17 de agosto, o módulo de aterragem separou-se do módulo de propulsão e, pouco depois, iniciou a sua descida à superfície. No dia 23 de agosto, a agência espacial indiana confirmou que o módulo de aterragem da missão Chandrayaan-3 tinha aterrado com êxito na região polar sul da Lua, como planeado. Ler fonte
Esta nebulosa nunca tinha sido observada antes. As nebulosas recém-descobertas são geralmente angularmente pequenas e encontradas por profissionais que utilizam grandes telescópios. Em contraste, a Nebulosa do Pistachio foi descoberta por amadores dedicados e, embora ténue, tem quase o tamanho da Lua cheia. Nos tempos modernos, os amadores, mesmo com pequenos telescópios, podem criar longas exposições de áreas do céu muito maiores do que a maioria dos telescópios profissionais consegue ver. Podem, portanto, descobrir tanto áreas de emissão alargada anteriormente desconhecidas, em torno de objetos conhecidos, como objetos totalmente desconhecidos como nebulosas. A Nebulosa do Pistachio aqui em destaque é mostrada em emissão de oxigénio (azul) e emissão de hidrogénio (vermelho). A natureza da estrela central quente é atualmente desconhecida e a nebulosa poderá ser classificada como uma nebulosa planetária se se verificar que é uma estrela anã branca. A imagem é uma composição de mais de 70 horas de exposição obtida no início de junho sob o céu escuro da Namíbia.
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8000-250, Faro
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