OBSERVAÇÃO DA LUA EM TAVIRA Data: 23 de fevereiro de 2024 Hora: 19:00-21:00
Neste dia, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve, iremos realizar a sessão de observação da Lua na ponte Romana em Tavira pelas 19h00.
A sessão é gratuita. Participe! Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12654, -7.650038
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 23/02: 54.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1583 nascia Jean-Baptiste Morin, astrólogo e astrónomo, conhecido por opôr-se a Galileu e às suas ideias.
Em 1950, descoberta do asteroide (29075) 1950 DA. Foi observado durante 17 dias e depois diminuíu de brilho até não poder ser visto durante meio século. No fim do ano 2000 (31 de dezembro), um objeto foi reconhecido como sendo o há muito perdido 1950 DA. Observações do objeto descrevem a rocha como tendo 1,1 km de diâmetro e uma rotação de 2,1 horas, a rocha com o período de rotação mais rápido já encontrada no nosso Sistema Solar.
Em 1987, supernova na Grande Nuvem de Magalhães visível a olho nu, resultado de uma explosão da supergigante azul Sanduleak 69.
Conhecida como SN1987A, foi a primeira supernova "próxima" dos últimos três séculos.
Em 1999, conjunção de Júpiter com Vénus. As conjunções não são eventos raros. Mas as conjunções planetárias são raramente tão próximas e Vénus e Júpiter são os objetos astronómicos mais brilhantes do céu, a seguir ao Sol e à Lua (objetos naturais - o terceiro objeto em geral é agora a ISS). HOJE, NO COSMOS:
A primavera só chega daqui a um mês, mas Arcturo, a Estrela da Primavera, parece ansiosa por dar nas vistas. Sobe acima do horizonte este-nordeste depois da hora de jantar, dependendo da latitude do observador.
A Lua, praticamente Cheia, está entre Régulo para a sua direita e a mais ténue Gamma Leonis (Algieba) para a esquerda.
DIA 24/02: 55.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1967, nascia Brian Schmidt, astrónomo e astrofísico australiano que em 2011 partilhou com Saul Perlmutter e Adam Riess o Prémio Nobel da Física por fornecer evidências da aceleração da expansão do Universo.
Em 1968 foi descoberto o primeiro pulsar, por Jocelyn Bell Burnell, numa pesquisa no rádio. Hewish e Ryle, codiretores do projeto, receberam o prémio Nobel da Física em 1974 por conjugar as observações com um modelo duma estrela de neutrões em rotação.
Em 1969 era lançada a sonda americana Mariner 6. A 31 de julho de 1969, passou a 3330 km de Marte e enviou de volta 74 imagens.
Em 1979, lançamento do satélite Solwind P78-1.
Em 1996 foi lançada a sonda POLAR para estudar a região dos polos da Terra, uma região ativa do geoespaço.
Em 2011, voo final do vaivém Discovery, na sua missão STS-133. HOJE, NO COSMOS:
Lua Cheia, pelas 12:30.
Repita a observação do nosso satélite natural com a constelação de Leão e verifique agora está para baixo de Régulo e Algieba.
DIA 25/02: 56.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 2007, a sonda Rosetta passa por Marte. HOJE, NO COSMOS:
À medida que fevereiro passa a março, Sirius brilha o mais alto a sul depois da hora de jantar (pelas 20:45). A sua companheira, a anã branca Sirius B, foi o primeiro objeto superdenso descoberto e é um alvo telescópico notavelmente difícil. Sirius B tem estado o mais longe possível de Sirius A (na sua órbita de 50 anos), 11 segundos de arco. A melhor altura para experimentar esta observação é quando Sirius está no seu ponto mais alto no céu. É um desafio para telescópios mais profissionais do que amadores, embora seja possível observá-la com telescópios de 8" sob condições excelentes de observação.
DIA 26/02: 57.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1880 nascia Kenneth Edgeworth, astrónomo irlandês conhecido por propôr a existência de um disco de corpos gelados para lá da órbita de Neptuno na década de 1940, como Gerard Kuiper publicaria dez anos depois.
Em 1966, lançamento do AS-201, do programa Apollo, o primeiro voo do foguetão Saturno IB. HOJE, NO COSMOS:
Nesta altura do ano, após a hora de jantar, cinco constelações carnívoras estão alinhadas desde o nordeste até sul. Estão representadas todas em perfil, com os seus narizes apontados para cima e os seus pés (se é que os têm) para a direita: Ursa Maior a nordeste, Leão a este, Hidra, a Serpente do Mar, a sudeste, Cão Menor um pouco mais alta a sul-sudeste, e Cão Maior a sul.
Buraco negro cria "contas estelares num fio"
O enxame de galáxias SDSS J1531+3414.
Crédito: raios X - NASA/CXC/SAO/O. Omoruyi et al.; ótico - NASA/ESA/STSCI/G. Tremblay et al.; rádio - ASTRON/LOFAR; processamento de imagem - NASA/CXC/SAO/N. Wolk
Os astrónomos descobriram uma das mais poderosas erupções de um buraco negro alguma vez registada. Esta megaexplosão, ocorrida há milhares de milhões de anos, pode ajudar a explicar a formação de um impressionante padrão de enxames de estrelas em torno de duas galáxias massivas, semelhante a contas num fio.
Esta descoberta foi feita no sistema conhecido como SDSS J1531+3414 (SDSS J1531 para abreviar), que se situa a 3,8 mil milhões de anos-luz da Terra. Para este estudo foram utilizados vários telescópios, incluindo o Observatório de Raios X Chandra da NASA e o radiotelescópio LOFAR (Low Frequency Array).
SDSS J1531 é um enorme enxame galáctico que contém centenas de galáxias individuais e enormes reservatórios de gás quente e matéria escura. No coração de SDSS J1531, duas das maiores galáxias do enxame estão a colidir uma com a outra. À volta destas gigantes em fusão está um conjunto de 19 grandes enxames estelares, chamados superenxames, dispostos numa formação em "S" que se assemelha a contas num fio. Uma equipa de astrónomos utilizou dados de raios X, no rádio e no visível para desvendar a provável formação desta cadeia invulgar de enxames de estrelas.
A descoberta de evidências de uma antiga e titânica erupção em SDSS J1531 forneceu uma pista vital. A erupção terá ocorrido quando o buraco negro supermassivo no centro de uma das grandes galáxias produziu um jato extremamente poderoso. À medida que o jato se deslocava pelo espaço, empurrou o gás quente circundante para longe do buraco negro, criando uma cavidade gigantesca.
O enxame de galáxias SDSS J1531+3414, imagem rotulada. A inserção no canto superior esquerdo mostra em mais detalhe as "contas" de superenxames estelares.
Crédito: raios X - NASA/CXC/SAO/O. Omoruyi et al.; ótico - NASA/ESA/STSCI/G. Tremblay et al.; rádio - ASTRON/LOFAR; processamento de imagem - NASA/CXC/SAO/N. Wolk
Osase Omoruyi, que liderou o estudo no Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, comparou a descoberta desta cavidade à descoberta de um fóssil enterrado. "Já estamos a olhar para este sistema tal como ele existia há quatro mil milhões de anos, pouco tempo depois da formação da Terra", disse. "Esta cavidade antiga, um fóssil do efeito do buraco negro na galáxia hospedeira e nos seus arredores, fala-nos de um acontecimento chave que ocorreu cerca de 200 milhões de anos antes na história do enxame".
A prova da existência de uma cavidade provém de "asas" de emissão brilhante em raios X, observadas com o Chandra, que traçam o gás denso perto do centro de SDSS J1531. Estas asas constituem a orla da cavidade e o gás menos denso no meio faz parte da cavidade. O LOFAR mostra ondas de rádio provenientes dos remanescentes das partículas energéticas do jato que preenchem a cavidade gigante. Em conjunto, estes dados fornecem evidências convincentes de uma explosão antiga e massiva.
Os astrónomos também descobriram gás frio e ameno localizado perto da abertura da cavidade, detetado com o ALMA (Atacama Large Millimeter and submillimeter Array) e com o Telescópio Gemini Norte, respetivamente. Os investigadores argumentam que parte do gás quente empurrado para longe do buraco negro acabou por arrefecer, formando gás frio e ameno. A equipa pensa que os efeitos de maré das duas galáxias em fusão comprimiram o gás ao longo de trajetórias curvas, levando à formação de enxames estelares com o padrão "contas num fio".
Gás frio e ameno localizado perto da abertura da cavidade (ver imagem da esquerda em mais detalhe; ver imagem da direita em mais detalhe).
Crédito: ótico/H-alfa - NASA/ESA/STSCI; rádio - ESO/NAOJ/NRAO
"Reconstruímos, neste enxame, uma sequência provável de eventos que ocorreram ao longo de uma vasta gama de distâncias e tempo. Começou com o buraco negro, com uma pequena fração de um ano-luz de diâmetro, a formar uma cavidade com quase 500.000 anos-luz de largura", disse o coautor Grant Tremblay, também do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian. "Este acontecimento único desencadeou a formação dos jovens enxames estelares cerca de 200 milhões de anos mais tarde, cada um com alguns milhares de anos-luz de diâmetro."
Omoruyi e os seus colegas apenas observam ondas de rádio e uma cavidade de um jato, mas os buracos negros normalmente disparam dois jatos em direções opostas. A equipa observou emissões de rádio mais longe das galáxias que podem ser os remanescentes de um segundo jato, mas não estão associadas a uma cavidade detetada. A equipa supõe que os sinais de rádio e de raios-X da outra erupção podem ter desvanecido ao ponto de não serem detetáveis.
"Pensamos que a nossa evidência para esta enorme erupção é forte, mas com mais observações do Chandra e do LOFAR podemos confirmar o caso", disse Omoruyi. "Esperamos aprender mais sobre a origem da cavidade que já detetámos e encontrar a que se espera do outro lado do buraco negro."
New Horizons deteta indícios poeirentos de uma Cintura de Kuiper alargada
Ilustração de uma colisão entre dois objetos na distante Cintura de Kuiper. Estas colisões são uma das principais fontes de poeira na cintura, juntamente com as partículas lançadas pelos KBOs quando salpicados por impactos de poeira microscópica oriunda do exterior do Sistema Solar.
Crédito: Dan Durda, FIAAA
Novas observações da nave espacial New Horizons da NASA sugerem que a Cintura de Kuiper - a vasta e distante zona exterior do nosso Sistema Solar povoada por centenas de milhares de gelados e rochosos blocos de construção planetária - pode estender-se muito mais longe do que pensávamos.
A passar pelos limites exteriores da Cintura de Kuiper, quase 60 vezes mais longe do Sol do que a Terra, o instrumento SDC (Venetia Burney Student Dust Counter) da New Horizons está a detetar níveis de poeira mais elevados do que o esperado - os minúsculos remanescentes gelados de colisões entre KBOs (Kuiper Belt objects, em português "objetos da Cintura de Kuiper") e partículas salpicadas por impactos de poeira microscópica oriunda do exterior do Sistema Solar.
As leituras desafiam os modelos científicos, que dizem que a população de KBOs e a densidade de poeira deveriam começar a diminuir, e contribuem para um conjunto crescente de evidências que sugerem que a fronteira exterior da Cintura de Kuiper se poderá estender milhares de milhões de quilómetros para lá das estimativas atuais - ou que poderá até existir uma segunda cintura para além da que já conhecemos.
Os resultados foram publicados na edição de 1 de fevereiro da revista The Astrophysical Journal Letters.
"A New Horizons está a fazer as primeiras medições diretas de poeira interplanetária muito para lá de Neptuno e Plutão, por isso cada observação pode levar a uma descoberta", disse Alex Doner, autor principal do artigo científico e estudante de física na Universidade do Colorado, em Boulder, líder do SDC. "A ideia de que podemos ter detetado uma Cintura de Kuiper alargada - com toda uma nova população de objetos a colidir e a produzir mais poeira - fornece outra pista para resolver os mistérios das regiões mais distantes do Sistema Solar".
Concebido e construído por estudantes do LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) da Universidade do Colorado, em Boulder, sob a orientação de engenheiros profissionais, o SDC detetou grãos de poeira microscópicos produzidos por colisões entre asteroides, cometas e objetos da Cintura de Kuiper ao longo da viagem de 18 anos e 8,7 mil milhões de quilómetros da New Horizons através do nosso Sistema Solar - que, após o lançamento em 2006, incluiu "flybys" históricos por Plutão em 2015 e pelo objeto da Cintura de Kuiper denominado Arrokoth em 2019. O primeiro instrumento científico de uma missão planetária da NASA a ser concebido, construído e "pilotado" por estudantes, o SDC conta e mede o tamanho das partículas de poeira, produzindo informações sobre as taxas de colisão desses corpos no Sistema Solar exterior.
Nesta ilustração não à escala temos a Cintura de Kuiper, a chamada "terceira zona" do Sistema Solar, para lá dos planetas rochosos interiores e dos gigantes gasosos exteriores.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
Estes últimos e surpreendentes resultados foram compilados ao longo de três anos, enquanto a New Horizons viajava de 45 a 55 UA (unidades astronómicas) do Sol - sendo uma UA a distância entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros.
Estas leituras surgem numa altura em que os cientistas da New Horizons, utilizando observatórios como o telescópio japonês Subaru, no Hawaii, descobriram também vários KBOs muito para lá do tradicional limite exterior da Cintura de Kuiper. Pensava-se que este limite exterior (onde a densidade de objetos começa a diminuir) se situava a cerca de 50 UA, mas novas evidências sugerem que a cintura se pode estender até 80 UA, ou mais.
À medida que as observações telescópicas continuam, disse Doner, os cientistas estão a procurar outras possíveis razões para as elevadas leituras de poeira do SDC. Uma possibilidade, talvez menos provável, é a pressão de radiação e outros factores que empurram a poeira criada na Cintura de Kuiper interior para lá das 50 UA. A New Horizons também pode ter encontrado partículas geladas, com uma vida mais curta, que não conseguem chegar às partes mais interiores do Sistema Solar e que ainda não foram contabilizadas nos modelos atuais da Cintura de Kuiper.
"Estes novos resultados científicos da New Horizons podem ser a primeira vez que uma nave espacial descobre uma nova população de corpos no nosso Sistema Solar", disse Alan Stern, investigador principal da New Horizons no SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder. "Mal posso esperar para ver até onde vão estes níveis elevados de poeira da Cintura de Kuiper".
Agora na sua segunda missão alargada, espera-se que a New Horizons tenha propulsor e energia suficientes para operar até à década de 2040, a distâncias superiores a 100 UA do Sol. A essa distância, dizem os cientistas da missão, o SDC poderia até registar a transição da nave espacial para uma região onde as partículas interestelares dominam o ambiente de poeira. Com observações telescópicas complementares da Cintura de Kuiper a partir da Terra, a New Horizons, sendo a única nave espacial a operar e a recolher novas informações sobre a Cintura de Kuiper, tem uma oportunidade única de aprender mais sobre os KBOs, as fontes de poeira e a extensão da cintura, bem como sobre a poeira interestelar e os discos de poeira em torno de outras estrelas.
O modo como a Onda Radcliffe se move através do nosso "quintal" (o Sol é o ponto amarelo). Os pontos azuis são enxames de estrelas bebés. A linha branca é um modelo teórico de Ralf Konietzka e colaboradores que explica a forma e o movimento atual da Onda. As linhas magenta e verde no início mostram como e em que medida a Onda Radcliffe se moverá no futuro. O fundo é um modelo da Via Láctea.
Crédito: Ralf Konietzka, Alyssa Goodman e WorldWide Telescope
Há alguns anos, os astrónomos do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian (CfA) descobriram um dos maiores segredos da Via Láctea: uma enorme cadeia de nuvens de gás, em forma de onda, no nosso "quintal", dando origem a enxames de estrelas ao longo do braço espiral da Galáxia a que chamamos casa.
Dando o nome "Onda Radcliffe" a esta nova e espantosa estrutura, em honra do Instituto Radcliffe de Harvard onde a ondulação foi originalmente descoberta, os astrónomos do CfA relatam agora na revista Nature que a Onda Radcliffe não só se parece com uma onda, mas também se move como uma - oscilando através do espaço tal como "a onda" se move através de um estádio cheio de adeptos.
"Usando o movimento das estrelas bebés nascidas nas nuvens de gás ao longo da Onda de Radcliffe", disse Ralf Konietzka, autor principal do artigo científico e estudante de doutoramento na Escola de Artes e Ciências Kenneth C. Griffin de Harvard e no CfA, "podemos seguir o movimento do seu gás natal para mostrar que a Onda Radcliffe está realmente a ondular".
Em 2018, quando João Alves, professor da Universidade de Viena, era membro do Instituto Radcliffe de Harvard, trabalhou com Catherine Zucker - na altura aluna de doutoramento em Harvard e agora astrofísica do Observatório Astrofísico Smithsonian no CfA - e Alyssa Goodman, professora de astronomia aplicada no CfA, para mapear as posições 3D dos berçários estelares na vizinhança galáctica do Sol. Combinando dados novíssimos da missão Gaia da ESA com a técnica de mapeamento 3D da poeira, notaram a emergência de um padrão que levou à descoberta da Onda Radcliffe em 2020.
"É a maior estrutura coerente que conhecemos e está muito, muito perto de nós", disse Zucker. "Tem estado sempre lá. Só não sabíamos da sua existência porque não podíamos construir estes modelos de alta resolução da distribuição das nuvens de gás, perto do Sol, em 3D."
O mapa 3D da poeira de 2020, desenvolvido no Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, mostrou claramente que a Onda de Radcliffe existia, mas as medições disponíveis na altura não eram suficientemente boas para ver se a onda estava a mover-se. Mas em 2022, usando uma versão mais recente dos dados Gaia, o grupo de Alves atribuiu movimentos 3D aos jovens enxames de estrelas na Onda Radcliffe. Com as posições e movimentos dos enxames em mão, a equipa de Konietzka determinou então que toda a Onda Radcliffe está, de facto, a ondular.
Os enxames de estrelas ao longo da Onda Radcliffe movem-se para cima e para baixo, como as pessoas num estádio desportivo a fazer "a onda", criando um padrão que viaja através do nosso quintal galáctico.
"À semelhança da forma como os adeptos num estádio são puxados para os seus lugares pela gravidade da Terra", disse Konietzka, "a Onda Radcliffe oscila devido à gravidade da Via Láctea".
Compreender o comportamento desta estrutura gigantesca com 9000 anos-luz de comprimento no nosso quintal galáctico, a apenas 500 anos-luz de distância do Sol no seu ponto mais próximo, permite agora aos investigadores voltarem a sua atenção para questões ainda mais desafiantes. Ninguém sabe ainda o que causou a Onda Radcliffe ou porque é que ela se move da forma como se move.
"Agora podemos testar todas as diferentes teorias que explicam a formação da onda", disse Zucker.
"Essas teorias vão desde explosões de estrelas massivas, chamadas supernovas, a perturbações fora da Galáxia, como a colisão de uma galáxia satélite anã com a nossa Via Láctea", acrescentou Konietzka.
O artigo científico da revista Nature inclui também um cálculo da quantidade de matéria escura que pode estar a contribuir para a gravidade responsável pelo movimento da Onda.
"Ao que parece, não é necessária matéria escura significativa para explicar o movimento que observamos", disse Konietzka. "Só a gravidade da matéria normal é suficiente para conduzir a ondulação da Onda".
Para além disso, a descoberta da oscilação levanta novas questões sobre a preponderância destas ondas tanto na Via Láctea como noutras galáxias. Uma vez que a Onda Radcliffe parece formar a espinha dorsal do braço espiral mais próximo da Via Láctea, a oscilação da Onda pode implicar que os braços espirais das galáxias oscilam em geral, tornando as galáxias ainda mais dinâmicas do que se pensava anteriormente.
"A questão é: o que causou a deslocação que deu origem à ondulação que vemos?", disse Goodman. "E será que isso acontece em toda a Galáxia? Em todas as galáxias? Acontece ocasionalmente? Será que está sempre a acontecer?"
As erupções solares mais marcantes nem sempre são as mais influentes (via Universidade do Colorado, em Boulder)
Embora muitos estudos tenham comparado as propriedades magnéticas de proeminências solares confinadas e eruptivas, poucos consideraram as propriedades termodinâmicas de erupções confinadas e ainda menos em comparação com as eruptivas. Um novo artigo efetuou um estudo que quantifica as propriedades termodinâmicas e magnéticas de centenas de erupções solares. Ler fonte
Os astrónomos observam o efeito da matéria escura na evolução das galáxias (via IAC)
Um estudo liderado pela investigadora Laura Scholz, do Instituto de Astrofísica das Canárias, encontrou, pela primeira vez, evidências observacionais de que a evolução e as propriedades das galáxias são condicionadas não só pela massa das estrelas que contêm, mas também pelo efeito dos halos de matéria escura que as rodeiam. Os resultados foram publicados na revista especializada Nature Astronomy. Ler fonte
A ave é maior do que o pico. Apelidada pela sua forma de ave, a Nebulosa da Gaivota é uma vasta nebulosa de emissão, abrangendo uma área no céu com mais de cinco vezes o diâmetro da Lua Cheia, o que à distância estimada de 3800 anos-luz, significa um tamanho de 200 anos-luz. A cabeça da nebulosa está catalogada como IC 2177, e o enxame de estrelas sob a sua asa direita está catalogado como NGC 2343. Constituída principalmente por hidrogénio gasoso de brilho vermelho, a Nebulosa da Gaivota incorpora algumas correntes de poeira e está a formar estrelas. O pico sobre o qual esta gaivota parece voar encontra-se no Parque Nacional Pinnacles, na Califórnia, EUA. A imagem em destaque é uma composição de longas exposições do céu como fundo e de curtas exposições do plano da frente, todas tiradas consecutivamente com a mesma câmara e a partir do mesmo local.
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