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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #2112  
  04/06 a 06/06/2024  
     
 
OBSERVAÇÃO DO SOL EM TAVIRA
Data: 28 de junho de 2024
Hora: 10:00-12:00
No dia 28 de Junho, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve iremos realizar mais uma Sessão de Observação do Sol, desta vez no Local de Embarque perto do Mercado da Ribeira em Tavira pelas 10h00.
A sessão é gratuita. Apareça!
Local: Local de Embarque perto do Mercado da Ribeira em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
Informações: 281 326 231
924 452 528
geral@cvtavira.pt
 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 04/06: 156.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 781 AC era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China. 
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente. 

Em 1996, primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélite Cluster.
Em 2000, chega ao fim a missão do Observatório Compton, quando reentra na atmosfera da Terra. Os detritos restantes caem no Oceano Pacífico. 
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral.
HOJE, NO COSMOS:
Vega é a estrela mais brilhante alta a este depois do anoitecer. Logo para baixo e para a sua esquerda está Epsilon Lyrae, a Dupla-Dupla. Epsilon forma um canto de um triângulo quase equilátero com Vega e Zeta Lyrae. O triângulo tem menos de 2º de lado, praticamente o tamanho do polegar à distância do braço esticado.
Uns binóculos resolvem Epsilon facilmente. E um telescópio de quatro polegadas com 100x de ampliação ou mais deverá resolver cada uma das componentes de Epsilon.
Zeta Lyrae é também uma estrela dupla binocular; muito mais difícil, mas facilmente observável em qualquer telescópio.
Delta Lyrae, por baixo de Zeta, é um par muito mais largo e fácil, laranja e azul.

 

DIA 05/06: 157.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1819, nascia John Couch Adams, astrónomo e matemático inglês. É famoso por prever a existência e posição de Neptuno usando apenas a matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias entre a órbita de Úrano e as leis de Kepler e Newton. Ao mesmo tempo, para seu desconhecimento, os cálculos foram também feitos por Urbain Le Verrier, que ajudaria à localização do planeta em 1846.
Em 1965, nascia Michael E. Brown, cuja equipa descobriu muitos objectos trans-neptunianos, incluindo o planeta anão Éris, o único objeto desta categoria mais massivo que Plutão.

Refere-se a ele próprio como o homem que "matou Plutão", pois ajudou à sua demoção de planeta principal para anão.
Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.
Em 2012, começa o último trânsito de Vénus do século XXI.
HOJE, NO COSMOS:
Arcturo, de magnitude 0, brilha com um pálido tom amarelo-alaranjado bem por cima das nossas cabeças a sul por estas noites. A forma da sua constelação, Boieiro, é parecida à de um papagaio-de-papel ligeiramente torto com 23º de comprimento: cerca de dois punhos à distância do braço esticado.

 

DIA 06/06: 158.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1580, nascia Godefroy Wendelin, astrónomo da Flandres (norte da Bélgica), que mediu a distância entre a Terra e o Sol usando o método de Aristarco de Samos (que resultou em 60% do valor verdadeiro) e que reconheceu que a terceira lei de Kepler também se aplicava aos satélites de Júpiter.
Em 1966, aterragem da Gemini 9
Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.

A missão acabou em desastre a 30 de junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Em 1983, lançamento da Venera 16, com destino Vénus.
HOJE, NO COSMOS:
Lua Nova, pelas 13:38.
Durante grande parte da primavera, a latitudes médias norte, a Via Láctea fica fora de vista. Mas observe agora a este. A rica extensão de Cefeu-Cisne-Águia da Via Láctea começa a nascer a este por estas noites, cada vez mais cedo e mais alta todas as semanas. Uma dica para observadores com poluição luminosa: encontra-se na horizontal para baixo de Vega, passa pelo Triângulo de Verão.

 
 
   
Webb volta a quebrar o seu recorde de galáxia mais distante conhecida
 
Esta imagem infravermelha foi obtida pelo instrumento NIRCam do Telescópio Espacial James Webb para o programa JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Os dados do NIRCam foram utilizados para determinar quais as galáxias a estudar com observações espetroscópicas. Uma dessas galáxias, JADES-GS-z14-0 (na caixa), foi determinada como estando a um desvio para o vermelho de 14,3, tornando-a a atual detentora do recorde de galáxia mais distante conhecida. Isto corresponde a um período inferior a 300 milhões de anos após o Big Bang.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STSCI, Brant Robertson (UC Santa Cruz), Ben Johnson (CfA), Sandro Tacchella (Cambridge), Marcia Rieke (Universidade do Arizona), Daniel Eisenstein (CfA), Phill Cargile (CfA)
 

Uma equipa internacional de astrónomos anunciou a descoberta das duas galáxias mais antigas e mais distantes alguma vez observadas, remontando a apenas 300 milhões de anos após o Big Bang. Estes resultados, obtidos com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA, constituem um marco importante no estudo do Universo primitivo.

As descobertas foram feitas pela equipa do JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Daniel Eisenstein do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian (CfA) é um dos líderes da equipa JADES e investigador principal do programa de observação que revelou estas galáxias. Ben Johnson e Phillip Cargile, ambos investigadores do CfA, e Zihao Wu, estudante de doutoramento de Harvard no CfA, também desempenharam papéis importantes.

Devido à expansão do Universo, a luz das galáxias distantes é esticada para comprimentos de onda maiores à medida que viaja. Este efeito é tão extremo para estas duas galáxias que a sua luz ultravioleta é desviada para comprimentos de onda infravermelhos, onde apenas o JWST as consegue ver. Como a luz leva tempo a viajar, as galáxias mais distantes também são vistas como se estivessem mais cedo no tempo.

As duas galáxias que bateram o recorde chamam-se JADES-GS-z14-0 e JADES-GS-z14-1, sendo a primeira a mais distante das duas. Para além de ser a nova recordista de distância, JADES-GS-z14-0 é notável pela sua dimensão e brilho. "O tamanho da galáxia prova claramente que a maior parte da luz está a ser produzida por um grande número de estrelas jovens", disse Eisenstein, professor de Harvard e presidente do departamento de astronomia, "em vez de material que cai sobre um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, que pareceria muito mais pequeno".

A combinação do brilho extremo com o facto de estrelas jovens estarem a alimentar esta luminosidade elevada faz de JADES-GS-z14-0 a evidência mais impressionante até agora encontrada da formação rápida de galáxias grandes e massivas no Universo primitivo.

"JADES-GS-z14-0 torna-se agora o arquétipo deste fenómeno", diz o Dr. Stefano Carniani da Escola Normal Superior de Pisa, Itália, autor principal do artigo científico sobre a descoberta. "É espantoso que o Universo possa criar uma galáxia assim em apenas 300 milhões de anos".

A evidência de galáxias primitivas surpreendentemente vigorosas apareceu até nas primeiras imagens do JWST e tem vindo a aumentar nos primeiros dois anos da missão. Esta tendência contraria as expetativas que a maioria dos astrónomos tinha antes do lançamento do JWST sobre as teorias de formação de galáxias.

JADES-GS-z14-0 foi um quebra-cabeças para a equipa do JADES quando a avistaram pela primeira vez há mais de um ano, uma vez que aparece suficientemente perto no céu de uma galáxia em primeiro plano e a equipa não tinha a certeza de que as duas não eram vizinhas. Mas, em outubro de 2023, a equipa do JADES obteve imagens ainda mais profundas - cinco dias inteiros com o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do JWST num só campo - e utilizou filtros concebidos para melhor isolar as galáxias mais antigas.

"Não conseguíamos ver nenhuma forma plausível de explicar esta galáxia como sendo meramente uma vizinha da galáxia mais próxima", diz o Dr. Kevin Hainline, professor investigador da Universidade do Arizona.

A galáxia está localizada num campo onde o MIRI (Mid-Infrared Instrument) do JWST tinha realizado uma observação ultraprofunda. O seu brilho nos comprimentos de onda do infravermelho intermédio é um sinal da emissão de átomos de hidrogénio e mesmo de oxigénio no Universo primitivo.

"Apesar de ser tão jovem, a galáxia já está a trabalhar arduamente para criar os elementos que nos são familiares na Terra", disse Zihao Wu, coautor de um segundo artigo sobre esta descoberta, liderado por Jakob Helton, um estudante da Universidade do Arizona.

Encorajada, a equipa obteve então um espetro de cada galáxia e confirmou as suas esperanças de que JADES-GS-z14-0 era de facto uma galáxia recorde e que a candidata mais fraca, a JADES-GS-z14-1, estava quase tão longe.

Um terceiro trabalho, liderado por Brant Robertson, professor na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Ben Johnson, estuda a evolução desta população inicial de galáxias. "Este objeto espantoso mostra que a formação de galáxias no Universo primitivo é muito rápida e intensa", disse Johnson, "e o JWST vai permitir-nos encontrar mais galáxias destas, talvez quando o Universo era ainda mais jovem. É uma oportunidade maravilhosa para estudar como as galáxias começam".

Nota: este texto realça ciência em curso, que ainda não passou pelo processo de revisão por pares.

// Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// ESA (comunicado de imprensa)
// ESA/Webb (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)
// Escola Normal Superior de Pisa (comunicado de imprensa)
// Universidade da Califórnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)
// Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
// Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (arXiv.org)
// Artigo científico #3 (arXiv.org)

 


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Público
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
Correio da Manhã
Pplware

JADES-GS-z14-0:
Wikipedia

Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)
Indicadores de distâncias cósmicas (Wikipedia)
"Escada" de distâncias cósmicas (Wikipedia)
Reionização (Wikipedia)

JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey):
ESA
Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian
GitHub

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
Ciclo 3 GO do Webb (STScI)
Ciclo 3 GTO do Webb (STScI)
Ciclo 3 DDT do Webb (STScI)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
   
Imagens, pela sonda Lucy, revelam que o asteroide Dinkinesh é surpreendentemente complexo
 
Os painéis a, b e c mostram pares de imagens estereográficas do asteroide Dinkinesh tiradas pelo instrumento L'LORRI da nave espacial Lucy da NASA nos minutos da maior aproximação de dia 1 de novembro de 2023. Os pontos amarelos e rosa indicam as características da depressão e da crista, respetivamente. Estas imagens foram melhoradas e processadas para aumentar o contraste. O painel d mostra uma vista lateral de Dinkinesh e do seu satélite Selam, tirada alguns minutos após a maior aproximação.
Crédito: NASA/GSFC/SwRI/APL de Johns Hopkins/NOIRLab
 

Imagens do "flyby" do asteroide Dinkinesh, em novembro de 2023, pela nave espacial Lucy da NASA, mostram uma depressão em Dinkinesh onde um grande pedaço - cerca de um quarto do asteroide - se deslocou subitamente, uma crista e um satélite binário de contacto (agora conhecido como Selam). Os cientistas dizem que esta estrutura complicada mostra que Dinkinesh e Selam têm uma força interna significativa e uma história complexa e dinâmica.

"Queremos compreender a força dos pequenos corpos do nosso Sistema Solar, porque isso é fundamental para compreender como é que planetas como a Terra aqui chegaram", disse Hal Levison, investigador principal da Lucy na filial de Boulder, Colorado, do SwRI (Southwest Research Institute em San Antonio, Texas). "Basicamente, os planetas formaram-se quando zilhões de objetos mais pequenos em órbita do Sol, como os asteroides, chocaram uns com os outros. A forma como os objetos se comportam quando chocam uns com os outros, se se partem ou se mantêm unidos, tem muito a ver com a sua força e estrutura interna." Levison é o autor principal de um artigo científico sobre estas observações publicado no dia 29 de maio na revista Nature.

Os investigadores pensam que Dinkinesh está a revelar a sua estrutura interna pela forma como responde ao stress. Ao longo de milhões de anos a girar à luz do Sol, as pequenas forças provenientes da radiação térmica emitida pela superfície quente do asteroide geraram um pequeno momento que fez com que Dinkinesh girasse gradualmente mais depressa, acumulando tensões centrífugas até que parte do asteroide se deslocou para uma forma mais alongada. Este evento terá provocado a entrada de detritos numa órbita próxima, que se tornaram a matéria-prima que produziu a crista e o satélite.

 
Filme estéreo do asteroide Dinkinesh, obtido aquando da passagem da nave espacial Lucy da NASA, no dia 1 de novembro de 2023.
Crédito: NASA/GSFC/SwRI/APL de Johns Hopkins/NOIRLab/Brian May/Claudia Manzoni
 

Se Dinkinesh fosse muito mais fraco, mais parecido com um monte fluído de areia, as suas partículas ter-se-iam movido gradualmente em direção ao equador e voado para órbita à medida que girava mais depressa. No entanto, as imagens sugerem que foi capaz de se manter unido durante mais tempo, mais como uma rocha, com mais força do que um fluido, acabando por ceder sob tensão e fragmentar-se em grandes pedaços (embora a quantidade de força necessária para fragmentar um pequeno asteroide como Dinkinesh seja minúscula em comparação com a maioria das rochas da Terra).

"A depressão sugere uma falha abrupta, mais como um terramoto com uma acumulação gradual de tensão e depois uma libertação súbita, em vez de um processo lento como a formação de uma duna de areia", disse Keith Noll do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, cientista do projeto Lucy e coautor do artigo.

"Estas características dizem-nos que Dinkinesh tem alguma força e permitem-nos fazer uma pequena reconstrução histórica para ver como este asteroide evoluiu", disse Levison. "Partiu-se, as coisas separaram-se e formaram um disco de material durante essa falha, algum do qual choveu de volta à superfície para formar a crista".

Os investigadores pensam que parte do material do disco formou a lua Selam, que é na realidade dois objetos que se tocam, uma configuração chamada binário de contacto. Os pormenores da formação desta lua invulgar permanecem misteriosos.

 
Filme estéreo de Selam obtido aquando da passagem da nave espacial Lucy da NASA no dia 1 de novembro de 2023.
Crédito: NASA/GSFC/SwRI/APL de Johns Hopkins/NOIRLab/Brian May/Claudia Manzoni
 

Dinkinesh e o seu satélite são os dois primeiros de 11 asteroides que a equipa da Lucy planeia explorar durante a sua viagem de 12 anos. Depois de passar pela orla interior da cintura principal de asteroides, a sonda Lucy está agora a regressar à Terra para uma assistência gravitacional em dezembro de 2024. Essa passagem próxima irá impulsionar a nave espacial de volta à cintura principal de asteroides, onde irá observar o asteroide Donaldjohanson em 2025, e depois para o primeiro dos encontros com os asteroides Troianos que acompanham Júpiter (à frente e atrás) na sua órbita em torno do Sol, a partir de 2027.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Lucy vê o asteroide Dinkinesh em detalhe (NASA Goddard via YouTube)

 


Quer saber mais?

Cobertura da missão Lucy pelo CCVAlg - Astronomia:
03/05/2024 - Novos cálculos determinam a idade de asteroide "bebé"
10/11/2023 - Lucy surpreende de novo: observa o primeiro binário de contacto em órbita de um asteroide
03/11/2023 - Lucy completa o seu primeiro "flyby" e descobre que Dinkinesh afinal é um asteroide binário!
24/10/2023 - Sonda Lucy prepara-se para a sua primeira passagem por um asteroide
31/01/2023 - Equipa da missão Lucy da NASA anuncia novo alvo
19/08/2022 - Equipa da missão Lucy da NASA descobre lua em torno do asteroide Polimel
01/10/2021 - Missão Lucy da NASA prepara-se para viajar até aos asteroides troianos
13/11/2018 - Trabalho de detetive cósmico: a importância das rochas espaciais
14/09/2018 - Cientistas encontram evidências de escaramuça planetária precoce

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CNN

Asteroide 152830 Dinkinesh (1999 VD57):
NASA
AstDyS-2
Wikipedia

Selam (lua de Dinkinesh):
Wikipedia

Missão Lucy:
NASA
SwRI
Wikipedia

 
   
Cientistas da New Horizons fazem observações ultravioletas marcantes da heliosfera, do Universo e do meio interestelar local
 
Os cientistas da missão New Horizons e colegas externos estão a tirar partido da posição da nave espacial na distante Cintura de Kuiper para fazer observações astrofísicas e heliosféricas únicas. Alice, o espetrógrafo ultravioleta da nave espacial, efetuou 75 varreduras do céu em setembro de 2023, num total de 150 horas de observações. Estes dados centram-se na luz dos átomos de hidrogénio no comprimento de onda ultravioleta Lyman-alfa em todo o céu, tal como observado do ponto de vista da New Horizons no Sistema Solar distante. Este mapa mostra os dados das observações sobrepostos num modelo "suavizado" do fundo Lyman-alfa esperado.
Crédito: NASA/APL de Johns Hopkins/SwRI
 

Os cientistas da missão New Horizons da NASA estão a perseguir novos objetivos de investigação e a fazer observações astrofísicas e heliosféricas únicas com o conjunto de instrumentos a bordo da nave espacial New Horizons. Este projeto único tira partido da atual posição da nave espacial na distante Cintura de Kuiper, onde as observações evitam vários tipos de obscurecimentos visuais mais próximos da Terra.

A nave interplanetária New Horizons foi lançada em 2006. O seu objetivo central era compreender melhor o desenvolvimento de Plutão, da Cintura de Kuiper e do Sistema Solar. As suas passagens históricas por Plutão, em 2015, e pelo objeto da Cintura de Kuiper, Arrokoth, em 2019, geraram manchetes em todo o mundo e numerosos resultados científicos inovadores. Desde então, a nave espacial tem enviado imagens notáveis e outros dados dos confins do Sistema Solar.

"Uma boa ferramenta pode ser usada para muitas coisas", disse Joel Parker, cientista adjunto do projeto New Horizons do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. "É emocionante desenvolver novos usos para a New Horizons, que se juntam aos originalmente previstos à medida que a missão continua. A nave espacial e o seu poderoso conjunto de instrumentos estão de excelente saúde à medida que a missão prossegue através da Cintura de Kuiper. Desse ponto, a New Horizons está numa posição única não só para continuar o trabalho de ciência planetária, mas também para contribuir para estudos importantes de astrofísica e heliofísica".

Parker é um membro de longa data da equipa da New Horizons, tendo sido membro da equipa científica e gestor de projeto do espetrógrafo ultravioleta da nave espacial, Alice.

"A New Horizons está numa posição única para fazer observações astrofísicas que são difíceis ou impossíveis de fazer aqui na Terra ou mesmo em órbita", disse Parker. "Muitas coisas podem obscurecer as observações, mas um dos maiores problemas é a poeira no interior do Sistema Solar. Pode não ser óbvio quando se olha para um céu noturno limpo, mas há muita poeira na secção interna do Sistema Solar. Há também uma grande quantidade de obscurecimento em certos comprimentos de onda ultravioleta a distâncias mais próximas devido ao hidrogénio que permeia o nosso sistema planetário, mas que é muito reduzido na Cintura de Kuiper e na heliosfera exterior".

A poeira é o resultado da colisão de asteroides, cometas e outros objetos ou da libertação de poeira por outras razões. À medida que a New Horizons se afasta da Terra para a Cintura de Kuiper e mais além, a poeira torna-se consideravelmente menos densa. Além disso, a contaminação do Sol e a dispersão da sua luz na poeira e no hidrogénio gasoso diminuem perto da posição da nave espacial no limite do Sistema Solar.

 
A linha vermelha marca a trajetória da sonda New Horizons até à distante Cintura de Kuiper. A posição atual da sonda na Cintura de Kuiper, onde as observações podem evitar interferências mais próximas da Terra, permite-lhe fazer observações astrofísicas únicas sem a poluição luminosa e poeirenta do Sistema Solar interior.
Crédito: NASA/APL de Johns Hopkins APL/SwRI
 

"É como conduzir através de um nevoeiro espesso e, quando se passa por uma colina, fica tudo claro", disse Parker. "De repente, podemos ver coisas que estavam obscurecidas. Quando se está a tentar procurar uma luz muito ténue fora do nosso Sistema Solar ou da nossa Galáxia, esse obscurecimento cria um desafio".

As observações terrestres de objetos para lá do Sistema Solar têm de ter em conta a interferência da poeira e da luz, o que exige que os cientistas criem modelos que estimem o grau de obstrução da visão. A equipa da New Horizons tira partido da posição da nave espacial na Cintura de Kuiper para compreender melhor a precisão destes modelos e para fazer observações sem ter de fazer correções baseadas em modelos de poeira.

"Se medirmos a forma como o 'nevoeiro' muda à medida que nos afastamos, podemos criar melhores modelos para as nossas observações a partir da Terra", disse Parker. "Com modelos mais precisos, podemos subtrair mais facilmente os efeitos da luz e da contaminação por poeiras."

A equipa da New Horizons está particularmente interessada no fundo cósmico ótico e no que este revela sobre a evolução das galáxias ao longo da história do Universo, incluindo pistas sobre a natureza da matéria escura. Os membros da equipa também estão interessados em observar o fundo cósmico ultravioleta, que pode esclarecer o ritmo de formação estelar, os choques interestelares e a dispersão de poeira, bem como melhorar os modelos de observação existentes e mapear a distribuição de hidrogénio na heliosfera exterior e nas partes próximas do meio interestelar.

"A ciência planetária de referência que a New Horizons está a fazer e continua a fazer é espantosa, mas também é espantoso ver a nave espacial a contribuir significativamente para outros campos importantes da ciência, como a astrofísica e a heliofísica", disse Alan Stern, o investigador principal da New Horizons do SwRI.

// JHUAPL (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

New Horizons:
NASA
JHUAPL
X/Twitter
Wikipedia

Cintura de Kuiper:
Centro de Planetas Menores da UAI
NASA 
Wikipedia

Heliosfera:
Wikipedia

Meio interestelar local:
Wikipedia

Plutão:
NASA
The Nine Planets
Wikipedia

Arrokoth (2014 MU69; Ultima Thule):
NASA
NASA - 2
JHUAPL
Wikipedia 

 
   
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  Inteligência artificial ajuda cientistas a compreender as explosões cósmicas (via Universidade de Warwick)
Muitas estrelas no Universo terminarão as suas vidas como anãs brancas - estrelas compactas que contêm aproximadamente a massa do Sol com o tamanho da Terra. Algumas destas anãs brancas acabarão por explodir como supernovas. O processo é altamente energético e resulta na criação de elementos pesados que são os blocos de construção da vida, como o cálcio e o ferro, que são libertados para o Universo. Apesar da sua importância, os astrónomos ainda não sabem exatamente como ou porque ocorrem estas supernovas. Para ajudar a compreender melhor, a nova investigação utilizará um tipo de IA conhecido como aprendizagem automática para acelerar as experiências com supernovas - processos que atualmente são muito dispendiosos e demorados do ponto de vista computacional. Isto ajudará a revelar a forma como estas explosões cósmicas ocorreram, comparando os modelos de explosão com as observações reais. Ler fonte
     
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Álbum de fotografias
O Reino Nebuloso de WR 134

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Xin Long
 
Feito com filtros de banda estreita, este instantâneo cósmico cobre um campo de visão duas vezes maior do que a Lua Cheia dentro dos limites da constelação de Cisne. Destaca a orla brilhante de uma nebulosa em forma de anel, rastreada pelo brilho do hidrogénio e oxigénio ionizados. Embebidos nas nuvens interestelares de gás e poeira da região, os arcos complexos e brilhantes são secções de bolhas ou conchas de material varrido pelo vento da estrela Wolf-Rayet WR 134, a estrela mais brilhante perto do centro da imagem. As estimativas de distância colocam WR 134 a cerca de 6000 anos-luz de distância, fazendo com que a imagem abranja mais de 100 anos-luz de diâmetro. Desprendendo-se dos seus invólucros exteriores em poderosos ventos estelares, as estrelas Wolf-Rayet massivas queimaram o seu combustível nuclear a um ritmo prodigioso e terminam esta fase final da evolução de estrelas massivas numa espetacular explosão de supernova. Os ventos estelares e a supernova final enriquecem o material interestelar com elementos pesados que serão incorporados nas futuras gerações de estrelas.
 
   
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