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Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #2113  
  07/06 a 10/06/2024  
     
 
OBSERVAÇÃO DO SOL EM TAVIRA
Data: 28 de junho de 2024
Hora: 10:00-12:00
No dia 28 de Junho, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve iremos realizar mais uma Sessão de Observação do Sol, desta vez no Local de Embarque perto do Mercado da Ribeira em Tavira pelas 10h00.
A sessão é gratuita. Apareça!
Local: Local de Embarque perto do Mercado da Ribeira em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
Informações: 281 326 231
924 452 528
geral@cvtavira.pt
 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 07/06: 159.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1992, era lançado o EUVE (Extreme Ultraviolet Explorer).

HOJE, NO COSMOS:
A Lua está "de volta", atravessando a constelação de Gémeos à medida que estes dizem adeus à estação. O finíssimo Crescente do nosso satélite natural tem apenas dia e meio.

 

DIA 08/06: 160.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1625 nascia Giovanni Cassini

Cassini foi um italiano que esteve à frente do Observatório de Paris durante muitos anos, o primeiro a observar as mudanças de estação em Marte e a medir a paralaxe (ou distância) do planeta, estabelecendo pela primeira vez a escala do Sistema Solar. Foi o primeiro a descrever as bandas e manchas de Júpiter e estudou as órbitas dos satélites jovianos. Descobriu quatro luas de Saturno, mas é mais conhecido por ter sido o primeiro a observar a divisão (agora com o seu nome) entre os anéis A e B de Saturno.
Em 1975, era lançada a Venera 9 (USSR). Alcançou Vénus a 22 de outubro de 1975. Foi a primeira sonda a transmitir imagens da superfície do planeta.
Em 2004 teve lugar o último trânsito de Vénus pelo Sol visível de Portugal, um evento que já não acontecia há mais de 120 anos.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua forma agora um triângulo mais ou menos retângulo com Pollux e Castor para cima. Quão perfeito é o triângulo retângulo depende da posição do observador.

 

DIA 09/06: 161.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1812 nascia Johann Gottfried Galle, astrónomo alemão, que foi o primeiro a observar Neptuno sabendo do que se tratava.

Galle é também conhecido por ter sido assistente de Encke e foi um dos poucos astrónomos a observar o cometa Halley duas vezes - morrendo dois meses depois do cometa ter passado o periélio em 1910.
HOJE, NO COSMOS:
A Ursa Maior "deu a volta" para ficar apoiada pela sua "pega" alta a noroeste após o cair da noite. A estrela do meio da "pega" é Mizar, com a sua pequena Alcor mesmo ao lado. De que lado de Mizar é que está Alcor? Como sempre, do lado virado para Vega! Que é agora a estrela mais brilhante a este.

 

DIA 10/06: 162.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1973, lançamento do Explorer 49, que foi colocado em órbita lunar e tinha o objetivo de recolher medições dos planetas, do Sol e da Galáxia no rádio.
Em 2003 era lançado o rover Spirit, começando a missão Mars Exploration Rover da NASA. Em Marte, operou durante largos anos, até que deixou de contactar com a Terra em março de 2010.

Em 2018, o rover Opportunity envia a sua última mensagem para a Terra. O fim da missão foi oficialmente declarado no dia 13 de fevereiro de 2019.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua Crescente está hoje para cima e um pouco para a esquerda do enxame M44 (ou Presépio).

 
 
   
Uma estrela de neutrões em rotação lenta que quebra todas as regras
 
Representação artística do radiotelescópio ASKAP da CSIRO com duas versões do misterioso objeto celeste: estrela de neutrões ou anã branca?
Crédito: Carl Knox/OzGrav
 

Cientistas australianos da Universidade de Sydney e da agência nacional de ciência da Austrália, CSIRO, detetaram o que é provavelmente uma estrela de neutrões a girar mais lentamente do que qualquer outra alguma vez medida.

Nenhuma outra estrela de neutrões emissora de rádio, das mais de 3000 descobertas até agora, foi descoberta a girar tão lentamente. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.

A autora principal, Dra. Manisha Caleb, do Instituto de Astronomia da Universidade de Sydney, afirmou: "É muito invulgar descobrir uma candidata a estrela de neutrões que emite pulsos de rádio desta forma. O facto de o sinal se repetir a um ritmo tão lento é extraordinário".

Esta estrela de neutrões invulgar está a emitir ondas de rádio a um ritmo demasiado lento para se enquadrar nas descrições atuais do comportamento das estrelas de neutrões. Isto fornece novos conhecimentos sobre os complexos ciclos de vida dos objetos estelares.

No fim da sua vida, as grandes estrelas com cerca de 10 vezes a massa do Sol gastam todo o seu combustível e explodem num espetacular evento a que chamamos supernova. É criado um remanescente estelar tão denso que 1,4 vezes a massa do nosso Sol é compactada numa bola com apenas 20 quilómetros de diâmetro.

A matéria é tão densa que os eletrões com carga negativa são esmagados em protões de carga positiva e o que resta é um objeto constituído por biliões de partículas de carga neutra. Nasce uma estrela de neutrões.

Dada a física extrema com que estas estrelas colapsam, as estrelas de neutrões giram tipicamente a uma velocidade alucinante, levando apenas alguns segundos ou mesmo frações de segundo a girar completamente sobre o seu eixo.

Agora, os astrónomos da Universidade de Sydney e da CSIRO descobriram um objeto compacto que repete o seu sinal com um período relativamente lento de apenas uma hora.

A descoberta foi feita utilizando o radiotelescópio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) da CSIRO na Austrália Ocidental.

O radiotelescópio ASKAP consegue ver uma grande parte do céu de uma só vez, o que significa que pode captar coisas que os investigadores nem sequer estão à procura. O cientista da CSIRO, Dr. Emil Lenc, coautor do artigo, afirmou que não teriam encontrado este estranho objeto se não fosse o design único do ASKAP.

"Estávamos simultaneamente a monitorizar uma fonte de raios gama e a procurar uma explosão rápida de rádio quando vi este objeto a piscar lentamente nos dados. Três coisas muito diferentes num só campo de visão", disse.

"O ASKAP é um dos melhores telescópios do mundo para este tipo de investigação, uma vez que está constantemente a analisar uma grande parte do céu, permitindo-nos detetar quaisquer anomalias".

A origem de um sinal com um período tão longo permanece um profundo mistério, embora dois tipos de estrelas sejam os principais suspeitos - anãs brancas e estrelas de neutrões.

"O que é intrigante é a forma como este objeto apresenta três estados de emissão distintos, cada um com propriedades completamente diferentes dos outros. O radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, desempenhou um papel crucial na distinção entre estes estados. Se os sinais não viessem do mesmo ponto no céu, não teríamos acreditado que era o mesmo objeto a produzir estes sinais diferentes", disse a Dra. Caleb.

Embora uma anã branca isolada com um campo magnético extraordinariamente forte pudesse produzir o sinal observado, é surpreendente que nunca se tenham descoberto anãs brancas isoladas altamente magnéticas nas proximidades. Por outro lado, uma estrela de neutrões com campos magnéticos extremos pode explicar de forma bastante elegante as emissões observadas.

Apesar de uma estrela de neutrões de rotação lenta ser a explicação provável, os investigadores disseram que não podem excluir a possibilidade de o objeto fazer parte de um sistema binário com uma estrela de neutrões ou outra anã branca.

Será necessária mais investigação para confirmar se o objeto é uma estrela de neutrões ou uma anã branca. De qualquer forma, o objeto fornecerá informações valiosas sobre a física destes objetos extremos.

"Poderá até levar-nos a reconsiderar o nosso conhecimento de décadas sobre as estrelas de neutrões ou anãs brancas; como emitem ondas de rádio e como são as suas populações na nossa Galáxia, a Via Láctea", disse a Dra. Caleb.

A professora Tara Murphy, radioastrónoma e diretora da Escola de Física da Universidade de Sydney, afirmou: "Até ao advento dos nossos novos telescópios, o céu dinâmico, no rádio, permaneceu relativamente inexplorado. Agora podemos olhar em profundidade e, frequentemente, observamos todo o tipo de fenómenos invulgares. Estes eventos dão-nos uma ideia de como a física funciona em ambientes extremos".

// Universidade de Sydney (comunicado de imprensa)
// Universidade de Manchester (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
EurekAlert!
COSMOS
PHYSORG

Estrela de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder):
CSIRO
Wikipedia

MeerKAT:
SARAO
Wikipedia

 
   
Planeta "estranho" mantém atmosfera apesar da implacável radiação da sua estrela
 
Impressão artística de TIC365102760 b, apelidado de Fénix pela sua capacidade de sobreviver, de perto, à intensa radiação de uma estrela gigante vermelha.
Crédito: Roberto Molar Candanosa/Universidade Johns Hopkins
 

Um exoplaneta raro, que deveria ter sido reduzido a rocha nua pela intensa radiação da sua estrela hospedeira, desenvolveu uma atmosfera inchada - a última de uma série de descobertas que obrigam os cientistas a repensar as teorias sobre a forma como os planetas envelhecem e morrem em ambientes extremos.

Apelidado de "Fénix" pela sua capacidade de sobreviver à energia radiante da sua estrela gigante vermelha, o planeta recém-descoberto ilustra a vasta diversidade dos sistemas solares e a complexidade da evolução planetária - especialmente no fim da vida das estrelas.

Os resultados foram publicados na revista The Astronomical Journal.

"Este planeta não está a evoluir da forma que pensávamos. Parece ter uma atmosfera muito maior e menos densa do que esperávamos para estes sistemas", disse Sam Grunblatt, astrofísico da Universidade Johns Hopkins que liderou a investigação. "A grande questão é saber como é que ele manteve essa atmosfera apesar de estar tão perto de uma estrela hospedeira tão grande".

O novo planeta pertence a uma categoria de mundos raros chamados "Neptunos quentes", porque partilham muitas semelhanças com o gigante gelado mais exterior do Sistema Solar, apesar de estarem muito mais perto das suas estrelas hospedeiras e de serem muito mais quentes. Oficialmente designado TIC 365102760 b, o mais recente planeta inchado é surpreendentemente mais pequeno, mais velho e mais quente do que os cientistas pensavam ser possível. É 6,2 vezes maior do que a Terra, completa uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 4,2 dias e está cerca de 6 vezes mais próximo da sua estrela do que Mercúrio está do Sol.

Devido à idade de Fénix e às suas temperaturas escaldantes, juntamente com a sua densidade inesperadamente baixa, o processo de despojamento da sua atmosfera deve ter ocorrido a um ritmo mais lento do que os cientistas pensavam ser possível, concluíram. Estimaram também que o planeta é 60 vezes menos denso do que o "Neptuno quente" mais denso descoberto até à data, e que não sobreviverá mais de 100 milhões de anos antes de começar a morrer ao espiralar para a sua estrela gigante.

"É o planeta mais pequeno que alguma vez encontrámos em torno de uma destas gigantes vermelhas e, provavelmente, o planeta de menor massa a orbitar uma estrela gigante [vermelha] que alguma vez vimos", disse Grunblatt. "É por isso que tem um aspeto muito estranho. Não sabemos porque é que ainda tem uma atmosfera quando outros 'Neptunos quentes', que são muito mais pequenos e muito mais densos, parecem estar a perder as suas atmosferas em ambientes muito menos extremos."

Grunblatt e a sua equipa conseguiram obter estas informações através da elaboração de um novo método para afinar os dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. O telescópio do satélite consegue detetar planetas de baixa densidade, uma vez que estes diminuem o brilho das suas estrelas hospedeiras quando passam à sua frente. Mas a equipa de Grunblatt filtrou a luz indesejada nas imagens e depois combinou-as com medições adicionais do Observatório W.M. Keck, no vulcão Maunakea, no Hawaii, uma instalação que segue as pequenas oscilações das estrelas causadas pelos seus planetas em órbita.

As descobertas podem ajudar os cientistas a melhor compreender a evolução de atmosferas como a da Terra, disse Grunblatt. Os cientistas preveem que, dentro de alguns milhares de milhões de anos, o Sol se expandirá até se tornar uma estrela gigante vermelha, que inchará e engolirá a Terra e os outros planetas interiores.

"Não compreendemos muito bem a fase final da evolução dos sistemas planetários", disse Grunblatt. "Isto diz-nos que talvez a atmosfera da Terra não evolua exatamente como pensávamos."

Os planetas inchados são muitas vezes compostos por gases, gelo ou outros materiais mais leves que os tornam globalmente menos densos do que qualquer planeta do Sistema Solar. São tão raros que os cientistas pensam que apenas cerca de 1% das estrelas os têm. Exoplanetas como Fénix não são descobertos com tanta frequência porque os seus tamanhos mais pequenos tornam-nos mais difíceis de detetar do que os maiores e mais densos, disse Grunblatt. É por isso que a sua equipa está à procura de mais mundos pequenos. Já encontraram uma dúzia de potenciais candidatos com a sua nova técnica.

"Ainda temos um longo caminho a percorrer para compreender como as atmosferas planetárias evoluem ao longo do tempo", disse Grunblatt.

// Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
EurekAlert!
SPACE.com
PHYSORG
ScienceDaily
Gizmodo

TIC 365102760 b:
Exoplanet.eu

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de exoplanetas mais próximos (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)

Observatório W. M. Keck:
Página principal
Wikipedia

 
   
A NASA vai alterar a forma como aponta o Telescópio Espacial Hubble
 
Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble foi obtida no dia 19 de maio de 2009 durante a quinta e última missão de serviço.
Crédito: NASA
 

Depois de completar uma série de testes e de considerar cuidadosamente as suas opções, a NASA anunciou na passada terça-feira que está em curso um trabalho de transição do seu Telescópio Espacial Hubble para funcionar utilizando apenas um giroscópio. Embora o telescópio tenha entrado em modo de segurança a 24 de maio, onde permanecerá até à conclusão dos trabalhos, esta alteração permitirá ao Hubble continuar a explorar os segredos do Universo durante esta década e na próxima, sem que a maioria das suas observações seja afetada.

Dos seis giroscópios atualmente existentes na nave espacial, três permanecem ativos. Medem as velocidades de viragem do telescópio e fazem parte do sistema que determina e controla a direção para onde o telescópio está apontado. Ao longo dos últimos seis meses, um giroscópio em particular tem apresentado leituras cada vez mais incorretas, fazendo com que o telescópio espacial entre em modo de segurança várias vezes e suspenda as observações científicas enquanto o telescópio aguarda novas instruções do solo.

Este giroscópio está a sofrer de "saturação", indicando o valor máximo de velocidade de rotação possível, independentemente da rapidez com que o telescópio está a girar. Embora a equipa tenha repetidamente conseguido repor a eletrónica do giroscópio para que as leituras voltassem ao normal, os resultados têm sido apenas temporários, antes de o problema reaparecer, como aconteceu novamente no final de maio.

Para regressar a operações científicas consistentes, a NASA está a fazer a transição do telescópio para um novo modo operacional que há muito considerava: o Hubble funcionará apenas com um giroscópio, mantendo outro giroscópio disponível para utilização futura. Foram instalados seis novos giroscópios durante a quinta e última missão de manutenção pelo vaivém espacial em 2009. Até à data, três desses giroscópios continuam operacionais, incluindo o giroscópio que está atualmente com problemas, que a equipa continuará a monitorizar. O Hubble usa três giroscópios para maximizar a eficiência, mas pode continuar a fazer observações científicas com apenas um giroscópio. A NASA desenvolveu este plano pela primeira vez há mais de 20 anos, como o melhor modo operacional para prolongar a vida do Hubble e permitir-lhe fornecer ciência consistente com menos de três giroscópios em funcionamento. O Hubble operou anteriormente em modo de dois giroscópios, com uma diferença insignificante para o modo de um giroscópio, de 2005 a 2009. As operações com um giroscópio foram demonstradas em 2008 durante um curto período de tempo, sem impacto na qualidade da observação científica.

Embora continue a efetuar observações científicas em modo monogiro, prevêem-se algumas pequenas limitações. O observatório precisará de mais tempo para girar e fixar um alvo científico e não terá tanta flexibilidade quanto ao local onde pode observar num dado momento. Também não será capaz de seguir objetos em movimento mais próximos do que Marte, embora estes sejam alvos raros para o Hubble.

A transição envolve a reconfiguração do telescópio e do sistema terrestre, bem como a avaliação do impacto nas futuras observações planeadas. A equipa espera retomar as operações científicas a meio do mês de junho. Uma vez em modo monogiro, a NASA prevê que o Hubble continue a fazer novas descobertas cósmicas ao lado de outros observatórios, como o Telescópio Espacial James Webb e o futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, nos próximos anos.

Lançado em 1990, o Hubble mais do que duplicou o tempo de vida previsto do projeto e tem observado o Universo há mais de três décadas, celebrando recentemente o seu 34.º aniversário.

// NASA (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais
Arquivo de Ciências do eHST
Operando o Hubble com apenas um giroscópio (NASA)

Giroscópio:
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Primeira deteção de iões negativos na Lua (via ESA)
O primeiro instrumento da ESA a aterrar na Lua detetou a presença de iões negativos na superfície lunar, produzidos através de interações com o vento solar. A equipa europeia que trabalha com o instrumento NILS (Negative Ions at the Lunar Surface) confirmou o sucesso desta missão científica que voou para o lado oculto da Lua a bordo da nave espacial Chang'e-6. A descoberta de um novo componente do plasma na superfície da Lua abre uma nova janela para a física espacial e para as missões humanas e robóticas numa era de exploração lunar renovada. Ler fonte
     
  Reconhecimento de mundos potencialmente habitáveis com o Webb (via Blog da NASA)
Os exoplanetas são comuns na nossa Galáxia, e alguns até orbitam na chamada zona habitável da sua estrela. O Telescópio Espacial James Webb da NASA tem estado ocupado a observar alguns destes pequenos planetas potencialmente habitáveis, e os astrónomos estão agora a trabalhar arduamente na análise dos dados. Os Drs. Knicole Colón e Christopher Stark, cientistas do projeto Webb no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, falaram sobre os desafios do estudo destes outros mundos. Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
Cometa Pons-Brooks Desenvolve Caudas Opostas

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rolando Ligustri e Lukas Demetz
 
Porque é que o cometa Pons-Brooks tem agora caudas a apontar em direções opostas? A cauda mais espetacular é a cauda iónica de brilho azul que é visível a apontar para baixo na imagem. A cauda iónica é empurrada diretamente na direção oposta à do Sol pelo vento solar. No canto superior direito está a brilhante cabeleira central do cometa 12P/Pons-Brooks. A cauda de poeira do cometa estende-se para fora da cabeleira, principalmente para a esquerda. Empurrada para fora e abrandada pela pressão da luz solar, a cauda de poeira tende a seguir o cometa ao longo da sua órbita e, de alguns ângulos de observação, pode parecer oposta à cauda iónica. A distante e brilhante estrela Alpha Leporis é vista na parte inferior da imagem em destaque, captada na semana passada da Namíbia. Há alguns dias, o cometa passou o seu ponto mais próximo da Terra e é agora mais visível a partir dos céus do hemisfério sul, à medida que diminui de brilho e viaja de volta para o Sistema Solar exterior.
 
   
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